Deuxieme


sexta-feira, junho 29, 2007

A Descoberta do Dia

Manipulation (Daniel Greaves, 1991) – Oscar para melhor Curta-metragem de Animação. Fantástico.

Alvy Singer

quinta-feira, junho 28, 2007

A época dos trailers está oficialmente aberta - Eastern Promises

Talvez tenhamos ido longe demais ao afirmar que a reunião das Spice Girls é notícia do dia. Bem vistas as coisas, o trailer de Eastern Promises é bem mais importante. Depois de Uma História de Violência, Cronenberg promete voltar a fazer mossa. As primeiras imagens são portentosas e deixam antever uma nova obra de grande nível. Pelo menos, assim esperamos. E, não é por apagar um cigarro com a língua, mas parece existir qualquer coisa de oscarizável na interpretação de Viggo Mortensen. Especialmente para o leitor deste blog bbrown, aqui ficam duas fotografias hoje disponibilizadas na net.

Alvy Singer

Elas estão de volta

Esta é a notícia do dia, não vale a pena escondê-lo. Assim como no dia em que terminaram, hoje elas voltam a ser o centro das atenções. Passados que estão praticamente dez anos desde a ruptura do quinteto original, as Spice Girls voltarão a reunir-se em Dezembro deste ano, para uma nova tournée. Parece que uma ou outra não se importariam que o grupo se juntasse definitivamente. Outras nem tanto.

Alvy Singer deseja todo o sucesso neste novo desafio do afamado movimento Girl Power. Contudo, e isto é importante, este desejo estende-se apenas ao domínio musical. Que o grupo não se aventure em algo para o qual não está talhado. Reconhecermos as nossas próprias limitações é uma das maiores virtudes. É essa a razão deste post. Esta é a única preocupação.

Concertos, Cd’s e Dvd’s musicais, está bem. Força nisso, minhas senhoras. Mãos à obra. Filmes, agradecemos a disponibilidade, mas é melhor não.

Alvy Singer

Hum... é preciso um titulo para este post?

Esperando não estar a violar qualquer direito de imagem, até porque deixamos aqui o link das duas fontes (esta e esta) de onde estas fotografias são provenientes, tomámos a liberdade de postar aqui três fotos que hoje foram publicadas num blog que não tenho por hábito visitar diariamente. Mas é que por acaso, não visito mesmo. Até podia visitar, pois é um blog de valor inquestionável, mas a verdade é que não visito. Confesso que não teria qualquer relutância em admitir que o visitava, se tal acontece. De facto, não acontece. Penso que isto esteja claro. Se continuar a insistir neste ponto, parecerá que estou a tentar desesperadamente negar aquilo que é verdade. É mentira. Não é isso é que estou a fazer. Mas não é mesmo.

Ok, já chega de parvoíces. Aqui estão três belas imagens colocadas hoje pelo Miguel Marujo, no E Deus Criou a Mulher. Para quem ainda está indeciso se deve comprar o tal pack de Match Point e Scoop, estas irresistíveis poses de Woody Allen devem ser determinantes para tomar a decisão certa.

Alvy Singer

quarta-feira, junho 27, 2007

Dois grandes filmes (e não é porque têm Scarlett Johansson)

É obrigatório falar deste pack. Algo compele estes dedos a escreverem sobre o assunto, pelo que, sem demoras, nos debruçaremos então neste recente lançamento.

O que dizer sobre uma caixa que reúne Scoop e Match Point? Se alguém estiver à procura de um pack com dois dramas extraordinários, este conjunto apenas consegue satisfazer metade do desejo, não sendo, portanto, a melhor compra. Por outro lado, se alguém andar desesperadamente à procura de uma caixa com duas comédias magníficas, esta também não será a caixa ideal, pois aqui somente encontrará uma comédia notável, e não duas. Contudo, se a vontade for a de ter dois grandes filmes, um para seguir com atenção, e outro nem tanto, então a busca pode terminar. Esta é a solução para esse berbicacho.

Este é, de facto, o pack de sonho (não o é, mas fica bem dizê-lo). Isto porque, das duas uma: ou estamos em casa, e sentimo-nos demasiado relaxados; ou então, estamos em casa, e sentimo-nos demasiado atormentados (o meio termo não ajuda à analogia, por isso não existe). No caso de estarmos demasiado relaxados, o mais provável é dizermos para com os nossos botões: Epá, agora o que me dava mesmo jeito era ter aqui um DVD que me pusesse a pensar. Alguma coisa que me fizesse esquecer quão graciosa a vida pode ser, e que me fizesse reflectir sobre questões profundas e existenciais. Se os botões não responderem, aqui fica a sugestão: Match Point. No caso de estarmos em casa demasiado apoquentados, talvez seja esta a conversa que tenhamos com os nossos compreensivos botões: Então não há aqui nenhum DVD para eu me rir a bandeiras despregadas, e que me ajude a esquecer os problemas do dia-a-dia, com piadas mordazes em catadupa? Mais uma vez, se os botões ficarem em silêncio, a resposta é Scoop.

Depois do notável Match Point, sobre o qual tentarei não entrar aqui em grandes dissertações, simplesmente porque o considero o melhor filme de 2005, Scoop foi a adorável continuação de um excelente momento de forma de Woody Allen. Não sendo uma comédia para todos os gostos, a verdade é que o filme recupera alguns mecanismos requintados que Allen trata por tu, criando, deste modo, momentos hilariantes com uma facilidade gritante. O espaço para comentários a este pack está oficialmente aberto, sobretudo a todos aqueles que pretenderem afirmar que Match Point foi o melhor filme de 2005. Alvy Singer subscreverá essas declarações.

Alvy Singer

Qual é o Filme?

Agora, sem ajudas. A que filme pertence esta imagem? Vá lá, não é assim tão difícil…


Alvy Singer

E os trailers continuam a surgir...

Se tudo correr bem, esta será apenas a segunda vez – de muitas mais – que falaremos aqui neste filme. Quem sabe se em Fevereiro de 2008 não estaremos aqui a discutir este título, diariamente… A primeira vez que o abordámos neste blog foi na elaboração dos 25 filmes mais antecipados do ano. Para os que não se recordam, Margot at the Wedding recebeu um honroso quarto lugar. Caramba, este é mesmo um daqueles filmes que dará um enorme gozo se corresponder às expectativas… Aquela agradável sensação ao fim de duas horas, quando nos apercebemos que o tempo passou ainda mais rápido do que esperávamos. O trailer é o adensar da angústia, até ao momento da estreia.

Alvy Singer

15 - Serenata à Chuva (1952)

Continuando a subir na lista dos 20 Beijos Inesquecíveis do Cinema, chegamos agora ao número 15. Para todos aqueles que ainda não viram Serenata à Chuva, o melhor será não lerem o texto que se segue. Isto é um enorme spoiler. Não vale a pena estragar a maravilhosa experiência que é ver esta obra de Stanley Donen e Gene Kelly.

Intervenientes: Kathy (Debbie Reynolds) e Don Lockwood (Gene Kelly).

A cena: No último plano do filme, à medida que a câmara vai recuando, apercebemo-nos que as caras de Kathy e Don estão desenhadas num cartaz alusivo ao filme em que ambos participam. Num dia soalheiro, e num relvado convidativo, constatamos então que eles serão o par romântico do próximo filme da Monumental Pictures, Singin’ in the Rain. O amor triunfa, e a arte também.

Não a esquecemos porque… se assume como um dos mais paradigmáticos momentos happily ever after. Por razões óbvias estamos acostumados a ver os famosos twists sobretudo em filmes de acção e aventura. Serenata à Chuva será talvez o filme romântico com a melhor reviravolta final. Quando já pensávamos que nada podia perturbar a harmoniosa união de Kathy e Don, eis que Lina (Jean Hagen) nos revela uma desagradável surpresa, mesmo perto do fim. Mas, Don ainda tinha um trunfo na manga, felizmente. O final é um enorme suspiro.

