Deuxieme


quinta-feira, novembro 30, 2006

Exposição oficial Star Wars está em Portugal até Janeiro


Depois de São Francisco, Milão e Paris, é agora Lisboa a capital da Força. O Museu da Electricidade, em Belém, exibe mais de 150 objectos originais utilizados nos seis filmes da saga concebida por George Lucas, numa exposição promovida pela produtora de espectáculos UAU. Até 14 de Janeiro será possível contemplar “relíquias” como o caça estelar Naboo N-1 com dez metros de comprimento; fatos de personagens como Chewbacca, a rainha Padmé Amidala, Darth Vader e oficiais do Império; storyboards e desenhos conceptuais da produção; partes de cenários e miniaturas; e até documentários exclusivos.
Estes e muitos outros artefactos deste universo de ficção científica estão dispostos ao longo de uma área de dois mil metros quadrados, perfeitamente integrados na arquitectura industrial do Museu. O valioso espólio, avaliado em 7,8 milhões de euros, está distribuído pelo percurso entre os enormes geradores e caldeiras de baixa pressão, numa experiência visual e sonora que marcará qualquer cinéfilo.

A Ciência como base da ficção
Como complemento à exposição Star Wars está a ser realizado um ciclo de palestras e de observações astronómicas, cujo programa pode ser consultado aqui. Neste ciclo participam diversos cientistas e investigadores portugueses como os especialistas em Astronomia, Física e Astrofísica Máximo Ferreira, Rui Jorge Agostinho, José Manuel Afonso, Nuno Cardoso Santos, António Manuel Baptista; o especialista em Astrobiologia Francisco Carrapiço; e Joaquim Fernandes, um dos maiores investigadores portugueses de Ovnilogia; que dissertarão sobre temas “como a eventual aparição e evolução de vida extraterrestre, as limitações dos terrestres na realização de viagens espaciais de longa duração, nas pesquisas de estrelas com ambientes e planetas onde a vida pode existir em estádios bem diferentes dos conhecidos na Terra, ou ainda nas hipóteses quanto aos meios utilizados por extraterrestres para comunicarem entre si”.

Para saber mais pode visitar o site oficial da exposição.

quarta-feira, novembro 29, 2006

SACRILÉGIO 'SCORSESIANO'


O Grande Chefe: Estive a rever Infiltrados de Wai Keung Lau e Siu Fai Mak e o tempo todo a compará-lo com The Departed: Entre Inimigos do Martin Scorsese. Pode ser um 'sacrilégio', o que vou dizer, mas o filme dos 'chineses' de Hong-Kong, é muito melhor e mais intenso, apesar da crítica na generalidade estar naturalmente embevecida com o filme do Scorsese, e de alguma forma passaram ao lado do facto de The Departed:Entre Inimigos, ser um remake, do primeiro filme da trilogia Infernal Affairs. Aconselho-vos a rever os filmes e a fazer aqui os vossos comentários.

Esta Semana Estreia/30/11

Esta senhora aqui ao lado será premiada com o Oscar de Melhor Actriz a 25 de Fevereiro de 2007. A informação vai com esta antecedência para que nessa altura ninguém possa dizer que se soubesse, tinha ido ver A Rainha quando estreou nas salas. Esta é, claro, Isabel II, e a história tem lugar nos dias que se seguiram à morte de Diana de Gales, com a colisão entre a dignidade da soberana e a necessidade de ir ao encontro da dor de milhões de súbditos defendida pelo recém-eleito Primeiro-Ministro Tony Blair. «A Rainha» será provavelmente um dos nomeados para o Oscar de Melhor Filme e isto às custas de Helen Mirren, que também podemos ver às quintas-feiras na RTP-1 num dos papéis maiores da sua carreira, o de Detective Superintendente Jane Tennison. A última série de O Principal Suspeito, intitulada "O Último Acto", passa esta quinta e sexta-feira.

Em mais salas deve estar Borat: Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão, que se tornou um dos sucessos comerciais mais surpreendentes desde O Projecto Blair Witch. Uma das melhores comédias de sempre ou o grau zero do cinema?

