Deuxieme


terça-feira, julho 31, 2007

MICHELANGELO ANTONIONI (1912-2007)



A IDENTIFICAÇÃO DE UM CINEASTA

por José Vieira MENDES

Depois de Ingmar Bergman, desapareceu outra das grandes figuras da história do cinema mundial. O cineasta italiano Michelangelo Antonioni, morreu ontem na sua casa de Roma aos 94 anos de idade, deixando a cinefilia duplamente enlutada, por tão triste coincidência. Fica-nos a ideia que os dois grandes mestres europeus parecem ter querido chegar quase em simultâneo ao Olimpo dos artistas, que revolucionaram a história do cinema do século passado e ajudaram com a sua genealidade a mudar o mundo, já que em síntese a temática dos filmes de Antonioni gira quase sempre à volta da crise de sentimentos e da incomunicabilidade da sociedade burguesa. E por outro lado, a narrativa argumental das suas obras como que cede em importância ao reflexo da passagem do tempo como experiência vital, substituindo a descrição dos elementos, pela representação concreta dos factos. Da sua filmografia, não muito extensa, que tem inicio na década de 50, com Escândalo de Amor, e que culmina na trilogia formada por A Aventura, A Noite e O Eclipse, destacam-se ainda outras obras importantes como Le Amiche, O Grito, Deserto Vermelho, Blow Up-História de um Fotógrafo, Zabriskie Point, Identificação de uma Mulher, O Mistério de Oberwald e Profissão-Repórter. O último filme assinado por Antonioni foi Il Filo Pereicoloso delle Cose, uma curta-metragem da obra colectiva Eros, apresentada em 2004 na Mostra Cinematográfica de Veneza.

Michelangelo Antonioni nasceu em Ferrara (Itália) a 29 de Setembro de 1912 e de facto sempre foi ao lado de Rosselini uma das figuras mais controversas do cinema italiano, que curiosamente viveu a sua época dourada durante a década de 60, que coincide com o apogeu do realizador. Foi precisamente com Roberto Rosselini com que começou a trabalhar, como argumentista do filme de propaganda fascista Un Pilota Ritorna (1941), e antes disso já escrevia críticas de cinema. Estreou-se como realizador com Escândalo de Amor, em 1953, mas a verdadeira consagração internacional obteve-a em 1960 no Festival de Cannes, onde apresentou A Aventura, realizado um ano antes. Seguiram-se os filmes que completam a trilogia A Noite (1960), O Eclipse (1961) e ainda o maravilhoso Deserto Vermelho (1964), que marcam o seu estilo muito pessoal e militante. Desde os seus primeiros filmes que Antonioni pareceu preocupar-se com os males da sociedade e com um certo sentimento de incomunicabilidade entre as pessoas. Talvez por isso os seus filmes estejam pejados de silêncios e sejam construidos de uma forma complexa de modo a captar desesperadamente o vazio existencial da burguesia da sua época e a causarem um forte impacto social.
Em 1966, realiza Blow Up-História de um Fotógrafo, talvez o seu filme mais popular e comercial, baseado num famoso romance de Julio Cortázar, onde propôe uma extraordinária reflexão sobre a manipulação das imagens fotográficas e a sua interpretação. Na mesma linha situa-se o seu filme seguinte Zabriskie Point (1969) na sua experiência norte-americana, um filme que novamente procura combinar pretensões matalinguísticas com aspirações comerciais. Mas pouco a pouco começa a decrescer o interesse comercial pela obra de Antonioni, embora tente continuar febrilmente activo na sua militãncia cinematográfica, primeiro com o thriller jornalístico Profissão: Repórter (1975), a sua curiosa experimentação no domínio do video com o notável Mistério de Oberwald (1981) e o belíssimo drama de Identificação de uma Mulher (1982). O seu último filme Para Além da Nuvens (1995) foi co-dirigido por Wim Wenders. Se actualmente e talvez devido à doença e ao ambiente da política em Itália, a figura de Antonioni já não goza-se do prestígio e da aura mítica que teve nos anos 60, uma revisitação da sua obra como aconteceu recentemente com o regresso às salas de Profissão: Repórter, pode revelar profundas suspresas, e actualiadade, além de ser a chave para a compreensão do cinema nas últimas décadas.

Um Filme não se mede aos palmos.

Na semana passada, a propósito da aquisição de Coração Selvagem (David Lynch), falei aqui da ânsia que tenho, neste momento, de encontrar em DVD todos os títulos que foram parte integrante da preciosa colecção de cassetes VHS que em tempos possui. Aquilo que não me apercebi antes de partir para esta tarefa, foi que esta era uma tarefa hercúlea. Quando comecei a elaborar a lista destes filmes a adquirir, constatei que esta era uma lista muito reduzida. Certamente faltariam ali uns quantos. Este fim-de-semana deparei-me precisamente com uma obra que não constava da lista, mas que tinha sido uma das relíquias que passaram directamente da televisão para uma qualquer cassete gravada no vídeo aqui de casa. Com a breca, como é que possível ter-me esquecido que tive Bugsy Malone?

Este é um dos filmes favoritos da minha infância. É talvez a única paródia em forma de musical a um filme noir e de gangsters, em que todos os papéis são interpretados por crianças. Ninguém tinha mais de dezasseis anos. Em vez das armas de fogo que lhes são características, aqui os gangsters recorrem a armas de doces, que disparam um creme rico em sacarose. Não existem carros motorizados, mas sim pedalizados, como se de uma bicicleta se tratassem.

O filme relata a história de Bugsy Malone, um ex-lutador de boxe (na altura ou se lutava boxe, ou se era criminoso de modo a pagar a alguém para lutar boxe), que se vê incluído no gang de Fat Sam, que se encontra numa luta territorial feroz com o impiedoso Dandy Dan. Isto porque Dandy Dan deitou as mãos a uma arma muito mais poderosa do que aquela que Fat Sam utiliza – o lançamento manual de tartes. Bugsy Malone será a chave para este imbróglio. De entre os petizes, a destacar naturalmente o desempenho de Scott Baio, mas também o de uma pequena chamada Jodie Foster, que nesse mesmo ano participou num modesto filme de nome Taxi Driver. Aqui fica a apresentação de Jodie Foster no filme, quando ficamos todos a saber de forma graciosa que o seu nome é Tallulah.


Esta obra de Alan Parker pode até ser feita exclusivamente por crianças, mas isso não significa que sejam somente elas os destinatários. Este é um filme para todas as idades. Passados trinta anos, a obra continua a apresentar o mesmo encanto de sempre. Os elementos que são alvo de sátira continuam actuais, os números musicais criados por Paul Williams continuam soberbos, e todo aquele ambiente festivo que percorre o filme, continua vivo ao fim de tanto tempo. Esquecer-me de Bugsy Malone acabou por não ser assim tão mau. Foi quase como se tivesse entrado neste mundo repleto de ilusões pela primeira vez.

Alvy Singer

segunda-feira, julho 30, 2007

O Ultimo Acto do Verão.

Este tem sido um Verão louco. Sequelas intermináveis, trilogias que afinal são o terceiro episódio de muitos, a estreia, em média, de blockbuster por semana, enfim… A tempestade para muitos, de um vento semeado talvez por muito poucos. Olhando para trás, e correndo o risco de me estar a esquecer de um ou outro titulo, direi que as únicas verdadeiras surpresas agradáveis deste Verão, até ao momento, foram A Rapariga Morta, Ocean’s Thirteen, Os Simpsons – O Filme e À Prova de Morte. Ainda falta ver Transformers e Die Hard 4.0, de qualquer forma, não era bem este o balanço esperado a esta altura do campeonato. Quando Zodiac chegou até nós, ainda faltavam estrear todos os grandes filmes da temporada. O filme de David Fincher fazia adivinhar um verão como nenhum outro… e, talvez tenha sido, mas por outros motivos. Não pretendendo pintar um cenário demasiado negro, direi apenas que existe uma luz ao fundo do túnel. A par do já referido Ratatouille, que estreia daqui a duas semanas, outros títulos há que merecem a nossa atenção antes da chegada do Outono. Um deles é já esta quinta-feira, e ainda falaremos dele aqui antes do fim-de-semana. No entanto, de todos eles, destacaria aquele que tem estreia marcada precisamente para dia 20 de Setembro, último dia de Verão. Dizem os peritos que quem ri por ultimo, ri melhor. Com este senhor não me tenho rido muito. Mas isso não significa que os filmes de Jason Bourne não sejam um divertimento à brava. Daqui a dois meses, quando o filme estrear, existe material mais do que suficiente para fazer um post por dia, relativo a cada participante no filme, apenas para justificar o porquê de ir vê-lo ao cinema. A todos aqueles que ainda não viram os dois primeiros capítulos, não deixem para amanhã aquilo que podem fazer hoje. Vejam já, porque assim ainda vão a tempo de rever depois, antes que chegue este…Ultimato.

