Deuxieme


segunda-feira, janeiro 22, 2007

HAVERÁ FILMES A MAIS?


O GRANDE CHEFE REGRESSOU: de Paris e atento ao que por lá se passava…aqui vai mais uma provocação!!! HAVERÁ OU NÃO FILMES A MAIS? Esta é uma questão que há muito nos preocupa a todos que trabalhamos e que gostamos de cinema. Finalmente surgem as primeiras reflexões mediáticas numa altura de grandes mutações ao nível da chamada ‘indústria cultural’, que engloba tanto o cinema, como os meios que o divulgam. Não é por acaso que é a França e num dos seus mais tradicionais meios de informação dedicados à Sétima Arte, como é o caso dos Cahiers du Cinema, a levantar esta questão. HAVERÁ PÚBLICO PARA TANTOS FILMES? Para nós críticos e jornalistas de cinema torna-se cada vez mais penoso fazer face a uma avalanche de estreias, que estão sempre a mudar e que em quantidade parecem semanalmente crescer tornando-nos quase incapazes de fazer a cobertura adequada. A pressão é redobrada, mas principalmente ficamos com a sensação de não estarmos a fazer bem o nosso trabalho deixando passar ao lado filmes importantes que nos interessam e interessam ao público, que não se deixa só influenciar pela promoção esmagadora dos blockbusters. No entanto, problema não se coloca só à crítica (e aos especatadores também), mas também a todos aqueles que trabalham neste negócio e principalmente os que lidam directamente com as salas: distribuidores e exibidores que se queixam da queda de espectadores. Os filmes estão em cartaz às vezes apenas uma semana e desaparecem rapidamente das carteleiras do jornais. Os ‘mercados secundários’ do cinema estão também em plena mudança, quando os canais de televisão generalistas têm de alguma forma reduzido a difusão de filmes, o DVD sofre também uma mutação com os novos formatos HD e Blue-Ray, e a pouco e pouco a distribuição de filmes através da Internet começa a dar cartas. Nas salas efectivamente tudo está a mudar e vai mudar ainda mais com a projecção digital, a maior concentração em multiplex, a diminuição das ‘janelas’ de distribuição, e o aumento do número de cópias. Efectivamente é cada vez maior número de filmes a chegarem aos ecrâns, o que não constitui por vezes sinónimo de qualidade. DE FACTO NÃO HAVERÁ FILMES A MAIS E ESPECTADORES A MENOS?

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Eu julgo é que há uma penetração excessiva da indústria no cinema, o que é um autêntico ataque à 7ª arte.

Não tem acontecido só com o cinema, tem acontecido com outras formas de arte. Isso sim, é vergonhoso, julgo eu: para além de quantidade desproporcionada, também temos qualidade duvidosa.

E que consequências traz isso? Bom, para começar, promove-se o entretenimento em vez de se promover a cultura. Por outro lado, dá toda uma expectativa errada aos telespectadores sobre aquilo que é o cinema. Algo tem de ser feito. Rapidamente.

Cumprimentos.

P.S.: Já são conhecidos os nomeados para os Óscares. Onde está o post?

23 de janeiro de 2007 às 14:43  
Anonymous O Grande Chefe said...

Já estamos a trabalhar nos nomeados com as nossas apostas....está disponível daqui a pouco.....

23 de janeiro de 2007 às 16:49  
Blogger BrunoMMR said...

