Um final diferente para 'A Bússola Dourada'.
Quando uma cena não favorece um filme que serve de base para um videojogo, no qual é incluída essa mesma cena, algo vai mal. No filme, no videojogo, ou nos dois. É isso que acontece com A Bússola Dourada e este clip pertencente ao jogo com o mesmo nome, disponível no mercado para várias consolas. Ao que parece, esta é apenas uma das cenas, pertencentes ao término da história, que não ficaram na montagem final do filme. Diz quem leu o livro, que três capítulos completos da obra ficaram por introduzir. Terá sido por questões de duração do filme, por imposição comercial, por decisão do realizador, ninguém sabe. Pensar que, do mesmo estúdio de onde, nos últimos anos, saíram três filmes com três horas, todos eles nomeados para os Óscares (aliás, utilizados como auxiliares promocionais a este filme de Chris Weitz), viria agora uma decisão de cortar uma obra com menos de duas horas, por questão de tempo, é, no mínimo, estranho. O que circula nos corredores de Hollywood é que o final do livro A Bússola Dourada será o início do filme The Subtle Knife, a continuação desta película. Outra coisa interessante deste clip é o fundo verde que se vê a determinada altura. Estará isto assim no videojogo? Esperemos que não. Um aspecto importante a realçar, e que não foi dito aquando do post sobre o visionamento deste filme, é que Eva Green será, neste momento e, muito provavelmente, detentora da voz mais sensual da sétima arte. Alvy Singer Etiquetas: His Dark Materials: Golden Compass
Um filme perto do ouro.
A Bússola Dourada caminha a passos largos, ou, neste caso, a passos bem pequenos, para se tornar num flop jeitosinho. Não será assim uma coisa assombrosa, mas, dizem os entendidos que, para um filme do género, com um primeiro fim-de-semana a render apenas 26,1 milhões de dólares nas bilheteiras, no final o filme dificilmente ultrapassará a casa dos noventa milhões. Ora, para um projecto que contou com um orçamento superior a 160 milhões, isto deverá ficar um pouco aquém das expectativas da New Line Cinema. Neste momento, talvez nem seja boa ideia relembrar os executivos do estúdio que o orçamento para este filme servia para mais de metade da trilogia completa do Senhor dos Anéis… Quanto ao filme, tudo o que viesse depois de Enchanted saberia sempre a pouco. Mas, verdade seja dita, a obra não desapontou. Longe disso. O filme de Chris Weitz, que assina realização e argumento, é um bom entretenimento, que isso fique esclarecido. Visualmente, cada minuto é mais arrebatador do que o anterior. Dá para perceber facilmente onde foi aplicado cada tostão do orçamento astronómico. Contudo, com isto, também percebemos onde é que os mesmos tostões não foram aplicados. E, no primeiro quarto de hora, logo ficamos com a sensação de que o argumento, apesar de ter pano para mangas, não dá conta do recado. Aliás, comparando este prólogo com o que servia de introdução à Terra Média, as ilações a tirar são por demais notórias. No entanto, lá porque a obra falha em alguns aspectos narrativos, que em ultima análise são o que une o espectador à história, não significa que estejamos perante um título fraco. Muito pelo contrário, pois jamais um filme se esgotará num aspecto apenas. E esta Bússola Dourada tem muito para dar. Digamos que esta é a linha para além da qual estão os grandes filmes: | Grandes Filmes. A Bússola Dourada está aqui: A Bússola Dourada | Grandes Filmes. A obra consegue ver, ao longe, a linha que a separa de um grande filme. Mas, para todos os efeitos, não chega lá. Alvy Singer Etiquetas: His Dark Materials: Golden Compass
Também ela faz parte do lado negro da força.
“If Darth Vader wore a blond wig, a slinky dress and a dab of Chanel behind each ear, he could hardly be as evil as Nicole Kidman, playing the gorgeous villainess Mrs Coulter in this spectacular new movie version of Northern Lights, the opening episode of Philip Pullman's fantasy series His Dark Materials”. – Peter Bradshaw, The Guardian. Ora ai está algo novo e por experimentar: I am your mother. Bom, talvez não seja assim tão linear. A verdade é que Bradshaw pinta uma Nicole Kidman má como as cobras, e um filme bom como tudo. A ver vamos, já na próxima semana. Alvy Singer Etiquetas: A Bússola Dourada, His Dark Materials: Golden Compass
Imagens e mais imagens.