Alvy Singer

JORDI MOLLÀ: UM MULTINACIONAL DA REPRESENTAÇÃO



Aparentemente numa pausa entre a carreira, numa altura em que tem anunciados vários projectos para 2007/08, o inteligente e versátil actor catalão, esteve no Madrid de Cine, onde participou num colóquio sobre o cinema espanhol. A PREMIERE apanhou-o e pediu-lhe algumas pistas sobre a sua carreira e o futuro.

Por José Vieira MENDES (em Madrid)

PREMIERE:O que nos pode contar sobre Cinemart, a sua mais recente experiência enquanto realizador?
JORDI MOLLÀ: Cinemart não é um filme, é um projecto que comecei a desenvolver à cerca de dois anos, onde 20 peças de vídeo unem-se em diversos contextos e formas de modo a representarem as ligações que existem entre o cinema e as outras artes visuais. Hoje todos querem colocar nomes aos objectos de cinema – isto é um documentário, isto é uma curta… - e para mim a única relação e a chave de todos estes nomes é a imagem em si, e por isso resolvi fazer este projecto, que somente está a ser distribuído pela Internet e em exibições mais restritas em museus e galerias de arte. Um formato que me pareceu interessante para exibir este objecto, seria de facto o Youtube.
P.:Existe obviamente uma influência do Peter Greenaway e dos The Tulse Luper Suitcases ?
J.M.:De certa forma, sim, tenho tido o privilégio de ter trabalhado com inúmeros realizadores notáveis e de registos diferentes. Greenaway é uma influência constante, alguém que continua aberto e jovem, ainda que ande na casa dos sessenta anos. E também com Shekhar Kapur, como quem trabalhei recentemente em The Golden Age, onde para além deste filme partilhamos as ideias de nos abstermos de regras e de usar –mos uma liberdade total nos projectos de cinema que nos envolvemos. Uma vez que são tantos os realizadores que são condicionados pela produção e pelo orçamento do filme, eu penso “nós não vamos viver assim tantos anos!”. Mas para fazer um filme com total liberdade demora o seu tempo.
P.: Perante a sua carreira de actor em vários países e com autores de várias nacionalidades, até que ponto a variedade de culturas e estilos afectam o seu trabalho?
J.M.:Existe uma coisa que me interessa muito, que é pertencer a tudo e não pertencer a nada. Por isso sei que se paga caro o facto de não pertencermos concretamente a um grupo, mas sim a vários grupos e ao mesmo tempo a nenhum. A mim enriquece-me muito, ao mesmo tempo deixa-me com algum receio, quando não conheço o território onde vou trabalhar. São caras que não conheço, e que ao mesmo tempo me proporcionam um sentimento único de liberdade, posso me reinventar novamente e isto é perfeito para um actor, pois desperta em nós uma atitude na rodagem que não teríamos noutro lugar. Dessa forma procuro estas situações e estes projectos, onde me sinto incómodo, pois a incomodidade é algo saudável.
P.: Acha que o futuro do cinema, em termos de distribuição, vai passar pelo Youtube e que em termos da língua – o Word Cinema – vão nascer mais projectos como Babel, por exemplo?
J.M.:No contexto cultural e linguístico, penso que Babel foi um triunfo fundamental para o cinema, tal como quando Mel Gibson fez A Paixão de Cristo, onde a língua era desconhecida para o público mas isso não o afastou, pelo contrário, conquistou-o. No que toca à distribuição, se não for pelo Youtube será por um processo qualquer de download automático de filmes. Tudo se encontra em profunda mudança e a distribuição do cinema é um dos pontos onde se nota com clareza essa realidade. A troca destas experiências é sem dúvida muito positivo para o cinema e para a arte.

P.: Quer falar-nos um pouco de seu próximo filme Dare to Love Me com Alfonso Arau,?
J.M.: É um filme que tem sido adiado consecutivamente e que finalmente encontra-se em processo de início de rodagem ou em pré-produção. É um filme sobre a vida de Carlos Gardel, o famoso cantor argentino e compositor de tango. Estou muito contente por fazer parte do elenco, onde interpreto a personagem Razzano, o manager de Gardel, que vive na sombra da imensa luz que Gardel projecta no mundo. Isto até ao dia que percebe que ele já não precisa de si, levando a personagem a um conflito e uma dívida, muito interessante.
P.: O que nos pode adiantar em relação ao futuro, uma vez que já tem novos filmes agendados para 2008 e 2009?
J.M.: Entre os vários projectos surge a ideia e o eterno conflito de “me estar a vender”. “Para quem me vendo?”, “Que tipo de público me vou vender e me mostrar?”. Se posso fazer um filme com Greenaway, depois pegar noutro projecto desta vez com Michael Bay ou outro realizador, é sempre algo de muito produtivo. Não é uma questão de liberdade, mas sim uma questão de inteligência, sem com isto marcar uma imagem de específica no público.


ÍNTIMO E PRIVADO
Chama-se Jordi Mollà Perales e nasceu em Hospitalet de Llobregat (Barcelona), no primeiro dia de Julho de 1968. É um verdadeiro camaleão, apesar do seu profundo olhar azul. Tímido e introvertido, gostava no entanto de representar desde pequeno com os seus amigos. Em jovem, dizem, que era um grande jogador de ténis. Estudou Administração de Empresas mas fartou-se para ingressar no Institut del Teatre de Barcelona. Ali participou em diversas obras antes de começar a trabalhar no Teatre Lliure, na montagem de Maria Estuardo, dirigido por Josep Montanyes, Una de las Últimas Noches de Carnaval, de Lluís Pasqual e em A Noite de El Dorado, de John Strasberg. Completou a sua formação como actor em Itália, Hungria e Inglaterra. Fez cursos e seminários com Phillip Goulier, Franco di Francescantonio, Adriana Innocenti, Anna Popoulis e Gabor Zsambezki, entre outros. O seu gosto pelo cinema foi curiosamente influenciado pelo irmão Antonio com ia ver filmes para adultos.

FILMOGRAFIA:
El Álamo (2003), de John Lee Hancock (EUA)
The Tulser Luper Suitcases (2003), de Peter Greenawai
Bad Boys II (2003) de Michael Bay (EUA)
Blow (2002), de Ted Demme (EUA)
Son de Mar (2001), de Bigas Luna
Segunda piel (2001), de Gerardo Vera
Nadie conoce a nadie (2001), de Mateo Gil
Volavérunt (1999), de Bigas Luna
Un dólar por los muertos (1999), de Gene Quintano
El pianista (1999), de Mario Gas
Los años bárbaros (1998), de Fernando Colomo
La buena estrella (1997), de Ricardo Franco
Perdona bonita, pero Lucas me quería a mí (1997), de Dunia Ayuso e Félix Sabroso
Un romance peligroso (1997), de Pierre Courrège
La celestina (1996), de Gerardo Vera
A flor do meu Segredo (1996), de Pedro Almodóvar
Historias del Kronen (1996) de Montxo Armendáriz
Los hombres siempre mienten (1995) de Antonio del Real
Todo es mentira (1995), de Álvaro Fernández Armero
Alegre ma non troppo (1995), de Fernando Colomo
El fusil de madera (1994), de Pierre Delerive
Historias de la puta mili (1994), de Manuel Esteban
Mi hermano del alma (1994), de Mariano Barroso
Jamón Jamón (1993), de Bigas Luna
Matar a mi mujer ... ¿era una broma? (1993), de Baz Taylor (Reino Unido)
Potser no sigui massa tar (1992), de Txerra Cirbiàn


Qual é o Filme?

Vamos lá a ver se isto pega… A que filme pertence esta imagem? Vejamos quanto tempo demora a surgir a resposta.