Alvy Singer

A capa do livro ou algo mais?

Em nenhum sítio este poster vem anunciado como sendo o oficial do próximo filme de Justin Chadwick, The Other Boleyn Girl. No entanto, esta parece ser pelo menos a imagem que substituirá a habitual capa do livro de Philippa Gregory, por detrás da origem do filme. E isto, por si só, já era motivo suficiente para colocarmos aqui o poster e falarmos um pouco sobre o filme. Se a isso aliarmos o facto de Scarlett Johansson e Natalie Portman serem duas das actrizes da actualidade com estímulos visuais mais agradáveis (as voltas que um tipo dá para encontrar eufemismos), então faz todo o sentido estarmos agora aqui a discutir este retrato dos três actores principais. Sim, porque dizem as entendidas na matéria que Eric Bana também não é nada de se deitar fora. E assim ficamos todos satisfeitos.

Relativamente ao filme, a história é sobejamente conhecida. Henrique VIII (Eric Bana) era um monarca que gostava de molhar a sopa (aqui não vale a pena procurar eufemismos). Tendo casado três vezes, várias foram as amantes que foi mantendo ao longo da vida. No entanto, uma delas tinha uma particularidade curiosa: era a irmã da sua segunda mulher. Depois de ter casado com Catarina de Aragão, Henrique VIII descobriu a graciosidade de Ana Bolena (Natalie Portman). Contudo, algum tempo depois viria também a ter conhecimento das valências atractivas de Maria Bolena (Scarlett Johansson), sua irmã.

O filme, com estreia marcada para 21 de Dezembro nos Estados Unidos, assume-se como um forte candidato aos prémios deste ano. Se as coisas correrem para o torto, e o buzz em torno deste título não for o desejado, aqui fica uma sugestão aos senhores produtores: Lançar uma discussão fictícia entre Portman e Johansson. Passado uma semana, vir dizer aos órgãos de comunicação social que a tensão entre as duas actrizes, durante a rodagem, era enorme. Dizer, por exemplo, que elas colocavam Super Cola 3 dentro das perucas uma da outra. Finalmente, preparar uma cerimónia de prémios trivial, entregar o galardão a uma das actrizes, e fazer com que a outra o vá buscar ao palco, tecendo duras críticas à colega. Digam lá que isto não é um esquema bem engendrado. Toda e qualquer semelhança com O Que Teria Acontecido a Baby Jane? é pura coincidência.

Alvy Singer

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INGMAR BERGMAN (1918-2007)


O HOMEM DA LANTERNA MÁGICA

Por José Vieira MENDES

Um dos maiores artistas de todos os tempos e um marco na história de cinema faleceu hoje aos 89 anos, na sua residência na ilha de Faaro, Gotland na Suécia, e com ele morre uma boa parte da nossa cinefilia. Corriam há já alguns tempos rumores sobre a degradação do estado de saúde do ‘mestre’ Bergman, que nasceu em Uppsala, a 14 de Julho de 1918, e que não estreava um filme desde Saraband (2003), uma obra que remete para outra das suas grandes referências do passado, Cenas da Vida Conjugal (1973), que realizou para a televisão. Foi indiscutivelmente um dos grandes autores do século XX, que marcou muitos realizadores, entre eles Robert Altman, Andrey Tarkovski, e principalmente Woody Allen, que o descreveu numa homenagem sentida, aquando o seu 70º Aniversário como ‘provavelmente o maior artista do cinema, desde a invenção da câmara de filmar’. Mas Bergman foi ainda um realizador que influenciou, uma geração de cinéfilos, criando quase que um novo adjectivo: bergmaniano, isto quando nos referimos a situações de conflito interior e culpa, transcedência e humanidade, inquietações e contradições, no que diz respeito ao amor e à sexualidade algo reprimida.

Filho de um pastor protestante sueco e de mãe belga, a sua pesada educação religiosa, acabará por influenciar toda a sua obra posterior extensa que atravessa além do cinema o teatro, a ópera e as realizações para televisão. O seu nome ganhou notoridade na década de 50 com o extraordinário êxito de três filmes: Sorrisos de uma Noite de Verão, O Séptimo Selo, e Morangos Silvestres, que o transformaram numa espécie de autor de culto na Europa e citado nos EUA.
A obra de Bergman pode ser dividida aparentemente em duas fases. A primeira iniciada com Crise (1945), onde adapta uma peça dinamarquesa e cujo o herói, como em todos os seus filmes desta fase, é uma espécie de de alter-ego disfarçado do autor, e que através do protagonista exprime apreensões, ansiedades, aversões e aspirações pessoais. É nesta fase ainda de pesquisa e de afirmação de uma personalidade como autor, que se pode já dectectar uma outra temática claramente bergmaniana, a sexualidade, as relações amorosas e o erotismo, influenciada também pelas sólidas raízes da cultura nórdica, do teatro onde Bergman se iniciou e de dramaturgos como Ibsen ou August Strindberg (o autor que curiosamente deu origem ao filme de Olhos Bem Fechados de Stanley Kubrick, que tem também algo de begmaniano). O primeiro filme realmente importante de Bergman chama-se Sede, (1950) uma história muito simples, mas ao mesmo tempo complexa sobre a fugacidade dos amores juvenis, sobre o efémero da felicidade e sobre, a por vezes dolorosa passagem da juventude à idade adulta. Sobre a mesma temática é também Mónica e o Desejo (1953), onde desponta a sensualidade (e sexualidade) de uma das suas musas, Harriet Andersson, que esteve há pouco tempo em Lisboa, e a quem a Cinemateca Portuguesa dedicou um pequeno ciclo. E ainda na mesma temática da sexualidade juvenil, encontramos, Um Verão de Amor, estreado em 1951.
A partir daqui as duas temáticas entrecruzam-se, por um lado uma vertente mais reflexiva, introspectiva sobre o sentido da vida e a metafísica, a outra mais mundana, cáustica, e subtil sobre uma certa incomunicabilidade do amor, da sexualidade e das relações entre cônjuges. É graças a um Prémio do Júri, em 1955, no Festival de Cannes, com o magnífico Sorrisos de Uma Noite de Verão, que Bergman atinge a consagração internacional permitindo-lhe avançar com um projecto que há muito vinha acalentando: O Sétimo Selo (1957), uma angustiante alegoria sobre a vida e a morte, numa espécie de revisitação do mito de Fausto. É curiosamente esta obra que impôe na cena internacional um fantástico lote de actores: Max von Sydow, Bibi Andersson e Gunnel Lindblom.
É também o brilhante êxito de O Sétimo Selo, que permite a Bergman avançar, entre outras, para uma obra incontornável, intitulada Morangos Silvestres (1957), com o veterano realizador sueco Victor Sjostrom promovido a actor principal e num filme sobre a terna entrada na velhice, onde o autor recorre mais uma vez às memórias da sua infância.
Um período aparentemente mais austero e com o realizador a viver já na ilha de Faaro, em meados da década de 60, coincide com a rodagem de A Máscara (1965), um filme psicanalítico, onde o realizador se vai reunir a outra das suas musas, a actriz norueguesa Liv Ullmann, além de Bibi Andersson. Em 1970 o realizador não resiste a rodar em língua inglesa em O Amante, e apesar das notáveis interpretações de Bibi Andersson, e Elliot Gould, o filme revelou-se um fracasso comercial. Pelo contrário Lágrimas e Suspiros (1973), um filme sobre uma mulher em estado terminal e o comportamento das suas irmãs é um Bergman soberbo.
Rapidamente Bergman percebeu o impacto da televisão e já em 1969 realizara O Ritual para o pequeno ecrâ. Em 1973 decide filmar os seis episódios de Cenas da Vida Conjugal, (da qual faz uma versão para cinema de cerca de três horas), sobre alguns aspectos trágicos e rídiculos de um casamento tradicional que teve grande impacto na geração de 60, geração essa que assume as primeiras crise, as primeiras separações conjugais e divórcios judiciais, até então reprimidos socialmente, nas sociedades ocidentais. E ainda nesta faze que é preciso não esquecer a admirável produção televisiva de A Flauta Mágica.
Em 1976 um escândalo fiscal, leva Bergman a exilar-se em Munique na Alemanha, onde realiza um claustrofóbico O Ovo da Serpente, que é uma ambiciosa reconstituição da cidade de Berlim no pós-guerra e mais tarde Da Vida das Marionetes (1980), onde exprime o sentimento de impotência e fracasso do individuo face à sociedade capitalista. Em Sonata de Outono (1978), oferece a Ingrid Bergman um dos seus mais emblemáticos e últimos papéis, reencarnado uma ambiciosa pianista que se confronta com a filha interpretada por Liv Ullmann. Em 1982, Bergman regressa com Fanny e Alexandre, que apresenta já quase como que a sua última criação para o grande ecrâ. Depois de Fanny e Alexandre em 1982, Bergman tem-se dedicado com entusiasmo principalmente à televisão, à encenação teatral e operática com uma lembrança para a versão As Três Irmãs, de Tchekov, que vimos em Lisboa há quase uma década no Teatro D. Maria II, com Liv Ullmann. No cinema estreou ainda Infiel (2000) que passou no Festival de Cannes, e aqui em Portugal algo, discretamente e Saraband, onde experimentou os recursos da 'alta definição', com Liv Ullman e Erland Josephson, dois dos seus 'actores fétiches', que retomaram, com o inevitável envelhecimento e contexto, os seus papéis anteriores de Cenas da Vida Conjugal. Na sua autobiografia Lanterna Mágica (1988, ed. Port. Caravela, trad. Alexandre Pastor), Bergman reune um conjunto de escritos em saltos cronológicos sucessivos, onde se encontram anotações, recordações de infância, sonhos e episódios da sua vida aparentemente soltos. No início está uma lanterna mágica que Bergman trocou com o irmão, ao preço de meia dúzia de soldadinhos de chumbo.

