Do céu caiu um novo trailer de Up in the Air, de Jason Reitman. O tom do filme continua a agradar-nos sobremaneira, e as expectativas lá se vão mantendo a 10.000 pés de altitude, estáveis, sem bolsas de ar a prejudicar o voo. Daqui por uns meses veremos como corre a aterragem. Do trailer, algumas notas.
1 – Anna Kendrick vai deixar de ser apenas mais uma teenager que passou pela centrifugadora Twilight.
2 – “I’m like my mother, I steryotype. It’s faster”. Uma das melhores frases do ano.
3 – A música de Sad Brad Smith, que começa perto do minuto e quarenta, com um certo je ne sais quoi de Elliot Smith, parece ser potencial candidata aos Oscars. Percebe-se porquê.
Os textos são como as pessoas. Há os menos e os mais arrojados. Por sua vez, as pessoas são como as pizzas. A base é a mesma, o que difere são os toppings. Há uns dias deparámo-nos com um texto deveras arrojado, seguramente cozinhado por um tipo que aprecia toppings mais picantes. A prosa versava sobre as valências do trabalho de Jason Reitman, e de como estas o aproximavam a passos largos do legado de Billy Wilder. A constatação não pretendia comparar atributos, mas apenas alertar para o facto de, caso Up in the Air venha a ser um sucesso a toda a linha, talvez comece a fazer sentido afirmar que Reitman é o justo herdeiro ao trono que Wilder deixou vazio. O do realizador que privilegia, antes de tudo o mais, a qualidade do argumento. Não pretendemos fazer disto um cavalo de batalha, contudo, já que de equídeos se fala, não os coloquemos à frente da carroça. As reacções à exibição em Telluride transportam o filme para um patamar elevado, mas não de forma segura. A força gravitacional ainda puxa a mais recente película de Reitman para a mediania que é a troposfera. De um modo geral, o filme conquistou o coração – se é que essa é a parte a ser conquistada – da audiência. Anne Thompson, do Indiewire, não tem grandes contemplações.
“Writer-director Jason Reitman (and obsessive airline mile collector) played the crowd like a pro, hoping that the movie would live up to their expectations. He didn’t need to worry. The director, who debuted Juno here two years ago at the same theater, delivers a winner”.
Kris Tapley, do InContention, idem idem, aspas aspas.
“But the star of the production is Jason Reitman, who has crafted a screenplay both profound and entertaining, one with comedic rhythms that sing and emotional beats that resonate. That the effort is wrapped, on the surface, in a very timely tale that will hit the zeitgeist at just the right moment is testament to his patience with the project, one that has been nourished from a harmless romp, through a life accentuated by significant change, into a work of art”.
Agora, melhor mesmo é o desabafo de Sasha Stone no Awards Daily.
“And our friend in Telluride emailed to say that it’s a perfect role for Clooney. It should be mentioned, though, that one hopes the hype does not kill the movie. From what I’m reading, it is not Slumdog Millionaire – and it won’t be an across-the-board crowdpleaser”.
Quem nos conhece sabe que, quando os pareceres são positivos, não costumamos hesitar. Deitar foguetes antes da festa nunca foi apanágio de gente ponderada, contudo, nunca nos tivemos em tamanha conta. Em quase tudo, somos precoces. A doença ainda vem em Marrocos, e já temos os sintomas. Ainda o filme não chegou às salas, e já estamos aqui a difundir a opinião alheia. Contudo, seguramente que decidiriam da mesma maneira se já tivessem lido o que Jeff Wells, do Hollywood Elsewhere, postou no seu site sobre Up in the Air. Wells não é tipo de postar o que lhe apetece. Não que conheçamos Wells de algum lado, mas, a avaliar pelas coisas que escreve, parece pertencer à classe ponderada de que falávamos lá atrás. Segundo Wells, um felizardo amigo seu que dá pelo nome de Marlowe – não confundir com dupla personalidade –, teve a sorte de apanhar um test screening do próximo filme de Jason Reitman e ficou maravilhado. Estarrecido. Assombrado. Depois de afirmar que o desempenho de Clooney é um cruzamento de Cary Grant com Warren Beatty, isto foi o que ele teve a dizer.
“Let me begin by saying that this summer has been a bust. The only highlights being smaller films like Moon and The Hurt Locker. The major tentpoles have all had problems. Even one of the better ones like Star Trek has some glaring plot problems. So when something like Up In The Air comes around it restores my faith in film.
