Deuxieme


segunda-feira, março 02, 2009

25 - Quanto mais me bates...

Hoje começamos a lista das 25 melhores bofetadas na História do Cinema. Há já bastante tempo que andávamos por aqui a ultimar pormenores. Uns arranjos no ordenamento, e um absorver de atenções por parte dos Oscars, ditaram o adiamento desta série de posts que nos fará companhia nos próximos dois meses. Umas vezes será apenas uma lambada. Outras, um valente sopapo. O que importa é que a coisa nunca descambe. Não teremos aqui aquelas lutas de western em que voam cadeiras pelo saloon, rebentam-se garrafas na cabeça de um qualquer personagem, e o vilão acaba por ser atirado porta fora para a rua. Não. Aqui, o arrufo será simples. Dois, três segundos, e fica arrumada a questão. Umas vezes para rir, outras nem tanto. Uma oportunidade para falarmos neste espaço de alguns filmes que, de outra maneira, provavelmente jamais viriam a ser mencionados no Deuxieme. Iniciem-se, pois então, os Jogos.

Filme: Guys and Dolls (Joseph L. Mankiewicz, 1955).

Gladiadores: Jean Simmons e Marlon Brando.

A cena: Quase que apetece dizer que o filme é conhecido por todas as razões erradas. Uma espécie de What Ever Happened to Baby Jane?, versão masculina. Verdade seja dita, Marlon Brando e Frank Sinatra nunca se entenderam no plateau. Sinatra queria ter ficado com o papel de Sky Masterson, mas acabou por receber o secundário Nathan Detroit. Os rumores dizem que na cena em que Sky e Nathan se conhecem, Brando falhava propositadamente os takes, só para que Sinatra, que detestava cheesecake, tivesse de dar mais uma garfada. As gravações pararam, quando Sinatra viu que não aguentava mais. No dia seguinte, ao que parece, bastou um take. Depois deste filme, Sinatra passou a referir-se a Brando pela alcunha de Mumbles. E, Sinatra juntou a sua voz aos muitos críticos que ceifaram as aptidões musicais do protagonista. Marlon Brando não voltaria a cantar no grande ecrã. Com os dois homens às turras, não deixa de ser curioso que tenha sido uma mulher a molhar a sopa. Jean Simmons, na pele de Sarah Brown, ficou com o papel que Marilyn Monroe pretendia para si. Sarah e Sky vivem uma relação intensa, num interminável estado de atracção e repulsa. Nesta cena, Sarah explica a Sky, aquilo que não procura num homem. No final, Sky beija-a. A resposta de Sarah é menos carinhosa. Contudo, não é por isso que Sky deixa de encontrar um motivo para visitá-la. “Well, that makes it necessary for me to stop in again. Matthew 5:39. Don't bother looking it up, it's the bit about the other cheek”.

Bruno Ramos

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