Alvy Singer

Este senhor é bom naquilo que faz

Este não foi um dia muito propício ao blog. O tempo disponível foi praticamente nulo e só agora, quando começamos já a entrar na denominada madrugada, é que foi possível arranjar alguns minutos para sentar em frente do computador, e falar um pouco sobre aquilo de que tanto gostamos: assassinos profissionais… perdão, a sétima arte.

A confusão é perfeitamente legítima, quando a notícia em questão se prende com o trailer de Hitman, em português O Último Contrato. Não sei se haverá por aí aficionados da saga do Agente 47 mas, é com brio e uma ténue ponta de orgulho, que afirmo aqui ter chegado ao fim do jogo que serve de base a este filme de Xavier Gens. Hitman, como o próprio nome indica, é o man dos hits, ou seja, aquele que anda por aí a disparar contra todos aqueles que tiverem uma boina de cor diferente àquela que ele defende. O entusiasmo foi enorme durante largas semanas. O jogo estava extremamente bem conseguido, ao ponto de nos fazer sentir realmente bem, mesmo quando atingíamos alguém com uma bala na nuca, a 200 metros de distância. Era uma delícia preparar o homicídio a uns bons metros, ver o alvo a andar de um lado para o outro, apontar a arma ao pobre coitado, e depois… zás. O sorriso maquiavélico era o culminar do episódio. The Agency estava satisfeita com o nosso trabalho, e nós satisfeitos ficávamos, por termos tornado o mundo num local mais seguro.

Hoje, um primeiro trailer foi disponibilizado. Isto é razão suficiente para ir ali se calhar vasculhar a caixa de Cd’s, voltar a instalar o jogo, só para disparar uns quantos tiros.

Alvy Singer

terça-feira, junho 26, 2007

Clássicos do Cinema




Castelo de S.Jorge
28 Junho: 22h

O festival de música Rota dos Monumentos volta este ano a integrar no seu programa temas de Clássicos do Cinema. O maestro Christopher Warren-Green dirige uma orquestra sinfónica, num repertório que inclui música de filmes como Verão 42, O Leopardo, Rocco e os seus irmãos, Casablanca, Breakfast at Tiffany’s ou Luzes da Ribalta. Ao longo das peças, serão projectadas imagens dos respectivos filmes nas ameias do castelo. Lamentável o facto do programa excluir “gigantes” da música para cinema como Rozsa, Herrmann, Newman ou Tiomkin, e, por outro lado, incluir música de Charlie Chaplin, figura mítica da história do cinema mas não necessariamente pelos seus atributos musicais. Muito pelo contrário, Chaplin, não sabia escrever uma única nota de música. Assobiava e cantarolava as suas melodias a “verdadeiros” músicos, que depois passavam as notas para o papel. O espectáculo é apresentado por Claudia Cardinale.
Preço dos bilhetes:
1ª Plateia A - 55 € 2ª Plateia A - 30 € 3ª Plateia - 15 €
1ª Plateia B - 45 € 2ª Plateia B - 25 €
Locais de venda: Castelo / Ticket Line / Fnac / Bliss / Livraria Bulhosa / Lojas Abreu.
Informações úteis: 96 567 88 70

segunda-feira, junho 25, 2007

Quarenta segundos de 'Lions for Lambs'

As primeiras imagens surgem sempre não se sabe bem de onde. Porém, é assim que começa a crescer aquele famigerado buzz, que mais tarde pode levar aos grandes prémios. Mas então, porque é que não falámos já aqui deste filme, a propósito dos títulos mais antecipados? A realização de Robert Redford (de um classicismo demasiado rígido) e a presença de Tom Cruise (que é cada vez menos notícia pelos filmes que faz), são as principais razões. Meryl Streep é o único fundamento para algumas dúvidas. Será que este filme pode ir realmente longe? Este é o primeiro vislumbre que temos de Lions for Lambs.

Alvy Singer

Vamos lá a ver o que é que sai daqui...

Segundo o dicionário da Porto Editora...

Sequela [‘kwÈ]

substantivo feminino

  1. consequência; continuação; sequência;
  2. série de coisas;
  3. MEDICINA perturbação ou lesão que persiste após a debelação de uma doença;
  4. efeito associado a um acontecimento grave que se manifesta algum tempo depois;
  5. popular acto de seguir
  6. súcia; conjunto de pessoas desprezíveis que acompanham alguém; bando; direito de sequela direito de perseguir os bens (privilégio);

(Do lat. Sequela-, “séquito”)

Quando falamos na sequela de Die Hard, temos de endireitar os ombros. Falamos da continuação de um grande filme, não de um qualquer hit de verão. Esta obra ombreia com os melhores, no que ao género de acção diz respeito. Falar de Die Hard é o mesmo que dissertar sobre um dos melhores momentos cinematográficos da última metade do século XX. Puro entretenimento que não se mastiga e deita fora. Esta é uma daquelas pastilhas elásticas mágicas que, depois de gasto o sumo, este reaparece não se sabe bem de onde. Já devo ter visto este filme uma dezena de vezes. Verei certamente uma dezena mais. E cenas como esta continuarão a saber tão bem… Confesso que a que mais gostaria de ter encontrado no Youtube é aquela em que McClane tira os sapatos na casa-de-banho, já no Nakatomi Plaza. Recordo sempre essa simples sugestão, depois de uma longa viagem…

Agora, confesso também que será com os joelhos a tremer que entrarei na sala de cinema no próximo fim-de-semana. O que é que Len Wiseman fará com este quarto capitulo? O que é que fizeste Len? As primeiras impressões que vem lá de fora não são assim tão más… Mas, será preciso muito engenho, e ainda maior arte, para igualar (a hipótese de superar é algo que para já colocamos de lado) o primeiro Die Hard.

Se a experiência correr terrivelmente mal, então esta será a outra aposta do fim-de-semana. Ok, mesmo que Live Free or Die Hard seja espectacular, o trailer de The Dead Girl já fez a sua obrigação. Este filme não escapa. Era tão bom que este fosse um grande fim-de-semana.

Alvy Singer

16 - Rocky (1976)

Intervenientes: Adrianna ‘Adrian’ Pennino (Talia Shire) e Rocky Balboa (Sylvester Stallone).

A cena: À porta do apartamento de Rocky, este intercepta Adrian e pede-lhe que não saia. Pede-lhe também que tire os óculos, constatando que ela tem uns lindos olhos. O último pedido é o de que tire o gorro. A seguir não pergunta. Diz simplesmente que quer beijá-la. Se Adrian não quiser corresponder, basta não o fazer. Caso contrário, aquele poderá ser o primeiro passo de… algo mais sério que se estenderá por várias sequelas.

Não a esquecemos porque… é talvez o expoente máximo de um momento romântico genuíno. Tudo aqui é espontâneo, até mesmo os silêncios. A afirmação de Rocky I always knew you was pretty não é seguida por um agradecimento ou elogio. Pelo contrário, Adrian responde Don’t tease me. No entanto, tudo aquilo soa a autêntico e verídico. Se existe alguma razão para duas pessoas estarem juntas, então porque é que uma delas tem de pedir à outra para não se ir embora? A resposta não é fácil, mas aceitamos que isto aconteça. O abraço com que os dois caiem no chão é a cereja no topo do bolo.

Alvy Singer

Se há músicas que nos fazem reviver um filme...

À procura de um vídeo que apoie o post que se seguirá a este, deparei-me com isto. Esta é uma música que me acompanha no mp3, há praticamente um ano. Tenho tentado desesperadamente fartar-me dela, mas a tarefa reveste-se mais difícil do que antecipava. As teclas do piano abatem-se no momento certo, criando a melodia que os ouvidos anseiam todo o dia. Bill Conti estava particularmente inspirado no dia em que se sentou para escrever, aos poucos, esta música. Stallone teve um rasgo de génio quando criou a história que melhor incitaria a esta composição musical. O filme é óptimo. A música é excepcional. Os dois juntos são uma excelente combinação.

