Mais ano menos ano, isto acontece mesmo.
Tudo isto é ainda muito prematuro, já para não falar no facto de nos estarmos a basear em palavras de pessoas, que não conhecemos de lado nenhum. Quer dizer, sabemos que elas existem e que gostam de cinema mas, mais do que isso, nada. Se, às vezes, nem mesmo em mim próprio acredito, quanto mais confiar nas crenças pessoais de um critico de cinema, por mais reputado que seja.Bem vistas as coisas, até prefiro acreditar. Convenhamos que, se não nos apoiarmos naquilo que vai chegando do lado de lá do Atlântico, podemos mesmo correr o risco de passar ao lado de algumas boas surpresas. E, esta semana, sempre com um pé atrás, li um artigo que pode ter sido o início de uma bela surpresa, caso venha a concretizar-se.
O buzz que paira à volta de Juno, a próxima obra de Jason Reitman, tinha sido já razão suficiente para inclui-lo na lista dos mais fortes candidatos ao Óscar de melhor argumento. Não tão previsível era a hipótese de Ellen Page entrar na corrida ao prémio de melhor actriz. E quem o diz é um completo desconhecido de nome Roger Ebert:
“I don’t know when I’ve heard a standing ovation so long, loud and warm as the one after Jason Reitman’s “Juno,” which I predict will become quickly beloved when it opens at Christmas time, and win a best actress nomination for its 20- year old star, Ellen Page”.
Se há actriz pela qual sou capaz de torcer, mesmo sem ver o filme, é Ellen Page. Não ao ponto de querer que ganhe a todo o custo. Sem ter visto qualquer uma das candidatas em acção (excepção feita a Keri Russell), apenas a ideia da jovem actriz entrar neste reboliço já é agradável o suficiente. Dificilmente aquele desempenho em Hard Candy me sairá da cabeça. Há ali um misto de Jodie Foster, um pouco mais perversa, em Taxi Driver com Tora Birch, em Beleza Americana, que culmina numa das melhores composições que vi em bastante tempo. Por enquanto, ainda não tive o prazer de ver Ellen Page em Juno. Mas, se a pequenota se tiver portado tão bem quanto em Hard Candy, uma nomeação pode mesmo ser o resultado final.
Alvy Singer
Etiquetas: Ellen Page, Juno



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