Não nos façam esperar mais 18 anos!

O filme dos Simpsons parece estar a gerar reacções antagónicas. Não se tem verificado a unanimidade que se esperava. Apesar de muitos serem aqueles que dão nota positiva a esta primeira incursão da família amarela pelo grande ecrã, muitos são também aqueles que assumem estar neste momento algo desiludidos ao fim de dezoitos anos à espera.

Quem não está minimamente decepcionado é Alvy Singer. O filme pode ser entendido como um episódio maior da série? Pode. Os episódios dos Simpons são bons? São. Podemos então concluir que o filme é bom? Podemos. Mesmo para quem não está familiarizado com as vidas de Homer, Marge, Lisa, Bart e Maggie (onde é que eles estão, digam-me?), esta é a consideração que me apraz fazer. O filme não merece uma análise profunda, até porque não é isso que ele pede. Ao fim de dezoito anos, Matt Groening e companhia limitaram-se a dar-nos aquilo que esperávamos. Falo, obviamente, em nome daqueles que esperavam um bom filme – aqueles que esperavam uma obra-prima podem sempre adquirir a série 3 em Dvd e ver 4 a 5 episódios seguidos.

Os Simpsons – O Filme é um excelente filme de animação, e um enorme divertimento. Antes de entrar na sala lembro-me de pensar para com os meus botões há quanto tempo é que não ia ao cinema ver um filme apenas para rir e passar um bom bocado. Quando sai da sala, pensei há quanto tempo é que não tinha entrado com esse objectivo e saído de lá com o resultado pretendido. Não sei se o mesmo terá acontecido convosco, mas Homer Simpson acusou-me de ser paspalho logo no início do filme. Isso nunca lhe perdoarei. Mas que sou um feliz paspalho por ter ido ver este filme, lá isso sou.

Alvy Singer

O Quiz (sem a batota do outro).

Uma das descobertas deste fim-de-semana foi a constatação do enorme gozo que responder a um Quiz pode proporcionar. Àquelas perguntas de algibeira que respondemos prontamente, tudo bem. Essas não têm nada que saber. O melhor mesmo é quando chegam aquelas em que levamos a mão ao queixo e franzimos o sobrolho. Aquelas que nos fazem pensar é que dão piada à coisa. Em jeito de brincadeira, aqui ficam dez perguntas às quais poderão responder, e que talvez vos façam descobrir algumas coisas que até hoje desconheciam sobre vocês próprios. Posso dizer que, apesar de ter pensado nelas, para algumas ainda não encontrei resposta. A grande vantagem deste Quiz surgir num blog é a de não vir atrelada aquela mensagem Se enviar esta mensagem na próxima hora a 10 amigos seus, a sua sorte mudará. Se não o fizer, algo de terrível acontecerá. Não, aqui é só mesmo responder às questões.

1 – Melhor Pack actualmente no mercado?
2 – Um bom filme de um mau realizador?
3 – Na senda do filme sobre Carolina Salgado, que personalidade portuguesa fará mais sentido levar ao grande ecrã?
4 – Paul Newman ou Peter O’Toole?
5 – A Bug’s Life ou Ant Z?
6 – Melhor interpretação de Al Pacino?
7 – Melhor dia da semana para ir ao cinema?
8 – Filme com o espírito mais Eighties?
9 – Crash (David Cronenberg) ou Crash (Paul Haggis)?
10 – Filme para ver Domingo à noite, antes da semana de trabalho começar?

Alvy Singer

Um forte e sentido, Obrigado!

A todos aqueles que diariamente visitam este espaço, onde as linhas dedicadas à sétima à arte se vão sucedendo em catadupa, Alvy Singer gostaria de deixar aqui uma palavra de apreço. Aquele número do lado direito que vai assinalando os visitantes deste blog, pode até estar muito bem do ponto vista estético mas, a meu ver, ele reveste-se de uma maior importância. Aquilo que este número nos tem dito nos últimos tempos é que este recanto da blogosfera pode estar a servir para algo mais do que simplesmente como o escape de alguns devaneios de um grupo de cinéfilos. Sim, grupo, porque Alvy Singer não é o único a contribuir. Não nos podemos esquecer, por exemplo, da cobertura in loco do Grande Chefe no Festival de Cannes, nem da do Luís Salvado em Annecy, ou das intervenções precisas do Bernardo Sena no que respeita à música. Há algum tempo que o David Mariano e o Basílio Martins não dizem aqui de sua justiça mas, volta e meia lá o fazem, e sempre com aquela acutilância que lhes é característica. Uma troca de galhardetes fica sempre bem, mas não é disso que isto se trata. A verdade é que o blog da Premiere parece estar a ir ao encontro de algumas pessoas, de outras nem tanto, mas, faz-se o melhor que se pode. No fundo, isto tudo para dizer que, a cada dia que passa, pessoas novas vem parar aqui e, medianamente satisfeitas com aquilo que encontram, acabam por ficar, apanhando por vezes talvez, um filme que já vai a meio. E eu gosto de pensar que a vida é um filme – será talvez a única maneira de ser realizador, caneco.

Com o passar do tempo temos constatado que o mesmo se passa com este blog. Este blog também é um filme! Existem tópicos que nascem e morrem no próprio dia, existem temas que gostaríamos de colocar aqui, mas porque o dia só tem 24 horas temos de fazer selecções, e existem posts que são uma continuação de um outro.

