Deuxieme


quarta-feira, janeiro 27, 2010

A Single Man.

O calendário de estreias nacionais sofre mais alterações do que a face de um adolescente com problemas de acne – como sempre, fala-se aqui com conhecimento de causa. Neste preciso instante, prevê-se que no próximo dia 18 de Fevereiro cheguem três homens às nossas salas. O Sério, o Lobo e o Solteiro. Caso a agenda se mantenha, o que é pouco provável, este será um dos fim-de-semana mais preenchidos do ano. Se considerarmos que An Education continua a ter lançamento marcado para este mesmo dia, então, podemos concluir que aquela semana terá todos os condimentos para proporcionar uma óptima maratona cinematográfica. Nem vale a pena fazer outros programas. Agora, quanto aos homens que chegarão por essa altura, por muito peso que o trunfo Coen tenha, e por muito apelativa que seja a carta de um action flick com Benecio del Toro, tudo o que tem sido critica à estreia de Tom Ford na realização leva-nos a olhar para A Single Man com um brilhozinho diferente, numa data tão ocupada. No entanto, não por causa de Tom Ford. O grande culpado é Colin Firth. Em abono da verdade, A Serious Man e An Education são inclusive apontados como fortissimos candidatos a uma nomeação para os Oscars na mais importante categoria. A Single Man, por sua vez, parece não entrar nessas contas. Onde o filme tem aparecido, tantas e tantas vezes ao longo da presente temporada de prémios, é à frente do nome de Colin Firth, quando se faz referência à película pela qual o actor está nomeado pela sua interpretação. Há quem não hesite em considerar Firth como o grande candidato à estatueta deste ano. Que estará nos cinco finalistas, parece ser unânime. De todas as apreciações, destaque-se a de Betsy Sharkey, no LA Times:

Center stage, of course, is Firth. Without him to provide the soul, all that saturated beauty would count for nothing. He holds George together with such care and breaks him apart just as carefully. One of many grace notes comes as he takes the call telling him of Jim’s accident. There is such stillness as the words hit him, as if to react would be to make it real”.

Dizer que Colin Firth é a principal razão para ver um filme onde entra também Julianne Moore, quer dizer muito.

Bruno Ramos

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1 Comments:

Blogger Ricardo said...

Será que é desta que o inesquecível Mr. Darcy vê reconhecido o seu talento. Depois de ter participado nos oscarizados "O Paciente Inglês" e "A Paixão de Shakespeare" (sempre no papel de cornudo), será que Firth regressará a casa com a estatueta de melhor actor. A nomeação parece certa, mas Jeff Bridges poderá não facilitar a tarefa...

28 de janeiro de 2010 às 00:57  

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