Deuxieme


quinta-feira, julho 12, 2007

O Dia da Marmota

Hoje foi um dia para esquecer. A motivação para enfrentar esta quarta-feira era praticamente nula. Era um daqueles dias em que se houvesse um botão que permitisse saltar para quinta-feira, certamente que teria sido pressionado logo de manhã. Depois, tudo o que acontecia parecia demorar uma eternidade. Tudo o que podia correr mal, corria. As horas iam passando, e o tempo para dissertar sobre cinema, neste espaço, ia diminuindo.

Hoje foi um dia para esquecer. A motivação para enfrentar esta quarta-feira era praticamente nula. Era um daqueles dias em que se houvesse um botão que permitisse saltar para quinta-feira, certamente que teria sido pressionado logo de manhã. Depois, tudo o que acontecia parecia demorar uma eternidade. Tudo o que podia correr mal, corria. As horas iam passando, e o tempo para dissertar sobre cinema, neste espaço, ia diminuindo. Foi aí que me lembrei do quão parecido o meu dia estava a ser com o dia de Bill Muray, num dos meus filmes preferidos. A única diferença está no facto de Muray acordar sempre no mesmo dia. Por estes lados o que se passou foi a realização das mesmas tarefas, vezes e vezes sem conta. Ainda o trabalho vinha lá ao fundo, e já dava para ver bem o safado. Ainda as pessoas estavam a virar a esquina, e já dava para ouvir as palavras que não tinham proferido.

Hoje foi um dia para esquecer. A motivação para enfrentar esta quarta-feira era praticamente nula. Era um daqueles dias em que se houvesse um botão que permitisse saltar para quinta-feira, certamente que teria sido pressionado logo de manhã. Depois, tudo o que acontecia parecia demorar uma eternidade. Tudo o que podia correr mal, corria. As horas iam passando, e o tempo para dissertar sobre cinema, neste espaço, ia diminuindo. Foi aí que me lembrei do quão parecido o meu dia estava a ser com o dia de Bill Muray, num dos meus filmes preferidos. A única diferença está no facto de Muray acordar sempre no mesmo dia. Por estes lados o que se passou foi a realização das mesmas tarefas, vezes e vezes sem conta. Ainda o trabalho vinha lá ao fundo, e já dava para ver bem o safado. Ainda as pessoas estavam a virar a esquina, e já dava para ouvir as palavras que não tinham proferido. O único alento surgiu mesmo quando estabeleci um paralelismo com O Feitiço do Tempo. À medida que as horas iam passando, e a angústia aumentando exponencialmente, fui-me recordando cada vez mais da inteligência e originalidade desta comovente comédia, uma das melhores da última década. Este é um daqueles filmes especiais.

Hoje foi um dia para esquecer. A motivação para enfrentar esta quarta-feira era praticamente nula. Era um daqueles dias em que se houvesse um botão que permitisse saltar para quinta-feira, certamente que teria sido pressionado logo de manhã. Depois, tudo o que acontecia parecia demorar uma eternidade. Tudo o que podia correr mal, corria. As horas iam passando, e o tempo para dissertar sobre cinema, neste espaço, ia diminuindo. Foi aí que me lembrei do quão parecido o meu dia estava a ser com o dia de Bill Muray, num dos meus filmes preferidos. A única diferença está no facto de Muray acordar sempre no mesmo dia. Por estes lados o que se passou foi a realização das mesmas tarefas, vezes e vezes sem conta. Ainda o trabalho vinha lá ao fundo, e já dava para ver bem o safado. Ainda as pessoas estavam a virar a esquina, e já dava para ouvir as palavras que não tinham proferido. O único alento surgiu mesmo quando estabeleci um paralelismo com O Feitiço do Tempo. À medida que as horas iam passando, e a angústia aumentando exponencialmente, fui-me recordando cada vez mais da inteligência e originalidade desta comovente comédia, uma das melhores da última década. Este é um daqueles filmes especiais. Escusado será dizer que logo me lembrei da simpática cidadezinha de Punxsutawney, de Stephen Tobolski como o cáustico vendedor de seguros, de ‘I Got You Babe’ como a música despertadora de todos os dias… O simples facto de ter recordado este filme foi suficiente para alterar o estado de espírito, e encarar o resto do dia de outra forma. Um pouco do que aconteceu com o sisudo Phil Connors (Bill Muray). O dia pode ter sido para esquecer. Mas este é um filme para recordar.

Alvy Singer

20 Comments:

Anonymous PlayStation said...

Acho que só quem viu o filme é que percebe o post, Alvy... Quem não viu, vai pensar que é uma enorme baboseira. lol

12 de julho de 2007 às 10:42  
Anonymous Marco said...