A outra novidade é Por Água Abaixo, o primeiro CGI da Aardman, estúdio de animação por detrás dos incomparáveis Wallace & Gromit ou A Fuga das Galinhas.

Esta semana, só estreiam três filmes. Quais serão as preferências dos leitores da PREMIERE?

terça-feira, novembro 28, 2006

A frase...


Bartender: Shaken or stirred?
James Bond: Do I look like I give a damn?

segunda-feira, novembro 27, 2006

Philippe Noiret (1930 – 2006)

Sinal dos tempos: Tom Cruise a casar-se em terras italianas abriu noticiários em Portugal, mas o desaparecimento de Philippe Noiret, um dos mais importantes actores europeus dos últimos 40 anos, ficou-se pela nota de rodapé. Ou então foi lembrado como aquele actor que era o projeccionista do «Cinema Paraíso». Falta de memória, claro, pois ele deixa mais de 140 filmes, porque, como ele disse, se o último correr mal, é sempre melhor já estar a fazer outro. Trabalhou às ordens de Alfred Hitchcock, George Cukor, Louis Malle, Marco Ferreri, Robert Enrico, René Clair, Mario Monicelli, Alberto Sordi, Ettore Scola, Claude Chabrol, Franco Zeffirelli, Patrice Leconte e André Téchiné. E, claro, Bertrand Tavernier, que o dirigiu em nove filmes. Uma das últimas vezes que o vimos por cá foi em «O Carteiro de Pablo Neruda», que esteve em exibição durante mais de um ano no cinema Mundial de Lisboa. Terão os nossos leitores memórias deste actor? Para lá da do terno Alfredo?

Actualização
Vale a pena ler o depoimento de Bertrand Tavernier no
LA Weekly.

sexta-feira, novembro 24, 2006

007 ORDEM PARA CRITICAR

Que tal Casino Royale e Daniel Craig como o James Bond mais politicamente incorrecto
da série?

terça-feira, novembro 21, 2006

Robert Altman (1925-2006)

O dissidente perpétuo de Hollywood

O Oscar Honorário deste ano assentou-lhe que nem uma luva numa edição repleta de filmes política e socialmente comprometidos e polémicos. Faleceu ontem num hospital de Los Angeles, curiosamente num ano de reconhecimento à sua carreira de distinto rebelde capaz de enfrentar os estúdios, desafiar os limites da narrativa convencional, ameaçar exilar-se se Bush Jr. fosse reeleito e, de passagem, criar um universo próprio e um olhar único e singular. Basta recordar dois dos filmes dos Oscar deste ano, Colisão ou Syriana, para reparar que vão beber ao estilo do realizador de Kansas City.

Nascido precisamente em Kansas City em 1925 no seio de uma família católica, nos anos que seguem à Segunda Guerra Mundial, Robert Altman inicia-se no ofício na realização de filmes industriais para uma produtora local. No início dos anos 60, converte-se num dos mais prolíficos realizadores de televisão, destacando-se entre um grupo de novos cineastas treinados no pequeno ecrã que será conhecido como a Geração da TV, e em que encontramos nomes como Arthur Penn, Sidney Lumet (Oscar Honorário o ano passado), Sam Peckinpah e Sydney Pollack. Altman desenvolveu o seu estilo particular num grande número de séries, entre as quais se destacam Bonanza e Alfred Hitchcock Apresenta, ganhando a reputação (que o acompanharia durante toda a sua carreira) de realizador irritável, rebelde e incapaz de filmar uma história sem nela integrar um comentário ácido ao tema que versa. Pilotou um B-24 na Segunda Guerra Mundial e bombardeou as convenções industriais e estéticas da velha Hollywood. Os filmes de Robert Altman são o seu reflexo fiel: irreverentes, iconoclastas, independentes até à medula, arrogantes, impulsivos, excessivos. Realizador com uma carreira cheia de desencontros com a indústria, em que convivem êxitos como M.A.S.H. (1970), ainda hoje o seu maior sucesso de bilheteira e ao qual acedeu depois de 14 realizadores recusarem o projecto, e fracassos retumbantes como Popeye (1980), Altman é reconhecido como um dos cineastas norte-americanos mais importantes do último quarto do século XX.