This is only Reitman’s third film and he’s showing such a level of confidence here that it’s almost scary. Where does he go from here? UITA is going to be on everyone’s Ten-Best list, and Clooney will be nominated for Best Actor. Clooney has never been so good. In fact, I feel he was born to play this character, a charmingly aloof business-track smoothie called Ryan Bingham”.
A presença do filme no Festival de Toronto – rampa de lançamento de alguns títulos rumo à temporada de prémios – foi confirmada na passada sexta-feira.
Quando a imaginação é fértil, tudo serve para passar o tempo. Junte-se um telefonema entediante, uma caneta e um pedaço de papel, e o mundo que se prepare para os rabiscos mais abstractos de que há memória desde Kandinsky. Agora, na ausência de caneta e papel, o cinéfilo arranja uma solução. Imaginar como seria o seu filme de sonho. Colocar-se na pele de um produtor endinheirado, e juntar realizador de eleição, com actores fetiche, ao lado de uma equipa técnica galáctica – termo tão em voga, por estes dias. Isto é coisa para durar uns três quartos de hora. Conceber um plot a+b=c não serve. Convém ser algo mais rebuscado, de modo a conseguirmos visualizar a hipotética química dos actores seleccionados. Sem ir mais longe, presentemente, Alvy Singer continua com esperanças numa Woody Allen joint, num argumento a meias com Cameron Crowe, protagonizada por Tom Cruise e Meg Ryan, com Clint Eastwood, Shirley MacLaine e Paul Rudd em papéis mais secundários, banda sonora de James Horner, fotografia de Roger Deakins, e montagem de Pietro Scalia. Esta seria uma bela Dream Team. No entanto, enquanto este aglomerado de estrelas não for possível, contentemo-nos com Fantastic Mr. Fox.
Realizado por Wes Anderson, o filme reúne os créditos de Noah Baumbach como co-argumentista, do compositor Alexandre Desplat, do guru do design Alex McDowell, e de um elenco vocal que conta nas suas fileiras com gente como George Clooney, Meryl Streep, Bill Murray ou William Defoe. Estas duas fotografias, disponibilizadas pelo Filmsactu, dão-nos ainda mais alento. São pormenores como aquele quadro na segunda imagem que fazem toda a diferença. Que o senhor Fox do título é fantástico, já nós sabemos. Agora, será fantástico ao ponto de ameaçar a hegemonia Pixar? Parece-nos que este será mais aquele tipo de filme que, daqui por uns meses, nos levará a procurar o dicionário em busca de sinónimos para conservadorismo, se quisermos esganar uns quantos membros Academia.
Será, porventura, uma visão enviesada. Contudo, gostava de expressar aqui e agora uma profunda convicção para com a minha pessoa, naquele que será um dos raros momentos em que admito possuir uma qualquer qualidade. Alvy Singer, por natureza, é alguém que identifica imediatamente muitos mais defeitos na sua personalidade do que atributos. Contudo, por questões que se prendem com um nível mínimo obrigatório de auto-estima, convirá reconhecer, uma vez por outra, certos talentos. E, ou muito me engano, ou sou um individuo sereno. Não sendo um tipo que levanta ondas, certifico não procurar conflitos por dá cá aquela palha. Acredito, piamente, que todas as pessoas são intrinsecamente boas. À partida, não olho a raças, religiões, filiações políticas, paixões clubistas, ou carteiras profissionais. Palavra de honra. Todos merecem o nosso respeito. Modéstia aparte, gosto de pensar em mim como o protótipo de um qualquer Secretário-geral das Nações Unidas. Contudo, há um espécime que não suporto. Porque todos os modelos vêm com um defeito de fabrico, somente corrigido num upgrade 2.0, não consigo conviver com um spoiler freak. Aquele que retira prazer por tirar o prazer a um terceiro, ao contar-lhe o final de um filme. Existem os carretos. Sempre que alguém faz isto, vou muito além dos carretos. O pacifismo torna-se num conceito arcaico, e todas as injúrias verbais revelam-se insuficientes para classificar o acto. Ora, esta sexta-feira, jornal da noite, eis o que tem a dizer Francisco Louçã sobre o apontamento de José Sócrates, quando este comparou a sua primeira legislatura a uma Tempestade Perfeita, como no filme de George Clooney – registe-se o cuidado da classe política em traduzir à letra o título original.
