Não vale a pena beliscar... Não é um sonho.
Sentemo-nos confortavelmente nas nossas cadeiras, e retiremos deste momento tudo aquilo que ele tem para nos oferecer. Não é todos os dias que a lista dos Los Angeles Film Critic Awards vem desta forma. Ao pé desse pequeno pormenor, que é o último nome a constar neste rol de premiados, dizer que There Will Be Blood, e todos aqueles que nele entram, são fortes candidatos aos Óscares deste ano, parece quase insignificante. Ora, vejamos quem ganhou só o galardão de Melhor Filme Independente/Experimental, para os críticos de Los Angels.
Filme: There Will Be Blood,
Realizador: Paul Thomas Anderson, "There Will Be Blood",
Actriz: Marion Cotillard, "La Vie en Rose",
Actor: Daniel Day-Lewis, “There Will Be Blood”,
Argumento: "The Savages" de Tamara Jenkins,
Actriz Secundária: Amy Ryan, "Gone Baby Gone" e “Before the Devil Knows You’re Dead”,
Actor Secundário: Vlad Ivanov, "4 Months, 3 Weeks and 2 Days",
Melhor Filme Estrangeiro: "4 Months, 3 Weeks and 2 Days" de Cristian Mungiu,
Documentário: "No End in Sight" de Charles Ferguson,
Direcção Artística: Jack Fisk, "There Will Be Blood",
Animação: (empate) “Ratatouille" (Brad Bird) e “Persepolis” (Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi),
Música: Glen Hansard and Marketa Irglova, “Once",
Fotografia: Janusz Kaminski, "The Diving Bell and the Butterfly",
Nova Geração: Sarah Polley, “Away From Her”,
Carreira: Sidney Lumet (anunciado previamente),
Independente/Experiemental: “Colossal Youth” de Pedro Costa.
Ver o nome de Pedro Costa a seguir ao do monstro Sidney Lumet, quase que dá pele de galinha. Se é que vale para alguma coisa, do Deuxieme, os mais sinceros parabéns, e um sentido obrigado, por este tremendo motivo de orgulho.
Alvy Singer
Etiquetas: Juventude Em Marcha, Pedro Costa



3 Comments:
Esta notícia é, de facto, motivo de orgulho. Pedro Costa (e, de certa forma, o cinema poruguês) está de parabéns. Este reconhecimento deveria abrir os olhos a muito boa gente que ainda não descubriu o nosso cinema (o bom, claro), e estou a incluir muitos portugueses. Infelizmente, ainda não tive oportunidade de ver este de Pedro Costa (com muita pena minha) mas a vontade é imensa. Estamos de parabéns.
já tinha perguntado faz algum tempo se este não seria um dos concorrentes portugueses aos grandes prémios internacionais, lembro-me de ler no ipsilon um artigo enorme sobre o filme, que alguma critica americana estava a adorar o filme, mas este ano o concorrente ao óscar é a obra do senhor Manoel Oliveira (parabéns, faz anos dia 11 deste mês), no entanto pode ser que este seja assim uma obra que os portugueses possam a vir descobrir em vez dessa coisa as que chamam corrupção
referência especial da minha parte para a "vitória" da banda sonora de um pequeno grande filme "Once"
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