O Velho da Nova Hollywood
Embora a sua idade o integrasse na Geração da TV, a sua atitude e posicionamento fazem de Altman um dos membros mais ilustres, e ao mesmo tempo mais modernistas, da fornada de jovens realizadores que, entre 1968 e 1975, quiseram reinventar Hollywood. Gente como Mike Nichols, William Friedkin, Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich e Martin Scorsese, puseram a indústria de mãos ao alto. Altman arrancou este período com M.A.S.H., a sua quarta longa-metragem e a sua primeira nomeação aos Oscar como realizador, em que se cristalizam todas as constantes do seu estilo: a multiplicação e fragmentação das linhas dramáticas, a confiança cega na improvisação, o encadeamento de diálogos e a saturação de personagens, esta última uma autêntica marca de autor de Altman, e pela qual foi inicialmente criticado.
Não contente com reinventar os géneros industriais (o western em A Noite Fez-se para Amar, 1971 e o cinema negro com O Imenso Adeus, 1973), Altman partiu do seu estilo para criar um género próprio com Nashville (1975), o seu primeiro mosaico coral, com o qual fecha esta primeira fértil etapa e com o qual conquistou a segunda nomeação ao Oscar.

Segunda juventude
Do tudo ao nada. Ou quase. Altman e a Nova Hollywood foram arrasados pela cultura do blockbuster, pelo cinema de multiplex e pipocas que surgiu após sucessos como Tubarão (1975) e Guerra das Estrelas (1977). O cineasta tentou integrar-se ao novo modelo com o seu filme mais estranho, Popeye, a sua excêntrica visão do que deveria ser um filme Disney. Porém, o seu monumental fracasso de bilheteira afastou-o da agenda dos estúdios durante a década de 80, anos em que continuou a trabalhar em longas-metragens muito mais pequenas e, claro, livres e independentes. Foi só em 1992 que a sua genialidade regressou em pleno com O Jogador, uma caústica sátira baseada no romance de Michael Tolkin sobre a indústria cinematográfica, uma oportunidade que Altman aproveita para satirizar os que o afastaram do negócio. Um negócio ao qual regressa, mas do qual se sente cada vez mais distante, já que, segundo ele, ir ao cinema assemelha-se agora a ir a um enorme parque de atracções. E isso é a morte do cinema. Mas, paradoxalmente, é durante estes anos, os 90, que a indústria reconhece as virtudes de Altman como cineasta. Mais três nomeações como realizador (além de O Jogador, ainda foi designado pelo majestoso Short Cuts – Os Americanos e pela pérola Gosford Park) em nove anos para um total de sete nomeações, duas como produtor, sem nenhuma estatueta como recompensa.

Negócios pendentes
Se há algo de que Altman não precisava era de recompensas. Por um lado porque ainda não se achava velho demais para lhe fazerem homenagens, já que continuava envolvido em polémicas. Em Berlim, este ano foi apresentado o seu último filme, A Prairie Home Companion recentemente estreado em Portugal, que é um olhar sobre a decadência dos famosos programas de rádio, realizados ao vivo e o mundo do espectáculo, com o qual teve de enfrentar as companhias de seguros que, pela sua idade e alguma incapacidade, o obrigaram a rodar com um realizador de substituição, Paul Thomas Anderson, no set, embora de facto muito bem acompanhado. Robert Altman, foi um cineasta rebelde e comprometido que fez luvas para uma indústria que vende sapatos ou mesmo que dizer que passou a vida a dar pérolas a porcos.

segunda-feira, novembro 20, 2006

VIRGÍLIO TEIXEIRA, UMA HOMENAGEM




O Grande Chefe: Este fim de semana estive no Funchal, no decorrer do Festival Internacional de Cinema e tive oportunidade de entrevistar, isto é mais conversar como um dos meus heróis da tela, que está agora com 89 anos e que recordo de ver nas minhas memórias cinéfilas a contracenar com grandes grandes actores da história do cinema. No próximo número vamos publicar a entrevista e um mosaico de fotos, entretanto fica aqui uma nota biográfica do FICF e todos aqueles que se lembrem do Virgílio Teixeira não se esqueçam de deixar aqui os vossos comentarios.


