As contas dos Oscares.
O Risky Biz avança um dado curioso: nos últimos dez anos, só por uma vez o Oscar de Melhor Filme não foi parar a um dos dois títulos com maior receita de bilheteira. Precisamos recuar até 1999, o ano de Beleza Americana, para encontrar um vencedor que não respeite este critério. Contudo, não foi por muito, pois o filme de Sam Mendes ficou em terceiro lugar nos mais vistos. Mas, se quisermos ir mais longe, só em 1987 é que o mesmo tinha acontecido, quando O Último Imperador (Bernardo Bertolucci) arrebatou a principal estatueta.
A mensagem que a Academia tem por hábito passar não poderia ser mais clara. Os filmes mais vistos pelo público americano tendem a ser os mais valorizados na cerimónia. Ao olharmos para a tabela que se segue, facilmente verificamos quais os dois que têm mais hipóteses.
Visto por este prisma, Haverá Sangue e Expiação quase que podem dizer adeus à consagração. Uma Questão de Consciência é a tal excepção à espera de confirmar a regra. Outro aspecto a ter em conta é que, se Juno não ganhar, Este País Não É Para Velhos tornar-se-á no vencedor com menor receita dos últimos vinte anos, apesar de ainda ir a tempo de fazer mais três milhões e ultrapassar os 55 de Crash – Colisão (Paul Haggis).
Algo que também puxará certamente pelo filme de Jason Reitman é a recente chegada da sua banda-sonora ao primeiro lugar da Billboard. Se todas forem tão boas como esta Anyone Else But You, não é de admirar que se vendam CDs de Juno como se fossem pãezinhos quentes.
Alvy Singer



2 Comments:
A questão é: com filmes como No Country For Old Men e There Will be Blood será que Juno merecerá ganhar?
Podia-se fazer outra investigação...
À excepção de Crash, quantos filmes ganharam o Óscar de melhor filme que não tenham tido a sua estreia no final do respectivo ano??
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