Série vs Filme?

Muito se tem criticado e apontado o dedo a este filme. Ao que parece, a longa-metragem das famosas 4 cavaleiras citadinas, munidas de personalidades vincadas na capital mais "in" do planeta, não manifestou agrado a muito boa gente, independentemente de ter batido recordes de bilheteira no seu país natal (derrotou, sem chicotes nem algemas, o estimado Indy). A meu ver, Sexo e a Cidade surge como um objecto curioso na sua forma, seja pelo grande factor de não necessitar do cabide das séries anteriores para envolver os seus públicos, na mesma medida que complementa quem já conhece as aventuras desta amizade no pequeno ecrã. A juntar a um argumento mais maduro que muitos episódios, as performances de cada universo feminino estão bastante bem conseguidas, tal como a evoluçaõ das 4 vertentes da história coabitam de forma subtil, ainda que o maior relevo se sinta sobre Carrie (Sarah Jessica Parker). Apesar de necessitar de umas "tesouradas" na sua longa duração, a presença dramática e a força contínua sobre uma irónica (e muitas vezes bem real) visão sobre as relações, os seus intervenientes - a idade ganha aqui um dos maiores aspectos da obra, que reside especial e graciosamente sobre Samantha (Kim Cattrall) - é, apesar das suas notórias imperfeições, uma boa surpresa. 
O grande ecrã trouxe-vos alegria de igual forma, ou a preferência pelas aventuras da série continua a predominar? Temos aqui uma novidade ou uma mera extensão do conceito? Francisco Toscano Silva Etiquetas: Indiana Jones and The Kingdom of The Crystal Skull, O Sexo e a Cidade
Não que tenha alguma coisa de mal...
 Algo em que ando para aqui a ruminar há algum tempo, tem começado a fazer mais sentido nos últimos tempos. Ainda não totalmente, diga-se, que isto de tirar conclusões precipitadas pode arruinar a vida dum tipo ponderado. Daí decidir exteriorizar estas pertinentes meditações, com o intuito de ver se os devaneios desse lado ajudam a completar esta imagem ainda pouco perceptível. Desde o início que este filme baseado na série O Sexo e A Cidade, realizado por Michael Patrick King, me parece ter qualquer coisa de errado. Há alguns aspectos que não encaixam bem, como aqueles puzzles acabados à martelada, mas com jeitinho. Sem saber exactamente o quê, diria que alguma coisa não bate bem neste projecto, e que o filme tem, há muito, a sua triste sina escrita. E, não por falta de qualidade, mas pelo timing escolhido, nem a curto prazo, mas a longo. No fundo, o problema passa pela pressa que parece ter havido em transpor a série para o grande ecrã. O filme chegará às salas menos de quatro depois da última temporada ter chegado ao fim. Pelo meio, desavenças entre as protagonistas foram postas de parte, e a questão Big rapidamente resolvida. Os impasses nunca duraram muito tempo, e parecia haver uma retroescavadora que levava tudo à frente, como que a dizer, Temos de fazer este filme, pessoal. Ora, é aqui que o tom da música foge ao agrado de Alvy Singer. Uma obra cinematográfica, seja ela qual for, não deve surgir porque tem de ser. Nasce e cresce naturalmente. Para que as estas palavras não sejam mal interpretadas, convirá dizer que fala um apreciador da série. Não sendo um devoto fã, confesso ter seguido com a devida atenção as primeiras temporadas, onde o registo parecia aproximar-se mais de um documentário do National Geographic, com os nova-iorquinos a falarem da sua sexualidade aberta e directamente para a câmara. Uma verdadeira pedrada no charco. No entanto, apesar da segunda metade do programa não ter continuado tão cativante, foi com agrado que assisti ao final da história, e ao último episódio de uma das séries mais marcantes da última década. E, é precisamente por isto, que não subscrevo o alvoroço perante esta tão apressada adaptação. Como se o programa não tivesse tido o sucesso suficiente para se esperar mais um