Virgílio Delgado Teixeira nasceu no dia 26 de Outubro de 1917, na cidade do Funchal.

Galã português do cinema nos anos 40, 50 e 60, Virgílio Teixeira conseguiu, desde o início da sua carreira, ultrapassar as próprias fronteiras geográficas da sétima arte. Numa altura em que o mundo se recompunha de um período bastante conturbado, como a Segunda Guerra Mundial, nos finais dos anos 40 havia a vontade de mudar.

É neste contexto que surge Virgílio Teixeira; um jovem madeirense que decide, em 1940, deixar para trás a ilha que o viu nascer e partir para Lisboa levando na bagagem muitos sonhos e a vontade de ser actor. Ao pai, disse « vou ali e já volto » não imaginando que a sua ausência fosse tão longa quanto pensava. Voltou à Madeira vinte e sete anos depois, sendo já actor professional e com um invejável currículo cinematográfico.

Em Portugal, nos anos 40, participou em diversos filmes e a meados dos anos 50 contracenou, em Hollywood, com grandes nomes do cinema norte-americano, experiência que lhe permitiu fazer «amigos para toda a vida».

Já nos anos 60, em Espanha, o seu trabalho foi reconhecido pelo governo, na altura sob a ditadura de Franco, através do Sindicato Nacional del Espectaculo que lhe concedeu os mesmos direitos civis que dispunham os actores espanhóis.

Virgílio Teixeira regista 92 participações em filmes que se repartem por produções portuguesas, espanholas, italianas, francesas, holandesas, inglesas e americanas, « sem nunca ter tido uma aula de representação. Como é que eu faço 92 filmes sem nunca ter aprendido a representar é uma das perguntas que ainda hoje faço a mim próprio. Sinceramente? Não sei…».

http://www.funchalfilmfest.com/images/vt6.jpg

quinta-feira, novembro 16, 2006

SÉRIES TV: AS POLITICAMENTE INCORRECTAS





Um conjunto de séries estão a fazer furor quer pela sua incorrecção política, quer pela desmistificação de certos temas ate agora tabú em televisão: a sexualidade, as famílias disfuncionais, a medicina e o paranormal são testemunhos desta mudança que começa a competir com as salas de cinema. A propósito da passagem de Prison Break na Fox em canal aberto até ao fim do ano eis um pretexto para republicar aqui no blog, algumas para maiores de 18 anos… ou para ver as tantas da madrugada. Não esqueçam de fazer os vossos comentários....


Por José Vieira MENDES

LAS VEGAS
Pretexto: Criada por Gary Scott Thompson (Creator), conta com um elenco de novos valores já bem rodados em televisão onde se destacam Vanessa Marcli, Nikki Cox, James Lesure e Molly Sims, e ainda convidados especiais tão famosos como Alec Baldwin, Sylvester Stallone, George Hamilton, gente da música como Jon Bon Jovi, Black Eyes Peas, Duran Duran e até as Pussy Cat Dolls. Recupera ainda Cheryl Ladd (uma antiga Anjo de Charlie), no papel da mulher de Big Ed, o protagonista.
História: Luxo, dinheiro, poder, intriga, erotismo, traição são o drama diário de uma equipa de segurança de elite (que incluí três belas operacionais) do Montecito Resort & Casino, a maior casa de jogos da cidade de Los Angeles. O galardoado actor James Caan (O Padrinho), interpreta Big Ed Deline o responsável por esta equipa. Juntamente com o seu braço direito, Danny McCoy (Josh Duhamel) tentam evitar roubos, a concorrência de outros casinos, proteger a casa contra as mafias do jogo e os seus famosos clientes, quase sempre rodeados por belas mulheres. (FOX).


