Deuxieme


terça-feira, agosto 11, 2009

An Education - Poster.

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Ao depararmo-nos com o poster australiano de An Education, juntamo-nos ao clube dos que olham para esta imagem e são transportados para o pôr-do-sol de Richard Linklater com Ethan Hawke e Julie Delpy. O Cinema continua a ser a forma mais em conta para viajar.

Bruno Ramos

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A Paprika de Wolfgang Petersen.

Quando o site que veicula a informação dá pelo nome de Moviehole, até pensamos duas vezes. Porém, o First Showing decidiu publicar o rumor, e parece que a coisa até é mais ou menos séria. No caso de alguém vir mais tarde dizer que isto é mentira, podemos sempre recuperar o chavão, Professora, ele é que disse. Daí lavamos as nossas mãos, e passamos à próxima novidade falsa. A de hoje tem o seu quê de picante. Segundo o Moviehole – catchy –, Wolfgang Petersen tenciona sair do buraco em que se enfiou no final de 2006, após o remake de Poseidon, com uma versão live-action de Paprika, obra de Yasutaka Tsutsui, já transposta ao grande ecrã com o belissimo anime de Satoshi Kon. De todos os cineastas à face da Terra, Petersen estaria seguramente na metade inferior, para não ir mais longe, daqueles que desejamos para este projecto. O que nos leva ao tópico das expectativas. Imediatamente nos apercebemos que elas passarão a andar pelas ruas da amargura, caso isto se venha a confirmar. Agora, como já estamos tão batidos nisto de esperar o melhor e levar com um balde de água fria, e esperar o pior e levar com um jacuzzi – inversamente proporcional –, a ideia de Petersen pegar no projecto, subitamente, torna-se agradável. Já por diversas vezes falámos aqui de Paprika. Desde o tropeção no trailer, à dúvida de Natal. Obrigatório.

Bruno Ramos

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segunda-feira, agosto 10, 2009

Actores.

As notícias não abundam e a mente divaga. Damos por nós a pensar em coisas como, Quantos actores têm dois Oscars na categoria principal? Cinco. Hoffman, Nicholson, Hanks, Lewis e Penn. E, qual não é o espanto quando constatamos que aquele que gostávamos de ver com três, só para estar mais à frente, era Hanks? Preferências.

Alvy Singer

Long live the Queen.

Corria o ano de 1945, quando a AMPAS tomou a melhor decisão de que há registo. A Academia de Hollywood perdeu-se de amores por Going My Way, de Leo McCarey. A obra viria a ganhar sete Oscars, incluindo o de Melhor Filme. Contudo, o grande herói da noite foi Barry Fitzgerald. A AMPAS gostou tanto do seu desempenho como padre Fitzgibbon, que resolveu eleger a sua interpretação para o Oscar de Melhor Actor e Melhor Actor Secundário. Hoje, os estudiosos – classe na qual nos incluímos com um largo sorriso estampado no rosto – acham que dois actores do mesmo filme, na mesma categoria, dividem votos. Há mais de sessenta anos, Fitzgerald dividia-se a si mesmo em categorias diferentes. As mentes mais iluminadas da AMPAS jamais ousaram atravessar novamente de forma tão latente os limites da compreensão humana. Daí para cá, não se voltou a verificar tamanha demonstração de astúcia e lucidez em Hollywood. Se bem que a não atribuição de qualquer Oscar a Ingmar Bergman ande lá perto. Porém, aí são múltiplos exemplos. Esta decisão garantiu que, por maior que fosse a borrada que viesse a fazer, jamais a AMPAS voltaria a deliberar algo tão imbecil. Novamente, a recente passagem a dez nomeados na categoria de Melhor Filme anda lá perto. Quem sabe, se passarem a cinquenta, talvez toda a gente encontre uma razão para passar a noite em frente do ecrã, na vã esperança de que o seu candidato concretize os 2% que tem. No final, tudo se resume às audiências da emissão. Os Oscars deixam de ser uma celebração da sétima arte, e são cada vez mais um espectáculo televisivo. Como nós, Meryl Streep acha que passar de cinco para dez não é solução ideal para conciliar público e indústria. Ou, neste caso, audiência e cerimónia. Não perdendo a visão financeira da coisa, Streep atira outra ideia para cima da mesa. Algo em que a AMPAS até parecia ter vindo a acertar, mas que para o ano volta a estragar. A actriz acha que a cerimónia dos Oscars devia ser antecipada ao máximo, quando a maioria dos espectadores ainda tem na memória os títulos que vão a concurso. Quando ainda se encontra marcada por eles. Streep vai mais longe, e diz que o dia ideal era 01 de Janeiro. Antes de todos os outros galardões serem atribuídos. Se já é um choque ganhar um Oscar, mais o é quando não se está à espera. Pelo menos, tanto. Em entrevista a EW, eis o que disse a rainha.

