O outro Juno.
Nunca ninguém conseguiu convencer-me de que, quando um aluno questiona o professor, e este direcciona a pergunta para a sala, é o porque o docente não está seguro da resposta. Quando nos perguntam alguma coisa, e não sabemos a resposta, a melhor técnica de fuga será sempre direccionar a questão para o auditório, na esperança de que alguém avance a informação pretendida. Agora, isto só funciona se não existir uma introdução como esta, que desarma por completo este truque. De qualquer maneira, porque a comunicação neste espaço será sempre transparente, pois não há risco de escutas, comecemos por dizer que ainda não vimos Jeni, Juno (Ho-joon Kim), nem Juno (Jason Reitman, 2007). À altura em que Alvy Singer escreve este post, provavelmente José Vieira Mendes e o Francisco Silva já terão visto o último. O Tendinha, temos a certeza que viu. Agora, se algum deles viu o título coreano, isso não sabemos.
Aquilo que sabemos é que este não é, de facto, um mito urbano. Existe um filme chamado Jeni, Juno, cujo trailer deixamos aqui, estreado na Coreia do Sul em 2005, e que aparenta algumas semelhanças com o seu primo afastado dos Estados Unidos. A começar no tema, e a terminar nos nomes, sendo que no coreano, Juno é o nome do rapaz. Diz, quem já viu os dois, que existem tiradas idênticas, como, por exemplo, o início do filme, quando ambas fazem o teste de gravidez, ou quando os rapazes oferecem os seus serviços para transportar sacos de compras. Lá para o meio, existe mais uma ou outra coisa comparável, como o atletismo de competição de Bleeker, que pode ser uma analogia ao videojogo que Juno encara de forma profissional. Enfim, até que ponto tudo isto não passa de especulação, e não se está a fazer uma tempestade num copo de água (a metáfora não será bem esta, mas serve para transmitir a ideia pretendida), é coisa que não temos a certeza. Daí pegarmos na questão do Ricardo, colocada no post anterior, e transportá-la para aqui. Isto porque, se alguém tiver algo a acrescentar, tendo visto ou não as duas obras, que sinta mais do que à vontade para se manifestar. Toda e qualquer informação será bem-vinda. Antes de dar este tema por concluído, apenas uma palavra para o que Diablo Cody escreveu em Outubro, quando afirmou que nunca tinha ouvido falar de Jeni, Juno, e confessou que a sua primeira ideia para o título de Juno foi… Junebug. O mundo é mesmo pequeno, caramba.
E, relativamente à outra questão, Falling Slowly foi mesmo dada como elegível. Um ano sem uma controvérsia deste género, não é ano nem é nada.
Alvy SingerEtiquetas: Diablo Cody, Jeni Juno, Juno



2 Comments:
muito obrigado pelo tão pormenorizado esclarecimento.
Bem, afirmar (apesar de não conhecer a senhora Cody de lado nenhum)) com toda a certeza do mundo que a ideia base foi mesmo 'roubada' seria não só estúpido como chamá-la abertamente mentirosa. Pelas palavras que ela escreveu a esse respeito no tão famoso blog dela (que, diga-se, fazem-na soar uma snob americana autêntica, coisa que nunca pensei que fosse) parece que é mesmo coincidência... Agora, há que admitir, que enorme coincidência! Quer dizer, é que nem é só o nome, nem a questão da gravidez, são também os pormenores que o Alvy mencionou (que confirmo, pois tenho o filme em DVD). Enfim, continuo com as minhas dúvidas, apesar de não gostar de presumir que uma pessoa teria o desplante de mentir daquela forma... Mas pronto, vou ver Juno 6ª feira, tenho a certeza que vou gostar do filme. De qualquer forma, quer me parecer que a senhora Cody devia pensar em aumentar um pouco mais a sua cultura cinematográfica, porque as palavras dela não abonaram nada a favor dela. No que me diz respeito.
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