bocado, e fosse preciso partir quanto antes para o filme, antes que as pessoas se esquecessem dos valores de O Sexo e A Cidade. Aquele provérbio da pressa ser inimiga da perfeição existe em quase todos os povos, com ligeiras alterações. Por alguma razão. Mais difícil do que adaptar um livro, é fazer um filme baseado numa série. A formatação dos vinte ou quarenta minutos acabará sempre por influenciar a nossa opinião e, no final, nenhuma crítica negativa é tão eficaz como Bom, é apenas um episódio alargado. Basta recordarmos Os Simpsons, que esperaram quase vinte anos para fazer o filme, e mesmo assim ouviram das boas de todo o lado. Acima de tudo, receio que este título não corresponda às expectativas dos milhões de seguidores que a série tinha e que, daqui por anos, nem mesmo aqueles que agora gostarem encontrem qualquer coisa de positivo. Mas, a existir alguém preocupado, que sejam os produtores, caramba. Se eles não estão, aplauda-se a confiança. No entanto, gostariamos de deixar aqui para reflexão o exemplo de outras séries, de maior sucesso, que têm resistido a todas as investidas para as transformar num filme. Assim de repente, estou a ver Friends e Seinfeld. Mas, há outras. Nestes casos, a calma nunca fez mal a ninguém. Por tudo isto é que também devemos meter um travão no entusiasmo relativamente a Arrested Development, e compreender as reticências do criador Michael Hurwitz. Já para não falar de Os Sopranos, da qual não me importaria minimamente que deixassem ficar como está. Alvy Singer Etiquetas: O Sexo e a Cidade
Vida para além dos Oscares.
Há que ter os pés bem assentes na terra e perceber que, em fim-de-semana de Óscares, nem a vinda do Messias fazia a manchete de um qualquer post deste blog. Porque, se há coisa que prezamos, são prioridades. E, durante os dois próximos dias, este recanto vai ter muita dificuldade em justificar outras temáticas que não a da estatueta dourada. No entanto, se juntarmos vários assuntos num só texto, pode ser que desse lado pareça que isto é mesmo relevante, e a coisa passe. É porque, a dois dias da cerimónia, ainda há tanto para dizer. Ainda há antevisão de Melhor Realizador, Filme Estrangeiro, e Documentário, a discussão de quem reúne mais atributos para vencer na categoria de Melhor Filme, um apanhado dos melhores momentos da história, e mais uma ou outra coisa, se houver tempo. Ah, como era bom que este fim-de-semana esticasse. Não para ver se vinha sol. Era mesmo para conseguir ver Juno, Haverá Sangue e Este País Não É Para Velhos. A maratona está prestes a tornar-se num sprint final. De qualquer maneira, voltando aos temas que não estão relacionados com os Óscares, dêmos então uma vista de olhos ao mais recente poster evolucionário de Iron Man. Se tivéssemos que adivinhar, diríamos que os produtores deste filme apoiarão Religulous de Bill Maher, e não o Expelled: No Intelligence Allowed, de Ben Stein. Este novo poster, dado a conhecer na WonderCon, mostra-nos os três Marks: o original Mark 1, o protótipo Mark 2, e o Mark 3 final. Seremos só nós, ou isto parece um anúncio da Gillete? Não nos interpretem mal, pois o poster está bem pensado. Agora, está mesmo ali a pedir um slogan como Com três laminas, mais mortífero que nunca. O novo trailer do filme é esperado num dos próximos episódios de Lost, da ABC. Wolverine (Gavin Hood) é outro que merece uma abordagem. Se X-Men pressupunha um aglomerado de personagens e festa da grossa, Wolverine sempre deu a entender que não haveria lugar para grandes ramboiadas, e que Hugh Jackman não teria a companhia de tantos ilustres. Pois bem, estávamos enganados. Até ao início desta semana, os poucos que estavam já confirmados eram os seguintes: Ryan Reynolds (Deadpool), Taylor Kitsch (Gambit), will.i.am (John Wraith), Liev Schreiber (Sabretooth), Danny Huston (Stryker), e Lynn Collins (Silver Fox). Mas, parece que o argumento