Deuxieme


segunda-feira, outubro 22, 2007

As carreiras são feitas de opções.

São acontecimentos como este que definem e condicionam a carreira de um actor. Quando hoje dizemos que Michele Pfeiffer era a primeira opção para interpretar Clarice Starling em O Silêncio dos Inocentes, dizemo-lo como se fosse a coisa mais natural do mundo. No entanto, se nos metêssemos num DeLorean rumo a 1991 e, qual Marty McFly, obrigássemos Pfeiffer a aceitar o papel, certamente que hoje teríamos outros temas de conversa quando falássemos da catwoman.

Ora, numa inesperada reviravolta, este fim-de-semana, no último dia de pré-produção de The Lovely Bones, o próximo filme de Peter Jackson, e mesmo antes das câmaras começarem a rolar, eis que o nome de Ryan Gosling é substituído pelo de Mark Wahlberg. A Variety não está com meias medidas, e avança com essa forte possibilidade para o afastamento de Gosling que são as creative differences. Quando o actor já levava mais quinze quilos em cima, e uma barba por fazer há meses, dá vontade de perguntar que raio de diferenças eram essas. Para todos os efeitos, depois da demonstração inequívoca de todas as suas capacidades em The Departed, Wahlberg terá aqui, à partida, todas as condições para aspirar a algo mais. Ou não fosse The Lovely Bones um dos filmes já apontados para os prémios de 2008.

De forma mais airosa, Clooney também abandonou um dos seus muitos projectos. Depois de Chris Pine ter optado por ser Kirk em Star Trek de J.J. Abrams, agora foi a vez de Clooney ter deixado para trás White Jazz, uma das sequelas de L.A. Confidential em preparação. Numa altura em que Clooney se encontra às ordens dos irmãos Coen, nas filmagens de Burn After Reading, e enquanto vai também tentando terminar a sua obra Leatherheads, White Jazz acabou por ser o sacrificado. Começar do zero é tramado mas, Joe Carnahan (Narc) parece ser um tipo com estaleca.

Alvy Singer

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11 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Talento e qualidade como actor à parte, será Mark Wahlberg uma boa escolha para interpretar este papel? Penso que Ryan Gosling também não seria o actor certo para interpretar esta personagem principal. Talvez um Tom Hanks.
Realmente este filme começa a ser um dos mais cobiçados para 2008. Tantas movimentações de bastidores sem ter começado a ser filmado sequer. Primeiro a confusão com os produtores, agora isto...

23 de outubro de 2007 às 00:23  
Anonymous Anónimo said...

Será possivel a Deuxiéme colocar no blogue a lista dos filmes que estreiam todas as semanas. Para quem não vive nos grandes centros é difícil manter-se informado e a revista apenas faz uma crítica a alguns.

23 de outubro de 2007 às 01:06  
Anonymous Anónimo said...

Perdão, o blogue. é difícil perder velhos hábitos.;( Snif

23 de outubro de 2007 às 01:07  
Blogger João Bizarro said...

Perdão, depois do que vi do Rayn Goslin no Stay e no Half Nelson acho que ele pode fazer qualquer papelo principal.

O Tom Hanks precisa de descansar depois do que fez ao Robert Langdon.

23 de outubro de 2007 às 10:19  
Anonymous Anónimo said...

Convém não esquecer que Tom Hanks estará de volta este ano, João. E aquele cabelo não é nada bom prenúncio... Medo. E eu que até gosto do homem.

Gosling seria aqui uma escolha mais acertada parece-me. Visto de fora, parece que lhe cortatram as asas.

23 de outubro de 2007 às 10:55  
Anonymous Anónimo said...

Até hoje eu me pergunto qual foi a cigana que disse pro Mark Walhberg deixar de lado sua carreira de cantor e apostar na de ator que ele tinha futuro...

Ah, pelamor de DEUS!!! O cara é muito fraco... Não possui recurso dramatico algum (sempre a mesma cara)... O inacreditável é que ele consegue participar de filmes importantes, com diretores renomados... Assim como Orlando Bloom que também é um zero a esquerda e vive participando de blockbusters e filmes com grandes diretores...

Não tenho dúvida que Ryan Gosling é mais talentoso do que Walhberg... Agora é difícil saber o que se passa na cebaça de Peter Jackson para que ele tenha se interessado por Mark... Ou seja, se alguém tiver que ser criticado por esta troca é exatamente Jackson (que deu o aval para a contratação), e não outra pessoa... Há não ser que tenha sido imposição de algum produtor, não sei...

Por exemplo, no lugar de Walhberg eles poderiam ter corrido atrás do excelente Edward Norton, não é verdade???

23 de outubro de 2007 às 12:16  
Blogger João Bizarro said...

Alex, prefiro o Ed. Norton (dos meus actores preferidos), e até o Ryan Goslin.
Mas o Mark Wahlberg está longe de ser um mau actor. Aliás já teve excelentes interpretações (The Departed e Boogie Nights, por ex.).

Como ele também o Orlando Bloom já fez coisas boas.

23 de outubro de 2007 às 13:35  
Anonymous Anónimo said...

Não retiro nenhum mérito a Ryan Gosling, pelo contrário, acho que já é um grande actor com um futuro brilhante. Os seus ultimos 6 filmes, considero-os todos como filmes de grande qualidade - The United States of Leland, The Notebook, Stay, Half Nelson, Fracture e Lars and The Real Girl. Tendo eu lido o livro, acho que ele não se adequa ao papel, mas posso estar enganado. Pelos vistos a noticia ainda não foi confirmada no IMDB pois ele continua a aparecer nos créditos do filme.
Quanto a Tom Hanks, a culpa do fracasso de Da Vinci Code, na minha opinião tem mais a ver com a realização do que com o actor. Penso que ele foi um erro de casting, pois também não achei, desde o inicio, que seria boa escolha para o papel de Robert Langdon. Cheguei a discutir com algumas pessoas se não teria sido melhor escolha o Edward Norton.

23 de outubro de 2007 às 14:23  
Anonymous Anónimo said...

Querem um nome para Langdon? Ewan McGregor. Esse tinha chegado lá.

23 de outubro de 2007 às 14:27  
Anonymous Anónimo said...

O Mark Wahlberg consegue passar por actor decente, mas depende muito daquilo que o argumento lhe der, e da maneira como o realizador o dirigir. O Peter Jackson não é um realizador de actores; como tal, não me parece que o Marky Mark seja a escolha mais acertada. Espero estar enganado.

O Joe Carnahan só tem filmes medíocres no curriculo. Este White Jazz é-me completamente indiferente.

23 de outubro de 2007 às 15:21  
Blogger João Bizarro said...

Não concordo bbrown.
Tanto o Narc como o Smokin' Aces são filmes muito interessantes.

23 de outubro de 2007 às 15:44  

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