Deuxieme


quarta-feira, julho 29, 2009

The Burning Plain - Poster.

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Tem uns ares de Munich.

Bruno Ramos

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Que horas são?

O filme assinalou a estreia de Brian Heckner numa longa-metragem. Antes de Bart Got a Room, Heckner apresentava no currículo a curta Family Attraction, com Chris Penn. Em 2010, com a produtora de Leonardo DiCaprio a financiar o projecto, e, possivelmente, com o actor a protagonizar o mesmo, Heckner voltará às salas com Atari. Contudo, este é o mês em Bart Got a Room, um filme de adolescentes mas não apenas para adolescentes, chega à Amazon, para todo o mundo poder comprar. E, de modo a celebrar esta difusão de arte à escala planetária, a actriz Kate Micucci e o actor William H. Macy fazem uma ode a este lançamento. O trailer parece-nos bem. Mas, a música é que marca a diferença.

Bruno Ramos

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Dicky Fox.

Há dias melhores. Há dias piores. Mas, teremos sempre Dicky Fox. Se nunca haveis visto este filme, ide corrigir o erro.

Alvy Singer

The Wolf Man, em 2010.

A noite está cada vez melhor. Depois da patetice pegada que é The Boat That Rocked passar a chamar-se Pirate Radio, só para que alguns milhares de cinéfilos norte-americanos possam ir ao engano a um filme pouco acarinhado no velho continente, ficamos agora a saber que The Wolf Man, de Joe Johnston, com Benecio del Toro, voltou a sofrer um novo adiamento. Desta feita, para 2010. Segundo o ShockTillYouDrop.

You’ll have to wait a bit longer to see Benicio Del Toro howl at the moon as The Wolfman. Universal Pictures is pushing the film out of its November 6th slot and placing it on February 12, 2010. That’s one week after the release of the creature feature The Cabin in the Woods by Drew Goddard and Joss Whedon”.

E, num ápice, lá se esfumaram as hipóteses de Rick Baker ganhar o Oscar de Melhor Caracterização.

Bruno Ramos

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Piratarias.

O JMM é que tem razão. É difícil digerir a ausência dos Beatles em The Boat That Rocked. Agora, pior mesmo é saber que o tratamento que o filme está a levar para estrear nos Estados Unidos deverá levar a uma alteração do título. O corte e costura é tanto que a obra deverá deixar de ter o nome dado por Richard Curtis, para receber o mais apelativo Pirate Radio. Julho de 2009 - A cirurgia plástica chega à sétima arte.

Alvy Singer

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terça-feira, julho 28, 2009

iMurders.

A ideia magnética do tão mau que chega a ser bom é algo que apaixona a humanidade desde o princípio dos tempos. Esta matéria continua a atrair inúmeros seguidores que sobre ela se debruçam, no entanto, até hoje, ninguém conseguiu ainda explicar como é que um tiro que sai pela culatra acerta no alvo. Talvez até não fossem aquelas teclas que o pianista queria tocar, contudo, a verdade é que acaba por sair uma sonata. E, quando assim é, a audiência não reclama. Para iMurders deve ser essa a única réstia de esperança. Não ir lá pelo caminho mais fácil, mas ainda assim cortar a meta. A começar no título, apoiado num conceito com validade inferior a uma década, passando pela sinopse, tentativa vã de promover o suspense, e a acabar no trailer, poucos são os elementos não risíveis deste projecto. Mas, até vermos o filme, qualquer consideração preconceituosa vale tanto como um zero à esquerda. Se o filme é bom ou não, temos de esperar para ver. A verdade é que parece não ser. Mas, a verdade é que também já conta no bolso com o Audience Choice Award, no Down Beach Film Festival. Aqui fica o plot. Um triângulo amoroso misterioso conduz a um homicídio trágico. Meses mais tarde, oito membros de um chat room do FaceSpace começam a ser horrivelmente assassinados, na privacidade do lar. O trailer é elucidativo da carnificina cibernética.

Bruno Ramos

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Kong antes de King.

Estivemos para twittar sobre isto há uns dias, mas 160 caracteres não chegavam para dizer tudo o que nos ia alma, quando soubemos que uma prequela de King Kong estava a ser cozinhada pela malta da Spirit Pictures. Ao que parece, a companhia adquiriu os direitos para adaptar o livro publicado em 2004 por Joe DeVito e Brad Strickland, Kong: King of Skull Island. A obra versa sobre a ascensão de Kong na ilha, e de como o símio vai controlando os restantes animais que lhe fazem frente. Ao que parece, felizmente, a ideia passa por criar um Kong em motion capture. Por enquanto, ainda nem uma palavra sobre Peter Jackson estar ou não associado ao projecto, mas o mais certo é o realizador acenar à distância a qualquer convite. No site oficial podemos encontrar algum artwork, bem como o prólogo do livro. O projecto parece ter pernas para andar, e estamos moderamente entusiasmados. Boas notícias, mas nada que nos tire o sono. A seguir de perto.

Bruno Ramos

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Soundtrack Quiz.

Pista: Matthew Broderick.

Nota: Carregar em Play full song here para ouvir a música completa.

Bernardo Sena.

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O realizador Ben Affleck.

Se há dez anos nos tivessem dito que estaríamos hoje aqui em pulgas, por saber que Ben Affleck se prepara para realizar um novo filme, recomendaríamos ao lunático o regresso à medicação e o sentar rapidamente numa cadeira que estivesse à mão, que o desmaio vinha aí. Contudo, isso era há dez anos. Hoje, a conversa é outra. Gone Baby Gone foi tema de acesas discussões durante muito tempo e, aqui na redacção, pelo menos, a recepção foi mais do que calorosa. Para este que se assina, foi simplesmente o melhor filme estreado nas salas nacionais durante o ano de 2008 – quem tiver a Premiere de Fevereiro pode confirmá-lo. Quem é o lunático agora? Ah, pois é. Colocar Gone Baby Gone à frente de obras-primas como There Will Be Blood e Wall-E não foi pêra doce. Contudo, na altura de elaborar a lista, o trabalho de estreia de Affleck atrás das câmaras ressoou mais do que qualquer outro. Cada vez mais me convenço que o poder de um filme não está naquilo que consegue mostrar dentro da sala, mas naquilo que consegue fazer fora dela. E, em 2008, não houve outro que remexesse tanto cá dentro como este. Talvez isso ajude a explicar um pouco desta excitação sentida, agora que ficámos a saber que Affleck está prestes a voltar à carga.

O Hollywood Report confirma que o cineasta – o título assenta-lha bem – prepara-se para rodar The Town, adaptação de Prince of Thieves, romance de Chuck Hogan. As filmagens começarão em Setembro, e Affleck conta já com as presenças confirmadas de Jon Hamm e Rebecca Hall, dupla da sublime Mad Men. O filme contará a história de um triângulo amoroso de alta tensão, protagonizado por uma gerente de um banco, um ladrão com créditos firmados, com habilidade para roubar igualmente corações, e um agente do FBI apostado em encarcerar o criminoso antes do seu próximo golpe. Rebbeca Hall será a funcionária do banco, Ben Affleck o vilão, e Hamm o agente do FBI. Affleck assumiu também a escrita do argumento, ao lado do autor Chuck Hogan e Peter Craig. Para rematar em beleza, sublinhe-se que as filmagens terão lugar em Boston. Cidade quase tão cinematográfica como Nova Iorque. Parece bater tudo certo.

Bruno Ramos

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Prince of Persia - Novas imagens.