A lista dos 25 Filmes a Descobrir para 2007 e dos 20 Beijos Inesquecíveis do Cinema são exemplo disso mesmo. Através dos links do Arquivo colocados aqui mesmo ao lado, é possível recuperar aquilo que foi feito ao longo dos últimos meses nessas duas listas. Uma delas será mesmo parte integrante do próximo número da Premiere. Com uma alteração. Agora que olho para trás, e vejo o texto escrito, percebo que era aqui que queria chegar.

Aquilo que aconteceu com Rescue Dawn foi suficiente para alterar uma lista que foi pensada e repensada várias vezes. O filme de Werner Herzog tinha de constar dessa lista. Contudo, na altura em que foi necessário editar o artigo estava previsto o filme já ter estreado. Ora, não iríamos dizer que alguém devia ver um filme que já tinha estreado. Aliás, o filme já teve até uma antestreia no número da Premiere correspondente ao mês da suposta estreia, que nunca chegou a acontecer. Por esta razão, fomos obrigados a substituir este título, e colocamos em sua vez, este outro. Não que os valores do filme de Susanne Bier sejam menores. Por alguma razão este foi o escolhido. Mas, Rescue Dawn tinha de lá estar. Para quem não acompanhou a elaboração desta lista, e está neste momento com aquela dose de preguiça habitual do Verão, que impossibilita o movimento natural dos dedos e clicar nos meses do Arquivo, aqui fica a lista original:

25 – Rescue Dawn (Werner Herzog)
24 – Bee Movie (Steve Hickner e Simon J. Smith)
23 Becoming Jane (Julian Jarrold)
22 – His Dark Materials: The Golden Compass (Chris Weitz)
21 – No Country for Old Man (Ethan Coen e Joel Coen)
20 – Away From Her (Sarah Polley)
19 – My Blueberry Nights (Wong Kar Wai)
18 – Atonement (Joe Wright)
17 – American Gangster (Ridley Scott)
16 – There Will be Blood (Paul Thomas Anderson)
15 – The Savages (Tamara Jenkins)
14 – Eastern Promises (David Cronenberg)
13 – Cassandra’s Dream (Woody Allen)
12 – A Mighty Heart (Michael Winterbottom)
11 – In the Valley of Elah (Paul Haggis)
10 – The Golden Age (
Shekhar Kapur)
9 – The Air I Breathe (Jieho Lee)
8 – Silk (François Girard)
7 – I’m Not There (Todd Haynes)
6 – Sweeney Todd (Tim Burton)
5 – The Bucket List (Rob Reiner)
4 – Margot at the Wedding (Noah Baumbach)
3 – The Kite Runner (Marc Foster)
2 – Reservation Road (Terry George)
1 – Youth Without Youth (Francis Ford Coppola)

Alvy Singer

domingo, julho 29, 2007

Le Rat.

Não querendo ocupar aqui o espaço que, por direito, pertence este fim-de-semana a Os Simpsons – O Filme (logo à noite teremos aqui um post inteiramente dedicado ao filme), se me permitem, perderei alguns minutos deste início de tarde para falar de outro filme de animação que está aí mesmo ao virar da esquina. Sim, porque bem vistas as coisas, já faltam menos de três semanas para a estreia de Ratatouille, aquele que para muitos é o primeiro vencedor antecipado, perdão, forte candidato ao Óscar de melhor filme de animação.

Sob a batuta de Brad Bird (O Gigante de Ferro, Os Incríveis), a Pixar volta a cair nas graças do público e da crítica, depois de um período que, apesar de bom, não foi excelente. Não nos façamos de despercebidos pois, parecendo que não, houve muito boa gente que não gostou de Os Incríveis. Não olhem para mim. Foi com esse filme que Brad Bird me conquistou definitivamente. E saber que é ele o chef por detrás desta grand cuisine que é Ratatouille, apenas faz aumentar ainda mais o apetite para este filme que nos será servido dentro de alguns dias. A história de Remy promete ser mais um delicioso prato na requintada gastronomie deste cineasta. O trailer já todos o vimos. A antecipação de nove minutos também. Idem idem, aspas aspas com o clip que se segue. Mas, nunca é demais rever isto tudo. Bolas, só de falar no filme um tipo fica com fome.




Alvy Singer

sábado, julho 28, 2007

6 - Brokeback Mountain (2005)

Os Intervenientes: Ennis del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhaal).

A Cena: Quatro anos depois do tempo que passaram, das experiências que partilharam e do romance que iniciaram, Ennis e Jack reencontram-se, num momento em que as suas vidas parecem esquecer aquilo que os dois viveram, numa remota montanha do estado do Wyoming. Quem não o esquece são eles mesmos, como o comprova o beijo da reunião, quando Ennis e Jack se abraçam e beijam vigorosamente, num recanto privado, mas que não escapa ao olhar surpreso de Alma (Michelle Williams), a mulher de Ennis.

Não a esquecemos porque… o beijo encerra em si mais temas do que a simples paixão. Obviamente que ela está lá. Contudo, a acompanhá-la está o amor homossexual, está o reencontro de um casal ao fim de tantos anos, e está a traição, que acaba por fundir um sentimento de culpa num instante que tem tudo de afectivo. Lee prepara a cena de forma empolgante e, no momento de agir, Ledger e Gyllenhaal justificam o porquê de tantos prémios. O beijo ficará cravado na memória por muitos e longos anos. Um inquérito levado a cabo pela LOVEFiLM.com, já este ano, ditou este beijo como o melhor de sempre.




Alvy Singer

O Regresso de Ravenwood.

É importante visitar o site oficial, e perceber o porquê desta fotografia com Karen Allen e Steven Spielberg no set de Indiana Jones 4. É que Allen regressará na pele de Marion Ravenwood. O site é um regalo para os olhos, com notícias, fotos e vídeos que assinalam o passar dos dias da rodagem. Curiosa é aquela primeira imagem assim que entramos no site, com algo que nos faz recordar… a Arca. Curioso.

Alvy Singer

Dois Filmes, Dois Posters

Talvez para compensar um pouco o misticismo em torno de Cloverfield, 01.18.08, Monstrous ou, agora, Colossus (hoje li a opinião de alguém que diz tratar-se de Caça-Fantasmas 3), foi adiantado hoje o primeiro poster de Star Strek, o único projecto de Abrams para 2008 que sabemos todos do que trata. Bonito o pormenor: Stardate: 12.25.08.

Este outro poster pertence a um filme pelo qual aguardamos impacientemente. Este bem pode ser o título que aproxime ainda mais Tim Burton do estatuto Martin Scorsese, e Johnny Depp do estatuto Peter O’Toole – com as devidas distâncias. Este primeiro cartão de apresentação é tudo aquilo que esperávamos, e mais. Falta tanto para o fim do ano…

Alvy Singer

sexta-feira, julho 27, 2007

As primeiras vozes de 'The Dark Knight'.

Esta é capaz de ser a notícia do dia. E seria ainda melhor se o teaser trailer disponibilizado tivesse um download mais jeitoso. O link aqui colocado até pode correr bem em alguns computadores mas, neste em que Alvy Singer se encontra agora a navegar, as coisas abrem um pouco mais lentamente do que seria desejável. Por isso, se calhar o é melhor deixar abrir uma primeira vez, e depois ouvir as vozes de Heath Ledger e Michael Caine em todo o seu esplendor. Se fizerem isto várias vezes, correm o risco de ficar com a resposta de Alfred intricada no vosso cérebro. E, já agora, aqui fica uma nova foto, do maquiavélico Joker com uma faca apontada à doce Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal).

Alvy Singer

Ainda não tínhamos títulos suficientes.

Quando já não há mais nada para falar, que venha Cloverfield. Para isto arranja-se sempre espaço. Quanto mais não seja para dizer apenas que Cloverfield Street é o nome de uma rua de Los Angeles onde J. J. Abrams tem um escritório. Ou para dizer que um novo teaser poster foi lançado, e que alguém decidiu colocar-lhe um enigmático Monstrous em cima, adicionando um novo hipotético título a uma lista que não pára de crescer. De qualquer forma, aqui fica o poster original, sem qualquer montagem (real ou não) do próximo projecto de Abrams. A imagem será publicada na Entertainment Weekly de amanhã. A primeira cabeça a rolar é a da Estátua da Liberdade.