Bastaram dez segundos para Francisco Louçã arruinar qualquer hipótese de arrancar um voto a este que se assina. Não eleger um tipo porque este não consegue controlar o seu ímpeto para partilhar finais de filmes, parece uma justificação tão plausível como outra qualquer. Correcção. Razão mais plausível do que outra qualquer.
Wes Anderson está de volta em 2009. Agora, se nos Estados Unidos será preciso esperar até meados de Novembro para ver Fantastic Mr. Fox, a adaptação da obra de Roald Dahl, por cá, o título deverá chegar às salas só em 2010. Sejamos pacientes. É certo que aguardar pela primeira animação de Anderson tem o seu quê de inquietude. No entanto, até lá teremos certamente uns quantos teaser posters, trailers e clips desta história sobre uma raposa (Mr. Fox) que passa a vida a roubar três malditos agricultores, para nos entreter. Aliás, as festividades já começaram. Esta semana, o JoBlo deu a conhecer o logo oficial da obra. E, durante o fim-de-semana decorreram os primeiros test screens em Nova-Iorque. Duas críticas à pressão, na corrida pelas primeiras impressões, só têm a dizer bem. A primeira, do absolutepunk.net.
“Fantastic Mr. Fox - 9/10. Ive seen many test screenings lately, and this by far was the best of them (others being Taking Woodstock & Assasination of High School President). It was a different company doing the test screening so there was no focus group after to talk of the movie…and they made me sign a contract saying that I wouldnt do what Im doing (reviewing the movie). But it was good! To me it was Watership Down + Wallace and Gromit + Wes Anderson = Fantastic Mr. Fox”.
“I’m a big Wes Anderson fan as it is, and Fantastic Mr Fox is such a great story that it would be very hard to screw it up, but from what I’ve seen so far, he’s really done an incredible job. (…) The film was very good. Even on an ungraded film reel, it still looked absolutely fantastic. (…) I can’t wait to see the finished version, and neither should you”.
O filme conta com as vozes de George Clooney, Cate Blanchett, Bill Murray, Jason Schwartzman, Angelica Huston e Meryl Streep.
No primeiro pelotão dos títulos mais antecipados para este ano de 2009, lá atrás, quase sem se dar por ele, encontramos Up in the Air, de Jason Reitman. Filho de Ivan Reitman (Ghostbusters), podemos afirmar que Jason Reitman é um cineasta ainda à procura de uma identidade. Num primeiro momento, sobretudo quando nos lembramos de Thank You For Smoking (2005), parecia-nos que Reitman estava disposto a seguir as pisadas de um Wes Anderson ou um Alexander Payne. No entanto, Juno (2007) veio baralhar as coisas, e, perdoem-nos os mais acérrimos fãs da dupla, Reitman aproximou-se mais da faceta algo tresloucada dos Coen. Hoje, com a sinopse de Up in the Air ao colo, e a adição de Jason Bateman ao elenco – que contava já com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick –, somos tentados a dizer que Reitman deverá andar mais perto desta última vertente, pese embora lhe falte um irmão. Apesar de os seus filmes continuarem a ser de baixo orçamento, escritos e realizados pelo próprio, e com uma estrela no máximo – George Clooney é o primeiro grande nome a protagonizar uma obra sua –, estranhamente, as histórias de Reitman não encontram feedback apenas num determinado nicho do mundo da cinéfilia. Thank You For Smoking foi nomeado para dois Globos de Ouro e Juno ganhou um Oscar. Veremos onde este vai parar.
Para já, sabe-se que Up in the Air, baseado na obra de Walter Kirn, conta a história de Ryan Bingham (Clooney), um conselheiro de transições de carreira – eufemismo para alguém que passa a vida a despedir pessoas –, que tem apenas um objectivo na vida: acumular um milhão de milhas na sua conta de voos. Jason Bateman será o patrão de Clooney. Vera Farmiga será a mulher que se cruza com Bingham em hotéis e aeroportos espalhados pelos Estados Unidos, e Anna Kendrick uma funcionária que desenvolve um programa informático que permite aos conselheiros de transições de carreira a trabalhar num escritório – suprimindo a obrigatoriedade dos voos, e reduzindo os postos de trabalho. Em tempos de recessão, este parece ser um tiro certeiro.
