Drag Me To Hell - Trailer.
Só porque Spider-Man 3 defraudou expectativas colossais, não podemos partir para cima de Sam Raimi com sete pedras na mão. Estamos a falar do cineasta que brindou a humanidade com Evil Dead (1981), Evil Dead II (1987), Army of Darkness (1992), Spider-Man 2 (2004), e o delicioso A Simple Plan (1998). Contudo, por estes dias, parece que há quem tenha deixado de tomar a dose diária recomendada de queijo. E, a memória ressente-se. A não ser que, pura e simplesmente, não se goste de qualquer obra deste realizador. Felizmente, não isso que se passa por estas bandas. Agora, não só fazemos parte do grupo que aprova com um enorme visto a carreira de Raimi, como já lhe demos o cartão vitalício de realizador certificado. Como que a dizer que, mesmo que Raimi nunca mais faça qualquer filme de jeito, terá sempre a benesse daquilo que já produziu, e a sua reputação permanecerá imutável para todo o sempre. Se pensarmos que o seu último grande triunfo chegou em 2004, e recordarmos que a primeira entrada no seu currículo remonta a 1978, percebemos que este não é um percurso profissional qualquer. Quantos não andam ainda por aí – Brett Ratner – à procura de firmar créditos na indústria, mesmo com grandes projectos oferecidos de mão-beijada? Raimi já se deixou disso.
Isto tudo a propósito da chegada de Drag Me To Hell. O primeiro título de terror de Raimi, desde que o cineasta mergulhou na saga da Marvel. O filme conta-nos a história de Christine (Alison Lohman), uma jovem empregada numa empresa de créditos que recusa um novo empréstimo a uma idosa endividada, obrigando-a a sair de casa. Sobre Christine, imediatamente se abate um feitiço sobrenatural que transforma a sua vida num inferno. O trailer mostra-nos algo entusiasmante? Nem por isso. O poster assusta, ou dá apenas a ideia de que Lohman está a ter um orgasmo? É mais a segunda. Ainda assim, é Raimi. Chega-nos.
Alvy Singer
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