Muito se tem criticado e apontado o dedo a este filme. Ao que parece, a longa-metragem das famosas 4 cavaleiras citadinas, munidas de personalidades vincadas na capital mais "in" do planeta, não manifestou agrado a muito boa gente, independentemente de ter batido recordes de bilheteira no seu país natal (derrotou, sem chicotes nem algemas, o estimado Indy).
A meu ver, Sexo e a Cidade surge como um objecto curioso na sua forma, seja pelo grande factor de não necessitar do cabide das séries anteriores para envolver os seus públicos, na mesma medida que complementa quem já conhece as aventuras desta amizade no pequeno ecrã. A juntar a um argumento mais maduro que muitos episódios, as performances de cada universo feminino estão bastante bem conseguidas, tal como a evoluçaõ das 4 vertentes da história coabitam de forma subtil, ainda que o maior relevo se sinta sobre Carrie (Sarah Jessica Parker). Apesar de necessitar de umas "tesouradas" na sua longa duração, a presença dramática e a força contínua sobre uma irónica (e muitas vezes bem real) visão sobre as relações, os seus intervenientes - a idade ganha aqui um dos maiores aspectos da obra, que reside especial e graciosamente sobre Samantha (Kim Cattrall) - é, apesar das suas notórias imperfeições, uma boa surpresa.
O grande ecrã trouxe-vos alegria de igual forma, ou a preferência pelas aventuras da série continua a predominar? Temos aqui uma novidade ou uma mera extensão do conceito?
Volvidos 19 anos desde a última aventura, Indiana Jones regressa ao grande ecrã, com todos os ingredientes necessários que sustentam, sem problemas, um filme renovador da saga que recorda de que material é feito um dos maiores heróis da sétima arte.
Tudo começa no improvável deserto do Nevada, em 1957, quando agentes do KGB, dirigidos por Irina Spalko (Cate Blanchett), tomam de assalto um armazém secreto de artefactos e segredos dos EUA, onde pensam estar guardada a lendária Caveira de Cristal de Akator, que esconde um poder paranormal que permite dominar a mente de toda a Humanidade; Jones (Harrison Ford) consegue escapar dos Russos, mas somente para encontrar problemas maiores, como uma pátria que dele desconfia e o investiga, um jovem impetuoso de nome Mutt Williams (Shia LaBeouf) que lhe traz informações importantes sobre o paradeiro da Caveira e da sua lenda e, ainda, o reencontro com um velho amor (Karen Allen) que esconde um factor familiar inesperado; tudo isto em viagem pela América do Sul, em fuga de uma temível URSS sedenta de poder e conhecimento extra… terrestre.
A grandiosidade de uma saga como a de Indiana Jones suscita inúmeros pontos de análise para esta obra, que residem em várias questões a reter. Primeiro, este é um regresso (esperado há anos) que comporta consigo um avanço na história da personagem (o palco da 2ª Guerra Mundial é trocado pela Guerra-Fria), bem como um avanço na visão da concepção do próprio cinema, munido agora de novas tecnologias, e como tal, este novo capítulo encerra em si novíssimos efeitos especiais e um espectáculo visual maior que qualquer filme anterior, ainda que, no entanto, tenha sido filmado numa “old fashioned way”, em alguns cenários materiais e onde Ford se mostra incansável (caramba, ele faz em Julho 66 anos!). Não falamos de superioridade em relação ao passado, mas sim a uma visão diferente e igualmente competente.
Um dos maiores pontos-chave da qualidade deste novo capítulo incide sobre o argumento, a cargo de David Koepp, que concilia a ficção da aventura com os fantasmas de um mundo bipolar (e de uma América às avessas interiormente); a “estória” base que emerge sobre a “história” real daquele período encaixa na perfeição, onde se alia uma questão arqueológica de enorme valor (a enigmática e vital Caveira de Cristal, que é o ponto de partida para Jones) com um interessante olhar sobre uma era de obsessão mundial pelo poder e conhecimento globais, onde não se olha a meios para determinar os fins (a Caveira sobre o prisma de ser “a arma mais poderosa de sempre”, ponto de partida para a URSS). Sobre estas perspectivas, O Reino da Caveira de Cristal encontra-se ao nível de qualquer outra aventura, ao fornecer o melhor que esta saga nos tem trazido: a luta pelo lugar da história (enquanto religião e factor determinante do conhecimento) no seu meio presente, por entre os caminhos fatais da tentação e corrupção que o comum dos mortais toma, ao querer dominá-la para seu benefício pessoal.