Acabo de assistir na CNN a uma entrevista de Larry King com George Clooney. Uma conversa que gostava de poder passar na íntegra para este blog. No entanto, mesmo que tivesse gravado o programa, não saberia que caminhos percorrer para, por artes mágicas, transpor o vídeo para este espaço. Porém, vai ganhando cada vez mais consistência a ideia de que se existe um vídeo, já chegou ao Youtube. Esta invenção espirituosa de três visionários é a engenhoca mais útil para a humanidade desde os recipientes de cereais. Sem nada a perder, trinta minutos depois de o programa terminar, lá fui à Meca da violação dos direitos de autor, a ver se encontrava a dita entrevista. E, não é que um sacana chamado lovparis09 já tinha feito o upload? Caramba, isto é que é eficiência. No site da CNN, podemos ler também um artigo sobre a reunião de George Clooney com o presidente Obama, e o vice-presidente Joe Biden. Um encontro sobre a situação no Darfur, promovido pelo actor e activista. O envolvimento de Clooney nesta causa não é de hoje. Como é bom ver que alguns membros de Hollywood olham para lá das colinas de Los Angeles.
Julianna Margulies e Noah Wyle foram duas das caras conhecidas que acederam regressar a E.R., antes de a série de culto, criada por Michael Crichton – autor dos livros Jurassic Park e The Lost World –, chegar ao fim, a 02 de Abril próximo. No entanto, é a bata do pediatra mais famoso do Chicago's County General Hospital que mais tinta tem feito correr. Aí está ele, George Clooney na pele da personagem que deu nova vida à sua carreira. Antes disto, era vê-lo em Return of the Killer Tomatoes! (John De Bello, 1988). Depois, O Brother, Where Art Thou? (Joel e Ethan Coen, 2000). Bons olhos o vejam, Dr. Ross.
Por causa deste post do senhor Knoxville no seu espaço, aqui já referenciado, Cinema Notebook – onde, a propósito, a exemplo do que já tinha acontecido nos prémios O Melhor Blog Português, voltámos a ficar apenas pela nomeação, desta feita para os Globos de Prata – a caríssima Camilla Belle, protagonista do remake de When a Stranger Calls, tem sido alvo de alguma atenção especial nos últimos dias.
Antes de mais, confesso não ser apreciador de café. Aliás, se alguma coisa há em comum entre Alvy Singer e Steven Spielberg, para além de andarmos sempre com um chapéu do E.T. quando estamos em rodagem, essa será o número cinco desta lista. E, por essa razão, este anúncio somente poderia despertar curiosidade num qualquer outro aspecto que não fosse o produto a ser publicitado. Esse objectivo foi, então, atingido, graças a presença de Camilla Belle. O engraçado disto tudo é que falamos neste post de Spielberg, que não gosta de café, de Camilla Belle, actriz num anúncio da Nespresso, e depois lembramo-nos, passado muito tempo, que os dois estiveram juntos aqui. Sim, ela é aquela pequena.
Bom, depois do número cinco, resta agora trabalhar para passar a ter o número oito daquela lista, deste lado.
Nos dias que correm, não podemos falar de um projecto cinematográfico de George Clooney com a mesma ligeireza de outros tempos. Antigamente, quando Clooney era apenas sinónimo de espasmos e suspiros para a grande maioria do sexo feminino, abordar um filme seu era algo secundário.
No entanto, algo mudou ali por meados da década de noventa, mais ou menos a partir de Romance Perigoso, um dos títulos mais injustamente esquecidos de toda a História do cinema. Daí para cá, ele é Três Reis; A Barreira Invisível; Irmão, Onde Estás?; Ocean’s Eleven; Syriana e, essa relíquia que já despoletou a criação de um dia próprio neste blog, Boa Noite e Boa Sorte. Já para não falar de Michael Clayton, com o qual se arrisca a preencher mais umas quantas estantes lá de casa.
Por todas estas razões, devemos olhar para este Leatherheads com ponderação. Ainda para mais, quando Clooney volta a colocar-se atrás da câmara. Ao contrário de Confissões de Uma Mente Perigosa e da batalha pela liberdade de expressão de Murrows, desta feita Clooney senta-se na cadeira de realizador para dirigir uma comédia.
A história, sobre a qual ainda não sabemos grande coisa, parece ser simples: Jimmy ‘Dodge’ Connely (Clooney) é o herói a cair em descrédito de um clube de futebol americano que, nos loucos anos 20, consegue contratar Carter Rutherford (John Krasinski), um jogador em ascensão meteórica. No entanto, apesar de pertencerem à mesma equipa, Connely e Carter ver-se-ão a competir pela mesma coisa, o coração de Lexi, Reneé Zellwegger.