Alvy Singer

quinta-feira, junho 21, 2007

AFI revela a lista

O American Film Institute (AFI) revelou a nova lista dos 100 Melhores Filmes de Sempre, depois da primeira edição em 1998. Se os três primeiros permaneceram iguais, embora Casablanca tenha trocado com O Padrinho, outros houve que se movimentaram e muito, até mesmo para fora da lista. As maiores subidas foram as de Vertigo (de #61 para #9), City Lights (de #76 para #11), Touro Enraivecido (de #24 para #4), e A Desaparecida (de #96 para #12).

São de assinalar sobretudo as entradas de O Sexto Sentido (#89) e Não dês Bronca (#96). As duas saídas mais difíceis de aceitar serão talvez as de Doutor Jivago (antigo #39) e Amadeus (antigo #53). Eis a lista completa.

100. Ben-Hur
99. Toy Story
98. Yankee Doodle Dandy
97. Blade Runner
96. Do The Right Thing
95. The Last Picture Show
94. Pulp Fiction
93. The French Connection
92. Goodfellas
91. Sophie's Choice
90. SWING Time
89. The Sixth Sense
88. Bringing Up Baby
87. 12 Angry Men
86. Platoon
85. A Night at the Opera
84. Easy Rider
83. Titanic
82. Sunrise
81. Spartacus
80. The Apartment
79. The Wild Bunch
78. Modern Times
77. All the President's Men
76. Forrest Gump
75. In the Heat of the Night
74. The Silence of the Lambs
73. Butch Cassidy & the Sundance Kid
72. The Shawshank Redemption
71. Saving Private Ryan
70. A Clockwork Orange
69. Tootsie
68. Unforgiven
67. Who's Afraid of Virginia Woolf
66. Raiders of the Lost Ark
65. The African Queen
64. Network
63. Cabaret
62. American Graffiti.
61. Sullivan's Travels
60. Duck Soup
59. Nashville
58. The Gold Rush
57. Rocky
56. Jaws.
55. North by Northwest
54. M*A*S*H
53. The Deer Hunter
52. Taxi Driver
51. West Side Story
50. The Lord of the Rings
49. Intolerance
48. Rear Window
47. Streetcar Named Desire
46. It Happened One Night
45. Shane
44. The Philadelphia Story
43. Midnight Cowboy
42. Bonnie and Clyde
41. King Kong.
40. The Sound of Music
39. Dr. Strangelove
38. The Treasure of the Sierra Madre
37. The Best Years of Our Lives
36. The Bridge on the River Kwai
35. Annie Hall
34. Snow White and the Seven Dwarfs
33. One Flew Over the Cuckoo's Nest
32. The Godfather Part II
31. The Maltese Falcon
30. Apocalyse Now.
29. Double Indemnity
28. All About Eve
27. High Noon
26. Mr. Smith Goes to Washington.
25. To Kill a Mockingbird
24. E. T
23. The Grapes of Wrath
22. Some Like It Hot
21. Chinatown
20. It's a Wonderful Life
19. On the Waterfront
18. The General
17. The Graduate
16. Sunset Boulevard
15. 2001: A Space Odyssey
14. Psycho
13. Star Wars
12. The Searchers
11. City Lights
10. The Wizard of Oz
9. Vertigo
8. Schindler's List
7. Lawrence of Arabia
6. Gone with the Wind
5. Singin' in the Rain
4. Raging Bull
3. Casablanca
2. The Godfather
1. Citizen Kane.

Alvy Singer

Vamos lá ser ecléticos e falar de filmes maus

Serão estas as piores cenas de sempre? Se não são, andam lá muito perto. Seja ao fim da noite, ou ao início do dia, sabe bem rir assim. Absolutamente hilariante. Garbage day!

Alvy Singer

Crowe, Bale, Peter Fonda e Mangold... Será este o Quarteto Fantástico de que se fala?

Um dia justificaremos porque é que 3:10 to Yuma não figurou na lista dos 25 filmes mais aguardados do ano. Não é que não queiramos ver este filme, pelo contrário. Tem Bale, Crowe, Peter Fonda, é realizado James Mangold (Walk the Line), e o trailer deixa excelentes indicações. O problema é que só podiam ser 25, e todos os outros aparentam ter qualquer coisa que parece faltar aqui… Consideremos este, para já, como um forte outsider.

Alvy Singer

Paz Vega: Sensualidade santificada




A propósito de Teresa Corpo de Cristo, de Ray Loriga, já em cartaz nas salas nacionais, um filme que mistura misticismo com sensualidade, a PREMIERE, encontrou-se com a protagonista em Madrid, para falar da sua ‘interpretação carnal’, neste ‘biopic’ sobre Santa Teresa d’Ávila.

Por José Vieira Mendes (em Madrid)

PREMIERE: Como é que interpretou um papel tão difícil como o de Santa Teresa d’Ávila, com toda a sua sensualidade pessoal?
PAZ VEGA: Foi um papel muito difícil sem dúvida, sobretudo pelo seu peso histórico e pela importância desta mulher na vida das pessoas de religião católica. Agarrei o papel como muita humildade e com uma ajuda fundamental do realizador e acima de tudo muito respeito, pois recriar a vida de Teresa é algo de muito pretensioso. Tentei por isso, cingir-me ao que o realizador queria mostrar, e foi uma experiência maravilhosa.
P.:Mas esta é uma visão algo polémica uma vez que introduz alguma sensualidade e forma de pecado numa figura extremamente religiosa…
P.V.:Sim, mas a própria história de Teresa tem a sua componente sensual porque ela amava perdidamente Deus, de uma forma por vezes carnal, ainda que muito espiritual. O filme baseia-se no seu primeiro livro, que se chama Vida, onde relata a sua experiência mítica que serviu de mote ao filme para que chegasse às pessoas de uma forma cinematográfica a sua vivência.
P.: Este é um filme que nos fala de um poder feminino forte, onde se demonstra a ousadia de Teresa ao desafiar as convenções históricas e sociais e a seguir um caminho delineado por si mesma. ..
P.V.:Esta atitude é, sem dúvida, uma das características básicas para se construir e interpretar a personagem – uma mulher que se nega a aceitar os horrores que a sociedade lhe impõe, ou se limita a ser mãe, ou esposa de alguém, ou filha de alguém. É na procura de uma liberdade que ela encontra no seu caminho o misticismo, a reunião com Deus. Para mim trata-se de uma mulher que descobre que somente se pode libertar física e intelectualmente através da religião.
P.: De que forma Teresa sendo uma mulher tão culta e instruída, revoltada com a ideia de lhe limitarem o conhecimento, se dedica avidamente a uma religião e a Deus?
P.V.: Penso que, por um lado, é uma personagem muito inteligente e conhecedora, que também pode ser fria e calculista e que, por outro lado em certos momentos do filme também é alguém quente, com muita paixão e amor dentro de si, ama sem limites – são duas características que enchem esta personagem de riqueza.
P.: De que forma a personagem Teresa se encontra em si mesma enquanto pessoa?
P.V.: Creio que possuo ambas as características que referi há pouco que nela se encerram. Eu venho de Sevilha, do sul de Espanha, onde as mulheres são muito apaixonadas e sobretudo carregam muita força consigo. Por outro lado também tenho uma faceta mais racional, sem lhe querer chamar fria, mas que faz parte da minha personalidade e que acho necessária à minha vida. Eu não feminista, pois penso que isso faz com que as mulheres deixem de ser o que são ao se quererem equiparar ao homem. Uma mulher pode ser tudo aquilo que quiser sem comparações ou outros apoios, e uma mulher tem de ser o que é como os homens tem de ser exactamente o que são, são percursos separados mas que em simultâneo se complementam. Para além disso, também sou religiosa, ainda que não seja praticante.
P.: Como é que reage à má aceitação do filme em Espanha, que é um país tão religioso?
P.V.: A reacção não foi boa. Houve sobretudo um certo público que foi ver o filme por causa do cartaz. No cartaz a minha imagem serve para divulgar mas sobretudo vender o filme. É uma estratégia de marketing, e para mim não explica nada do filme em si. Muitos foram os católicos e religiosos que fugiram deste filme com medo do que viram no cartaz, e é uma pena pois está bem retratada a figura de uma Santa dotada com muita honra. E que de certa forma se pode associar a uma heroína do seu tempo, quer em termos de Igreja quer em termos de Mulher enquanto ser humano. Assim muitos fugiram ao filme com receio de me ver a mim numa interpretação recheada de um conteúdo sexual considerável, o que não é verdade. Espero por isso que noutros países não se passe a mesma situação.
P.: Para o futuro, agora que foi mãe recentemente, como se encontra a sua agenda?
P.V.: Agora vou gozar umas férias em Julho, mas para este Verão tenho dois projectos, e conto começar a trabalhar já em Agosto, em Los Angeles.

quarta-feira, junho 20, 2007

Partilhando experiências

O comentário deixado pelo leitor deste blog José Mário no post sobre o apaixonado beijo entre Roger Rabitt e Bob Hoskins foi o ponto de partida para esta questão.