MEDIUM
Pretexto: Criada e dirigida por Glenn Gordon Caron vencedor de vários Emmy, e protagonizada pela explosiva e enigmática Patricia Arquette (Estrada Perdida).
História: Allison Dubois (Patricia Arquette) uma bela trintona, mãe de familia tem o dom de comunicar com os mortos. E tem ainda uma espécie de intuição e visões paranormais que a ajudam a resolver casos de crimes violentos. Por isso decide trocar a sua calma vida familiar com os três filhos e o marido Joe (Jake Weber) para se dedicar à sua verdadeira vocação, não de advogada falhada, mas antes de investigadora que utiliza métodos pouco ortodoxos, para obter provas que ajudam a resolver casos de homicidio violentos. (AXN)


LETRA L/THE L WORLD
Pretexto: Criada por Ilene Chaiken é sem dúvida a série que rompeu barreiras e tabus sobre a homosexualidade feminina por todo o mundo. Tornou-se uma série de culto, já que milhares de pessoas inclusive os homens, lésbicas ou mesmo outras que não se sentem dalguma forma identificadas com as vidas das suas protagonistas acabam por ver e porque é dificil encontrar mulheres tão belas assim.
História: Um grupo de amigas lésbicas lindíssimas e sofisticadas que vivem em Los Angeles, e cujo o eixo central do drama é a relação que mantêm duas das protagonistas Bette (Jennifer Beals), e Tina (Laurel Holloman) que desejam ter um filho através da inseminação artificial. Até que chegam ao bairro Jenny (Mia Kirshener) e Tim (Eric Mabius) um casal heterossexual que quer fazer amizades. Jenny pouco a pouco começa a a descobrir todo esse mundo lésbico e sente-se confundida ao conhecer o café que frequenta este grupo de amigas e a sua dona Marina (Karina Lombard), uma lindíssima lésbica. (:2)

GREY’S ANATOMY
Pretexto: Criada por Shonda Rhimes, o título é um jogo de palavras entre o nome da protagonista e um famoso livro de anatomia. Diferencia-se das outras séries clínicas porque está mais orientada para um público jovem, centrando-se mais nas tramas pessoais dos protagonistas do que no hospital.
História: Cinco jovens médicos recém-diplomados começam a trabalhar num hospital de Seattle e aos poucos vão estabelecendo relações entre si e com os seus superiores hierárquicos, num ambiente muito competitivo e stressante. Deste grupo destaca-se Meredith Grey (Ellen Pompeo) uma jovem médica que leva o trabalho muito a sério e que por vezes sente dificuldade em conjugar a sua vida pessoal com a profissional, aliás como os seus companheiros. O drama consiste na intensidade da aprendizagem médica mais humanizada, misturada com divertidas, sexys e dolorosas vidas dos internos hospitalares que estão ao ponto de descobrir que nem a medicina nem as suas próprias vidas são a preto e branco, mas antes numa escala de cinzento, aliás como a analogia do título. (Em breve em DVD)

HOUSE
Pretexto: Da autoria de David Shore é uma nova série de mistério e medecina onde o vilão é uma doença e o herói um irreverente e controverso médico que não confia nem nos seus pacientes.
História: Gregory House (Hugh Laurie, o actor de Stuart Little) é apesar da sua conduta um tanto anti-social, um médico brilhante, cuja a sua forma pouco convencional de diagnosticar e o seu instinto grajearam-lhe um grande respeito profissional. É um especialista em doenças infectocontagiosas, que adora desafios que podem salvar muitas vidas. Apesar de uma certa química entre ambos House está em permanente conflito com a Dra. Lisa Cuddy, médica e administradora hospitalar que discute os métodos do controverso médico mas dá a mão à palmatória pelos seus resultados. (TVI e FOX)

NIP/TUCK
Pretexto: Está ambientada no mundo superficial e sexy de South Beach, Miami, introduzindo-nos em concreto na cirurgia plástica e estética e, revelando-nos de forma dramática a complexa e frágil natureza humana (transsexuais, gémeas que querem se diferenciar, prostitutas de luxo com estigmas ou mesmo jornalistas que querem ter mamilos para saber como se sentem) de certos pacientes que tentam mascarar as suas debilidades psicológicas graças a modificações estéticas no seu aspecto físico.
História: O Dr. Sean McNamara (Dylan Walsh) e o Dr. Cristian Troy (Julian McMahon, o mau de Quarteto Fantástico) são dois quarentões sócios de um clínica de cirugia estética que montaram depois de sairem da Escola de Medicina. Ambos cada um à sua maneira vive uma crise existencial que resulta em parte do sucesso profissional, luxo e o contraste da superficialidade da sua profissão. Embora pareça à partida ambientada num mundo desinteressante, Nip/Tuck é uma das séries de maior impacto do momento, crua, realista e impressionante. Ambição, mentiras, sexo, são alguns dos ingredientes que desta série que nos mostra a complexidade e a insegurança do mundo da cirugia plástica, através de histórias e episódios muito arriscados, imagens e uma estética nunca vista. (Disponível em DVD)