Quem não viu o filme tem duas hipóteses, lê este texto (GENIAL diga-se de passagem) e tem lá a explicar no que consiste o filme ou se mesmo assim não perceber, vai ao IMDB ou outras fontes que digam por alto como é a história do filme :)

Mas sem dúvida que esses dias que o Alvy menciona tendem a acontecer cada vez mais com o passar dos tempos. Quanto mais velhos ficamos, mais se entra nesse ciclo. Eu mesmo com 20 anos já noto isso. Quando tinha os meus 12 anos (mais coisa menos coisa) todos os dias eram uma aventura nova, hoje em dia, até já sei onde vou estar daqui a um mês o que é totalmente irritante e abafador. Não há margem para manobra, a vida está toda destinada praticamente. Mas é a que temos, e há que aproveita-la... há que pensar que muitos desejam poder ter a rotina que nós temos e que provavelmente, nem sequer podem abandonar 4 paredes que são o seu quarto (ou outro local qualquer)...

12 de julho de 2007 às 12:45  
Anonymous Marco said...

Já agora, e para fugir um pouco à monotonia que possam ser os dias... deixo aqui umas novidades vindas do mundo dos trailers:

- 10.000 B.C.
- The Invasion
- August Rush
- The Golden Compass
- Gone Baby Gone

Belas surpresas que sem dúvida tornam único cada dia :)

12 de julho de 2007 às 12:50  
Anonymous Sabrina said...

sem dúvida que todos nós temos dias assim, mas como diz o Marco, o i mportante é arranjar algo que torne esses dias menos monotonos e desmotivantes... como uma jantar fora:P ou então uma lista de novos trailers p aguçar o amor pelo cinema de cada um de nós! obrigada pelas sugestões, Marco!

12 de julho de 2007 às 14:38  
Blogger Alvy Singer said...

Marco, grato pelas sugestões. Lá está, este já foi um dia melhor.

13 de julho de 2007 às 00:40  
Anonymous mimesis said...

O melhor filme de Bill Murray. De sempre! Escusado dizer que Lost in Translation fica a milhas deste...

14 de julho de 2007 às 11:54  
Blogger Marco said...

mimesis

Não concordo... de todo... Lost in Translation a milhas deste? Pois eu acho que é mais o contrário. Mas são opiniões. A mensagem a retirar do Lost In Translation é mais complexa do que este filme, talvez por isso tenha essa opinião, assim como eu tenha esta. Como disse, opiniões.

14 de julho de 2007 às 12:25  
Blogger Knoxville said...

Acho que são dois géneros completamente diferentes para poderem ser comparados. Mas que "Groundhog Day" é triplamente mais satisfatório, original e criativo que "Lost In Translation" é. Além disso, já venceu uma barreira que LiT ainda não o fez: a do tempo. Tornou-se um filme intemporal, recordado e amado por todos. Não sei se LiT ao fim de 20 anos terá a mesma força que o Dia da Marmota!

Cumprimentos.

14 de julho de 2007 às 12:53  
Blogger Alvy Singer said...

Ter de escolher entre 'O Feitiço do Tempo' e 'Lost in Translation' pode ser uma experiência dolorosa. Se algum deles fosse mau... O que não é o caso. Estamos a falar de dois filmes notáveis. Isto depende muito do dia... Embora nunca me farte do dia da marmota, acho que há mais dias em que prefiro a solidão hoteleira de Sofia Coppola.

15 de julho de 2007 às 03:01  
Blogger M.Ferreira said...

Muito bem escrito este post,todo o paralelismo entre o real e aquilo que realmente nos marcou e marca na sétima arte. Sou também um fã devoto deste filme, já o vi muitas e muitas vezes e cada vez trinco um promenor diferente e mais uma razão para o colocar no meu TOP 5 das comédias da minha vida

15 de julho de 2007 às 21:28  
Blogger Marlon_Jatahy said...

Belo texto!
Tbém gostei muito desse filme.

Aliás estou tentando descobrir qual versão é aquela que toca no rádio! É o The Pretenders?!

Valeu!

16 de julho de 2007 às 04:51  
Blogger Alvy Singer said...

Já não me recordo bem, Marlon. Não é o original de Sonny e Cher? A outra única opção que estou a ver é a versão dos UB40.

16 de julho de 2007 às 11:16  
Anonymous José Mário said...

"Tornou-se um filme intemporal, recordado e amado por todos"
Isto já me parece um bocadinho exagerado. Por todos os cinéfilos, ainda vá.

Lembro-me de ver este filme em miúdo, numa passagem de ano, teria eu os meus 12 anos...