Alvy Singer

Ela sonhou, cantou e ganhou.

Neste vídeo estão dois vencedores de um Oscar. Um já com muito mais trabalho feito, do que o outro. Contudo, hoje, o reconhecimento que ambos têm da Academia é o mesmo. O clip que acaba apenas por ser uma curiosidade serve então também de mote para esta pergunta/discussão: Hudson mereceu a estatueta? Das cinco performances nomeadas no último ano, esta foi a única que não vi… É preciso ter galo. No entanto, acredito piamente que o seu desempenho em Dreamgirls dificilmente me faria esquecer os de Kikuchi ou Barraza, em Babel. Qualquer uma destas duas ficaria bem com um Oscar na casa-de-banho. Até mesmo a pequena Breslin podia ter ficado mais amarela. Talvez quando vir Dreamgirls mude de opinião. Até lá, enquanto não o vejo e sou ainda capaz de recordar o quanto simpatizei com as interpretações de Kikuchi, Barraza, Breslin e porque não Cate Blanchett, Jennifer Hudson continua a ser uma espécie de persona non grata por estes lados. Só vendo o filme é que Hudson poderá ficar ilibada. Agora, que a rapariga tem jeito para a cantoria, isso ninguém o nega.




Alvy Singer

quinta-feira, julho 26, 2007

'Beowulf' a marcar pontos.

Ontem à noite, no Comic-Con International, em San Diego, foram apresentados 20 minutos do próximo filme de Robert Zemeckis, Beowulf. O filme segue as pisadas de The Polar Express, explorando as técnicas de captação de imagem que Zemeckis utilizou no filme de 2004. A verdade é que as primeiras reacções são animadoras, comprovando a tese de que Zemeckis raramente se engana. A avaliar por estas impressões, plus a partitura e o trailer que já por aí andam, podemos dizer que este é outro titulo que podia perfeitamente estrear já para a semana, que não nos chateávamos muito. Agora, digam lá que este poster com Angelina Jolie, não nos faz lembrar um outro filme da actriz?

O único senão da apresentação deste teaser em San Diego é este apontamento do comingsoon.net: “It's fairly short, but it's pretty obvious that they're trying to recapture the magic of the 300 teaser shown at Comic-Con last year, but knowing the source material of both films, it's going to be hard to get teen males interested in Beowulf because it involves so much talking and mysticism”. Sempre a bater no ceguinho…

Alvy Singer

7 - Spider-Man (2002)

Intervenientes: Mary-Jane Watson (Kirsten Dunst) e Peter Parker/Homem-Aranha (Tobey Maguire).

A cena: A chover a cântaros e num beco sem saída, Mary-Jane Watson é atacada por um gang. Mas, não nos preocupemos: o Homem-Aranha estava lá, mais uma vez. Depois de salvar a sua amada, o super-herói desce até ela, virado ao contrário. Antes de lhe tirar metade da máscara Mary-Jane pergunta: "Do I get to say thank you this time?".

Não a esquecemos porque… para além da ânsia do retirar a máscara, este é um beijo inovador. Contrariamente ao que podíamos pensar, um beijo de pernas para o ar fica bem como tudo. É um oıɹáɹʇuoɔ oɐ oظıǝq e o mais cool desta lista.




Alvy Singer

'Damn that was fun!'

Tarantino tem um dom. E, felizmente, tem a possibilidade de explora-lo da forma que melhor lhe aprouver. Hoje quer fazer um filme que homenageie o western spagetthi, faz. Amanhã quer fazer um filme sobre as exibições duplas no cinema, ou grindhouse, faz. E, ainda bem. Deixei-lo fazer o que quiser porque, no final, ele fica satisfeito e nós em êxtase.

Poucas sensações, sobretudo para um cinéfilo, são tão boas como esta: entrar numa sala de cinema na esperança de ver um bom filme, e sair de lá a achar que o filme é ainda melhor do que pensávamos. Isso aconteceu com Alvy Singer, mas não a todos aqueles que ontem à noite partilharam a sessão das nove num centro comercial da capital.

Já na segunda metade do filme, quando Abernathy (Rosario Dawson), encostada ao carro, fuma um cigarro, a cor regressa à tela. Aquilo que durante alguns minutos tinha sido uma camisola cinzenta, um cabelo preto e um carro branco, transforma-se subitamente numa camisola vermelha, um cabelo castanho e um carro amarelo. Apesar de diversos risos terem surgido na plateia, um ruidoso ‘Estou farto desta…’ fez-se ouvir. Passados mais alguns cortes, e fragmentações na montagem de som, um casal saiu da sala. Creio que terá sido o rapaz a manifestar o seu desagrado perante as opções técnicas de Tarantino. Contudo, foi com enorme satisfação que constatei tamanha insatisfação apenas num casal. Aliás, à partida, quem se mete numa sala de cinema terça-feira à noite, para ver um filme de Quentin Tarantino, já sabe ao que vai.

Mas, esta não deixa de ser uma enorme verdade: os filmes de Tarantino não são para todos. Mais, mesmo quem gosta de Tarantino, corre o risco de um dia vir a ter uma surpresa desagradável. Acredito que este À Prova de Morte fará as delícias daqueles que recordam Cães Danados, Pulp Fiction, ou que adoraram a mais recente saga de Beatrix Kiddo. Os diálogos inócuos estão lá, a banda-sonora esmagadora também, a fotografia quente, no fundo, tudo aquilo que Tarantino transporta consigo para um set. Desta vez trouxe foi um reportório humorístico que lhe desconhecíamos. Escrita está já a inclusão nos anais da história do cinema, da perseguição automóvel no final. A última cena é do mais hilariante (e não só) que já lhe vimos fazer. O filme? Bom, o filme são duas horas de pura diversão. O próximo projecto de Tarantino bem que se poderia chamar Ups, I Did it Again. Quando ele chegar, aqui estaremos para uma nova retrospectiva. Nessa altura, À Prova de Morte levará… Nota 5.

Alvy Singer

quarta-feira, julho 25, 2007

Dia da Animação - Post Número 3

Qual argumentação Física, poderemos dizer que várias são as forças magnéticas que nos arrastam para uma sala de cinema. Nalguns casos o realizador, noutros os actores, noutros os cenários naturais, noutros o compositor, noutros os efeitos especiais, por aí adiante. Neste filme, em particular, Alvy Singer sabe bem qual é a força gravitacional que sugará este cinéfilo até ao grande ecrã mais próximo: Jerry Seinfeld.

Hoje, o filme é noticia pela exibição deste seu novo poster. Sobre Seinfeld, a série, falaremos aqui um dia mais tarde. Um grande sonho que ainda carrego é o de um dia ser capaz de transmitir aquilo que Seinfeld representa. Ter resposta para a pergunta Que raio é que aquilo significa? É aí que me lembro de conversas a que já assisti entre fanáticos dos Monty Phyton e pessoas que nunca viram um sketch dos humoristas britânicos. Estes diálogos normalmente terminam com um: Epá, porque é que aquilo é bom? Tens de ver. Só vendo. É assim que habitualmente respondo a quem me pergunta porque gosto de Seinfeld. No entanto, hoje, para além do já gasto só vendo, aqui fica um clip que talvez ilustre um bocadinho melhor o porquê.




Alvy Singer

Dia da Animação - Post Número 2

Esta é capaz de ser a campanha publicitária mais eficaz de sempre, em torno de um filme. Supermercados mutantes, figuras mitológicas, ausência de trailers… É toda uma parafernália que continua a surpreender-nos O resultado, esse, traduz-se apenas na produção salivar de mais água na boa. Por estes lados, o suplício tornou-se esmagador. É preciso aliviar esta tensão, quanto antes. O filme estreia amanhã, mas tardará em ser visto. Este clip de Homer Simpson, num dos Tonight Show desta semana, foi apenas mais um coelho tirado da cartola.