Não tendo como objectivo obter a idade de quem visita este espaço (mas ficando com uma clara ideia de por onde ela andará), estão sim neste post convidados a deixar o título da vossa primeira experiência cinematográfica, entenda-se, a primeira ida ao cinema. Se tiverem alguma memória do filme que viram, então ainda melhor. Força.

Dando o exemplo, alguns poderão ficar confundidos pelo facto de Annie Hall não ter sido a primeira visita de Alvy Singer a uma sala de cinema. A verdade é que tudo começou com isto.

Em Busca do Vale Encantado (Don Bluth, 1988). Memórias do filme apenas duas: a história em si, que ainda hoje recordo, com algumas lacunas, naturalmente; e as legendas desaparecerem pouco antes de as conseguir ler na totalidade. Porém, esta constante frustração não foi suficiente para arruinar a maravilhosa experiência. Muito pelo contrário. Pode-se dizer que esta deslumbrante produção de George Lucas e Steven Spielberg foi o click deste amor à primeira vista. Foi com esta obra que ele nasceu.

Um belíssimo filme que se assume como uma excelente iniciação para qualquer aspirante a cinéfilo.

Alvy Singer

17 - E Tudo o Vento Levou (1939)


Intervenientes: Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) e Rhett Butler (Clark Gable).

A cena: Após o conflito em Atlanta, Scarlett e Reth preparam-se para abandonar a cidade numa carroça. No cimo de uma colina, Reth decide parar e informar Scarlett que a deixará ali, juntamente com Melanie (Olívia deHavilland), e que as duas deverão continuar a viagem sozinhas, até chegarem a Tara. A reacção de Scarlett a esta decisão de Reth se juntar ao exército não é, obviamente, a melhor. O momento torna-se tenso, e o romantismo que segundos antes era tão evidente, praticamente desaparece.

Não a esquecemos porque… é o término arrebatador de uma sequência memorável. Os planos da guerra em Atlanta ajudaram a colocar E Tudo o Vento Levou num patamar onde nenhum outro filme ousou chegar durante largos anos. A cena em que Reth e Scarlett abandonam a cidade devia ser, também para nós, a cena em que deixamos para trás todo aquele trauma. No entanto, não é isso que acontece. A harmonia é destabilizada no momento em que Reth salta da carroça. Algo está mal. O diálogo que os dois mantêm, apenas com um ardente céu vermelho por trás, é do mais simples que pode existir na arte da representação. Duas personagens e um texto soberbo. “Never mind about loving me. You're a woman sending a soldier to his death with a beautiful memory. Scarlett, kiss me. Kiss me, once”. O instante que se segue não termina bem. Mas isso nada quer dizer sobre os seus sentimentos. E a beleza da cena está precisamente no facto de o espectador saber isso mesmo.

Alvy Singer

Isto não se faz...

Sobre isto, pouco há a dizer. O desalento é tal, que dificilmente palavras conseguirão reproduzi-lo com exactidão. Mas terá sido a primeira e última vez que me apanham nesta embrulhada.

Até ao final da tarde de ontem estava mais do que confirmada a estreia de Rescue Dawn para esta quinta-feira. A lista de estreias que nos chega assim o indicava, há já bastante tempo. Por ter considerado, erradamente, que a dois dias do lançamento o mesmo não seria alterado, ontem nem sequer verifiquei a dita lista antes de colocar o post com o teaser do filme, ao mesmo tempo que partilhava o entusiasmo pela sua chegada…

Agora parece que foi empurrado lá para Outubro… Este acontecimento não me coibirá de responder a todos aqueles que perguntarem sobre datas de estreias. Apenas aconselho que passem a encarar esta data da seguinte forma: antes disto, nunca será; depois disto, é quando a editora quiser. Se a editora quiser.

Não se tira um doce a uma criança, quando ele está assim tão perto da mão.

Alvy Singer

Etiquetas:

Estreias

Acabadinhas de chegar, aqui ficam as primeiras datas de estreia avançadas para estes dois filmes, recentemente comentados neste espaço. Contudo, sabendo já o que a casa gasta, isto nada significa, e tudo pode ser alterado de um momento para o outro. A única garantia é a de que teremos muito tempo pela frente antes de vermos,

Um Azar do Caraças, a 18 de Outubro

e Vantage Point, a 01 de Novembro

Também, até lá, ainda temos muito com que nos entreter.

Alvy Singer

terça-feira, junho 19, 2007

A Arte do Poster


Alvy Singer

Já falta pouco...

Faltam dois dias para a estreia deste filme, e ainda bem. A espera tem-se tornado insuportável. Rescue Dawn (Werner Herzog) foi o 25º filme da lista apresentada neste blog, o que não significa de maneira alguma que aguardamos serenamente por este título. É mais, com alguma impaciência. As considerações seguir-se-ão certamente no fim-de-semana. Aqui fica um clip, que apenas pode ser encontrado no comingsoon.net.

Isto é aquilo a que se pode chamar um bom teaser.

Alvy Singer

segunda-feira, junho 18, 2007

Pancadaria é com ele, mas não só...

Neste último sábado, pouco passava das duas da madrugada, quando tive a sorte de me cruzar com Em Terra Selvagem (Steven Seagal, 1994), num dos quatro canais da televisão portuguesa. Confesso que as presenças de Michael Caine, John C. McGinley, e Billy Bob Thorton não foram suficientes para reconhecer o título que estava à minha frente. Foi necessário proceder então a uma breve investigação, no sentido de descobrir o nome do filme que tinha já apanhado a meio. Se muitas peças do puzzle estavam já por encaixar, depois desta interrupção, ainda mais umas quantas ficaram. Foi então com serenidade, sem preocupações com o argumento, que acompanhei os restantes minutos da obra, tranquilamente, pela noite dentro. Hoje é com regozijo que afirmo ter ganho duas coisas nessa noite. Cultura cinéfila e sono. Todo e qualquer filme que vejamos acrescenta sempre algo aos nossos conhecimentos da sétima arte. No entanto, nem toda a sabedoria é utilizável. Todos conhecemos títulos que apenas pronunciamos naquelas conversas entre amigos quando alguém diz, Epá, o pior filme de todos os tempos é sem dúvida o… Ao que nós respondemos, Então e aquele com o…? Esse é que é mesmo fraquinho.

O sono ganho acaba também por ser uma boa descoberta. Insónias, rezem as vossas últimas preces; os vossos dias de felicidade terminaram. Em Terra Selvagem é a resposta ao desafio!