Reza a lenda que o argumentista Robin Morningstar (Astroboy) foi ter com Jordan Mechner, autor da saga de videojogos Prince of Persia, e levou consigo um argumento para adaptar a história. O guião baseava-se sobretudo no primeiro capitulo do franchise lançado em 1989. Antes mesmo de a Disney se chegar à frente e ter adquirido os direitos, consta que o trabalho de Morningtar foi completamente ostracizado. Talvez Mechner tenha ouvido o tilintar de mais pilim lá ao fundo, e bateu com a porta a Morningstar. A verdade é que o filme de Mike Newell, focado no mais recente tomo Sands of Time, não terá uma única virgula do primeiro guião redigido a pensar na transposição das aventuras de Dastan para o grande ecrã. O argumento de Mornigstar – presunção e água benta... – continua na praça pública para quem o quiser apanhar. Assim como as mais recentes imagens da obra, disponibilizadas pela Empire. Ao vermos estas fotografias, Prince of Persia: The Sands of Time mais parece um primo afastado, filho de Alexandre (Oliver Stone) com Era Uma Vez no México (Robert Rodriguez). Agora, com que genes, esse é que é o busílis.

Alvy Singer

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segunda-feira, julho 27, 2009

OST.

Talvez a obsessão comece a atingir níveis que recomendem um copo de água com açúcar, e um novo visionamento de Manhattan – ao contrário do que se pensa, título absolutamente zen – que é para acalmar os ânimos. Contudo, a banda sonora de 500 Days of Summer deu cabo de nós. Depois do argumento, é aquela Sweet Disposition dos The Temper Trap que não nos sai da cabeça. Todo o disco é uma delícia. De Regina Spektor, a Carla Bruni, passando por Simon and Garfunkel. Aqui fica o preview.

Alvy Singer

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O anel em blu-ray.

Se fosse um leitor de Dvd, começava a ficar preocupado. A ampulheta não mente. Depois das ferroadas mortais no mítico Vhs, a areia continua a escoar. Lentamente, rumo aos golpes certeiros do blu-ray. Quem com ferros mata, com ferros morre. E, apesar de o processo de substituição poder ser mais moroso do que o anterior, a verdade é que o fatalismo pode ser mais do que uma simples doutrina. Pode ser toda uma ciência. Porque tudo tem um princípio e um fim, chegará o dia de dizer adeus ao Dvd. E, repito, se fosse um leitor de Dvd, começava a ficar preocupado. Steve Weintraub, do Collider, cruzou-se com Peter Jackson nos corredores da Comic-Con, e falou com o realizador sobre o lançamento dos blu-ray de Lord of the Rings. Os das edições normais e os das versões alargadas.

He told me the first editions to hit Blu-ray are going to be the theatrical versions and a year later we’d get the extended editions. The only good news is he told me the studio has started talking to him about doing some new extras for the Blu-ray extended editions. No word on exactly what the new stuff might be”.

Senhor dos Anéis + Maior Definição + Novos Extras pode ser uma parte importante da fórmula catalisadora para o novo formato. As boas noticias para os leitores de Dvd, que podem começar a ficar preocupados, é que este produto só deverá chegar às lojas daqui a um ano. Para mais. Aliás, bem combinado entre o pessoal da New Line Cinema e as distribuidoras, era os discos sairem um mês antes de The Hobbit chegar às salas. Que punhalada. O leitor de Dvd nem vai dar por ela.

Alvy Singer

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Iron Man 3. Sim, três.

A novidade mais expectável em toda a Comic-Con. As palavras são de Jon Favreau.

There's an 'Iron Man 3.' Here's how I know. When they make the option deals, they include 'Iron Man 3.' So I know they're planning on 3. Whether that would be before or after 'Avengers'... They've announced that 'Avengers' is next, but they pushed back 'The Avengers' once which I thought was encouraging”.

Está desfeito o mistério, se é que ele alguma vez existiu. Hoje em dia, já ninguém nos convence que um blockbuster centrado num qualquer super-herói não se atira às feras sem aspirar a, pelo menos, uma trilogia. Para além de ter sido puro entretenimento, a par de Tropical Thunder, Iron Man limitou-se a relançar a carreira de Robert Downey Jr. É mais do que natural se a saga se estender a um terceiro capítulo. Favreau deixou ainda algumas notas sobre The Avengers, filme onde o seu envolvimento não está ainda acertado. O cineasta afirma que é preciso perceber primeiro que rumo seguirão outros projectos como Thor – do qual Favreau diz que não existirão desenvolvimentos nos próximos dois anos –, e Captain America – que ainda nem sequer está a ser preparado. O mais certo é Iron Man 3 aparecer antes destes dois.

Bruno Ramos

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Streep não dá descanso.

A USA Today volta a brindar-nos com mais uma extensa galeria, desta feita dedicada a Fantastic Mr. Fox. Novas fotografias do próximo de Wes Anderson, com algumas declarações curiosas dos intervenientes. Como o esclarecimento de Meryl Streep sobre as suas motivações para dar a voz num filme de animação.

“When else am I going to be Mrs. George Clooney?”.

Streep, essa, que parece colocar-se novamente em posição para um bom arremesso à próxima temporada de prémios. Julie & Julia já começou a ser avaliado por alguns críticos norte-americanos e, apesar de os resultados serem maioritariamente favoráveis, existem muitos pontos de discórdia. Incluindo o desempenho de Amy Adams. Contudo, um denominador comum atravessa todas as apreciações. O magnifico trabalho de Streep.

Justin Chang, da Variety, que retrata o filme como “overstuffed and predigested … a slick, presumptuous vanity project”, diz da interpretação da actriz.

Delivering an elegant approximation of the woman’s distinctly flutelike vocal pitch and endearing mannerisms, Streep abundantly conveys the warmth, rich humor and joie de vivre so evident in Julia’s TV appearances and her writing”.

Kirk Honeycutt, do Hollywood Reporter, escreve.

Another Streep marvel … Streep delivers yet another uncanny impersonation, getting every shade of the famously hearty voice and extravagant, life-loving personality that was Julia”.

A História está cheia de bons desempenhos que, por pertencerem a filmes menos conseguidos, não chegaram às nomeações, quanto mais ao galardão. Seja para os SAG, Globos de Ouro ou Oscar, a campanha de qualquer actor passa também pelos atributos da obra em que entra. E, para chegar à número dezasseis, Streep sabe que Julie & Julia terá de conquistar uma elevada percentagem da audiência. Contudo, não nos podemos esquecer que é de Meryl Streep de quem estamos em falar aqui. Em si mesma, uma marca. Para este colosso, as regras do jogo são ligeiramente diferentes. Quem sabe se um bom desempenho não é o que basta para chegar ao Kodak Theater?

Bruno Ramos

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Castings.

A semana passada terminou com Javier Bardem a abandonar Money Never Sleeps, a sequela de Wall Street. Esta semana começa com gente a caminhar no sentido inverso. O dia de hoje parece estar a ser dominado por notícias de castings e, de modo a tentar não perder o fio à meada, condensemos todas estas informações num único post. Comecemos, pois então, pelo próximo de Oliver Stone. Segundo Nikki Finke, sai Bardem entra Brolin. O papel de vilão esteve dois dias nos classificados de Hollywood. Josh Brolin respondeu ao anúncio, e apoderou-se da personagem. Depois de Colin Farrell, mais um a ficar com os excedentes de Bardem.

Robert Downey Jr., que ainda poderemos ver este ano em The Soloist e Sherlock Holmes, juntou-se a Zach Galifianakis em Due Date, o próximo trabalho de Todd Phillips (The Hangover, Old School). Downey será um pai à espera do primeiro filho numa road trip contra o relógio para chegar a tempo do nascimento. Aquele tipo de coisas que acontece ao comum dos mortais.