E, se olharmos para além da premissa narrativa, o que mais temos? Um herói em constante mutação, ao abrigo das mais inesperadas situações - Spielberg marca nesta realização um tom mais arrastado e pausado, que ao contrário de sugerir “desinspiração”, antes revela espaço para o natural envelhecimento do próprio Indy, presente na frase inicial “não será fácil como antes”, e que é visível nas falhas dos golpes de chicote e alguns tropeções, que se apresentam, de uma forma graciosa, com mais humor no decorrer da acção, ao mesmo tempo que dão margem para que Indy mostre que a sua experiência e sapiência evoluíram decorridos os anos (é só verificar a calma e segurança com que ele lida com a KGB no assalto inicial ou com a descoberta da Caveira, na companhia de Mutt). Para além disto, é irónico olhar para Indy e ver nele as mesmas atitudes e expressões que o seu pai Henry (Sean Connery, presente na Grande Cruzada) tomava, e que ele prontamente criticava – afinal, Indy já é pai, o legado continua e por isso é necessário “educar” a mente de Mutt / Henry Jones III para o “mundo” (tal como já vimos na anteriormente referida Grande Cruzada, e que seria um excelente mote para uma próxima aventura).
Com uma demanda tão importante, a nova aventura de Indiana disponibiliza soberbos momentos de acção – sejam eles em Nevada ou nas florestas da Amazónia, em motas ou camiões, com pistolas ou espadas, em terra ou numa cascata – que nos fazem viver grandes momentos de adrenalina. Há espaço para tudo: formigas que devoram homens, caveiras com poderes sobrenaturais, templos repletos de artimanhas, estações nucleares que rebentam ou o contacto com a vida extra-terrestre (tão bem captada pelo medo global da época em questão, alimentada pelo pânico dos óvnis e da existência de outros seres sobrenaturais, hoje verdadeiros produtos da cultura popular). Toda a estória é perfeita e destaca-se das anteriores, uma vez mais, pela originalidade e pela força do seu próprio “mistério” presente no centro da narrativa, ponto fulcral patente na questão final quando Indy refere que “não quer ir por aí” face a uma descoberta excepcional, pois há coisas maiores que a vida e para lá do mero conhecimento empírico; “coisas” como a Arca da Aliança, as Pedras de Sankara ou o Santo Graal.
Apesar de tudo isto, é inevitável referir que este é o capítulo mais fraco de toda a saga – o que também não é difícil, tendo em conta que os 3 primeiros filmes são absolutamente notáveis e irrepreensíveis. Por fraco, eu entendo que não contém, por exemplo, o ritmo e suspense sufocante dos Salteadores, não mergulha numa escuridão tão mística e aterradora como a do Templo Perdido e, por fim, não recupera um reencontro familiar tão intenso como a Grande Cruzada proporciona. A juntar ao facto de Cate Blanchett estar pouco aproveitada (queríamos mais de uma actriz tão brilhante, sobretudo num registo tão único como este – é uma vilã magnífica), de os Russos não possuírem a força e malvadez que os Nazis mostraram deter noutras núpcias, bem como ainda é de notar alguma falta de carisma de Shia LaBeouf (que aguardamos que seja trabalhada nos próximos filmes), e existem ainda poucos momentos de Karen Allen; ambas as personagens necessitavam de uma presença ainda mais forte que a prestada. No entanto, o elenco funciona bastante bem, e a banda sonora de John Williams torna a recuperar os temas tão conhecidos, e dá elegância e força às cenas. São estes os únicos pontos que não permitem que se possa elevar a obra a valores máximos, pois de resto está lá tudo - absolutamente tudo - e com uma mente ainda mais aberta entre a fantasia e a realidade.
Bem vistas as coisas, este filme acaba, de certa forma, por condensar as fórmulas de todos os anteriores, e reinventa o mapa mundial e a própria personagem. O que é (foi) um risco, diga-se. Felizmente que Spielberg não perdeu mais tempo e tomou-o. O resultado é uma fabulosa viagem pelo género da aventura, onde encontramos todas as bases de um cinema americano clássico, que não desaponta e nos relembram que ninguém filma o mundo da acção e as paisagens da aventura como o genial Steven Spielberg. Cito e saúdo o Vasco Câmara, quando diz que “este chapéu só lhe serve a ele: Indiana Jones”.