Alvy Singer

Dia da Animação - Post Número 1

Na véspera da, quiçá, maior estreia do ano, que tal falarmos aqui de uma série que, para uma grande maioria, não passa de uma cópia disfarçada de Os Simpsons? Sim, porque por muito que o neguemos, as referências estão lá e, algumas vezes, não conseguimos perceber bem até que ponto a linha da alusão foi ultrapassada, e se não entrámos já no domínio da reprodução. Creio que não. Prefiro acreditar que Family Guy é uma série que vive de um valor próprio, construído por uma equipa capaz de criar um estilo singular, do qual fazem parte, entre outros, aqueles constantes flashbacks?

O que já não me parece ser tanta coincidência é o facto de Seth MacFarlane, criador de Family Guy e American Dad, ter anunciado esta semana que é possível a realização de um filme sobre a família Griffin, dentro de dois anos. Sem confirmar este projecto, MacFarlane não deixou de avançar uma real hipótese dele vir a acontecer. A sensação que fica é a de que estão todos à espera para ver o que acontece com Os Simpsons – O Filme, e deixar passear esta fase de maior entusiasmo em torno da família amarela. Quando esta onda Sprienfieldiana passar… Zás! Bom dia, minhas senhoras e meus senhores. Vimos por este meio comunicar que Family Guy – O Filme já se encontra em preparação, e tem estreia mundial prevista para Dezembro de 2009. Ficamos, então, a aguardar a surpresa.

Alvy Singer

Darj... quê? Não interessa. É Wes Anderson!

Deste homem devemos esperar sempre o melhor. Ele foi o responsável pelos brilhantes Rushmore – Gostam Todos da Mesma, Os Tenenbaums, e Um Peixe Fora de Água. Uma carreira que até ao momento pauta por duas particularidades: curta e bela. Estes são três belos filmes mas são apenas três belos filmes. Esperemos que com este The Darjeeling Limited, que relata a viagem de três irmãos pela Índia remota, após a morte do seu pai, Anderson continue a elevar a fasquia e consolide a sua imagem de bastião da independência e qualidade.

Para abrir o apetite aqui fica o poster oficial e o primeiro trailer do próximo filme de Wes Anderson ou, aquele que para muitos é conhecido como o outro que não é o Payne.

Alvy Singer

8 - The Graduate (1967)

Os Intervenientes: Mrs. Robinson (Anne Bancroft) e Benjamin Braddock (Dustin Hoffman).

A cena: Braddock partia receoso para este encontro com a serena e executiva Mrs. Robinson, mulher casada e de família, num qualquer quarto de hotel. O receio cedeu perante um espírito libertino, e a cena, bem como o filme, tornou-se clássica: ela acende a luz, ao entrar; ele coloca a placa ‘Não perturbar’ do lado de fora, tranca a porta, e apaga a luz. Subitamente o jovem Braddock beija a senhora Robinson, no preciso momento em que esta se preparava para exalar o fumo de um cigarro.

Não a esquecemos porque… apesar dos anos que já passaram desde a sua concepção, este continua a ser um momento que define um movimento, uma revolução sexual que lutava por consolidar posições. O assunto acabava por ser fresco, e o estilo adoptado para o contar foi o mais inovador possível. Esta cena é um passo rumo à maioridade. Pode até ser um primeiro passo errado mas, até quando erramos, devemos avançar com confiança, como Braddock fez. À sua maneira.

Alvy Singer

terça-feira, julho 24, 2007

O preço da Salvação

Bem observado pelo bbrown, este documentário passa esta noite na RTP 2. Devemos acreditar mesmo na sua exibição, ou não constasse ele ainda, a esta hora, da grelha de programação que o site avança para esta terça-feira. Em traços largos, Jonestown é um documentário sobre o maior suicídio colectivo da história. Diz quem viu, que o relato dos acontecimentos que antecederam aquele 18 de Novembro de 1978 é absolutamente arrebatador. Infelizmente, hoje é noite de À Prova de Morte... Lá está, o VHS ainda dava um jeitão.
Alvy Singer

A propósito de 'Coração Selvagem'

Ao comprar este filme hoje recordei os velhos tempos. Isto porque até hoje só tinha visto este filme de uma forma: VHS. Uma preciosa gravação aquando da sua passagem por um dos canais da televisão portuguesa assinalou a minha primeira visita ao mundo de David Lynch. Mal sabia o que iria encontrar. Instantaneamente, a cassete deste filme tornou-se numa daquelas que, todas as semanas, descobria o caminho marítimo para o vídeo. Por mais que ela quisesse, não saia de lá. Lembro-me de seleccionar cenas específicas de diferentes filmes, entre os quais este, e colocar as respectivas cassetes em pilha, umas em cima das outras. Colocava depois a cassete no vídeo, uma a uma, e fazia aquele fast foward até chegar a cena pretendida. Se fosse a ultima cena, como por exemplo a de Na Sombra e no Silêncio ou Casablanca, tinha de passar pelo filme todo… Mas valia sempre a pena.

Confesso que um dos meus mais recentes objectivos de vida é recuperar em DVD todos os filmes que tive em VHS. Alguns ainda por ali andam. Mas, infelizmente, muito raramente lhes dou atenção. Alguns porque a qualidade da fita já não é a mesma, outros porque o hábito já se alterou em demasia. Injustamente, porque grande parte desta cinéfilia nasceu com uma cassete de VHS. Ainda há por aí alguém que recorra a este saudoso formato?

Alvy Singer

A década de 60...

Hoje sentei-me com uma folha de papel, uma caneta, e muito tempo livre pela frente. Nessa altura, com um mundo infinito de oportunidades pela frente, várias eram as alternativas de que dispunha. Sei lá, podia ter rabiscado as primeiras tiras de uma B.D. que ficaria para a história como a Sin City do século XXI; podia ter esboçado, em traços largos, a história de um jovem feiticeiro que viaja no tempo (sendo a viagem no tempo o elemento inovador); ou dactilografado o início de um argumento a ser filmado em forma de trilogia, e que todos iriam equiparar no futuro à colossal saga de O Padrinho. Mas não, optei por lançar-me na experiência muito mais alucinante que é enumerar todos os títulos, do mais recente para o mais antigo, que já venceram o Oscar de Melhor Filme. Bastante interessante, hum? Não, e daí talvez não. Mas, deixem-me que vos diga, isto até pode proporcionar momentos deveras angustiantes. A ideia era levar a coisa o mais longe possível, isto é, lembrar-me do mais velhinho dos mais velhos. Mas não durou muito. Devo dizer que foi este o filme que ditou o final da labuta.

Confesso que ainda não vi Oliver!, vencedor do Oscar em 1968. Mas, apesar de até essa data a memória ainda funcionar, isso não é desculpa. Marra Alvy, marra! 1969 – O Cowboy da Meia-Noite, 1968 – …. Um dia entediante resulta nisto. Agora, se acharem que este vosso dia também já não pode descer mais baixo, façam o favor de mergulhar de cabeça nesta actividade trepidante, carregada de emoções fortes, e venham depois aqui dizer em que ano pararam. Se alguém disser 1967…

Alvy Singer

segunda-feira, julho 23, 2007

Palavras para quê...

quando Spielberg já disse praticamente tudo? Este tipo de elogios a Kubrick já todos o fizemos ou ouvimos. Saídas de um cineasta como Spielberg, contudo, estas palavras têm um outro impacto. E é caso para fazer minhas as palavras do Capitão Haddock: Com raios e coriscos, tenho de ver o Paths of Glory!




Alvy Singer

Qual é o Filme?

Terry

‘If you can paint, I can walk’.

Esta não está no IMDB, por isso, quem responder acertadamente, ou viu mesmo o filme, ou procurou no google. Que seja a primeira opção. Pista: o filme já foi alvo de um remake.

Alvy Singer

9 - My Girl (1991)

Os Intervenientes: Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky) e Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin).

A cena: Num momento carregado de inocência, Thomas J. Sennett e Vada Sultenfuss discutem os factos da vida, antes de chegarem ao tópico O meu primeiro beijo: (Vada: ‘Have you ever kissed before?’ Thomas: "No"). Depois de cada um treinar previamente no seu braço, Vada decide beijar Thomas que, de olhos fechados, reage surpreso.

Não a esquecemos porque… retrata o beijo da descoberta. O primeiro de muitos, e um dos poucos que é diferente de todos eles. A ingenuidade e pureza desta cena são inquestionáveis. Ao vê-la somos incapazes de não viajar no tempo. O que é o cinema senão isso mesmo? Uma autêntica viagem. Este instante proporciona-os isso e muito mais.




