Deuxieme


segunda-feira, abril 07, 2008

Charlton Heston (1924 - 2008)

Este fim-de-semana deixou o mundo da sétima arte mais pobre. Desta vez, a questão centra-se sobre um actor de enorme relevo, que é um dos maiores nomes da época dourada de Hollywood. Charlton Heston faleceu no passado sábado, na sua casa em Beverly Hills, aos 84 anos de idade. Para trás fica um enorme e rico legado, onde incontornavelmente se destacam composições inesquecíveis e tão conhecidas entre o grande público, como é o caso de Ben-Hur (1959), personagem lendária que lhe valeu o reconhecimento da Academia com o Óscar de Melhor Actor. Heston deixa, para além deste épico, um vasto leque de outras grandiosas interpretações, sob a mestria de autores maiores do cinema - prova disso são os títulos A Fúria do Desejo (1952) de King Vidor, A Sede do Mal (1958), esse admirável noir de Orson Welles, os 55 dias em Pequim (1963) do mestre Nicholas Ray ou ainda Major Dundee (1965) de Sam Peckinpah. No entanto, é o final da década de 60 que carrega consigo um objecto único e original, que depressa fez nascer um enorme culto à sua volta; falamos de O Homem que Veio do Futuro (1968), o "primeiro" filme da saga "Planet of the Apes", realizado por Franklin J. Schaffner.

Contra as polémicas da sua vida privada, onde as questões políticas sempre deram pano para mangas nos meios de comunicação (ultimamente relembram-se nos seus discursos e posições como presidente da National Rifle Association), Heston permanecerá como uma figura maior do cinema, quer pela sua força artística que o cinema agora preserva em memória, seja também pela sua influência, que minou por completo a caracterização masculina do cinema contemporâneo.

Francisco Toscano Silva

2 Comments:

Blogger Arte Revisitada said...

De facto, perdeu-se uma das figuras mais emblemáticas do cinema americano. Tal como outros, será recordado pelos seus papéis - indiscutíveis interpretações - do que pelos escândalos ou posições radicais adoptadas, unicamente referentes à sua vida particular.

Pedro Xavier

PS: Francisco, faltou aí o grande Dez Mandamentos

7 de abril de 2008 às 18:40  
Anonymous Anónimo said...

Gostei muito de o ver no "Bowling for Columbine"...

8 de abril de 2008 às 18:18  

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