FAMILY GUY
Pretexto: Tresloucada, divertida, politicamente incorrecta, mas ao mesmo tempo com uma certa ternura. Estes são alguns dos adjectivos que caracterizam esta série de animação sobre as aventuras da familia Griffin. Criada por Seth MacFarlane (American Dead) mostra-nos os problemas e as tribulações da vida de uma familia média americana, mas num tom irreverente que só a animação permite, aliás com em Os Simpsons.
História: Um casal com três filhos, com uma adolescente que é a vergonha da familia, um rapaz de 13 anos muito retardado e um bébé superdotado que só pensa em matar a mãe, destruir o mundo e cujo o único amigo é um ursinho de peluche gay. (SIC Radical)

ROME
Pretexto: É a série mais cara da história da televisão, cerca de 100 milhões de dólares por doze episódios que correspondem apenas à primeira season, e que foi rodada pela HBO nos míticos estúdios da Cinecittá em Roma. Um projecto megalómano que foi entregue ao veterano realizador John Milius, que foi entre outras coisas o argumentista de Apocalypse Now.
História: As bases do enredo até são bastante vulgares já confronta algo entre a telenovela e o peplum ambientada no tempo em que Julio César está no poder. As linguagens paraecem não ligar de imediato, mas depois de alguns episódios as intrigas de fundo misturadas com sexo e violência começam a dar sentido à história que é verdadeiramente impressionante. Além disso as cenas mais intimas conjugam-se maravilhosamente com outras muito espectaculares. (na :2 em DVD em Setembro)

BIG LOVE
Pretexto: Três mulheres e um homem na mesma cama, dir-se-ia que resume esta história sobre a vida agitada de uma familia de mormons poligâmicos na América de hoje. À partida parace quase bizzarra e caricatural no seu enrredo, mas pelo contrário esta série vai muito mais longe ao igualar-se a outras grandes séries como Os Sopranos ou Sete Palmos de Terra, que discutem e confrontam as grandes questões das familias contemporâneas.
História: Solidão, sexo, ciúme, amor até à morte, numa história conduzida ao mesmo tempo com sensibilidade e crueza servida por um casting de eleição que vai de Bill Paxton a Chloe Sevigny. Há quem diga que é a grande série de 2006. (HBO)

PRISON BREAK
Pretexto: Mais um prolongamento das muitas séries e filmes passados nas prisões e da qual a famosa Oz é o modelo reconhecível.
História: Rodada numa antiga prisão, a série conta-nos uma tentativa de evasão a partir de um plano de um preso que tatua em si mesmo, esse plano e que é magnificamente interpretado pelo jovem actor Wentworth Miller. (TVI/FOX)

DEADWOOD
Pretexto: Criada por David Milch, teve a honra de o episódio piloto ser dirigido pelo grande Walter Hill e os dois seguintes por Davis Guggenheim. Entre John Ford, Martin Scorsese (Gangs de Nova Iorque) e Michael Cimino (As Portas do Céu), a série de David Milch adapta ao formato de episódios o universo do velho oeste americano e os códigos dos westerns clássicos.
História: Um prostíbulo que se torna tribunal, uma bêbeda que é Calamity Jane, pistoleiros transformados em funcionários do governo, uma lixeira que se torna cemitério e dois curiosos protagonistas: Al Swearengen (Ian McShane), o dono do principal bordel local e senhor de todos os negócios da cidade; e Seth Bullock (Timothy Olyphant), um ex-xerife de Montana que vem montar uma loja de ferragens na cidade de Deadwood, uma espécie de herói minoritário e por vezes trágico. Dois homens de ambições diversas, e dois sentidos de justiça diferentes apoiados por uma enorme panóplia de personagens secundários típicos da ficção e outros inspirados na realidade histórica do oeste americano.