Alvy Singer

Daqui a um mês pedimos a nota de 'Death Proof'...

As notas dadas:

Cães Danados – 5, 5, 5, 5, 5, 4, 4, 4, 5, 5, 5;

Pulp Fiction – 4, 5, 5, 5, 4, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5;

Jackie Brown – 4, 5, 4, 5, 5, 4, 5, 5, 5, 4, 5;

Kill Bill Vol. 1 – 5, 5, 5, 4, 4, 5, 5, 4, 5, 5;

Kill Bill Vol. 2 – 5, 5, 5, 5, 4, 5, 5.

O vencedor, com uma media de 4,85 foi…

Resta dizer que os outros quatro se seguiram com estas médias: 4,83; 4,72; 4,70; 4,63. Podemos tirar alguma conclusão daqui? Se calhar até podemos…

Alvy Singer

domingo, julho 22, 2007

Michael Clayton, o segundo Oscar de Clooney?

Ao contrário da maioria, Alvy Singer gostou deste trailer. Mais, estas primeiras imagens são mesmo a principal razão para querer ver este Michael Clayton, de Tony Gilroy. Sim, tem George Clooney, Tom Wilkinson, e Sidney Pollack mas, algo aqui não bate certo. O filme é apontado por diversos sites como um favorito aos Óscares deste ano mas, Alvy Singer não iria tão longe. Tem potencial, sim senhor, contudo devemos ser comedidos nas expectativas. Agora, que o trailer causa impacto, isso causa. É confuso? É. Mas é suposto um trailer ser isso mesmo. Não tinha piada nenhuma ficarmos já a saber, como acontece em muitos casos, tudo aquilo que se vai passar. Um trailer que deita mais achas para a fogueira é o que se quer. E um filme em que alguém diz: ‘I’m Shiva, the God of Death’, é de visionamento obrigatório.




Alvy Singer

O primeiro candidato?

Neste post e no que se seguirá, falarei de dois filmes pelos quais aguardo como se não houvesse amanhã. No caso deste, quase que aguardo com maior impaciência por uma data de estreia. Se algum cataclismo ocorrer e esta obra não figurar entre os nomeados aos principais galardões deste ano, algo me diz que esta é daquelas obras que irá passar ainda mais despercebida por estas bandas. Se passar… Tudo em Once faz antever uma agradável surpresa. Aliás, até já tínhamos falado dele aqui. Contudo, receio acima de tudo que este pequeno grande projecto não alcance a visibilidade de outros títulos que saem aos molhos dos principais estúdios norte-americanos. Esta parece ser uma história simples. E pode até nem ser nada de jeito. Mas, como não é isso que aparenta, o blog da Premiere encarrega-se de encetar uma promoção gratuita em torno de Once. Não custa nada. Vejam o trailer e confirmem vocês mesmos. O site Awards Daily avançou-o esta semana como primeiro candidato ao Oscar de Melhor Filme.

Alvy Singer

10 - Ghost (1990)

Os Intervenientes: Molly Jensen (Demi Moore) e Sam Wheat (Patrick Swayze).

A Cena: Moldando, formando e esculpindo uma peça de barro, cujo movimento giratório mais funcionava como uma força hipnótica, e com a música ‘Unchained Melody’ em pano de fundo, Sam Wheat (Patrick Swayze) beija a sua amada Molly Jensen (Demi Moore), sentada à sua frente.

Não a esquecemos porque… este é, de todos, o beijo mais transcendental da história do cinema. Inserida num filme que cruza incessantemente a linha entre dois mundos, esta é a cena em que o fantasma se revela, e em mais fica patente a presença (não física) de Sam, na vida de Molly. Ele ajuda-a, e a peça que ambos constroem reedifica-se. O amor entre ambos persiste. E essa é a principal razão pela qual dizemos que Sam existe, e que ambos continuam juntos.

Alvy Singer

sábado, julho 21, 2007

Jerry Goldsmith 10/02/1929 - 21/07/2004

Jerry Goldsmith
10 Fevereiro 1929 – 21 Julho 2004

Três anos depois da morte do maestro e compositor Jerry Goldsmith, a lenda continua viva. O seu legado é enorme, e Goldsmith continua vivo entre nós, através da sua música. Não foi só a sua mestria na arte da composição e orquestração que fizeram dele um dos grandes génios do mundo das bandas sonoras: sabia o momento certo onde colocar a música em benefício do filme, como exemplo veja-se como trata a sequência final de Planeta dos Macacos (1968) onde deixa que as imagens falem por si, nos últimos segundos de uma das mais famosas cenas da história do cinema. Venceu um Óscar, pelo filme O Génio do Mal, mas podia e devia ter ganho muitos mais. Se em Alien-O oitavo passageiro a música “crua” de Goldsmith coloca-nos imediatamente perante um clima de pura claustrofobia, em Desafio Total também dá o mote para o que se segue: duas horas de acção non-stop, no que é já um clássico de acção de Hollywood. Em A Fúria do Herói o soberbo tema de Rambo surge de forma libertadora quando sabemos que, por agora, Rambo se encontra livre, iniciando-se aqui uma fantástica e longa perseguição. Thank you Jerry!


Hoje, 'Kill Bill - A Vingança. Vol 2'

Sobre Kill Bill Vol.2, direi apenas que, a seguir a Pulp Fiction, será provavelmente o filme de Quentin Tarantino que mais me enche as medidas. Ao olhar para trás, e ver os textos escritos ao longo da retrospectiva desta semana, apercebo-me do quão difícil é dizer qual é o melhor filme de Tarantino, quanto mais o segundo ou o terceiro. A única certeza é a de que Kill Bill: Vol. 2 leva nota 5. De todos os momentos do filme, destacaria este, cujo texto se segue. O clip podem vê-lo aqui. No entanto, para saborear realmente a essência da escrita, aqui fica o monólogo de Bill na íntegra.

Bill

As you know, l'm quite keen on comic books. Especially the ones about superheroes. I find the whole mythology surrounding superheroes fascinating. Take my favorite superhero, Superman. Not a great comic book. Not particularly well-drawn. But the mythology... The mythology is not only great, it's unique. Now, a staple of the superhero mythology is, there's the superhero and there's the alter ego. Batman is actually Bruce Wayne, Spider-Man is actually Peter Parker. When that character wakes up in the morning, he's Peter Parker. He has to put on a costume to become Spider-Man. And it is in that characteristic Superman stands alone. Superman didn't become Superman. Superman was born Superman. When Superman wakes up in the morning, he's Superman. His alter ego is Clark Kent. His outfit with the big red "S", that's the blanket he was wrapped in as a baby when the Kents found him. Those are his clothes. What Kent wears - the glasses, the business suit - that's the costume. That's the costume Superman wears to blend in with us. Clark Kent is how Superman views us. And what are the characteristics of Clark Kent. He's weak... he's unsure of himself... he's a coward. Clark Kent is Superman's critique on the whole human race.

Nota 5.

Alvy Singer

sexta-feira, julho 20, 2007

Faça-se justiça.

Há uns tempos ficou aqui a promessa de que um post seria feito sobre Christian Bale ou Johnny Depp. Melhor, sobre o físico de Bale ou Depp. Isto para equilibrar um pouco as coisas depois de um post sobre as principais razões para ir ver I Now Pronouce You Chuck and Larry. Para os que estão menos recordados, o talento de Kevin James acompanhado de algumas imagens de Jessica Biel foram avançadas como as principais motivações para ir ver este filme.

Contextualizado assim este texto, aqui ficam duas fotografias ilustrativas do porte atlético de Bale. A segunda fará seguramente as delícias da Sabrina. A primeira relembra-nos o enorme talento deste actor em franca ascensão. Alguém falou em Óscares a propósito de Rescue Dawn?

O Maquinista (Brad Andersen, 2004)


Apetece dizer Encontre as diferenças.

Alvy Singer

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Um Futuro mais risonho!