Agora, convém dizer que esta opinião negativa não é generalizável ao trabalho de Seagal. É quase. Por muito baixinho que ele tenha descido, reconheço que ainda é um regabofe ver Força em Alerta (1992) e Decisão Critica (1996), por exemplo. Contudo, também é uma enorme diversão ver quase todos os outros títulos da carreira de Steven Seagal, mas por outras razões. Aqui ficam algumas pérolas que justificam este parecer. Algumas das mais belas deixas da história do cinema, proferidas pelo próprio Seagal, que podemos encontrar nos filmes com que actor/realizador já nos brindou. Em inglês, língua onde é mais visível o seu brilhantismo e eloquência.

Forrest Taft: For 350,000 dollars I'd fuck anything once. – Em Terra Selvagem (1994)

Jonathan Cold: [Dunoir tries to open the package] Don't do that. If you touch it again, I will blow your 2-inch dick off. – O Estrangeiro (2003)

Glass: Love never dies, and neither do they. Love is eternal, and that's a long time. – Ticker – Ameaça Infernal (2001)

Dr. Wesley McClaren: [to Holly while entering the reception room at the hospital] Get your homework done and if there are any guys in here no flirting. No dating until you are 40. – Patriota (1998)

Jake Hopper: I liked you a lot better as a bitch. – Para Lá da Lei (2003)

Prof. Robert Burns: I have to go to the bathroom. – Liberdade Perdida (2003)

Jonathan Cold: You see, in this business... the key to the kingdom is weapons-grade plutonium. If you ain't got that, you ain't got shit. – Golpe ao Amanhecer (2005)

John Seeger: Three people died today. I was kind of wondering why.
Chapel: Either for nothing or for something. – Mercenery for Justice (2006).

Casey Ryback: Another cold day in Hell. Força em Alerta (1992)

Alvy Singer

Quem dá o melhor título?

Numa nova demonstração do estado vanguardista que impera no mundo do cinema em terras lusas, o cinéfilo português não pode deixar de ficar novamente abismado com tamanha originalidade. Se muitas têm sido as inovações das distribuidoras, que nos têm deixado perplexos, vezes sem conta, esta que hoje decido partilhar é absolutamente assombrosa, tal será o seu impacto… na vida de duas pessoas.

Falo então deste papel que me saltou à vista, no último fim-de-semana, quando, numa bilheteira de um centro comercial, me preparava para comprar dois bilhetes para O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado.

Quando a premissa Filme que leva cinéfilo à sala de cinema parece esgotada, e quando toda essa romaria começa a perder o seu encanto, eis que a Lusomundo encontra uma forma revolucionária de excitar todos aqueles que se preparavam para o afastamento definitivo do cinema. Este concurso é a resposta a esses problemas.

Parece que o título em Portugal de I Could Never Be Your Woman, poderá estar então, neste preciso momento, numa pacata mente que nem sequer ouviu ainda falar do filme. Pois, para ganhar este concurso, isso é irrelevante. Basta é ser criativo, desde que se proponha um título adequado. Tendo por base, obviamente, o título original.

Existe qualquer coisa cujo termo preciso não me recordo, mas que poderíamos apelidar de ‘Fidelidade para com o produto original’, que não me permite olhar com muito bons olhos para este concurso. Não se estará a ir longe de mais, corrompendo um pouco a ideia de quem se deu ao trabalho de escrever o argumento? Como é que se sentiria o Marco Martins se soubesse que, por exemplo, na Suécia, estava agora a decorrer um concurso para se saber como se chamaria o Alice? Ou, viajando no tempo, parece que estou a ver O Padrinho a votos na Argentina.

O filme ainda não estreou, mas o projecto ganha logo uma enorme credibilidade quando sabemos que o titulo nascerá desta forma. Ah, maldito sejas Lisbon Village Festival por mostrares ao mundo o filme órfão do seu melhor titulo. Das duas uma: ou nos estão a dizer que a tradução literal é tão má que aceitam qualquer coisa, ou então esta é só mais uma maneira fácil de fazer dinheiro. Ainda que má, prefiro a primeira opção. Contudo, não nos esqueçamos que quem ganhar vai a Paris. O que eles não revelam é o verdadeiro prémio: num first date, alguém poderá dizer para todo o sempre: Sabes, fui eu que dei o nome a este filme?

Alvy Singer

FESTIVAL DE ANIMAÇÃO DE ANNECY -DIA 6 (PARTE 2)


Uma noite de confirmações e surpresas foi o que nos ofereceu a cerimónia de entrega de prémios do Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy. Detenhamo-nos apenas nos galardoados mais importantes.

Por um lado, no campo das curtas-metragens as vitórias foram razoavelmente justas. O britânico "Peter and the Wolf", de Suzie Templeton, foi o grande vencedor do festival, conquistando o grande prémio, galardão merecido para o filme mais falado do evento, o que se comprova pela facto de ter ganho também o sempre importante Prémio do Público. As únicas reservas que sobre ele alguns levantavam diziam respeito ao gigantesco custo do filme, 2,6 milhões de euros, e não à sua qualidade intrínseca.

O Prémio Especial do Júri, uma espécie de segundo prémi0 do festival, também foi bem atribuído, ao muito original e graficamente conseguido "The Pearce Sisters", de Luis Cook, uma aposta muito diferente da britânica Aardman, em desenho animado, com uma mulher e uma menina (mãe e filha?) que nada devem à beleza e enfrentam a solidão de forma muito negra e peculiar.

Por outro lado, no campo das longas-metragens, o grande vencedor foi, paradoxalmente, um dos piores, se não mesmo o pior, filme da competição: o norueguês "Slipp Jimmy Fri", de Christopher Nielsen, em animação por computador. Era o filme mais politicamente incorrecto da competição, e esse terá sido o seu trunfo, uma vez que, além de desequilibrado era tecnicamente muito débil. O juri terá querido, talvez, premiar a obra mais adulta, mas acabou por galardoar a mais juvenil da competição, uma vez que toda aquela irreverência surge de forma gratuita e pouco consequente. Quando filmes excepcionais a todos os níveis, como "Paprika", de Satoshi Kon, e "Azur et Asmar", de Michel Ocelot, ficaram de fora do palmarés, a escolha chega a ser ofensiva e ajuda a explicar porque os grandes estúdios nunca colocam os seus filmes neste tipo de competições. Melhor soube julgar o público, que atribuiu o seu prémio à grande revelação da competição de longas: "Max & Co.", de Samuel e Frédéric Guillaume, que conquistou toda a gente com a sua excelente animação de volumes e segurança narrativa. O júri atribuiu ainda uma menção especial, esta merecida, ao encantador filme japonês "A Girl Who Lept Through Time", de Mamoru Hosoda.

A lista integral de prémios pode ser vista no endereço www.annecy.org/home/?Page_ID=603

domingo, junho 17, 2007

Dez razões para ver este filme

Dez histórias, cada uma inspirada num dos Dez Mandamentos. Um filme de David Wain, guionista de séries como Mad Tv e Stella, com um elenco que nunca mais acaba. Jessica Alba, Adam Brody, Paul Rudd, Winona Ryder, Liev Schreiber… O filme, categorizado como comédia, recebeu da MPAA a classificação R, ou seja, pervasive strong crude sexual content including dialogue and nudity, and for language and some drug material. Ora, para uma comédia, não há começo mais auspicioso do que este.

O que dizer da tagline, por exemplo? If He'd meant the commandments literally, He'd have written them in stone. Sem dúvida, um projecto promissor. Certamente longe dos prémios, talvez se torne num daqueles grandes segredos, que todos gostam, mas ninguém conhece. O trailer é delicioso.

Alvy Singer

Temos cinema esta noite

Se a Direcção de Programas não fizer uma das suas, este filme passará mais logo, às 23:00, na RTP 1.

A estação pública agradecerá a publicidade gratuita mas, este é mesmo um título a não perder. Mesmo para quem já viu, pois a sequela não tarda muito a chegar, e convém sempre relembrar uma ou outra coisa.