Por último, de acordo com o THR, Mila Kunis é o último nome associado a Black Swan, o próximo projecto de Darren Aronofsky. O filme é descrito como um thriller imaginário no mundo do ballet. Centrado numa bailarina veterana do New York City Ballet, interpretada por Natalie Portman, cada vez mais absorvida numa competição feroz com uma rival, o filme segue a tensão crescente entre as duas artistas até ao momento do confronto final. Contudo, do início ao fim estará presente a dúvida desta adversária ser ou não real. Não passará tudo de um fragmento mais fértil de imaginação? Ao que tudo indica, Kunis terá ficado – ou estará muito perto disso – com este papel. O primeiro esboço do argumento, escrito por John G. McLaughlin (Man of the House), levou uns retoques de Mark Heyman (The Fountain). Quem já leu o argumento – qual a versão, se antes ou depois das emendas, não fazemos ideia – aponta-lhe algumas correspondências com The Others. Pode ser. Por esta altura, ainda continuamos no ponto em que Mila Kunis e Natalie Portman vão participar no mesmo filme. A reacção, quando vimos esta notícia pela primeira vez, foi mais ou menos esta. Agora, porque se fala em Kunis neste post, e para ficar tudo em família, aqui fica o trailer de The Book of Eli, de Allen Hughes, com Denzel Washington e Gary Oldman. Esta miúda faz-se.

Bruno Ramos

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Stan Helsing.

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Leslie Nielsen está metido nisto. Sem comentários.

Bruno Ramos

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domingo, julho 26, 2009

Guião.

O argumento de 500 Days of Summer aterrou na redacção. A quem o desejar, poderemos enviá-lo por mail. Bastará para isso deixar o endereço na caixa de comentários ou, para os mais reservados, em deuxieme.blog@gmail.com.

Alvy Singer

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Rock e pouco roll.

A noite até tinha começado bem. Ao chegar à bilheteira, um acto falhado que envaideceria o Freud mais pudico. É um para O Barco do Amor, às nove e meia. Farta risota do lado de cá do balcão. Do lado de lá, um sorriso forçado como que a dizer Quantos parvalhões é que ainda vou ter de aturar hoje? Ao entrar na sala, a boa disposição imperava. Praticamente vazia, num sábado soalheiro de Verão. Cinco ou seis casais dispostos nos lugares centrais das filas mais recuadas – saúde-se a distribuição inteligente –, e um cinéfilo meio perdido lá para o meio. Para destoar, como convém.

O filme começa e, quase sem darmos por ela, estamos em mar alto. Richard Curtis serve-se de uma introdução legendada para contextualizar o espectador, e atira-nos de imediato para o barco da rádio rock. Daí para a frente, são mais de duas horas de rock’n roll puro, e um atafulhar de ideias que Curtis podia ter desbastado mais ajuizadamente – pode ser que os Estados Unidos tenham melhor sorte pois, ao que parece, o filme será editado novamente antes de estrear do outro lado do oceano. No centro da trama, um jovem de seu nome Carl (Tom Sturridge), a viver aquilo que poderá ser definido como moratória psicossocial. À procura do seu lugar no mundo, sem uma figura paternal, Carl é enviado pela sua mãe para o barco onde o padrinho (Bill Nighy) dirige uma das muitas rádios piratas britânicas que emite através do éter o rock impuro mas saboroso, que o ouvinte tanto reclama. O governo não acha muita piada, e o hitleriano Sir Alistair Dormandy, magistralmente interpretado por Kenneth Branagh, não descansa enquanto não afundar todos os barcos que naveguem nas águas frias do norte com esse objectivo, sobretudo o da rádio rock.

As peripécias são mais que muitas. O que não seria um problema por aí além, se algumas delas não estivessem tão desalinhadas. Os episódios como que se vão amontoando, e alguns assuntos são deixados em stand-by mais tempo do que deviam. A correria de Carl para a maturidade sofre alguns contratempos, um deles bem pesado, e, como praticamente para todos os outro problemas a bordo, a solução milagrosa parece caída do céu sem grande explicação. No fundo, dá-nos a sensação que Curtis se deixou embriagar pelo espírito cool e ‘tá-se bem que tanto quis apregoar no seu guião, que o filme acabou por levar por tabela. Se os seus anteriores trabalhos conseguiam ser ligeiros mais coesos, The Boat That Rocked é ligeiro e maioritariamente desgrenhado – no final do filme, a pergunta que se impõe é, Então, e onde param os técnicos e os engenheiros? A música que percorre a obra mascara algumas das limitações, mas não encobre tudo. Especialmente, a pobre concepção do sexo feminino. Ou Curtis estava mesmo a dormir quando escreveu partes do argumento, ou existem ali recalcamentos gravíssimos que orgulhariam o Freud menos pudico. Se há por aí alguém que acha que a escrita em Knocked Up e The Hangover não favorece as mulheres, então que veja este filme. Ao pé deste, os de Apatow e Todd Phillips parecem ter sido redigidos por Vénus. Posto isto, The Boat That Rocked não é mau. Também não é bom. É uma espécie de bife meio passado, quando o que tínhamos pedido era um mal passado. Come-se, mas queria-se mais ensaguentado. Os States é que estão bem. Pediram bem passado e o bife ainda volta à grelha.

Bruno Ramos

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Pop culture.

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Um fã construiu esta máscara, levou-a à Comic-Con e pediu a Jon Favreau que a assinasse. O realizador acedeu. O que mais nos fascina, no entanto, é o batalhão de câmaras e telemóveis em riste lá atrás. O mainstream no seu melhor.

Alvy Singer

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Emmy 2009.

Possivelmente, as melhores nomeações aos Emmy da década. Para isso muito terá ajudado o leque ter aumentado para seis ou sete de finalistas em algumas categorias. Ainda assim, se for esse o preço a pagar por um maior reconhecimento de alguns trabalhos, que seja. Talvez um pouco mais apertados mas, onde cabem cinco séries ou cinco actores, cabem seis ou sete. O anúncio deste ano passou-nos ao lado – a lista completa pode ser vista aqui –, contudo, algumas considerações, se nos for permitido.

À sétima temporada, a nomeação que faltava a Family Guy. As quatro primeiras, antes do interregno, continuam a ser claramente superiores. Contudo, a nomeação para Melhor Série de Comédia – algo que nenhum programa animado, incluindo Os Simpsons, conseguiu – parece-nos justa. A última temporada voltou a colocar Peter Griffin como o cúmulo da estupidez televisiva e, por isso, e muito mais, o nosso sentido agradecimento, Seth MacFarlane. Ver The Flight of the Conchords no lote de nomeados a este galardão é algo que também nos alegra sobremaneira. A música nunca teve tanta piada, e Jemaine Clement e Bret McKenzie mereciam entrar na corrida logo à primeira temporada. Felizmente, desta feita, a Academia não fez vista grossa e ainda nomeou Clement para o Emmy de Melhor Actor. Aplaudimos. Assim como enaltecemos as nomeações do genial Jim Parsons (The Big Bang Theory), e da soberba Elisabeth Moss (Mad Men). A celebrar estas supresas, deixemos uma das melhores melodias de Clement e McKenzie. Dia 20 de Setembro ficaremos a conhecer os vencedores.

Bruno Ramos

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Outra vez, o nome.