As time has gone on, so many other televised award shows precede the Oscars, and I do think that’s diluted their importance…Certainly, everybody seems exhausted by the time the same people have trampled up on stage at the Golden Globes, the SAGs, the Broadcast Film Critics, the Baftas….There are so many now and they’re all on TV. I mean, you wanna see some real acting? Watch somebody who’s won five times before they get to the Oscars, then they get up on stage and they do the performance of, ‘Oh! Yes!’ Wow, that’s a big job! And who could blame them?…I think the Academy should move it up to Jan. 1 and preempt everybody else. That is the big Kahuna, it’s the one that counts. And I think it’s just so bizarre that they allow themselves to be the caboose”.

Pessoalmente, achamos que 01 de Janeiro seria um erro. 03 seria o mais indicado. Na primeira noite do ano, muita gente ainda está a dormir. A segunda é de recuperação. A terceira era a melhor, na medida em que serviria para voltar a trocar os sonos de quem vive a mais de sete fusos horários de Los Angeles. Isso é que era uma semana de arromba. Agora, porque se fala de Streep neste post, deixemos aqui o trailer de It’s Complicated, da genial Nancy Meyers, com Alec Baldwin e Steve Martin.

Bruno Ramos

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Outro trailer, o mesmo resultado.

Não nos cansamos de ver imagens de Where the Wilds Things Are. O filme de Spike Jonze poderá muito bem ganhar o seu lugar na História, como a película com os melhores teasers, posters e trailers de todos os tempos. Este tem todo o ar de ser o filme derrete corações de 2009. Aquele que leva o Tio Patinhas a chorar baba e ranho no final, e a dizer que aquilo que de mais precioso tem na sua vida é o trenó de infância. Esperem, fusão de referências. Ter acabado de ver o segundo trailer deste título foi o que bastou para amarfanhar todas estas folhas de rascunhos que para aqui andam na secretária, mais umas quantas revistas da área que convém ler mensalmente, e atirar tudo para o ar num monumental vá tudo à fava que só me apetece voltar a ser criança. Que tremendo gozo. Um longo êxtase de quatro segundos. Agora, se me dão licença, vou ali apanhar as folhas e as revistas. Ainda por cima, dói-me as costas.

Alvy Singer

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Diogo Morgado em Mary, Mother of Christ.