Alvy Singer

Festival de Animação de Annecy - Dia 6 (Parte 1)

O último dia do Festival de Cinema de Animação de Annecy é, eventualmente, o mais calmo do certame, pelo menos até à cerimónia de entrega dos prémios, que tem inicio às 20h00. Os filmes em competição oficial já foram todos apresentados, mas as salas ainda continuaram cheias, com as muitas propostas que o certame oferece sempre.

A manhã foi marcada por nova apresentação de "Azur et Asmar", de Michel Ocelot, mas desta feita com legendagem especial para surdos e uma narrativa especial para invisuais, à qual podiam aceder através de um aparelho específico para o efeito. No fim da sessão, foi um Ocelot visivelmente comovido que respondeu às perguntas da plateia.

Já a tarde teve o seu ponto alto na muito aguardada projecção fora de competição de "Tales from the Earthsea", o primeiro filme realizado por Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki. Trata-se de uma adaptação livre da série de livros "Contos de Terramar", de Ursula K. Le Guin, que gerou alguma polémica inicial pelo facto de Goro nunca ter estado ligado à animação (excepto de forma lateral, como principal responsável pelo Museu Ghibli) e pelo facto do seu pai se ter inicialmente oposto à nova tarefa do filho.

O filme tem a marca de qualidade do Studio Ghibli, com animação fluida e cenários luxuosos, mas está longe da mestria das obras de Hayao Miyazaki. Falta-lhe economia narrativa, tem um argumento complexo e demasiado confuso, nem sempre casa bem as cenas intimistas com as de maior fôlego épico e tem personagens com quem não é fácil empatizar. Apesar de tudo, não nos podemos esquecer que se trata de uma primeira obra, e nesse sentido o filme é particularmente impressionante, não denunciando a falta de experiência de Goro Miyazaki no cinema, num filme, apesar de tudo, visualmente forte e com qualidade o suficiente para não desmerecer o currículo do Studio Ghibli.

À hora de escrita destas linhas, falta cerca de meia hora para a cerimónia de entrega de prémios. Que ganhe o melhor e nós aqui estaremos (assim que nos for possível dado que a sala de imprensa esta prestes a fechar) para divulgar os grandes vencedores do festival.

Luís Salvado

sábado, junho 16, 2007

Festival de Animação de Annecy - Dia 5

O último dia de competições oficiais em Annecy foi um dos dias altos do festival. A última longa apresentada em competição e também uma das melhores; o japonês "The Girl Who Leapt Through Time", de Mamoru Hosoda, que recebeu o premio de melhor animação japonesa o ano passado nos prémios nipónicos da especialidade. O realizador foi muito aplaudido, e justamente, por esta historia de uma adolescente que consegue dar curtos saltos no tempo, no que é, apesar do seu quadro de ficção cientifica, uma sólida e sensível reflexão sobre as agruras e incertezas da adolescência, que os japoneses conseguem transmitir em animação melhor que ninguém. Não chega à genialidade de "Azur et Asmar" ou "Paprika" nem a qualidade de "Max & Co", mas é um dos bons filmes do certame.


A sessão oficial de curtas foi menos feliz, mas teve, ainda assim, alguns filmes de muito boa qualidade. Um deles foi "The Pierce Sisters", outra proposta diferente da britânica Aardman em animação de computador 2D, realizada por Luis Cook, numa história negra mas muita divertida à beira-mar, envolvendo amor, solidão, morte e... chávenas de chá. Outra boa aposta foi o autobiográfico "Premier Voyage", excelente filme de animação de volumes, dirigido por Gregoire Sivan, sobre as desventuras de um pai na viagem que faz de comboio com a sua imprevisível filha bebe.

Mas o grande evento do dia foi a sessão dedicada à Pixar, com a apresentação da excelente curta "Lifted", nomeada ao Oscar este ano, que deverá passar em complemento de "Ratatouille".

O filme é realizado por Gary Rydstrom, mítico e oscarizado técnico de som de filmes como Parque Jurássico e Titanic, que estava presente para apresentar o filme. Também na sala para responder a perguntas esteve Leslie Iwerks (neta do lendário Ub Iwerks, que criou Mickey Mouse com Walt Disney), como realizadora de um excelente documentário sobre a história da Pixar. Incluindo entrevistas com todas as figuras chave do estúdio, como John Lasseter, Steve Jobs e Ed Catmull, bem como do restante sector da animação norte-americana, o filme é, na verdade, uma história da animação por computador, desde os seus primórdios nos finais dos anos 60, à criação da Pixar em meados de 80, à glória nos anos 90 e à fusão com a Disney já nesta década. O documentário, que teve aqui a sua primeira apresentação ao público, será complementado com um livro, também de Iwerks, a publicar ate ao final do ano.

Luís Salvado

'There Will be Blood' - Trailer

Foi o 16º título na lista dos 25 filmes a descobrir para 2007, apresentada neste blog durante os últimos meses. O trailer já está disponível. E podemos dizer, garantidamente, que o estúdio por detrás da nova obra de Paul Thomas Anderson encetará brevemente diligências no sentido de publicitar uma nomeação ao Oscar para Daniel Day Lewis. Se o trabalho do actor for tão bom quanto se espera, talvez não sejam necessários grandes esforços.

Alvy Singer

Depois do livro, o filme

Algum esforço tem sido feito no sentido de não trazer esta noticia aqui. Reconheço, no entanto, que tal decisão poderá ter alguns contornos de discriminação, pelo que o melhor talvez seja não continuar a reprimir esta vontade maior que é discutir este tópico, e abraça-lo finalmente com o carinho que ele merece. Embora o carinho seja muito pouco.

A notícia surgiu há duas semanas e foi manchete de revistas e jornais. Duvido que algum filme português tenha algum dia atingido tamanha notoriedade, antes sequer da câmara ter começado a filmar. Contudo, facilmente compreendemos a reacção da imprensa quando constatamos que este filme, provavelmente o mais antecipado de sempre, será centrado na vida e obra de Carolina Salgado. Não é todos os dias que um vulto destes é levado ao grande ecrã.

Não querendo alongar-me demasiado, pois receio que o texto acabe por recair sobre motivações que nada têm que ver com a obra em si, direi apenas que, enquanto espectador assíduo do quotidiano nacional, ainda percebo porque é que alguém terá dito um dia para com os seus botões Isto era capaz de ser giro se fizéssemos um filme sobre a Carolina Salgado. Aquilo que já não consigo compreender é que um grupo de pessoas, portanto, mais do que uma, tenha apoiado esta ideia e dito Sim senhor, vamos a isto!

A realização está a cargo de João Botelho (O Fatalista) e o argumento de Leonor Pinhão, jornalista de A Bola e mulher do cineasta. Ao que parece Margarida Vila-Nova será Sofia, uma jovem baseada em Carolina, e Nicolau Breyner, simplesmente, o Sr. Presidente… Carolina Salgado já se pronunciou sobre a produção do filme, que deverá estrear antes do final do ano, dizendo que este será direccionado para maiores de 18 anos, e que terá, segundo ela, “cenas escaldantes”. Depois de O Crime do Padre Amaro, já tínhamos percebido que era mais ou menos isto a ideia de um blockbuster, em Portugal. Resta dizer que a película custará qualquer coisa como um milhão de euros, e chamar-se-á Corrupção. Repito, o filme baseado na vida de alguém tem o nome de Corrupção. Está tudo dito.

Alvy Singer

sexta-feira, junho 15, 2007

Festival de Animação de Annecy - Dia 4

Agora em velocidade de cruzeiro e a aproximar-se da recta final, o Festival de Animação de Annecy continua a surpreender. Dois dos eventos do dia foram os debates em redor de dois filmes que estrearão proximamente um pouco por todo o lado: "Surf's Up", um falso documentário em animação por computador sobre pinguins, que promete surpreender pela força do próprio conceito, e um dos mais aguardados filmes da temporada, "Persepolis", que não foi exibido em Annecy porque os produtores preferiram apostar tudo no Festival de Cannes, onde o filme seria premiado. Marjane Satrapi, co-realizadora do filme e autora da BD autobiográfica em que ele se baseia, não pôde estar presente, mas imagens e o making of deixaram água na boca. Iremos vê-lo em sala em Portugal?