Fica um tipo sem postar (andava para usar este vocábulo desde o inicio do blog) dois dias, e dá nisto. Noticias até perder de vista. Depois, é preciso chegar aqui que nem um doido e deitar tudo cá para fora. Ao bom velho estilo de Jack, O Estripador, levado ao grande ecrã por Albert e Allen Hughes, nesse filme de 2002 que até merecia um pouco mais de atenção – A Verdadeira História de Jack, O Estripador – e com Johnny Depp como protagonista, vamos por partes.  Comecemos então por alguns pósteres e outras tantas imagens de alguns filmes que estão mesmo aí a chegar, e de outros para os quais ainda falta um bom bocado. Nem de propósito, há uns dias atrás, o Bernardo Sena dissecava aquela cena de Conan, O Bárbaro, realçando a importância da partitura de Basil Poledouris. Pois bem, esta semana chegou-nos o teaser poster de Conan, a nova versão que chegará em 2009, ainda sem realizador à vista.  Ao mesmo tempo, e quando falta um mês para a sua estreia em Portugal, His Dark Materials: The Golden Compass e estas nove imagens são um tema de conversa com bastante sumo. Continua a ser um enigma, o potencial deste filme. Muitos já o colocam arredado de qualquer hipótese para os Óscares, no entanto, outros há que vêem aqui um possível sucessor da saga O Senhor dos Anéis. O mesmo estúdio, um grande orçamento, outros mundos… Irá a formula resultar novamente?  Também Frost/Nixon de Ron Howard se deu a conhecer. Um dos filmes mais aguardados para 2008 deu a conhecer ao mundo a sua primeira imagem, esta de Richard Nixon (Frank Langella) a saudar a multidão à saída de um helicóptero. Interessante ou não, o que importa é mantermos este filme debaixo de olho, não vá Ron Howard surpreender-nos, e fazer um bom filme. Perdão, ele já fez bons filmes. Existem é outros ainda melhores.  Por último, o teaser poster de Tekken. O videojogo que fez a delícia de muito bom adolescente em meados dos anos 90, agora transportado para o grande ecrã, e com estreia marcada para 2009, terá a realização de Dwight Little. Aqui, mais soco menos soco, mais pezada menos pezada, a história deverá girar em torno daquilo que todos pensamos. Daí até que seja um bom filme, ainda vai um pouco. Qualquer coisa aqui soa a Street Fighter. E, numa altura em que os jogos de consola se afirmam como uma fonte de inspiração para Hollywood, deixo só este nome: Destruction Derby. Esse sim, dava um grande filme. Alvy Singer Etiquetas: Conan, Frost/Nixon, His Dark Materials: Golden Compass, Tekken
Mais dois, com os quais não estávamos bem a contar.
Este vai ser um ano complicado. Se os filmes de que se fala, forem tão bons quanto se diz, será caso para dizer que estaremos talvez a viver um ano sem precedentes. Sempre que não nos lembramos da última vez que alguma coisa aconteceu, fica bem utilizar o termo sem precedentes. Torna as coisas mais importantes. Em abono da verdade, ainda não estreou nos Estados Unidos nenhum filme que por aqui continuamos a aguardar como se não houvesse amanhã, daqueles que nos tiram mesmo o sono, a que a maioria tenha dito Nah, isto não é para nós. É certo que, aqui e ali, alguns críticos já torceram o nariz a alguma obra. Jesse James (lá está, o diminutivo a ganhar preponderância), Michael Clayton e Things We Lost in The Fire, são talvez os primeiros meios-sucessos do ano. No entanto, mesmo nas análises a estes títulos, surge a ressalva de que o filme não fica arredado da corrida aos Óscares. Contabilizar quantos é que têm hipóteses, nesse campeonato à parte que são os prémios da Academia é, para já, uma tarefa ingrata. Um dos mais recentes títulos a juntar-se a essa longa lista foi Love in Time of Cholera, cuja imagem aqui colocada, em boa hora foi avistada neste recanto onde a arte do poster se dá a conhecer. No que diz respeito a esta adaptação, os primeiros visionamentos não demonstram qualquer cólera para com o filme. Só amor. Aqui fica o trailer. Um segundo filme, que não devemos descartar, é His Dark Materials: The Golden Compass. Diz, quem já leu o livro, que isto não tem nada de Senhor dos Anéis, Harry Potter, Eragon, ou Nárnia. Acredito que não tenha, meus senhores. Mas, deixem-me que vos diga, há ali uma certa altura no trailer em que o grande Christopher Lee diz and the one girl… dá mesmo vontade de espetar um to rule them all. Se isto for bom, a categoria de melhores efeitos especiais já tem um favorito. 