Se o estimado leitor acha que escrevemos este texto, unicamente, por um anónimo ter interrogado num post mais abaixo, Ng fala no facto do diogo morgado entrar num filme c al pacino?!?!?! ou isso n é importante, tem toda a razão. Não tivesse esta pergunta sido formulada, e provavelmente estaríamos agora aqui a falar no facto de Spielberg ter adicionado à sua agenda a realização de um remake de Harvey (Henry Koster, 1950). Uma questão de prioridades. Que podem ser alteradas a qualquer momento, de tão importantes que são. Falemos, pois então, de Morgado, em Marrocos, ao lado de Al Pacino, Julia Ormond, Peter O’Toole e Camilla Belle. O filme, Mary, Mother of Christ, será realizado por James Foley (Glengarry Glen Ross), e conta com argumento de Benedict Fitzgerald (The Passion of the Christ) e Barbara Nicolosi. Diogo Morgado será José. O Público dá a conhecer alguns detalhes que ajudam a perceber como o actor chegou ao papel, como o curso que tirou em Los Angeles, onde conheceu o agente que o representa actualmente nos Estados Unidos, e informa que Diogo Morgado está já a trabalhar na personagem. O ego luso enche-se de orgulho com notícias destas. Agora, não podemos deixar de sentir pena por Diogo Morgado. E, caso o actor se esteja a perguntar incrédulo, neste preciso momento, sentado num recanto sombrio, se ninguém consegue ver a sua dor, meu caro Diogo, nós não só a vemos, como partilhamos da tua mágoa. Contracenar com Al Pacino e Peter O’Toole não é para qualquer um, e esse será, sem dúvida, motivo mais do que aprovado para vaidade extrema. Agora, que desafortunado lançamento de dados do destino foi este, para trazer Camilla Belle como parceira na tela, numa história de cariz tão puritano? Na melhor das hipóteses, perspectivamos um forte abraço de encontro ao peito, ou uma palmadinha mais afectuosa nas costas. Nada por aí além. Um beijo, só soprado ao vento. Contudo, já alguém disse um dia que mais vale um nada positivo do que muito negativo. Se não era assim, passa a ser. Parabéns, Diogo.

Bruno Ramos

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Creation.

Até ao presente dia do mês de Agosto, devemos ter dedicado, neste espaço, qualquer coisa como 72 caracteres a Creation, de Jon Amiel (Sommersby, Entrapment). Ora, isso está prestes a mudar. Aliás, em três linhas apenas, já quadruplicámos a atenção de que a obra foi alvo por estes lados nos últimos meses. No centro da trama, as recentes fotografias dadas a conhecer. Esta, com a imagem de um orangotango reflectida no espelho de Darwin (Paul Bettany), tem muito que se lhe diga. Estará o próprio Bettany a olhar para um espelho, ou será que a ideia é o orangotango ser o reflexo de quem olha para a fotografia? Mirabolante. A película de Amiel, com Bettany, Jennifer Connelly, Toby Jones e Jeremy Northan nos principais papéis, versa sobre a concepção explosiva da Teoria da Evolução das Espécies, e do tornado que virou a vida de Darwin do avesso a partir de então. O cientista ver-se-á a braços com conflitos internos de monta, quando as crenças daquela que ama chocam com aquela que julga ser a verdade cientifica. O primeiro trailer, que já circula pelos meandros da net há algum tempo, deixa boas indicações. Daqui a cinco anos, quem quiser fazer contra-programação que passe este filme ao mesmo tempo que outro canal transmite Home Alone. Ideal para se ver na véspera de Natal.

Bruno Ramos

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Dr. Parnassus - Trailer.

Obrigado à Mariana pela dica. Aqui fica o trailer internacional de The Imaginarium of Doctor Parnassus. Em duas palavras, especta-cular.

Bruno Ramos

Premiere, Bastardos e Poland.

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A Premiere de Agosto já está à venda desde a passada sexta-feira. Pelo menos, em alguns estabelecimentos. Parece que algumas pessoas ainda não a encontraram nas bancas do costume. Esta segunda-feira, com Brad Pitt e o resto da trupe de Inglourious Basterds na capa, a revista deve chegar a todo o lado. Agora, por falar nos bastardos de Tarantino, que estreiam entre nós a 27 deste mês, aqui fica a apreciação de David Poland, do Hot Blog. Sempre admirámos metáforas com copos de leite. Pessoalmente, preferimos quando ele vem misturado com chocolate. A comparação ganha outra imponência sempre que o leite se mistura com o cacau, e perfaz aquela junção prodigiosa gerada por um Deus mais inspirado do Olimpo. Acreditamos que, caso tivesse nascido em Portugal, Poland teria recorrido talvez a um Pastel de Nata. Preferencialmente, de Belém. Mas, aí, lá está, também se impunha a canela. Enfim, devaneios que nos afastam das pertinentes considerações de David Poland. Antes do próximo post, vamos só buscar um copo de leite. Com chocolate, como não podia deixar de ser.