E perdoem-me, mas para mim o melhor filme com o Bill Murray(tudo bem que não é num papel principal) é sem dúvida o "Royal Tenenbaums"

16 de julho de 2007 às 12:28  
Blogger Marco said...

José Mário

Melhor filme de Bill Murray "The Royal Tenenbaums"?

Sim, talvez pudesse ser se não tivesse o Ben Stiller, o Luke Wilson e o Owen Wilson...

Mas pronto, não que o filme seja mau, mas não se pode considerar melhor que "Groundhog Day" ou "Lost in Translation". É um bom filme, mas a meu ver, jamais ultrapassa os 2 filmes mencionados.

Alvy Singer

"Embora nunca me farte do dia da marmota, acho que há mais dias em que prefiro a solidão hoteleira de Sofia Coppola."

É o que penso. É que nem todos os dias estou com disposição para ver um filme divertido e aproveita-lo, enquanto que a calma que o "Lost in Translation" transmite é sempre boa de se receber.

16 de julho de 2007 às 12:52  
Anonymous José Mário said...

Marco, ter este ou aquele actor não é um argumento para classificar um filme como bom/mau, ou melhor/pior do que outro.
Mau era se assim fosse.

O Lost in Translation tem aquela loira do Scary Movie...

16 de julho de 2007 às 15:40  
Blogger Marco said...

Sim, claro que não é assim que as coisas se vêem... mas que são actores fracos lá isso são e a qualidade dos filmes muitas vezes é graças aos actores.

O leque de actores que o "The Royal Tenenbaums" não é mau, mas não dá muita vontade de ver o filme quando se sabe que levas com 3 "actores" ainda para mais quando tens do outro lado um filme com 2 actores no verdadeiro sentido da palavra.

Até a mensagem que ambos os filmes transmitem faz com que "The Royal Tenenbaums" não seja assim tão bom (quando comparado com "Lost in Translation") ao ponto de se considerar esse filme como o melhor de Bill Murray.

Mas também, é tudo uma questão de gostos, só que comparando um com o outro, não acho que se possa dizer que "The Royal Tenenbaums" seja de longe o melhor filme de Bill Murray.

16 de julho de 2007 às 16:46  
Anonymous mimesis said...

Bem, reparei que abri aqui uma polémicazinha ao referir o Lost in Translation! LOL

A minha única resposta é que Groundhog Day é um filme SUBvalorizado e o Lost in Translation é demasiado SOBREvalorizado... Só o tempo o dirá, como referiu o Knoxville.

16 de julho de 2007 às 17:59  
Anonymous José Mário said...

Não acho o luke wilson mau actor. No filme, só acho que destoa pela sua falta de talento o irmão. Sim, às vezes a qualidade de um filme está pendurada no desempenho de um determinado actor nesse filme. Mas este argumento é excepcionalmente irrelevante no caso deste filme, que tem uma dúzia de actores com papeis de quase iguail importancia, pelo que 3 ali no meio, nem têm assim tanto peso.

mas não dá muita vontade de ver o filme quando se sabe que levas com 3 "actores"
Aqui pareceu-me que já levava na mente "estes actores são maus", e que pode ter deixado esse juízo interferir na apreciação do filme. Isso farta-se de acontecer. Pq não lhe dá uma segunda hipótese. Ou então não é o seu género de filme e humor.

Até a mensagem que ambos os filmes transmitem faz com que "The Royal Tenenbaums" não seja assim tão bom (quando comparado com "Lost in Translation") ao ponto de se considerar esse filme como o melhor de Bill Murray.
Sim? Que mensagens são essas? E pq é que uma é melhor do que outra?

Claro está, é uma questão de gostos... Não me parece que o que eu disse seja disparatado. E pelo que vi até à data (que foram, todos os filmes que ambos fizeram), ponho sem dúvida Wes Anderson acima de Sofia Coppola.

Se me quiser dizer, que a prestação do Bill Murray é mais marcante e impressionante no LiT do que no RT. Aí já estamos em acordo.

16 de julho de 2007 às 19:09  
Blogger Marco said...

"Se me quiser dizer, que a prestação do Bill Murray é mais marcante e impressionante no LiT do que no RT. Aí já estamos em acordo."

Era basicamente isso que estava a dizer, porque vendo bem, um bom papel é aquele que marca e impressiona o espectador. Se for algo que passe despercebido ou que se fique somente pelo normal, acho que passa depressa...

16 de julho de 2007 às 21:34  
Anonymous José Mário said...

só que comparando um com o outro, não acho que se possa dizer que "The Royal Tenenbaums" seja de longe o melhor filme de Bill Murray

...

17 de julho de 2007 às 09:48  

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