Alvy Singer Etiquetas: His Dark Materials: Golden Compass, Love in The Time of Cholera
Da necessidade de falar sobre estas coisas...
Esta mensagem é escrita no final de um dia em que muito pouco foi o tempo destinado à sétima arte. Apenas por alguns minutos tive o prazer de uma conversa sobre cinema, sobre o mundo do cinema, sobre os filmes que estão para chegar, sobre os clássicos de sempre, no fundo, sobre aquilo que nos traz aqui todos os dias, e que vai alimentando esta paixão interminável. Já há quem pergunte quando é o casamento? Mal sabem eles que já há muito que contraí matrimónio com o cinema... Depois de um dia destes, a noite nunca é recebida com a mesma satisfação. Parece que alguma coisa ficou por fazer, ou dizer. É preciso falar de cinema! Talvez por isso hoje tenha chegado a uma conclusão, porventura assustadora. A simples constatação de que não deverá passar uma única hora do dia, que não pense em cinema. Que não pense numa determinada cena. Num determinado momento. Numa determinada música. Numa imagem. Caneco, bem que tento, mas não dá. Este post será provavelmente a derradeira hipótese de encontrar um espaço para falar de cinema, num dia que foi demasiado real, sem grande escape para a ficção. É sobre este mundo imaginário que se pretende agora falar. No entanto, porque amanhã é dia de trabalho, permitam-me que compacte toda a informação que anseia ser partilhada. Assim, se amanhã chegar tarde ao serviço, o blog só tem metade da culpa. Seguem-se então, sem grande análise, infelizmente, algumas novidades deste dia. Para consumo rápido. Featurette de The Golden Compass 
Poster de Walk Hard 
Featurette de American Gangster 
Novo trailer de No Country For Old Men 
Novas imagens de Lions For Lambs 
 E é isto. Alvy Singer Etiquetas: American Gangster, His Dark Materials: Golden Compass, Lions For Lambs, No Country For Old Men, Walk Hard
22 - His Dark Materials: The Golden Compass
Privilegiados os britânicos. Enquanto por terras de Sua Majestade Helen Mirren, His Dark Materials: The Golden Compass estreará em Julho, o resto do mundo terá de esperar pelo início de Dezembro para contemplar a aguardada adaptação do primeiro tomo da trilogia de Philip Pullman, His Dark Materials. Dakota Blue Richards estreia-se na pele da heroína Lyra Belacqua, uma jovem estudante que à primeira oportunidade troca os livros por uma qualquer aventura. A ocasião ideal para que tal aconteça surge quando a pequena Lyra acidentalmente ouve falar de uma minúscula partícula, que em si encerra propriedades espantosas, como a capacidade de reunir todos os universos existentes. Lançada numa incessante busca por esta ínfima porção de matéria que dá pelo nome de Dust, Lyra encontrará criaturas de diferentes mundos, todas elas com um propósito diferente, vivendo em perfeita harmonia. Contudo, este são convívio entre universos paralelos estará para sempre perdido, se a jovem Lyra não encontrar o extraordinário fragmento antes daqueles que o querem destruir. Uma extensa fantasia para adultos do mesmo estúdio que nos trouxe O Senhor dos Anéis. Acreditamos que dificilmente este filme será capaz de replicar o sucesso da trilogia dos hobbits. No entanto, já alguns anos passaram desde O Regresso do Rei, e talvez a Academia esteja novamente receptiva para algo grande, fantástico, e épico. Com estrelas como Daniel Craig (Lord Asriel, o tio da pequena Lyra), Nicole Kidman (com todo o glamour da vilã Mrs. Coulter), e um lançamento nos E.U.A. para meados de Dezembro, este é um filme para entrar nas contas de 2008. Alvy Singer
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