Alvy Singer

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domingo, agosto 09, 2009

Reitman e Clooney a entrarem nas contas.

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Quem nos conhece sabe que, quando os pareceres são positivos, não costumamos hesitar. Deitar foguetes antes da festa nunca foi apanágio de gente ponderada, contudo, nunca nos tivemos em tamanha conta. Em quase tudo, somos precoces. A doença ainda vem em Marrocos, e já temos os sintomas. Ainda o filme não chegou às salas, e já estamos aqui a difundir a opinião alheia. Contudo, seguramente que decidiriam da mesma maneira se já tivessem lido o que Jeff Wells, do Hollywood Elsewhere, postou no seu site sobre Up in the Air. Wells não é tipo de postar o que lhe apetece. Não que conheçamos Wells de algum lado, mas, a avaliar pelas coisas que escreve, parece pertencer à classe ponderada de que falávamos lá atrás. Segundo Wells, um felizardo amigo seu que dá pelo nome de Marlowe – não confundir com dupla personalidade –, teve a sorte de apanhar um test screening do próximo filme de Jason Reitman e ficou maravilhado. Estarrecido. Assombrado. Depois de afirmar que o desempenho de Clooney é um cruzamento de Cary Grant com Warren Beatty, isto foi o que ele teve a dizer.

Let me begin by saying that this summer has been a bust. The only highlights being smaller films like Moon and The Hurt Locker. The major tentpoles have all had problems. Even one of the better ones like Star Trek has some glaring plot problems. So when something like Up In The Air comes around it restores my faith in film.

This is only Reitman’s third film and he’s showing such a level of confidence here that it’s almost scary. Where does he go from here? UITA is going to be on everyone’s Ten-Best list, and Clooney will be nominated for Best Actor. Clooney has never been so good. In fact, I feel he was born to play this character, a charmingly aloof business-track smoothie called Ryan Bingham”.

A presença do filme no Festival de Toronto – rampa de lançamento de alguns títulos rumo à temporada de prémios – foi confirmada na passada sexta-feira.

Bruno Ramos

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The Lovely Bones - Trailer.

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The Lovely Bones é outro que não sai do radar há já largos meses. Peter Jackson de volta à realização, ainda para mais na adaptação de uma obra tão aclamada quanto esta. Publicado em 2002, Visto do Céu, de Alice Sebold, vendeu mais de um milhão de exemplares e esteve mais de um ano na lista de bestsellers do New York Times. A editora Little, Brown and Company achava que vender mais de 20.000 cópias já seria um sucesso. A multiplicar por cinquenta, imaginamos as rolhas de garrafas de champanhe que não devem ter estoirado por aqueles escritórios. O trailer chegou à net no final da passada semana, e a reacção não foi tão esmagadora quanto se pensava. Quem já leu o livro mostra-se receoso. Insistimos na mesma tecla. Por mais que se tente, jamais os atributos de um filme ultrapassarão o valor do livro no qual é baseado. É contra-natura. Um chama-se livro. O outro, filme. São entidades com símbolos químicos distintos. Pelo meio, existe algo denominado direitos de autor. Uma espécie de portagem para o novo mundo. Uma vez adquiridos, estes transformam-se em liberdade criativa. Com ela, o realizador faz o que lhe der na real gana. Há quem tente ser o mais fiel possível ao material original. Há outros que, mais invejosos, se estão a marimbar e fabricam uma versão imprevisível. E, há ainda outros que, tentando ser precisos na transposição para o grande ecrã, metem os pés pelas mãos e perdem-se a meio do caminho. Em nosso entender, estas primeiras imagens são entusiasmantes. Stanley Tucci não abre a boca e diz tanto com aquele olhar. A fotografia de Andrew Lesnie parece ser do mais radioso que 2009 verá. No geral, um trailer à medida das expectativas que continuamos a ter. Que venha 11 de Dezembro.