Não podemos dizer que seja propriamente um choque. De certa forma, já o esperávamos. O estado de graça de Kevin Smith terminou lá para 2002 e, hoje em dia, a rédea está mais do que curta para os trocadilhos do criador de Clerks. Mesmo que façam todo o sentido, e tenham o único propósito de entreter as massas. Na sua aparição pela Comic-Con, Smith anunciou que, afinal, o seu próximo filme, sobre uma dupla de policias (Bruce Willis e Tracy Morgan), poderá não se chamar A Couple of Dicks. Segundo Smith, a Warner Bros. tem questionado as cadeias de televisão norte-americanas se teriam algum problema em passar spots publicitários ao filme, com a palavra Dick. A TBS e a Fox asseguraram que passariam os anúncios a qualquer hora do dia. A ABC, NBC e a CBS disseram que jamais colocariam tal anúncio no ar antes das nove da noite. Smith culpabiliza Janet Jackson.

We’re all still paying for Janet Jackson’s tit. That boob haunts me”.

Nas últimas horas, a Warner Bros. comunicou que o título da obra havia sido alterado temporariamente para A Couple of Cops. Picante. Com tantos assuntos mais importantes para gastarmos energias, toda esta polémica de trazer por casa nos parece escusada. Esperemos que, em vez do nome, da próxima vez estejamos aqui para falar do filme em si. E, de preferência, bem. Que Zack and Miri Make a Porno foi apenas uma hora e meia com meia dúzia de momentos.

Bruno Ramos

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Selvajaria doce.

A Comic-Con continua a impulsionar obras a torto e a direito. Avatar e Kick Ass foram os primeiros a provocar quedas compactas de queixos. Where the Wild Things Are foi um dos últimos. Para David Chen, do Slash Film, os dez minutos apresentados do último de Spike Jonze foram a melhor coisa que viu até agora em San Diego. Isto foi o que Chen teve a dizer.

Yesterday, we saw about 10 minutes of footage from Spike Jonze’s Where The Wild Things Are. Russ wrote up a description and some reactions here, but what we saw was so powerful that me Peter and I felt we had to record a video blog to get all our thoughts out on it. In short, Where The Wild Things are has been the most beautiful thing we’ve seen at Comic-Con so far. My anticipation for the film has gone through the roof, although my only fear is that the film won’t live up to the footage. Somehow, though, I have faith that Jonze will pull this off and deliver us a take on Sendak’s classic book that is entrancing, moving, and extremely inventive”.

Partilhamos do receio, mas também da esperança de que Jonze tenha feito mesmo uma belíssima película. Um recente featurette do filme mostra Maurice Sendak, autor da obra, não só a dar o seu aval, como a estabelecer paralelismos entre si e Jonze. Sendak diz que o filme não se serve do livro, antes o eleva a outro patamar. Por cá, a estreia está prevista para 26 de Novembro.

Bruno Ramos

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Jonah Hex - Poster.

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O poster de Jonah Hex é tão elementar que não tem quase que se lhe diga. Contudo, há ali qualquer coisa no porte de Megan Fox que parece não bater certo. Se há coisa que não somos é peritos em castings. No entanto, acreditamos que recrutar Fox só porque sim não será uma mais-valia para o filme. Em abono da verdade, um bom actor é aquele que visita qualquer género sem reservas, e prova o seu valor em qualquer terreno. Contudo, num western, quer-se uma Joan Crawford. Aquele rosto pesado. Aliás, seja qual for o filme, quer-se sempre uma Joan Crawford. Aquele rosto leve. Será um mero desabafo, mas Megan Fox num western, mesmo que fantástico, parece-nos o mesmo que salmão fumado com vermicelli. Lá porque são bons, não quer dizer que se misturem.

Bruno Ramos

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James Cameron sobre The Hurt Locker.

Há dois atrás, a propósito de Avatar, colocámos o título de James Cameron no lugar mais alto do pódio, no que aos filmes mais aguardados do ano diz respeito. Esquecemo-nos de 500 Days of Summer. Mais logo, quando a lua for bem alta, uma pequena surpresa para todos os que visitam este espaço e que, tal como nós, não vêem o dia em que a obra de Marc Webb chegará às salas nacionais. Mas, por agora, centremo-nos em Cameron e em Avatar. Numa entrevista ao MovieCityNews o cineasta discute, entre outros tópicos, a tecnologia utilizada no seu mais recente trabalho, bem como as principais diferenças deste filme em relação às demais obras que anualmente prometem redefinir a sétima arte. Os presságios de Cameron de um filme ímpar podem não passar de uma enorme paixão pelo projecto e um orgulho exacerbado pelo resultado alcançado. Afinal, quem mais parcial do que o próprio realizador? Agora, tudo aponta para que Avatar seja mesmo a menina dos olhos de Cameron e, quando assim é, todas estas considerações se assemelham perigosamente a politiquices que só servem para fomentar expectativas já de si exageradas.

No entanto, James Cameron ainda tem tempo para dar uma olhadela a outras coisas que se vão fazendo por aí. Como, The Hurt Locker. Cameron e Kathryn Bigelow, realizadora do filme, foram casados entre 1989 e 1991. Até que apareceu Linda Hamilton. Em 1995, Bigelow realizava Strange Days, cujo argumento havia sido escrito por Cameron. Se há ou não ressentimentos entre ambos, só os dois saberão. Contudo, quando um realizador como Cameron vai buscar Platoon para fazer comparações com The Hurt Locker, acreditamos que o pior já deva ter passado.

Bruno Ramos

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sábado, julho 25, 2009

Tron Legacy - Teaser.

Com apenas cinco dias de duração, a Comic-Con cria um autêntico tsunami nos blogs e sites espalhados por essa web, dedicados à sétima arte. Tentar apanhar tudo o que a malta que por lá anda tem a dizer, é coisa para ocupar boa parte do dia. Ainda vai dando para comer umas buchas, ir à casa de banho quando é mesmo preciso e, quem sabe, mais logo, talvez embarcar no filme de Richard Curtis.

Ontem à noite, a maior das algazarras foi provocada pelo lançamento do teaser de Tron Legacy, de John Kosinski. Sequela do título de 1982, realizado por Steven Lisberger, o filme conta-nos a história de Sam Flynn (Garrett Hedlund), um prodígio nos conhecimentos tecnológicos de 27 anos que, ao investigar o desaparecimento do pai, Kevin Flynn (Jeff Bridges), vê-se subitamente transportado para um mundo de programas informáticos, onde Kevin tem combatido em diversos jogos ao longo de vinte e cinco anos. Pai e filho mergulham, assim, numa jornada de vida e morte, num universo cibernético mais avançado do que o mundo real, e igualmente bem mais perigoso. O teaser, que já havia sido mostrado na Comic-Con do ano passado para testar reacções, é prometedor. Saber que os Daft Punk são responsáveis pela banda sonora ajuda ainda mais ao empurrão.

Bruno Ramos

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300 + 1.

Uma pesquisa rápida pela net, e estas são algumas das sugestões encontradas para dar nome à sequela de 300, de Zack Snyder. Umas mais sui generis do que outras.

301 Spartian Dalmatians.
300 and a ½ Men.
300 Men and a Baby.
The Number 323.
3:10 to Sparta.
The 300 Stooges.
13 Going on 300.
300 Rock.
T-3(00) – Rise of the Spartans.

As nossas sugestões.

The 300 Musketeers.
Mp-300.
3000 Miles to Sparta.

Alvy Singer

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A maldição da saga interminável.

Sally Albright: You see? That is just like you, Harry. You say things like that, and you make it impossible for me to hate you. And I hate you.

Em declarações ao ComingSoon, Oren Aviv, director de produções da Disney, afirmou que as filmagens de um quarto capítulo da saga Piratas das Caraíbas deverão ter início no primeiro semestre de 2010.

We’re going to shoot Pirates 4 in April and May of next year. We are going to release it hopefully in 2011”.

