Deuxieme


segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A problemática dos spoilers.

Apesar de não ficarem aqui explícitos os desfechos de O Sexto Sentido, Braveheart, Titanic, Mar Adentro, Million Dollar Baby e O Lado Selvagem, se alguém não quiser fazer a mínima ideia de como estas obras terminam, talvez não deva ler as linhas que se seguem. Por outro lado, se quiserem experimentar um pouco da indignação que percorre aquele que se assina, e sentir na pele esta ira controlada, façam favor.

(Afinal, os finais ficam claros com todas as letras – este primeiro parágrafo foi escrito antes de ter-me deixado levar pela revolta lá para o meio do texto).

Desta vez, não apontaremos o dedo à publicação. Dizer que foi num jornal com o nome do dia em que foi lido será suficiente. Uma entrevista com Sean Penn, realizador de O Lado Selvagem, era anunciada em todo o seu esplendor. Por já não ter o dito jornal na minha posse não recordo com exactidão porém, creio que se tratava de uma página inteira. No topo da página, uma caixa com duas curiosidades. Uma delas, salvo erro, sobre as dificuldades da rodagem. A outra, sobre o verdadeiro Christopher McCandless e a forma como este foi encontrado no término da sua viagem. Os meus olhos não queriam acreditar no que tinham acabado de ler. Em dez segundos apenas, tinha percorrido os 160 minutos que perfazem a longa-metragem de Penn. Lembro as linhas do Francisco Silva, que transpiravam de emoção e de como ele havia demonstrado o seu afecto e debruçado sobre o filme, tendo sempre o cuidado de nunca revelar em demasia. Pelos vistos, isto é possível. Falar bem dum filme, sem ter de contar todos os pormenores. Sobretudo, os mais importantes.

Recordo, como se tivesse sido ontem, o momento em que alguém conhecido proferiu a frase que arruinou, em parte, o visionamento de Titanic e Braveheart: Não é triste quando ele morre? Outra conclusão revelada de forma interessante foi a de O Sexto Sentido quando, num transporte público, repare-se, num transporte público, inadvertidamente ouço uma conversa sobre o filme, e uma das pessoas diz que ele não existe. Este episódio é a razão pela qual hoje, assim que alguém começa a falar de cinema, mudo de carruagem. O problema é mais complicado se for num autocarro em hora de ponta, onde sou obrigado a pedir para sair. No entanto, o melhor continua a ser Million Dollar Baby, quando o filme foi utilizado por Fátima Campos Ferreira ao lado de Mar Adentro, na introdução de um Prós e Contras sobre a Eutanásia. Na semana em que o filme havia estreado!

Caramba, será que existe um cromossoma qualquer que nos impele a contar o final do filme? Já há muito tempo que tenho para mim que poucas coisas desiludirão tanto um tipo como saber o final do filme, antes de poder vê-lo. Um dos melhores truques de algibeira que existe para chatear alguém é contar o final de um filme. Hoje, a única teoria que me parece credível, para além do genoma humano com uma falha tremenda a este nível, é a de que este alguém que nos conta o final de uma longa-metragem teve um dia terrível, dos piores de toda a sua vida, e, sem meias medidas, decide vingar-se no mundo metendo a boca, como se diz, no trombone.

Enquanto existirem malucos dispostos a ver um filme, mesmo conhecendo a forma como este termina, nem tudo estará perdido. Esta semana, O Lado Selvagem será finalmente visto. De qualquer modo, talvez a verdadeira conclusão a tirar é que devemos ter bastante cuidado da próxima vez que abrirmos um jornal para ler a entrevista de um cineasta. Seja a que dia da semana for. Sexta-feira inclusive.

Alvy Singer

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domingo, outubro 21, 2007

Imagens em forma de videoclip.

Como que por magia, carregando na imagem de Emile Hirsch a saudar um qualquer bando, temos acesso ao videoclip de Hard Sun. Toda e qualquer semelhança com uma promoção gratuita do filme Into The Wild, e respectiva banda-sonora, é pura coincidência.

Alvy Singer

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domingo, outubro 07, 2007

Eddie Vedder, candidato ao Oscar.

Já poucas dúvidas restarão de que este é um blog inteiramente dedicado à sétima arte. No entanto, alguns temas, quando cruzados com o cinema, serão obrigatoriamente tratados neste espaço. Por exemplo, Pearl Jam. Digamos que se este fosse um blog sobre música, em vez de Alvy Singer, a assinatura seria Eddie Vedder ou Betterman. Andaria à volta disso, pelo menos.

Neste caso, falamos mesmo de Eddie Vedder pois, estas músicas de Into The Wild acabaram de ser submetidas aos Óscares.
Guaranteed
No Ceiling
Rise
(Escritas e interpretadas por Eddie Vedder)
Society
(Escrita por Jerry Hannan, Interpretada por Eddie Vedder e Jerry Hannan).


Ao mesmo tempo, a banda-sonora de Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder também acabou de entrar na corrida. É caso para dizer que Alvy Singer já tem favorito. Para ouvir as músicas, basta ir a vantageguilds.com. De qualquer forma, aqui fica uma delas.




Alvy Singer

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quinta-feira, setembro 20, 2007

Será uma inspiração?

Não tem sido fácil, nos últimos dias, chegar aqui e falar de cinema, como se nada tivesse acontecido. Já tive oportunidade de o dizer, e sublinho agora, que o impacto duro desta notícia ainda não permitiu reunir as forças suficientes para partir de encontro a um texto tão profundo como o do David Mariano. É certo que se tratam de palavras simples, as do David, mas, são palavras cavadas numa realidade demasiado crua e indesejada. Estamos aqui porque gostamos de cinema. E é pelo cinema que continuaremos aqui. Nada mais do que isso. Um ecrã, uma cadeira, uma fita a correr, uma imagem que não pára nunca.

Se nos quisermos rir só por um bocado, podemos dizer que isto é bem pior do que o final do E.T. e A Vida é Bela juntos. Contudo, é nestes momentos que convém relembrar Monty Python e aquela eterna música de A Vida de Brian. Pode nem sempre ser fácil mas é agora, mais do que nunca, que devemos olhar para o lado bom da vida. Como dizia um mail hoje enviado por um colega que partilha, por um lado, esta tristeza do tamanho do mundo, mas, ao mesmo tempo, uma enorme vontade de dar a volta a tudo isto, Life goes on… So does our work! E é no rumo ao incerto que caminharemos. Poder-se-á mesmo dizer, rumo ao selvagem.

Já agora, por falar em selvagem, Into the Wild de Sean Penn anda por aí a ganhar apoiantes. A adaptação da obra de Jon Krakauer tem sido alvo de alguma atenção, sobretudo depois de ter agradado, e muito, à crítica norte-americana. Um filme realizado por Sean Penn, com o qual não se contava na corrida para os Óscares mas que, agora, parece querer intrometer-se. A história, que levou dez anos a transportar para o grande ecrã, relata a experiência do aluno e atleta Christopher McCandless quando este, após ter terminado os estudos em 1992, doa todas as suas posses, cerca de 24 mil dólares, para caridade, e parte para o Alasca apenas com uma mochila às costas. Diz quem já viu o filme, que esta é uma viagem a não perder. Aqui fica o trailer.

Alvy Singer

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