Alvy Singer

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John Hughes (1950-2009).

John Hughes faleceu na passada quinta-feira, aos 59 anos. O autor do filme contemporâneo de adolescentes, como foi caracterizado por Roger Ebert, deixa para trás um legado impressionante. Em 27 anos de carreira, Hughes realizou 8 filmes, produziu 23 e escreveu 37. Entre as obras realizadas, The Breakfast Club (1985), Ferris Bueller’s Day Off (1986), e Plains, Trains & Automobiles (1987). Entre as obras produzidas, 101 Dalmatians (1996) e Flubber (1997). Entre as obras escritas, Uncle Buck (1989) e Home Alone (1990). Hughes disse um dia que qualquer miúdo é suficientemente inteligente para perceber quando um filme de adolescentes o está a explorar. Kevin Smith e Judd Apatow nunca esconderam a sua adoração pelo cineasta, e sempre o citaram como uma referência. Se há alguma certeza é a da incerteza após a morte. Mas, a haver por aí um Céu, ou qualquer coisa parecida, seguramente que Hughes se está a divertir à brava, ao som de Twist and Shout.

Bruno Ramos

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The Cove.

Duas são as formas de destaque. Pela positiva ou pela negativa. O triunfo do pragmatismo conduz-nos a este truísmo evidente, confinando a formulação deste par de hipóteses e mais nenhum. É certo que, dentro do realce favorável, o intervalo pode ir desde o simples reconhecimento a medalhas de mérito. De igual modo, dentro da ênfase paupérrima, o espectro pode ir desde um bocadinho assim – aproximar polegar e indicador como ilustrado no anúncio do iogurte rico em cálcio –, até à asneirada cáustica. Em traços largos, acreditamos que estas são as duas grandes opções para fugir à mediania. A Academia de Hollywood não foge à regra. Anualmente, inúmeras críticas são apontadas à eleição dos nomeados. Na sua maioria, considerações de carácter subjectivo que encontram nas preferências pessoais o seu principal vector. Contudo, algo mais profundo se passa em certas categorias. Nas de interpretação, por exemplo, não encontrámos ainda um argumento válido para a recusa em incluir dois trabalhos do mesmo actor. Para Hollywood, faz mais sentido incluir um sexto mais votado no rol de cinco finalistas, do que repetir um terceiro e um quarto. Dura lex sed lex, e não se fala mais nisso. Na categoria de Melhor Canção Original é o descalabro. Existe por aí muita película esculpida a partir de uma simples tagline, ou de uma mera cena com que o argumentista sonhou numa noite de insónias, mas, quando toca a construir uma melodia que capte a essência da obra, o realizador assobia para o lado, o produtor telefona para o último artista a ter uma música no primeiro lugar do top, e seja o que ele quiser. Uma difusão de responsabilidade digna de enaltecer. Na categoria de Melhor Filme Estrangeiro é melhor nem tecermos considerações. O regulamento tem mais reviravoltas que um filme de David Fincher. Quando pensamos que uma determinada obra tem tudo para chegar ao Kodak Theater, lá vem a Academia relembrar-nos que, ali ao minuto dezasseis, a personagem X recorre a um sotaque escocês arcaico que inviabiliza a nomeação. E, mesmo nas cinco finalistas, as politiques do costume ainda surpreendem o espectador mais inocente. Porque a síndrome Festival da Eurovisão não conhece fronteiras. Contudo, o que nos traz aqui é a baralhação que ainda impera na categoria de Melhor Documentário. Algo que já vem de longe. Em 1988, The Thin Blue Line (Errol Morris) foi considerado por muitos como o melhor documentário do ano. Troféus não lhe faltaram. O mesmo aconteceu com Roger & Me (Michael Moore, 1989), Hoop Dreams (Steve James, 1994), e Fahrenheit 9/11 (Michael Moore, 2004). Nenhum destes ganhou. Nenhum destes chegou, inclusive, a ser nomeado. Quando Hoop Dreams ficou pelo caminho, a controvérsia foi tanta que a Academia foi obrigada a rever e alterar algumas das regras. Ainda assim, dez anos mais tarde, o documentário mais lucrativo da História ficou de fora dos nomeados porque o autor decidiu transmiti-lo no pequeno ecrã antes do tempo. Válido. Em 2005, Grizzly Man de Werner Herzog, aplaudido em todos os círculos de críticos, nem aos quinze finalistas chegou, por violar a norma segundo a qual um documentário não pode ser inteiramente edificado em torno de material de arquivo. O que a Academia não viu foram as entrevistas efectuadas e as cenas filmadas de propósito para o filme. Se calhar enviaram os screenings errados. Por tudo isso, gostávamos de olhar para os recentes elogios a The Cove como o primeiro indicador de que pode estar aqui um sério candidato a figurar na lista dos cinco nomeados a melhor documentário de 2009. Contudo, nada nos garante que não passe apenas de um magnífico trabalho de Louie Psihoyos, e que o Oscar não venha a ser uma mera miragem. Para já, é o primeiro do género a destacar-se. Pela positiva. Kris Tapley do InContention disse, depois de ter visto a película, I was absolutely floored. Devastated, rocked, affected — it’s the reason films are made. Esperemos que a Academia não se destaque pela negativa e não venha a dizer lá mais para a frente qualquer coisa como, filmes sobre golfinhos, só em anos pares. Aqui fica o trailer.