Na quarta sessão da competição oficial de curtas, não houve filmes geniais, mas houve, ainda assim, boas propostas. A mais polémica terá sido a nova película de Andreas Hykade, "The Runt", sobre um garoto que se vê forçado a matar o seu coelho azul, e que nos confronta com os factos que hipocritamente esquecemos que existem: não queremos sujar as mãos com o sangue dos animais, mas comemo-los alegremente se forem outros a fazê-lo. Muito divertidos foram os norte-americanos "Game Over", do colectivo PES, que recria em animação de volumes alguns dos mais antigos e emblemáticos jogos de vídeo; e "Battle of the Álbum Covers", de Rohitash Rao e Abraham Spear, que retrata uma luta entre capas celebres de LPs.

Na competição de longas-metragens foram apresentados dois filmes muito diferentes. Um deles foi o norueguês "Slipp Jimmy Fri", de Christopher Nielson, um hino ao politicamente incorrecto com as desventuras de quatro anti-heróis numa historia algo desconexa com varias reviravoltas, nem sempre bem conseguidas. É um filme em animação por computador, em que a animação propriamente dita é muito fraca, que poderá ter alguma carreira graças a sua irreverência e a um elenco vocal que conta com nomes como Woody Harrelson e Simon Pegg.


Muito melhor foi "Max & Co", dos gémeos Samuel e Frederic Guillaume, uma co-produção entre a Suíça, Bélgica, Franca e Grã-bretanha, que é uma das grandes surpresas do festival.

Filme em animação de marionetas, com um argumento muito sólido, figuras visualmente muito cativantes e uma animação de excepcional fluidez, teve uma excelente recepção no festival, com os realizadores a serem muito aplaudidos. Trata-se da história de um raposinho musico em busca do seu pai e das aventuras que vive numa cidade cuja economia depende de uma fábrica de mata-moscas gerida por sapos que corre o risco de abrir falência. Com personagens muito bem caracterizadas e animadas, pode ser este o vencedor do festival na categoria de longas-metragens se o júri considerar que os geniais "Azur et Asmar" e "Paprika", obviamente superiores, estão além dos filmes de festivais e já provaram ser grandes sucessos de público nas salas, preferindo 'empurrar' para a ribalta um filme menos conhecido. Ou seja, premiar um filme de festival que ainda não estreou internacionalmente por oposição a filmes para o grande público, que já triunfaram nas salas, mesmo que, neste caso concreto, eles sejam objectivamente superiores. Veremos que surpresas a entrega de premios, a da noite de sabado, nos reserva.

Luís Salvado

Afinal, houve outro Bond

Foram poucas as salas que tiveram este privilégio. E os cinéfilos que viram este filme contam-se pelos dedos de uma mão. Apesar de Daniel Craig se ter saído bastante bem na pele de James Bond, a MGM, com receio que tal não acontecesse, avançou para uma contratação de ultima hora, mesmo antes do lançamento do filme. Na verdade, um outro actor para além de Craig desempenhou este papel. Desconhece-se se bem, ou mal. O DVD é uma raridade. Caso alguém o encontre, pede-se solenemente que conceda uma cópia.

Alvy Singer

O novo fato de Batman

Devo confessar que o novo fato de Batman, que o cada vez mais requisitado Christian Bale utilizará em Dark Knight, me assusta.

Não, tal facto não se deve às pontiagudas orelhas que mais parecem setas apontadas ao inimigo. E não, tal facto também não se deve à aparente robustez da indumentária, que em muito se assemelha a um aglomerado de betão armado andante.

Aquilo que assusta é olhar para este fato e constatar que ele é muito mais trabalhado do que o anterior traje de cerimónias de Bruce Wayne. E isto é muito, mas mesmo muito preocupante. É porque, geralmente, quando os senhores do guarda-roupa começam a ter demasiado tempo de antena, significa que os senhores do argumento se começam a desleixar. Pode não ser o caso, e que não haja razão para alarmes. Mas, que o fato está bem conseguido, está sim senhor.

Batman – O Inicio foi um dos melhores filmes de 2005. Esperamos que esta não seja a primeira escorregadela de Christopher Nolan, e que o filme esteja à altura das expectativas. Curioso como, apesar de esta ser uma sequela de um filme de acção, baseado num super-herói de banda-desenhada, dificilmente poderemos dizer estar perante um filme feito para as massas, para o tal “the people”. Curioso.

Alvy Singer

quinta-feira, junho 14, 2007

Let Them Eat Cake!

Chegou então a altura de nos sentarmos e falarmos um pouco de Marie Antoinette (Sofia Coppola, 2006). Sim, o filme estreou há praticamente um ano mas, infelizmente, nem sempre um cinéfilo pode acorrer a todos os títulos que deseja. Assim, foi com enorme satisfação, e alguma ganância, que deitei as mãos à recente edição em DVD (bem jeitosa, por sinal). Visto já o filme, e esperando que a maioria também o tenha feito, direi que talvez encontremos aqui material passível de discussão. Pois esta não parece ser uma obra consensual.

Quem espera um ano para ver este filme, já sabe ao que vai. As palavras ‘alternativo’, ‘vistoso’, e ‘musical’ ecoam dentro da nossa cabeça, assim que Dunst surge abanando o leque. Sem demoras o filme segue para a despedida da família da pequena Marie, o arranjo com Luís XVI (Jason Schwartzman), a recepção da monarquia Francesa, o matrimónio, o início na vida de Versailles, e por aí adiante. Contudo, e esta pode ser considerada como a grande critica, quem não estiver familiarizado com a história da monarca, poderá achar o filme um tanto ou quanto vago, para não dizer mesmo confuso. Não só alguns aspectos carecem de profundidade, como a sequência final, quando Marie Antoinette e Luís XVI abandonam o Palácio de Versailles, como existem ainda algumas particularidades, como a morte de um outro filho, que estão simplesmente ausentes. E possivelmente o filme ganhasse com a sua inclusão.

No entanto, talvez tenha sido esta despreocupação com o relato biográfico que permitiu a Sofia construir uma narrativa de trato simples mas, ainda assim, terrivelmente eficaz. Como dizê-lo? É compreensível que Marie Antoinette suscite comentários pejorativos. Contudo, nunca os ouvirão da minha parte.

A banda sonora é qualquer coisa de especial, absolutamente soberba. O guarda-roupa é do melhor que podemos encontrar num filme destes. O argumento, não sendo ambicioso, acaba por apresentar algumas lacunas. É verdade que se centra quase sempre no mais importante mas, por exemplo, aquela relação com o Conde Fersen… não lhe fazia mal nenhum se tivesse sido mais explorada. Sobre a realização, pouco ou nada temos a apontar. Sofia Coppola é a realizadora dos silêncios e, mais uma vez, temos um filme onde muito mais é dito nas palavras que não são proferidas. Um olhar diz tudo. E a musica por trás contextualiza-o de uma forma ímpar.

Recordo que este foi o último título a ser alvo de uma ‘Polémica do Mês’ na revista. Não tomando partido de qualquer um dos lados, não posso deixar de dizer que me inclino fortemente para um deles. Mas cinco estrelas parecem ser demasiado.

Alvy Singer

A história como nunca foi contada

Na senda do post anterior, nada melhor do que colocar aqui esta obra-prima. Dividida em duas partes, vale a pena dedicarmos vinte minutos do nosso dia a esta curta-metragem de Alexander Petrov, e entregarmo-nos a esta relíquia.

The Old Man and the Sea - Parte 1


The Old Man and the Sea - Parte 2

The Old Man and the Sea (1999). Oscar para melhor Curta-Metragem de Animação.

Alvy Singer

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