A ideia, segundo Aviv, é que este quarto episódio seja o primeiro de uma nova trilogia, onde cada título será gravado isoladamente, e não um logo a seguir ao outro, como aconteceu com os dois últimos tomos. Por enquanto, o realizador não está escolhido. Contudo, Gore Verbinski continua a centrar atenções. Apesar das contendas com a Bioshock a propósito da redução orçamental, é possível que o cineasta responsável pela primeira trilogia volte ao leme do navio.

Agora, porquê aquela frase de Sally Albright? A confirmação, mais do que esperada, de um novo filme com estes piratas, deveria trazer um certo amargo de boca. Os dois últimos capítulos estiveram uns bons furos abaixo d'A Maldição do Pérola Negra. E, de certo modo, uma parte de nós acha que já chega. Não forcemos aquilo que teve piada, sim senhor, mas que já passou. Por outro lado, quem é que pode dizer que não a Jack Sparrow? Gostávamos de não gostar deste anúncio, mas é mais forte que nós. Que nos venham agora informar que Depp não entra, que a gente diz-vos. É que experimentem.

Bruno Ramos

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sexta-feira, julho 24, 2009

Soundtrack Quiz.

Pista: Vilão icónico.

Nota: Carregar em Play full song here para ouvir a música completa.

Bernardo Sena.

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A magia de Potter.

Vamos pôr as coisas em pratos limpos. Harry Potter e o Príncipe Misterioso só não é o melhor sexto filme de uma saga porque existe Rocky Balboa. Não fosse esse portento de Sylvester Stallone, e entraríamos de rompante nesta critica com a atribuição dessa faixa de campeão à obra de David Yates. No entanto, dizer que este é capaz de ser o segundo melhor sexto filme de sempre já não é nada mau. O filme de Yates é daqueles que dá vontade de procriar dia e noite, só para os levar tantos miúdos quanto possível ao Cinema a ver uma coisa destas. Porque é deste tipo de títulos que se constroem as boas memórias de infância. Vê-lo aos vinte, trinta, quarenta ou cinquenta não tem qualquer problema. Contudo, o encanto não será o mesmo. Sempre que subo um lanço de escadas penso como seria bom voltar atrás uns anos, quando subir era ainda mais fácil do que descer. Creio que Harry Potter e o Príncipe Misterioso terá sido o primeiro filme a provocar desejo semelhante. Até certo ponto, perdoem o possível desvario, as emoções originadas pelo mais recente capitulo da saga potteriana tiveram alguma ressonância com reacções provocadas por The Goonies, há duas décadas. Sim, a comparação está feita. Agora, apesar de a criança dentro de nós não nos abandonar, a verdade é que ela vai vendo muita coisa ao longo dos anos, e o efeito acaba por ser abafado por experiências prévias. Daí que a expressão seja memórias de infância, e não memórias de tudo e mais alguma coisa.

Ainda assim, que belo filme, senhoras e senhores. De longe, um dos melhores do ano. E, a confirmar uma das mais velhas máximas, as expectativas vinham bem lá em baixo, mesmo a rasar o chão. A segurança de Yates passa e de que maneira para todos os intervenientes, sobretudo para o trio de protagonistas. Só um misto de casting milagroso com uma sábia direcção de actores explica que três miúdos seleccionados há oito anos sejam capazes de interpretar na perfeição as personagens. Até parecem que sempre estiveram destinados a ser actores. A selecção de Yates, de que partes relatar e que partes deixar de lado, revelou-se também favorável ao desenrolar da película. Se o objectivo era traçar um ambiente medianamente sombrio, deixando espaço para um humor sóbrio de mãos dadas com o romance juvenil, então, a prova foi mais do que superada. Os apologistas da aventura poderão ver as suas expectativas defraudadas, sobretudo devido à omissão de um flashback com Dumbledore e Voldemort que teria trazido um pouco mais de suspense ao filme. A direcção artística da equipa às ordens de Andrew Ackland-Snow transporta-nos novamente para um universo credível em todos os cenários. Pode ser que à sexta seja de vez e Ackland-Snow não se fique pela nomeação aos prémios do Art Directors Guild. Já a fotografia de Bruno Delbonnel, é de ir às lágrimas. No bom sentido. Com duas nomeações aos Oscar, o francês poderá começar a planear uma terceira viagem em Los Angeles em Março do próximo ano. Resumindo e baralhando, até agora, a melhor surpresa do ano.

Bruno Ramos

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Dorian Gray - Trailer.

Parece que isto acaba de chegar à net. O trailer de Dorian Gray, de Oliver Parker, com Colin Firth e Ben Barnes. Nada mau. Estávamos à espera de algo inofensivo, que não fizesse mal a uma mosca, e sai-nos um trailer de dentuça afiada. Já um ponto pela audácia.

Bruno Ramos

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Clips de Doctor Parnassus.

Os clips circulam pelo Youtube há já algum tempo, mas não com esta qualidade. Estes já estão mais aceitáveis. Para além do que deixamos aqui, existem ainda mais dois. Este e este. Chega a ser desconcertante pensar que os grandes estúdios não se andam a esfolar vivos uns aos outros para distribuir este filme, quando o que está em causa é o último trabalho de Heath Ledger, ao lado de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell. Mas, isso se calhar somos nós que estamos a ser picuinhas, e que não percebemos nada de negócios.

Bruno Ramos

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Iron Man 2 - Fotografias.

No início da semana, Iron Man 2 já era. Fotografia principal terminada. Contribuições dos actores filmadas. Agora, pós-produção. Quiçá, a parte mais penosa, dirão alguns. Um incessante cortar e colar até que a película fique um brinco. Igualmente, no início da semana, a USA Today dedicava um artigo às mais recentes fotografias da sequela de Jon Favreau. Toda uma galeria com imagens interessantes, sobretudo aquela que nos dá o primeiro vislumbre de Scarlett Johansson como Black Widow, nome por que ficará conhecida Natasha Romanoff, a espiã russa contratada para ser assistente de Stark, substituindo Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).

Fotogénica como sempre, nada a apontar a Scarlett. A não ser que continuávamos a preferir ver Emily Blunt neste papel. Não que desconfiemos das aptidões da actriz de Match Point para fazer um sotaque russo. Não que achemos que Johansson tenha um ar demasiado doce para ser a má da fita. Apenas porque, como dizê-lo, gostamos mais de Blunt. Temos dito.

Bruno Ramos

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21 de Agosto.

Vinte e quatro minutos de Avatar ontem, na Comic-Con, em San Diego. Hoje, como não poderia deixar de ser, não se fala noutra coisa. Depois de passarmos os olhos pelo que escreveram alguns dos vacosos – superlativo de sortudos – que puderam ver este primeiro screening do próximo trabalho de James Cameron, a ideia com que ficamos é a de que alguns preferem resfriar os ânimos antes de embandeirarem em arco, mas praticamente todos eles foram à lua e voltaram com o que viram. Uma das descrições mais detalhadas vem do Dark Horizons. Diz Garth Franklin.

Specifically the texture rendering and lighting is superb. The movements and skin texture of the all CG blue Na'vi aliens are detailed enough that it often looks like actors in makeup. Only the tiny waists and yellow cat-like eyes took away from the photo-realistic illusion but give the blue pastel zebra/horse/cat hybrid creations a very alien look.

The environment and non-Na'vi creatures were more notably CG, especially one scene with attacking alien beasties that seemed more George Lucas than James Cameron in tone. Plants and jungle recreations though were simply beautiful, especially a night scene where the characters traverse a bioluminescent forest utterly rich in biodiversity. The final scene involving harnessing and flying a winged creature was also pretty spectacular”.