A uma semana da estreia de Os Simpsons – O Filme, Alvy Singer ficou a saber que Matt Groening, não só prepara o lançamento directo para DVD de quatro filmes da série Futurama, como também o regresso da série, algo que está previsto acontecer lá para o início de 2008. Já alguém tinha conhecimento disto? Isto é daquelas coisas que não podemos guardar. É favor partilhar este tipo de informação, e passá-la ao maior número de pessoas possível. Sobretudo a quem nunca tenha ouvido falar desta preciosidade. É que, apesar de se passar num tempo longínquo, Futurama não está a anos-luz de Os Simpsons. Está até muito pertinho daquilo que se passa em Springfield.

Alvy Singer

Hoje, 'Kill Bill - A Vingança'

Fortemente inspirado pela moda das artes marciais da década de 70, bem como os western spaghetti de Sergio Leone, Tarantino assinou com Kill Bill – A Vingança, o seu filme mais delirante. Esta é a história de uma mulher que apenas responde de duas formas: ‘The Bride’ ou ‘Black Mamba’. No dia do seu casamento ‘The Bride’ foi atacada pelo ‘Deadly Viper Assassination Squad’, sob ordens do maquiavélico Bill (David Carradine). O seu quase marido foi assassinado, ela brutalmente espancada e levou um tiro à queima-roupa na cabeça, enquanto o filho nascituro lhe foi roubado do ventre. Ao fim de um coma de quatro anos, a única motivação de ‘The Bride’ é a vingança. O filme acompanha-a nesta missão.

Tudo aquilo que se segue não pode ser descrito por qualquer sinopse. Este é um daqueles filmes em que nada faz sentido se não o virmos. A mente de Quentin Tarantino é demasiado peculiar. Descrever uma luta em que 88 lutadores perecem aos pés de apenas um só, é extremamente complicado. Por outro lado, ficar deslumbrado ao olhar para essa mesma luta, é facílimo. Kill Bill – A Vingança é acusado de superficialidade. Discordo. Tarantino veio confirmar com este filme que não perdeu nem a inspiração nem o toque de magia, que têm conferido aos seus filmes um carácter distinto. Ao mesmo tempo, conseguiu ainda homenagear uma série de actores e cineastas. Caramba, o homem é mesmo bom. Poucos são os realizadores como Tarantino.

Este é mais um. Nota 5.

Alvy Singer

Qual é o Filme?

Ringo

'Well, I guess you can't break out of prison and into society in the same week'.

Alvy Singer

quinta-feira, julho 19, 2007

Emmys 2007 - Os nomeados

Nem de propósito. Depois de um post sobre as novas séries da próxima temporada, surgem então as nomeações para os Emmys deste ano. Desta forma, é num estado de euforia completo que constato o facto de Os Sopranos liderarem esta lista com 15 nomeações. Depois de Seinfeld, Os Sopranos são aquilo que mais perto está de uma série perfeita. Não é bem, mas está lá quase. Devo dizer que ainda não consegui ver esta última série e o final que tem dado que falar, pelo que este júbilo se deve apenas àquilo que à série representa, e não ao valor específico desta última temporada. De qualquer forma, ponho as minhas mãos no fogo se for preciso. Quero acreditar que é merecido.

Surpresas, surpresas, são poucas. Talvez Boston Legal para melhor série de Drama, Ricky Gervais para melhor actor de Comédia em Extras, e Minnie Driver para melhor actriz de Drama em The Richies. Depois de ter ganho o Emmy logo no ano de estreia, Lost volta a falhar o grande palco. O resto era o esperado: Anatomia de Grey, House, Heroes, The Office e Ugly Betty a dominarem nas principais categorias. Deixem-me apenas manifestar uma enorme satisfação pelo reconhecimento de uma série que ando agora a descobrir. 30 Rock. Uma pequena série, no meio de outras bem grandonas, mas que estão longe de lhe fazer sombra. Uma verdadeira pérola.

Alvy Singer

O filme de Ben Affleck

O que dizer acerca de Ben Affleck realizar um filme? Muito pouco, embora as expectativas sejam muitas. Mesmo que tenha sido a meias, um tipo que escreve um argumento como o de O Bom Rebelde, alguns malabarismos há-de conhecer e alguns trunfos na manga é capaz de ter. Gone Baby Gone não só assinala a estreia de Affleck na realização, como é também a primeira grande oportunidade do seu irmão mais novo, Casey Affleck, brilhar como protagonista. O poster está muito bem conseguido. O trailer não lhe fica atrás.

Alvy Singer

Hairspray... Recomendável?

Depois de Ratatouille e Um Azar do Caraças (nunca perderei uma oportunidade de dizer o título em português) esta promete ser a próxima grande surpresa deste verão. Em abono da verdade, um filme da Pixar com boas critica não causa qualquer espanto. No entanto, parece que havia ali algum receio de que as coisas dessem para o torto. Dizem que Brad Bird não deixou, e ainda bem.
Agora, o que importa é que Hairspray anda por aí a agradar a muito boa gente. E, isso, meus caros, é um enorme choque. Talvez seja uma questão puramente pessoal mas, este remake do filme de John Waters, nunca me pareceu ter pernas para andar. Perdoem-me os fãs de John Travolta mas aquelas primeiras imagens promocionais sempre se fizeram acompanhar de uma legenda praticamente imperceptível que dizia: Cautela!. Segundo consta, não há razão para alarmes. Muito pelo contrário. No rottentomatoes.com, por exemplo, o filme arrancou um notável 90%. Na Variety, numa análise muito mais comedida, não se verificam propriamente rasgados elogios. De qualquer forma, estão ali umas quantas indirectas a alguns musicais que vingaram nos Óscares…
É verdade que estas não passam de opiniões de terceiros. Mas, o que é o boca-a-boca senão isso mesmo. Pelos menos os 5 euros para o bilhete parece que vou ter de dar…

Alvy Singer

Qual é o Filme?

Junior

'Free your mind, your ass will follow'.

Alvy Singer

Hoje, 'Jackie Brown'

Continuando a antecipar a chegada de À Prova de Bala, e prosseguindo com a análise dos cinco filmes de Quentin Tarantino, chegou agora a vez de falarmos daquele que provavelmente será o menos querido da sua ainda curta carreira.

Dizer que Jackie Brown é o título mais fraco de Tarantino é discutível. Dizer que é um mau filme, então, é quase inaceitável. Apesar da sua terceira experiência atrás das câmaras não ter granjeado tanto sucesso como as duas primeiras, a verdade é que este seu terceiro filme tem vindo a ganhar ao longo dos anos um reconhecimento que não obteve aquando da sua estreia. Tarantino acabou por provar um pouco do seu próprio veneno. Os seus dois primeiros filmes são hoje clássicos, que se elevam acima de qualquer grande filme. As suas duas primeiras obras são autênticas relíquias. O que ele fez em Cães Danados e Pulp Fiction colocou a fasquia demasiado alta para tudo aquilo que viesse a seguir. E, a seguir, veio apenas um grande filme.

Em Jackie Brown podemos encontrar novamente uma história marcada pelo crime. Contudo, desta feita, as motivações são um pouco diferentes. E, logo aí, podemos constatar talvez a maior divergência deste filme para com todos os outros que o cineasta já realizou. Esta será talvez a obra de Tarantino que mais procura ilustrar temas pouco comuns nas suas obras, tais como o romance, o envelhecimento e a integridade. Aqui, o fogo-de-artifício é praticamente inexistente. A montagem é muito mais rígida. Sim, a banda-sonora característica, as referência à pop culture, e o diálogo leve e cortado estão lá. Mas, isso já era o seu cunho pessoal na altura, e sem isso isto não seria um filme de Quentin Tarantino. O cineasta optou somente por explorar novos terrenos. Na forma como os filmou, foi igual a si próprio. Baseado na obra de Elmore Leonard, Tarantino elaborou um argumento excepcional, completamente ao serviço dos actores. As diferentes relações entre todas as personagens são o núcleo do filme. E todos os actores, sem excepção, brilham que se fartam. Especialmente Pam Grier e Robert Forster. Este é apenas um grande filme de Quentin Tarantino.

Nota 4.

Alvy Singer

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