Ford (que na opinião de Roger Ebert - e na minha - tem um rosto como o de Robert Mitchum – não envelhece, só engrandece) revela ter voltado a vestir a pele desta personagem para recuperar "a arte de contar histórias" e "dar a conhecer em ecrã grande, que é onde se devem ver filmes, esta personagem a uma geração que só conhece Indiana Jones em DVD". Não posso concordar mais com esta afirmação, como em simultâneo duvido que pudesse estar muito mais contente com um filme como este. Um óptimo regresso, que já fazia falta para meter na ordem todos os infiéis e medíocres copiões do género. Como este não há mais nenhum.
Nada melhor do que começar o dia a falar de Indiana Jones. É já no próximo dia 22 que o Professor (em part-time, recordam-se?) irá mostrar as suas novas aventuras, e como tal, para abrir o apetite (uma vez mais), deixo-vos os dois novos trailers, que nos prendem por completo ao ecrã e nos fazem ter vontade de ser Deus para apressar o tempo que falta até ao conforto de uma cadeira e duas horas de "Indyagem".
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystall Skull - O trailer.
E é isto. Uma espera penosa é aquilo que temos pela frente. O trailer confirma o que já prevíamos: Recuperando o espírito dos primeiros filmes, tudo aqui é interessante e puxa pela imaginação. Bolas, com a música de John Williams em pano de fundo, até podíamos ter visto Indiana Jones a escovar os dentes. Funciona sempre.
Ao pé disto, a mais recente fotografia de Indiana Jones é coisa de meninos. Sim senhor, com esta imagem ficamos a saber que Indy regressará ao armazém onde termina a acção de Os Salteadores da Arca Perdida e isso é material deveras importante. Agora, não tão importante como esta novidade de hoje, que entra já no campo dos spoilers. Cuidado com o dedo fácil no gatilho, quando surgirem os links.
Em boa hora, o Nuno Antunes já nos tinha posto a par das discussões que decorriam por esse mundo fora em inúmeros fóruns. Parece que as suspeitas em relação às caveiras se confirmam. Se estiverem na disposição de avançar um pouco mais, e saber afinal o que é esta Caveira de Cristal, aqui fica o panfleto, disponível no Action Figure Insider, com alguns produtos de merchandising do filme a serem fabricados por uma empresa japonesa. Mesmo no meio, está a caveira que o Movie Web já conseguiu fotografar em grande plano. Tudo isto numa noite, caramba! Atenção, quem prefere entrar numa sala de cinema e ser surpreendido, talvez não queira carregar nos links.
Há filmes assim. Basta uma fotografia nova, e regressamos num ápice àquele estado de excitação incontrolável, como se não pudéssemos esperar meia dúzia de meses – nem tanto – pela sua estreia. Indiana Jones é um destes filmes. Basta uma fotografia de Cate Blanchett, a agente Irina Spalko, com cara de poucos amigos, um corte de cabelo medonho, e uma espada encostada ao pescoço do herói, para darmos uma apitadela ao nosso amigo Dr. Emmett Brown, a perguntar onde é que ele deixou estacionado o DeLorean. É só para darmos um saltinho ali a 22 de Maio.
Foram três as fotografias reveladas hoje de Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull. A primeira, esta aqui de cima. A segunda, esta aqui de baixo. A terceira, esta que o Criswell examina de forma sublime.
Agora, porque no Deuxieme já não se fala de Indiana Jones sem falar em Batman, e para o Nuno Antunes não pensar que já dei o braço a torcer e passei para o lado negro da força – é interessante esta perspectiva de batalha –, aqui fica um vídeo que transporta o recente trailer de The Dark Knight para 1966, nos idos tempos da série que fazia questão de mostrar que aquilo era a adaptação de uma banda desenhada. SPLA-A-T. E aquele tubarão? Delicioso. A título de curiosidade, este Batman era Adam West, o Mayor Adam West de Family Guy. Uma trivialidade fica sempre bem.
Já é conhecido o primeiro poster daquele que é o maior acontecimento cinematográfico do século XXI. Refiro-me naturalmente a Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull. Ao mesmo tempo, o co-produtor Frank Marshall, devidamente autorizado, confirmou alguns rumores sobre a história do filme, que tem a ver com a busca de umas relíquias com poderes sobrenaturais nas selvas da América do Sul.