O trailer do novo filme de Clooney, para o qual, diz-se, fartou-se de ver comédias screwball, é dos bons. Daqueles que abre mesmo o apetite. Seja pela aparente reconstituição histórica brilhante, pela música da época, ou pelo penteado de Krasinski (que serviu de base a um episódio de The Office, série onde participa ao lado de Steve Carrell), a verdade é que isto já chamou à atenção. Aguardemos então a sua chegada.
Eles já trabalharam juntos na saga de Danny Ocean. Quando Julia Roberts viu a sua carreira ser premiada na última cerimónia da American Cinamatheque, George Clooney e um outro actor cujo nome agora não me recordo, reuniram-se novamente por causa da actriz. O resultado foi este.
São acontecimentos como este que definem e condicionam a carreira de um actor. Quando hoje dizemos que Michele Pfeiffer era a primeira opção para interpretar Clarice Starling em O Silêncio dos Inocentes, dizemo-lo como se fosse a coisa mais natural do mundo. No entanto, se nos metêssemos num DeLorean rumo a 1991 e, qual Marty McFly, obrigássemos Pfeiffer a aceitar o papel, certamente que hoje teríamos outros temas de conversa quando falássemos da catwoman.
Ora, numa inesperada reviravolta, este fim-de-semana, no último dia de pré-produção de The Lovely Bones, o próximo filme de Peter Jackson, e mesmo antes das câmaras começarem a rolar, eis que o nome de Ryan Gosling é substituído pelo de Mark Wahlberg. A Variety não está com meias medidas, e avança com essa forte possibilidade para o afastamento de Gosling que são as creative differences. Quando o actor já levava mais quinze quilos em cima, e uma barba por fazer há meses, dá vontade de perguntar que raio de diferenças eram essas. Para todos os efeitos, depois da demonstração inequívoca de todas as suas capacidades em The Departed, Wahlberg terá aqui, à partida, todas as condições para aspirar a algo mais. Ou não fosse The Lovely Bones um dos filmes já apontados para os prémios de 2008.
De forma mais airosa, Clooney também abandonou um dos seus muitos projectos. Depois de Chris Pine ter optado por ser Kirk em Star Trek de J.J. Abrams, agora foi a vez de Clooney ter deixado para trás White Jazz, uma das sequelas de L.A. Confidential em preparação. Numa altura em que Clooney se encontra às ordens dos irmãos Coen, nas filmagens de Burn After Reading, e enquanto vai também tentando terminar a sua obra Leatherheads, White Jazz acabou por ser o sacrificado. Começar do zero é tramado mas, Joe Carnahan (Narc) parece ser um tipo com estaleca.
Enquanto cidadão que cumpre os seus deveres e paga os seus impostos, sinto que estou no pleno exercício dos direitos que me são concedidos, ao criar um Dia. Creio que a lei, não só o permite, como declara o dito Dia com efeitos imediatos. Contudo, se assim não for, já esteve mais longe uma ida ao notário para arrancar com os procedimentos necessários. A ideia está tão vincada, que algumas diligências já foram tomadas no sentido de tornar isto numa realidade.
Pode até parecer uma ideia descabida, no entanto, o seu propósito é bem visível. Depois da criação do Dia Internacional do Comércio Justo (13 de Maio), do Dia Mundial das Zonas Húmidas (02 de Fevereiro) e do Dia Europeu da Internet Segura (06 de Fevereiro), considero imperativa a criação do seguinte dia: Dia Nacional dos que desejam o lançamento em Dvd do filme Boa Noite e Boa Sorte.
Penso que seria importante o calendário comemorativo olhar para esta realidade de uma outra forma. Existe todo um mundo cinéfilo em Portugal à deriva, não sabendo bem em que dia deve lastimar o triste facto deste filme ainda não ter sido editado no nosso país. É pensando nestes admiradores da brilhante obra de George Clooney, nos quais obviamente me incluo, que sugiro a criação deste dia, no qual todos poderemos lamentar a sorte de ter nascido num país onde a visão comercial das editoras, apesar de dar mostras de melhoria, continua longe do ideal. Às entidades competentes, ficará a ressalva de que este dia não será feriado. Deixamos isso para quando o filme sair.
Para todos os efeitos, dia 12 de Outubro de 2007 é o primeiro Dia Nacional dos que desejam o lançamento em Dvd do filme Boa Noite e Boa Sorte. Esperemos que seja o primeiro e último.