Pronto, mesmo que seja no vazio, já é suficiente para nos deixar a matutar. Isto de ler reacções a trailers, como diria Jaime Pacheco, é uma faca de dois legumes. Talvez por isso prefiramos aquelas mais resumidas, que não deixam grande lugar a interpretações. Taxativas, para que não restem dúvidas. Como estas três.

Avatar footage was awesome. We will be recording a video blog shortly. – Slashfilm.

That was fucking AMAZING. – Kris Tapley, InContention.

It more than lives up to the hype. – Drew, Hitfix.

Esta última tem muito que se lhe diga. Para este que se assina, Avatar é tão-somente o filme mais aguardado do ano. Mais. De Avatar espera-se uma espécie de ponto de viragem nas abordagens ao sci-fi. Deste título espera-se mais do que um gigantesco objecto pipoqueiro. Espera-se um épico interestelar que orgulhará Arthur C. Clarke e Carl Sagan, onde quer que eles estejam. Alguém dizer que supera o hype, é brincar com os sentimentos de terceiros.

Agora, de tudo o melhor, foi mesmo a boa nova com que James Cameron se despediu da audiência. Uma espécie de tomem lá dois euros e vão comprar um gelado, mas melhor.

We’re going to do something unprecedented. It’s a social marketing experiment. We’re going to take over as many IMAX 3D theaters and other select 3D theaters worldwide on August 21 and we’re going to let an international global audience come see 15 minutes of “Avatar” for free. It’s going to be “Avatar” day”.

Portanto, é ir buscar um marcador vermelho e desenhar um circulo à volta de 21 de Agosto. O Dia Avatar. Por cá, esperamos ter direito a fazer parte desta experiência conjunta, e partilhar do delírio que, por certo, atravessará o planeta. Nesse dia, até podem estar quarenta graus à sombra. Pouco nos importa.

Bruno Ramos

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My One and Only - Trailer.

Por mais voltas que o mundo dê, Renée Zellweger terá até ao fim dos dias um lugar especial na nossa cinefilia. Com opções de carreira bem mais felizes do que outras, a verdade é que Miss Jones sempre foi sinónimo de tempo bem passado. Existe aqui uma empatia mútua difícil de negar. Zellweger gosta de fazer filmes. Nós gostamos dos filmes que Zellweger faz. Alguns, lá está, bem mais do que outros. Contudo, no final, o visionamento de um trabalho da actriz revela-se, invariavelmente, assaz satisfatório. É como um pacote de amendoins. Vai sempre bem. E, este My One and Only parece bem encaminhado para abrilhantar um pouco mais o currículo de Zellweger. O filme saiu do Festival de Berlim de mãos vazias, mas com uma bagagem cheia de boas criticas. Destaque-se, talvez, a do Hollywood Reporter.

Bottom Line: A smart, cheerful comedy...Arriving not a moment too soon, the light, effervescent My One and Only has brightened up Berlinale Competition screenings...general audiences should embrace this most amusing film...Richard Loncraine's movie is very much built for the mainstream but its wit and style probably will connect best with audiences over 25...Peter's lightning-fast script and Loncraine's steady direction steer this road picture to the sunny side of the street”.

Realizado por Richard Loncraine, cineasta que já passou por projectos tão diversos como Wimbledon (2004) e Band of Brothers (2001) – onde realizou um dos episódios da mini-série –, o filme (baseado na história de vida da mãe de George Hamilton – O Padrinho III) conta-nos as peripécias de Ann Devereaux (Zellweger), mais uma April Wheeler no mundo. Em 1953, ao apanhar o marido (Kevin Bacon) na cama com outra, Devereaux apercebe-se que o sonho americano não passa de publicidade enganosa na lombada da caixa dos cereais. Devereaux pega no Cadillac azul, nos seus dois filhos, George (Logan Lerman) e Robbie (Mark Rendall), e faz-se à estrada. A ideia é encontrar um solteiro abastado, e refazer a vida o mais rapidamente possível. Contudo, nem os atributos de Devereaux são os que já foram, nem os homens interessantes e disponíveis existem em maior número do que os fracassados e engatatões. A persistência e orgulho da mãe acabam por influenciar as aspirações do entusiasta Robbie, que cada vez mais acha que a sua vida deve ser passada num palco, e George, um observador minucioso que espera um dia vir a ser escritor. A odisseia leva o trio familiar de Nova Iorque a Boston, Pittsburgh e Los Angeles. No final, as escolhas impulsivas e as personagens bizarras com que se depararam pelo caminho, levarão a uma revelação surpreendente. O futuro não precisa de ser aquele que foi imaginado. Nos Estados Unidos, o filme tem estreia limitada marcada para 21 de Agosto.

Bruno Ramos

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Um dia depois.

Agora sim.

Bruno Ramos

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Assim, é duro.

O corresponder às expectativas não quer dizer pescoço. Quando esperamos o pior, e com o pior somos mimados, não nos alegramos simplesmente por ter acertado no dano provocado. Cada um sabe de si. Contudo, este que se assina, quando entra numa sala de Cinema espera de lá sair meio zonzo, como quem leva uma traulitada na mona e precisa de cinco a dez minutos para restabelecer equilíbrios físicos e psíquicos. Um bom filme é aquele que nos deixa com a sensação de que alguém nos espetou uma marretada com um taco de basebol. Um grande filme é aquele que nos deixa em fanicos, tal e qual os desenhos animados da Warner Brothers quando alguém lhes espeta uma mocada na tola. Aquilo são fragmentos espalhados pelo chão, eternamente apanhados à vassourada por uma dona de casa da qual só conhecemos o pernil rechonchudo. É desse modo que nos desejamos sentir no final de uma ida ao Cinema. Contudo, para mal dos nossos pecados – e, há dias em que nos portamos melhor do que noutros –, Transformers: Revenge of the Fallen foi dos títulos que mais indiferença provocou nos últimos anos. Para não ir mais longe.

Já três semanas passaram desde a noite em que, pela primeira vez, vi o mais recente trabalho de Michael Bay. Esta demora em publicar a opinião sobre o filme foi propositada. Desta forma, não corremos o risco de nos pronunciarmos de cabeça quente. Com calma, entendemo-nos melhor. No entanto, este amadurecimento de ideias, contrariamente ao esperado, só tem prejudicado ainda mais a apreciação da obra. Quanto mais dias passam, mais lesivos vão sendo os adjectivos encontrados para classificar a recreação acriançada de Bay. Quanto mais tempo passa, mais complicado vai sendo descortinar algo que seja passível de aplauso. Algo que não sejam os efeitos especiais – mesmo assim, nada de encher o olho –, ou os efeitos sonoros.

A concepção do filme é tão simples, que chega a ser extraordinária a forma como Michael Bay e companhia falham redondamente. O plot, muito resumidamente, prende-se com a vingança de Fallen, um dos Primes originais, e aquele que esteve por detrás da criação dos Decepticons. O plano de Fallen não tem grande segredo. Destruir a Terra e tornar a sua raça o mais forte possível. O pão-nosso de cada dia. No entanto, nem ao segundo filme, Bay e os argumentistas Ehren Kruger e Roberto Orci, se dão ao trabalho de aprofundar personagens. Parece que é tudo feito à lei do melhor esforço. Megan Fox está triste? Realce-se os olhos azulados. Shia LaBeouf está-se nas tintas? Ele que vá contando umas piadas. Diálogos ajuizados e que dêem um dedo de textura à narrativa são uma raridade, para não dizer uma miragem. Aliás, três semanas depois, as poucas frases ainda presentes são as de Wheelie e Skids, os dois Autoboots que funcionam como patetas de serviço. Alguns buracos narrativos dão três voltas ao sistema solar. Já para não falar do suposto clímax, que nem dá para aquecer. Digamos que será o que de cinefilamente existe mais parecido com a ejaculação precoce. Antes de começar, já acabou. O que não deixa de ser irónico, dado que dois terços do filme são dedicados à pancadaria metálica. Agora, quando era verdadeiramente importante segurar o espectador, a sala de montagem encarregou-se de despachar o assunto.

