Bergman por Allen.
Woody Allen nunca escondeu a sua admiração pelo génio de Ingmar Bergman. Pelo contrário. Em Manhattan (1979), o seu memorável Isaac Davis, irmão separado à nascença de Alvy Singer, diz, Bergman? Bergman’s the only genious in cinema today, I think. Em 1986, no seminal Hannah and her Sisters, Allen recrutou os serviços de Max von Sydow, actor que participou em treze filmes do cineasta sueco. Em 1989, para o delicioso Crimes and Misdemeanors, cedeu o lugar do habitual director de fotografia Carlo di Palma, a Sven Nykvist, director dos filmes de Bergman. A inspiração bergmaniana está presente em muitas das obras de Allen. Em algumas delas, até o conteúdo se confunde. Interiors (1978) e September (1987) são dois exemplos. Hoje, o Movie City Indie desenterra uma entrevista de Mark Kermode com o realizador de Radio Days, sobre o legado de Bergman, e a influência deste na sua carreira. No final, Allen confessa que O Sétimo Selo (1957) é um dos seus dez filmes preferidos de todos os tempos.
Bruno Ramos
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