se encarrega de ter mais gente de peso. Já no final da semana, Dominic Monaghan, o Charlie de Lost, foi confirmado como Beak, um personagem misterioso no passado de Wolverine, que tem a capacidade de manipular energia e electricidade. Para além de Monaghan, também Daniel Henney foi dado como certo no elenco, no papel de Agent Zero, um membro do programa Weapon X. Um spin-off cada vez mais parecido com o original. Uma palavra também para Public Enemies, de Michael Mann, do qual temos vindo a acompanhar o casting. Desta feita, foi a vez de David Wenham (O Senhor dos Anéis e 300) confirmar a sua participação. Confirmando o seu estatuto de convincente actor de segunda linha, Wenham será Pete Pierpont, um membro violento do grupo de Dillinger (Johnny Depp). Stephen Graham (Snatch e This Is England) também marcará presença, como Baby Face Nelson. Recorde-se que, do elenco, já fazem parte Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cottilard, Channing Tatum, Giovanni Ribisi e Stephen Dorff. Por último, o mais recente trailer de O Sexo e A Cidade. Um dado estatístico avançado esta semana pelo INE dizia que, em Portugal, para cada 100 mulheres, existem 93 homens. Este podia ser um óptimo ponto de partida para uma série de considerações jocosas. Mas, porque a beleza do cinema se eleva acima de qualquer questão de géneros, que o filme cumpra a sua obrigação e divirta quem tem de divertir. Quantos mais, melhor. Alvy Singer Etiquetas: Iron Man, O Sexo e a Cidade, Public Enemies, Wolverine
Sim, aquilo é uma mala.
De certo modo, ao olhar para estas quatro actrizes num qualquer passeio de Nova Iorque, lembro-me do genérico de Bonanza. Tal como acontecia com os Cartwright, onde está uma, estão as quatro. Já aqui tive oportunidade de manifestar o meu apreço por esta série, pelo que este comentário não deverá ser entendido como uma critica negativa. Será antes a constatação de um forte laço de amizade que a todas une. Para todos os efeitos, esta é a mais recente fotografia no set de rodagem.  Aquela que ainda não pudemos ver na companhia das habituais presenças em O Sexo e a Cidade foi Jennifer Hudson. No entanto, uma fotografia da Dreamgirl no plateau deste filme já se encontra na Internet. Por instantes, lembramo-nos de Anne Hathaway nos primeiros minutos de O Diabo Veste Prada. 
Alvy Singer Etiquetas: Jennifer Hudson, O Sexo e a Cidade
A primeira fotografia de 'O Sexo e a Cidade'.
Aí está ela. A fotografia mais aguardada por toda uma legião de fãs, sedentos por mais aventuras escaldantes de Carrie Bradshaw e companhia. Atente-se no pormenor de falar em fãs sedentos e não sedentas. É porque, apesar da palavra legião ser um substantivo feminino, apesar da protagonista deste filme ser uma mulher, apesar das co-protagonistas serem três mulheres, apesar de tudo o que respira neste filme pender claramente para o lado feminino, lá no fundo, todos sabemos que existe um movimento underground do sexo masculino no sentido de bajular esta série. Em alto e bom som, e sem qualquer reserva, afirmo estar na disposição de aderir a tal movimento, com uma única condição apenas. Que deixe de ser underground. Apesar de ter gostado bastante mais das primeiras duas temporadas, é inaceitável não reconhecer que Sex and The City marcou de forma indelével o panorama da televisão norte-americana, no virar do século. De forma positiva, diga-se. É por isso, e por Kim Cattrall, que hoje aguardo com expectativa por este título. Antes da dita fotografia, registe-se apenas aquilo que já não é novidade, que Jennifer Hudson participará no filme, e aquilo que é mais fresco, que Jason Lewis (Smith) e David Eigenberg (Steve) recuperarão os seus papéis, ao lado de Samantha e Miranda, respectivamente. Agora sim, Carrie e Big, senhoras e senhores. 
Alvy Singer
Etiquetas: Fotografia, O Sexo e a Cidade
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