Este não é o Michael Bay de O Rochedo. Este é um filme do Michael Bay de Pearl Harbor. A Total Film do mês passado fazia desta película a sua capa, com o título Bigger is Better. Para alguns, talvez sim. Para nós, não. Da próxima, para variar, gostávamos de ver Sam e Mikaela num café a trocar dois dedos de conversa. Ou, quem sabe, Optimus Prime a filosofar com os outros Autoboots sobre as regalias de viver no planeta azul. Isto de todos usarmos uma máscara em redes sociais é muito bonito. No entanto, palavra de honra que temos alguma curiosidade de ficar a saber um pouco mais sobre este miúdo que salva o universo como quem muda de cuecas. Se nos perguntassem alguma coisa sobre Bruce Wayne, mesmo que tendo por base apenas os filmes de Nolan, teríamos material para uma tese de mestrado. Se nos perguntarem alguma coisa sobre Sam Witwicky, a medo somos capazes de tentar adivinhar a cor predilecta em t-shirts. Há coisas piores. Melhores filmes virão.

Alvy Singer

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quinta-feira, julho 23, 2009

Bright Star - Trailer.

Em finais de Julho, se nos perguntarem que filme achamos ter mais hipótese de chegar à temporada de prémios no rol de finalistas, a resposta terá de ser Bright Star. Tal não significa que a obra de Jane Campion seja o cavalo em que apostamos para arrebatar a maioria dos prémios. No entanto, para já, é aquele mais facilidade temos em visualizar nas listas de nomeados a uma série de categorias, incluindo Melhor Filme. Sim, é cedo. E, sim, ninguém tem nada a ganhar com este colocar da carroça à frente dos bois. Contudo, que tédio seria esta vida se bois e carroças não trocassem tantas vezes de lugar. Aqui fica o trailer de Bright Star. Um dos melhores dias na história dos blogs sobre Cinema.

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Shutter Island - Poster.

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Depois do teaser lançado em Março, aí está o poster oficial de Shutter Island. A primeira conclusão que podemos tirar é que sol é coisa que não deve abundar para aqueles lados. Nada de muita luminosidade, não fossemos nós descobrir algo antes do tempo. A segunda conclusão, parece ser um sitio ventoso. Num local inóspito como este, o metro quadrado deve estar ao preço da chuva. Chuva essa que nos leva à terceira conclusão. Elevada pluviosidade. São Pedro deve estar sempre de costas para esta ilha. Agora, de tudo o mais relevante é o belo trabalho que parece estar aí para chegar de Martin Scorsese. O trailer, disponível há algum tempo, ajuda ainda mais a acreditar na concretização feliz da adaptação.

Bruno Ramos

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Versões.

Em meados da década de noventa, a J&B tinha uns anúncios simpáticos. A música era por demais agradável. Ninguém nos impunha a bebida pela goela abaixo. E, até chegava a ser reconfortante ver um jovem casal juntar os trapos, e fazer-se à vida na trepidante viagem do matrimónio. Neste, pelo menos, era assim. Em português, o reclame terminava com um J&B, gosto disso. Esta é uma memória recorrente, quando a primeira coisa que me vem à cabeça é um Não gosto disso. Ora, esta manhã fiquei a saber que Igor, de Anthony Leondis, foi corrido a nível nacional com a versão portuguesa. A original ficou em casa. É que não gosto mesmo nada disso.

Alvy Singer

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Bronson - Poster.

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Todos os anos, a mesma história. Andamos para aqui em bicos dos pés, a tentar escrutinar tudo aquilo que se vai dizendo sobre os títulos mais aguardados da temporada, e um título aparentemente insignificante acaba por passar despercebido debaixo do radar, e provocar um alarido do caraças quando chega às salas. Um dos primeiros casos de 2009 parece ser Bronson.

Em 1974, um irreverente de dezanove anos chamado Michael Peterson acha que é altura de deixar a sua marca no mundo. Munido de uma espingarda artesanal e uma mão cheia de utopias, decide assaltar um posto dos correios. Apanhado e sentenciado, a pena deveria ter sido apenas de sete anos. Contudo, Peterson acaba por cumprir uma bem maior que essa. Passados 34 anos, pela prisão continua. Trinta destes foram passados na solitária. Durante este período, Michael Peterson, o rapaz, desapareceu, para dar lugar ao seu alter ego, Charles Bronson.

Kristopher Tapley, do InContention, foi apenas um dos muitos que se rendeu aos encantos da película de Nicolas Winding Refn. Porém, aquele cujas palavras valem mais do que as de mil críticos – dependendo dos críticos – é mesmo Peter Travers, da Rolling Stone. E, a frase de Travers que encontramos neste poster, dado ontem a conhecer, diz simplesmente Brilliant... Electrifying... Amazing. Da data de estreia, pois claro, não há sinal de vida.

Bruno Ramos

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Alice in Wonderland - Teaser.

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Que se dane o concurso no Facebook. Tanta trabalheira para nada. O marketing da Disney aliou-se ao famoso site de rede social, com o intuito de criar três exércitos, que mais não eram do que três páginas de fãs disfarçadas. Aquele que tivesse mais seguidores, ao final da noite de hoje, teria direito a ver em primeira mão o teaser trailer de Alice in Wonderland, de Tim Burton. Como sempre, lá houve uma ruptura no dique, e o teaser espalhou-se descontroladamente por todo o lado ainda durante a noite de ontem. Esta manhã, era o rodopio. Um saltitar constante de link em link até encontrar um decente que não tivesse caído passado cinco minutos. Ao que parece, este aguentar-se-á.

Um minuto e meio apenas chega para tirar uma mão cheia de ilações. Contudo, dois aspectos saltam à vista. A saber, o primeiro, o fartote de CGI que recorta os cenários da obra. Entre o real e o fictício, a escolha parece ter sido óbvia. Aposta de risco, que já nos leva a torcer o nariz. Contudo, por ser Burton, só temos mais é que dar o beneficio da dúvida. Dúvida não. Relutância em acreditar que sim. O segundo ponto prende-se com a importância de Johnny Depp neste teaser. Que ninguém nos leve ao engano. A protagonista deverá continuar a ser Alice. Depp terá sempre um peso inquestionável, e isso nunca foi segredo nos filmes em que participou. Agora, neste caso, esperamos que as atenções não se tenham dispersado em demasia.

Update - Ao que parece, o teaser já foi ao ar outra vez. Ainda assim, por estes lados, ir ao post do InContention e carregar no play continua a resultar. Ou andam a brincar connosco, ou algo de muito estranho se passa aqui. De qualquer maneira, esta noite o trailer deverá voltar em definitivo.

Bruno Ramos

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Pesadelos felizes.

De modo a começar da melhor maneira possível a série de posts que hoje deverá inundar este blog – aos poucos, vamos reentrando no ritmo da coisa –, a primeira imagem de Jackie Earle Haley, como Freddy Krueger, no remake – que mais parece vir a ser um reboot – de A Nightmare on Elm Street. Não que dê para ver nada por aí além, dado que a cara, sem dúvida o mais importante, esteja completamente tapada pelas sombras que normalmente habitam estes crepúsculos. Tão conveniente. Ainda assim, já conseguimos ver uma orelha deformada de Krueger. Parece-nos bem. A caracterização, não sendo tudo, é um elemento determinante neste tipo de filmes. A ver vamos, se guru dos videoclips, Samuel Bayer, estreante nestas andanças, dá ou não o salto definitivo para Hollywood.