Penso que a questão de haver ou não filmes a mais, seja uma das mais difíceis de um cinéfilo se colocar a si próprio. Se, por um lado, somos os primeiros a defender esta forma de arte, e a valorizar os seus atributos, também não é menos verdade que nos devemos preocupar com os meios utilizados por todos aqueles que participam nesta indústria universal, e que fins lhes estão destinados. Hoje sabemos que um filme não se esgota na sala de cinema. De facto, o grande ecrã é cada vez mais apenas o ponto de partida para uma longa viagem, que normalmente termina numa pen com 2 GB. Valores menos altos mas mais lucrativos se levantam, no que respeita à concepção de um filme. Quem paga, no bilhete literalmente, mas também na qualidade, é o espectador, que, cansado de dar 5 euros por um filme como tantos outros, acaba por pesar os prós e os contras de esperar pelo DVD ou por ir directamente a uma fonte da Internet e obter o produto, praticamente a custo zero. Infelizmente, o axioma de maior quantidade, menor qualidade, verifica-se actualmente. Isto não quer dizer que menos filmes bons cheguem às salas de cinema. Quer apenas dizer que é cada vez mais difícil encontrá-los, no meio de tantos outros. O palheiro aumenta, mas a agulha contínua do mesmo tamanho.
Sem querer alongar mais, aponto um caso que, a meu ver, é paradigmático: as sequelas. Facilmente um filme de sucesso nas bilheteiras, e com o reconhecimento da crítica, abre caminho para uma sequela, prequela, ou afins. Contudo, a marca do original raramente transita para os que se seguem. Ganhávamos todos se nada se seguisse a uma primeira obra de qualidade, pois o risco de “mais do mesmo” é enorme. É verdade que para aqueles que arriscam e conseguem, mérito lhes deve ser dado. Mas Coppolas e Lucas há poucos. Veja-se o caso da Matrix, Die Hard, ou Rocky, entre tantos outros. Espera-se agora pela terceira parte dos piratas, que na segunda ameaçou um tropeção. Pode ser que ainda se endireite.

23 de janeiro de 2007 às 23:11  
Anonymous Anónimo said...

Eu acho que há filmes a mais e dinheiro a menos para a ir ao cinema, está muito caro. E há mais coisas que não percebo. Como é que um filme como o "The prestige" só teve 2 ou 3 semanas no cinema e a horas ridiculas (só a sessoes tardias ou durante a semana). Assim como o "Little children" so está em 4 salas de cinema em lisboa.E como o "Crime do padre amaro" português ser um exito de bilheteira... Não compreendo.

3 de fevereiro de 2007 às 02:50  
Anonymous Débora said...

No meu entender, os filmes nunca são nem nunca serão demais; o que se verifica é a descida acentuada da qualidade dos mesmos. Por vezes é necessário assistir a 20 filmes para que, de entre eles, se possa eleger apenas um como apetecível. A quantidade está a fazer decrescer a qualidade. O imediatismo ganha força e afasta os espectadores. Os argumentos estão cada vez mais pobres, contribuindo para que o propósito da cultura seja cada vez mais uma miragem.

3 de abril de 2007 às 01:48  

Enviar um comentário

<< Home

Menu Principal

Home
Visitantes
Website Hit Counters

CONTACTO

deuxieme.blog@gmail.com

Links

Descritivo

"O blogue de cinema"

  • Estreias e filmes em exibição
  • Próximas Estreias
  • Arquivos

    Outubro 2006 Novembro 2006 Dezembro 2006 Janeiro 2007 Fevereiro 2007 Março 2007 Abril 2007 Maio 2007 Junho 2007 Julho 2007 Agosto 2007 Setembro 2007 Outubro 2007 Novembro 2007 Dezembro 2007 Janeiro 2008 Fevereiro 2008 Março 2008 Abril 2008 Maio 2008 Junho 2008 Julho 2008 Agosto 2008 Setembro 2008 Outubro 2008 Novembro 2008 Dezembro 2008 Janeiro 2009 Fevereiro 2009 Março 2009 Abril 2009 Maio 2009 Junho 2009 Julho 2009 Agosto 2009 Setembro 2009 Outubro 2009 Novembro 2009 Janeiro 2010 Fevereiro 2010 Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011

    Powered By





     
    CANTINHOS A VISITAR
  • Premiere.Com
  • Sound + Vision
  • Cinema2000
  • CineCartaz Público
  • CineDoc
  • IMDB
  • MovieWeb
  • EMPIRE
  • AllMovieGuide
  • /Film
  • Ain't It Cool News
  • Movies.Com
  • Variety
  • Senses of Cinema
  • Hollywood.Com
  • AFI
  • Criterion Collection