Naturalmente que os vamos partilhar com vocês. Embora nenhum deles pareça configurar um nocivo spoiler, os visitantes do Deuxieme ficam avisados que, a partir de agora, estão por sua conta e risco...
* a história tem lugar em 1957, em plena Guerra Fria; * Indiana Jones continua a ser professor e tem uma vida mais calma (é suposto a personagem realmente ter envelhecido 19 anos desde os acontecimentos vistos em A Grande Cruzada), mas as suas aventuras irão levá-lo de Connecticut ao estado do Novo México, à cidade do México e às selvas do Peru; * os adversários não têm mais o cartão do Partido Nazi: eles são agora os camaradas da União Soviética e um deles é uma sedutora agente Spalko, interpretada por Cate Blanchett, com o qual Indiana Jones irá ter uma relação de amor/ódio, à semelhança do que aconteceu nos outros filmes; * Shia LaBeouf, com motorizada e carradas de brilhantina, será o parceiro do herói; * e Ray Winstone é, afinal, um arquelogista pouco ético rival de Jones; * Crystal Skull irá revisitar momentos dos filmes anteriores, e aqui entra naturalmente Karen Allen como a inesquecível Marion Ravenwood de Os Salteadores da Arca Perdida; * O artefacto do título é inspirado por verdadeiras esculturas de quartzo esculpidas de tal forma que desafiam a estrutura natural do cristal. A sua origem é muito debatida, com as teorias a irem deste uma antiga civilização Maia a extraterrestres... A esse propósito, este pormenor aqui ao lado do poster está agora a ser muito debatido pelos fóruns...
Por fim, fica o aviso para quem ainda não sabe: o site oficial tem um vídeo que mostra Steven Spielberg a terminar as filmagens dos quatro filmes...
Senhoras e senhores, apresento-me como um dos representantes da facção Indiana Jones and The Kingdom of The Crystal Skull aqui no Deuxieme. Há uns dias, o meu colega Alvy Singer teve a coragem (outros dirão desfaçatez) de confessar que tem mais entusiasmo por Batman – The Dark Knight do que pelas novas aventuras de Indiana Jones. Apesar deste estar acompanhado pelo filho (Shia LaBeouf) e Marion/Karen Allen. E Cate Blanchett aparecer a fazer de russa...
Há gostos para tudo. Mas o meu colega não precisa de dar tabefes em si próprio ao admitir que Indiana Jones não é o herói mais antecipado para ver em acção, em 2008. Ele tem toda a razão, pois Indiana Jones não pertence ao mesmo campeonato de Batman: Indiana Jones and The Kingdom of The Crystal Skull é o maior acontecimento cinematográfico do século XXI. (1)
Por isso, apesar de ter a certeza que o brio profissional levaria o meu colega a noticiar todas as novidades do novo filme de Spielberg&Lucas&Ford, acho melhor tratar eu das novas fotografias que foram agora reveladas pelo Just Jared.
(1) Antes que me caiam em cima, quero esclarecer que não me esqueci do Senhor dos Anéis. Mas a saga de Peter Jackson só começou a tornar-se o grande marco que é na actualidade depois de ter estreado A Irmandade do Anel. Se entretanto Jackson avançar com o Hobbit, voltamos a conversar.
Sobre isto não haverá muito mais para dizer pois, só o simples facto de o dizermos, já não é nada mau. Isto porque, as habituais fontes que inundam o aintitcoolnews com as mais frescas novidades do mundo cinematográfico superaram todas as expectativas com uma das suas mais recentes informações recolhidas no local da rodagem. A ideia é ficarmos todos a pensar nisto depois. Como quem diz Hum, como é que eles irão fazer?
Parece então que a arca colocada no teaser poster de Indiana Jones and The Kingdom of The Crystal Skull não era totalmente despropositada. Segundo fonte segura, uma réplica do armazém onde termina a acção de Indiana Jones and The Raiders The Lost Ark terá sido reproduzida. Ora, rapidamente concluímos que Indy voltará atrás no tempo. Agora, porque carga de água? Será que é no fim da Arca Perdida que reside o início deste Reino do Crânio (ou será caveira?) de Cristal? Esta é a parte pior, quando começamos a pensar nos motivos, e porque é que eles fazem assim e assado. É por isso que não há muito mais a dizer para além disto e de que, a par de Valkyrie e The Lovely Bones, este é já um dos títulos mais aguardados de 2008.