Bruno Ramos

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terça-feira, julho 21, 2009

May it be.

Volta e meia, sinto falta de certos filmes. Mais do que de açucar. Não poucas vezes, um simples caminhar pelo passeio é suficiente para recordar uma série de momentos marcantes proporcionados pela sétima arte. De manhã, ao pequeno-almoço, costumam ser logo uns dois ou três. Depende do farnel. Se for cereais, é mais comédias. Se for pão, é mais dramas. São idiossincrasias difíceis de explicar, que dispensam de igual modo qualquer justificação. Todos temos as nossas imperfeições. E, dentre todas elas, respirar cinema deverá ser das que menos mal traz ao mundo. A palavra vicio acarreta uma conotação depreciativa da qual sempre procurei fugir a sete pés. Contudo, será talvez a mais apropriada. Só é pena que, para este, ao contrário de outros, não existam sistemas transdérmicos, vulgos pensos adesivos, que se colem à pele e passem através dos poros os mais diversos frames de que precisamos durante o dia. Hoje, não vejo a hora de chegar a casa, e matar as saudades de Lord of the Rings. A culpa é desta senhora que dá pelo nome de Lisa Kelly. Devia ser proibido ter uma voz destas. Dizer que é angelical não lhe faz jus. É certo que a de Eithne Patricia Ní Bhraonáin – Enya para o mundo – não fica atrás. Contudo, esta tarde calhou ver Kelly. Agora, o que ia mesmo bem, eram aqueles planos bem abertos com a paisagem de Rohan lá ao fundo. Del Toro, apruma-te.

Alvy Singer

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Gervaisomania.

Em Abril, Ricky Gervais e Matthew Robinson atestavam que o título do filme seria This Side of the Truth. Terá sido essa a primeira de muitas mentiras de The Invention of Lying. Este sim, o nome oficial da película que junta os talentos e virtudes de gente como Gervais, Jennifer Garner, Jonah Hill, Rob Lowe, Louis CK, Jeffrey Tambor, Jason Bateman, Christopher Guest e Tina Fey. O potencial é tanto que, só de vermos o elenco, já estamos para aqui na galhofa. Agora, é importante que o filme faça o resto, e nos deixe a contorcer com dores abdominais enquanto limpamos as lágrimas com a manga já humedecida de tanto chorar. O trailer do filme saiu em finais de Junho – no meio deste último hiato –, e já é mais do que material arcaico. Ainda assim, vale a pena deixá-lo aqui. Quem sabe, podemos ser alvo de uma qualquer providência cautelar para fechar o blog se não o fizermos.

O que já não é assim tão old news é o primeiro teaser de Cemetery Junction, o próximo projecto de Gervais, desta feita, ao lado de Stephen Merchant, co-criador de The Office e Extras. O blog de Gervais já vai acompanhando a produção do filme há já largas semanas. Lá podemos encontrar algumas descrições pormenorizadas da rodagem, e ficamos com uma ideia do que pode vir a ser este novo devaneio da dupla maravilha.

As primeiras imagens, como esta em que podemos ver a mãe (Anne Reid), a mulher (Julia Davis), e o filho (Christian Cook) da personagem de Gervais mostram um universo algo esotérico. Já o teaser, é aquele segmento ilógico e ilusoriamente improvisado de sempre.

<a href="http://video.msn.com/?mkt=en-GB&from=sp&vid=c88c1f12-a2fa-45ec-90b5-7395f3a20bab" target="_new" title="Cemetery Junction - Exclusive Teaser">Video: Cemetery Junction - Exclusive Teaser</a>

Bruno Ramos

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Bright Star - Poster.

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O mês de Julho começa a dar de si. Agosto está aí ao virar da esquina e, com a chegada de Setembro, dá-se o início das festividades. Já falta pouco para o grande alvoroço. Mais de meio ano ficou para trás e algumas crenças começam a solidificar. Duas encabeçam em ex-equo esta lista. A primeira, que a temporada de blockbusters está a ser igualmente rica em recordes de bilheteira e flops disfarçados de obras apresentáveis. Temos para nós que a receita de box-office está para o filme como a cosmética está para a face. Ajuda a endireitar aquilo que, por vezes, é algo disforme. Outra convicção de 2009, que continua a ganhar forma, é a de que este será o ano das mulheres. Parecem existir mais filmes centrados em personagens femininas do que o habitual, mais realizadoras em actividade, mais actrizes a despontar do que o costume. Isto é algo que nos agrada sobremaneira. Assim como nos agrada este poster de Bright Star, de Jane Campion. A obra tem recolhido reacções efusivas por onde tem passado e, até agora, temos todas as razões para estar confiantes. Abbie Cornish parece ser o nome a reter. Aqui ficam uns excertos que já circulam pela net desde o Festival de Cannes.

Bruno Ramos

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sexta-feira, julho 17, 2009

Estar ou não estar?

Da mesma maneira que hoje nos rimos com as conduções presentes nos clássicos dos anos 40, 50 ou 60, onde a imagem que vemos ficar para trás não respeita as oscilações nem as mudanças de direcção do carro, daqui por cinquenta anos, se o discernimento o permitir, todos nos riremos com a inoperância no inicio do século XXI para manusear a arte do green screen. É andar até ao minuto e vinte no trailer de Couples Retreat, na cena em que se tiram roupas, para constatar o facto. Agora, também não é preciso esperar cinquenta anos para nos rirmos. Comecemos já, pois então.

Bruno Ramos

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Mr. Fox apresenta-se.

Quando a imaginação é fértil, tudo serve para passar o tempo. Junte-se um telefonema entediante, uma caneta e um pedaço de papel, e o mundo que se prepare para os rabiscos mais abstractos de que há memória desde Kandinsky. Agora, na ausência de caneta e papel, o cinéfilo arranja uma solução. Imaginar como seria o seu filme de sonho. Colocar-se na pele de um produtor endinheirado, e juntar realizador de eleição, com actores fetiche, ao lado de uma equipa técnica galáctica – termo tão em voga, por estes dias. Isto é coisa para durar uns três quartos de hora. Conceber um plot a+b=c não serve. Convém ser algo mais rebuscado, de modo a conseguirmos visualizar a hipotética química dos actores seleccionados. Sem ir mais longe, presentemente, Alvy Singer continua com esperanças numa Woody Allen joint, num argumento a meias com Cameron Crowe, protagonizada por Tom Cruise e Meg Ryan, com Clint Eastwood, Shirley MacLaine e Paul Rudd em papéis mais secundários, banda sonora de James Horner, fotografia de Roger Deakins, e montagem de Pietro Scalia. Esta seria uma bela Dream Team. No entanto, enquanto este aglomerado de estrelas não for possível, contentemo-nos com Fantastic Mr. Fox.

Realizado por Wes Anderson, o filme reúne os créditos de Noah Baumbach como co-argumentista, do compositor Alexandre Desplat, do guru do design Alex McDowell, e de um elenco vocal que conta nas suas fileiras com gente como George Clooney, Meryl Streep, Bill Murray ou William Defoe. Estas duas fotografias, disponibilizadas pelo Filmsactu, dão-nos ainda mais alento. São pormenores como aquele quadro na segunda imagem que fazem toda a diferença. Que o senhor Fox do título é fantástico, já nós sabemos. Agora, será fantástico ao ponto de ameaçar a hegemonia Pixar? Parece-nos que este será mais aquele tipo de filme que, daqui por uns meses, nos levará a procurar o dicionário em busca de sinónimos para conservadorismo, se quisermos esganar uns quantos membros Academia.

Alvy Singer

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