Deuxieme


quarta-feira, abril 25, 2007

Uma das melhores

Lá para o meio do filme, naquela que foi eleita pelo American Film Institute como a centésima obra mais romântica de sempre (uns lugares mais acima não lhe ficavam mal…), o personagem interpretado por Tom Cruise diz algo como: ‘That's more than a dress. That's an Audrey Hepburn movie’. Ora, à altura do visionamento de Jerry Maguire, não tinha tido ainda a sorte de ver qualquer filme com Audrey Hepburn, pelo que desde muito cedo esta citação ajudou a demarcar a distinta posição que esta actriz viria a ocupar no imaginário deste seu agora confesso fã. An Audrey Hepburn movie acabou por se tornar numa frase repleta de misticismo, antevendo uma personagem carismática e de classe arrebatadora, cujos filmes seriam muito provavelmente uma imagem da beleza intemporal de outrora, na era dourada de Hollywood.

Desconhecendo as opiniões daqueles que visitam o blog relativamente a esta actriz, afirmo que, depois de ver finalmente o DVD de Férias em Roma, há já muito tempo que expectativas tão altas não eram correspondidas. A história apaixonante encontra uma dupla de actores de primeira água, sendo sobretudo Hepburn, no seu primeiro grande papel em Hollywood, que surpreende pela confiança e segurança na representação. A beleza, essa, é apenas mais um atributo que torna a sua presença ainda mais especial.


O entusiasmo foi tanto que rapidamente Sabrina e Boneca de Luxo foram também adquiridos. De uma assentada estes dois foram vistos, e a dupla sessão não poderia ter corrido melhor. Num curto espaço de tempo, estes três filmes elevaram Hepburn a um patamar superior, onde poucas são aquelas que ocupam lugar. Bette Davis, Katherine Hepburn, Ingrid Bergman e Elizabeth Taylor serão talvez aquelas que poderemos incluir neste restrito grupo. Ao longo dos anos podemos encontrar diversas actrizes que ajudaram a escrever a história do cinema, contudo, os capítulos redigidos por Audrey Hepburn permanecem como uns dos mais belos e elegantes de sempre.

Este post serve sobretudo para incentivar esta descoberta a todos aqueles que tardam em confrontar-se com o talento desta actriz. Poder-se-á dizer que três filmes apenas não será uma amostra representativa da carreira de Hepburn, no entanto, quando os filmes em causa têm a qualidade que estes apresentam, pouco importará o resto. Se Férias em Roma continua a ser um dos maiores romances levados ao grande ecrã, Sabrina não deixa de ser um ícone dentro dos triângulos amorosos (a corrente humorística de Billy Wylder é notória), enquanto Boneca de Luxo afirma-se com o passar dos anos, cada vez mais, como a imagem de marca desta actriz, aquela que jamais esqueceremos, de cabelo puxado para trás, com um vestido preto e de boquilha em riste.

A elegância destes filmes não deve ser estranha à sua participação, ao mesmo tempo que a inolvidável jovialidade do seu rosto ajudava na construção de cativantes personagens, que parecem ter sido escritas propositadamente para si (Capote escreveu Breakfast at Tiffany’s a pensar em Monroe…). Aqui fica o convite à descoberta de Hepburn, e a uma das mais belas páginas da história do cinema norte-americano.

Alvy Singer

3 Comments:

Anonymous Luís Oliveira said...

Dela, só vi ainda Breakfast at Tiffan's (Boneca de Luxo), mas chegou perfeitamente para ver que há ali um charme natural que a torna uma quase-diva. Só não será diva porque lhe falta, talvez, um ou outro filme gigante que a eleve a um patamar diferente. Ainda assim, das actrizes mais belas que já passaram no ecran da minha TV...

26 de abril de 2007 às 20:21  
Anonymous Game On said...

Então e o My Fair Lady? Entre os melhores dela também... Grande actriz, e uma grande senhora.

27 de abril de 2007 às 00:15  
Anonymous Nuno Antunes (Premiere) said...

«My Fair Lady» vale pior ela, mas é muito mais "formatado".

Mas «Férias em Roma» é um dos melhores filmes de sempre. Tudo nele é magia, encanto, classe. Todos no auge do seu talento (excepto Audrey, que ainda faria melhor). E aqueles 10 minutos finais devem ser dos mais emocionalmente devastadores do cinema americano dos anos 50. Espero que nunca tentem fazer um remake.

28 de abril de 2007 às 13:56  

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