Bruno Ramos

quarta-feira, agosto 05, 2009

Soundtrack Quiz.

Pista: Série TV.

Nota: Carregar em Play full song here para ouvir a música completa.

Bernardo Sena

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Avatar - Poster.

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À vista desarmada parece que Angelina Jolie se juntou ao Blue Man Group. Puro engano. Primeiro poster de Avatar. Do evento de 21 de Agosto, nem um pio. Até agora, por estas bandas, ninguém se pronunciou sobre Avatar Day. Mau pronuncio.

Bruno Ramos

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Euros.

A Marca de hoje traz na capa, “Receta Anticrisis. Ver al Milan en Bernabéu costará menos que ir al cine. Las entradas, desde 6 euros”. Amanhã, o Parlamento regulamenta, “Receita Anti-crise. Ir ao cinema custará menos que uma garrafa de água num estádio de futebol. Bilhetes desde 2 euros”.

Alvy Singer

Fantastic Mr. Fox - Trailer.

Há qualquer coisa de Wes Anderson em Wes Anderson, difícil de explicar. Sendo camaleónico, o cineasta transporta consigo, ao mesmo tempo, singularidades imediatamente identificáveis num par de segundos. A primeira vez que nos deparámos com o videoclip de Cape Cod Kwassa Kwassa, dos Vampire Weekend, dissemos para com os nossos botões, Com a breca, ainda não vimos este do Wes Anderson. Mas, não. Era apenas um videoclip que tinha ido buscar referências a obras do realizador. A revista Blender partilha desta opinião. Isto tudo para dizer que, mesmo que não soubéssemos quem era o realizador de Fantastic Mr. Fox, se nos apresentassem uma lista com cinquenta hipóteses, e lá para o meio estivesse o nome de Anderson, é que nem hesitávamos. A não ser que também colocassem lá o de Brian Robbins.

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The Informant - Poster.