quarta-feira, novembro 15, 2006

DANIEL CRAIG: UM INQUIETANTE 007

O Grande Chefe: Acabei de ver Casino Royale, o novo James Bond e venho entusiasmadíssimo. A primeira sequência do filme é absolutamente genial e de grande fôlego. É indiscutivelmente um dos filmes de James Bond mais inquietante dos últimos anos, em boa parte graças a Daniel Craig. Para quem tinha qualquer dúvida sobre o talento interpretativo do actor escolhido acho que vai ficar surpreendido, pois ele sabe vestir o smoking, tem charme a rodos e, tal como no início dos filmes da série um misto de bom e mau, um agente secreto que não hesita em tornar-se um assassino que dispara à queima-roupa. Além disso, grande parte do charme às vezes exagerado de Pierce Brosnan, em Craig é substítudo por um certo romantismo a que está evidentemente associada a longa sequência passada numas das cidades mais bonitas e mais românticas do mundo: Veneza.
Vão ver o filme e depois dêem-nos a vossa opinião sobre a película e se afinal Daniel Craig foi ou não foi a escolha acertada para o papel.

terça-feira, novembro 14, 2006

Esta Semana Estreia/16/11

Desde o regresso da parelha de sucesso em Gladiador, passado pela estreia como argumentista de Michel Gondry, que também assina a realização de A Ciência dos Sonhos, até ao blockbuster de meia-estação de Jonathan Liebesman, este é um fim-de-semana de muita oferta. Se a procura for muita, até um filme de Richard Donner com Bruce Willis pode passar despercebido. Eis os filmes que estreiam esta semana:

UM ANO ESPECIAL (Ridley Scott) / A Good Year
Russell Crowe, Albert Finney
BRICK (Rian Johnson)
Joseph Gordon-Levitt, Emilie de Ravin
A CIÊNCIA DOS SONHOS (Michel Gondry) / The Science of Sleep
Gael García Bernal, Charlotte Gainsbourg
CORRIGINDO BEETHOVEN (Agnieszka Holland) / Copying Beethoven
Ed Harris, Diane Kruger
ESTRANHOS (Simon Brand) / Unknown
James Caviezel, Greg Kinnear
O LUGAR IDEAL (Danièle Thompson) / Fauteuils d'Orchestre
Cécile de France, Valérie Lemercier
MASSACRE NO TEXAS — O INÍCIO (Jonathan Liebesman) / Texas Chainsaw Massacre: The Beginning
Matthew Bomer, Jordana Brewster
16 BLOCKS (Richard Donner)
Bruce Willis, Mos Def
VIÚVA RICA SOLTEIRA NÃO FICA (José Fonseca e Costa)
Rogério Samora, Cucha Carvalheiro


Não se esqueçam de fazer os v. comentários ou criticas sobre os filmes da semana...

JACK PALANCE (1919-2006)

Foi um dos mais emblemáticos ‘duros’ do cinema norte-americano, com um rosto que parecia talhado à medida para fazer de mau da fita, mitificado num dos seus mais célebres papéis, o do pistoleiro vestido de negro no western Shane (1953), de George Stevens. Entre as suas interpretações mais emblemáticas, refiram-se Pânico nas Ruas (1950), de Elia Kazan, O Apache Branco (1953), de Charles Marquis Warren, O Sinal do Pagão (1954), de Douglas Sirk, No Reino da Calúnia (1955) e Ataque (1957), ambos de Robert Aldrich, e O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard. Foi nomeado três vezes para o Oscar de Melhor Actor Secundário – por Medo Súbito (1952), de David Miller, por Shane, e ainda pela comédia A Vida, o Amor e as Vacas (1991), de Ron Underwood. Ganhou a estatueta dourada por este último filme, com um discurso de aceitação que fez história nas cerimónias da Academia: para provar que os seus mais de 70 anos não lhe constituiam impedimento para fazer qualquer tipo de papéis, atirou-se para o chão e fez flexões com um braço só! Jack Palance faleceu aos 87 anos, de causas naturais. Que memórias guardam os leitores da Premiere deste actor tão carismático?

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