Enquanto a classe média-alta do mundo ocidental se ocupava com festas que haveriam de caracterizar a época como Os Loucos Anos 20, Lotte Reiniger tratava de introduzir a silhueta na sétima arte. Pioneira no recurso a esta representação corporal obscura, a alemã antecipou-se ainda a Walt Disney, cerca de uma década, na concepção de uma câmara multi-planos para certos efeitos. Na primeira década do século seguinte, a finalidade de uma silhueta no grande ecrã não será exactamente igual àquela quando, em 1926, Reiniger realizou The Adventures of Prince Achmed. Para muitos dos que consideraram 300, de Zack Snyder, o último prego no caixão a enterrar do Cinema, nem a sequência das silhuetas em batalha se salvou. Nos dias que correm, um poster que apresente uma silhueta corresponde a uma obra com aspirações a falar de assuntos sérios a brincar. O que até nos agrada. Agora, o que nos chama mesmo à atenção é a forma como se despacha o realizador. Este é o mesmo dos três Ocean. Qual Sexo, Mentiras e Video, Romance Arriscado, Erin Brokovich ou Traffic?

Bruno Ramos

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terça-feira, agosto 04, 2009

365 dias não chegam.

No final da passada semana recebemos o seguinte mail.

Acerca de Loucos e Fãs (Fanboys). O filme estava para estrear em Portugal mas, afinal, não vai estrear. Porquê? Não entendo a razão. Era para estrear hoje. Estreará algum dia é a minha pergunta”.

Por enquanto, resposta a esta questão é coisa que não temos. Como a Mariana, e outros milhares de cinéfilos que contavam ter ido ver a obra de Kyle Newman, acordámos na passada quinta-feira a pensar que sessão daria mais jeito. Mas, qual não é o nosso espanto quando constatamos que Fanboys desapareceu da lista de estreias para parte incerta. Felizmente, o site da Lusomundo esclarece.

Data de Estreia: 00-00-0000.

Para quem tiver dúvidas, este é aquele dia precisamente a seguir a 99-99-9999 e antes de 00-00-0001. Quando, quase uma semana depois do adiamento mundial, The Wolf Man continua a ter estreia anunciada para 12 de Novembro, já nada nos surpreende. Pregar aos peixes é mais proveitoso.

Alvy Singer

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A Serious Man - Trailer.

Por muito que tentemos fazer da contribuição bloguista uma tarefa diária, esta altura do ano é fértil em convites e eventos que nos afastam dessa força gravitacional que habita entre o computador e as novidades cinematográficas. Pese embora não haja feriados a jeito, a benevolência da época, uns furos acima da experimentada aquando da quadra natalícia, poderá potenciar fins-de-semana alargados que minam qualquer planeamento mensal. Quando damos por nós, cinco dias ficaram para trás. E, com eles, um bom punhado de trailers, outros tantos posters, meia dúzia de informações sobre castings e cancelamentos, e 23 noticias sobre Lindsay Lohan, nenhuma delas respeitante a filmes da (ex-)actriz. Mas, vamos por ordem.

À cabeça, um trailer que chegou à net no final da semana passada. Serious Man, que de sério pouco ou nada parece ter. O próximo dos Coen, a julgar pelas primeiras imagens, aparenta nascer de uns resquícios que ficaram por aproveitar de Burn After Reading. A história anda à volta de Larry Gopnick (Michael Stuhlbarg), um professor de fisica numa pacata universidade do midwest a braços com um divórcio. A sua mulher (Sari Lennick) apaixonou-se por Sy Ableman (Fred Melamed), um colega mais pomposo do marido. O filho Danny é um caso sério de indisciplina e o epicentro dos tumultos na escola hebraica, a filha Sarah rouba-lhe dinheiro da carteira pois está a poupar para uma operação ao nariz, e o irmão Arthur está lá em casa a dormir no sofá. Entretanto, uma série de cartas anónimas ameaçam o estatuto de professor residente de Larry na universidade, um aluno tenta soburná-lo e, ao mesmo tempo, acusa-o de difamação, e a vizinha do lado decide bronzear-se em pleno jardim. À procura do equilíbrio, Larry recorre a três rabinos, à espera que um deles o ajude a resolver todos estes problemas. Pode ser que os Coen mostrem a Richard Curtis como é que se faz um filme passado em 1967.

Alvy Singer

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