Há dias em que não se devia sair de casa.
O post do Francisco Silva, de há uns dias atrás, deixou-me de rastos. Sobretudo porque chegou no final de um dia em que tinha enchido o depósito do carro. Quando se decide encher o depósito é logo meio caminho andado para um tipo ir abaixo. É estar mesmo a pedi-las. Agora, se, para além disso, um cinéfilo como nós nos escarrapachar na cara, como a nossa vida poderia ser muito mais engraçada nas ruas de Madrid, então ainda pior.
No entanto, o curioso nesse dia é que não foi só isso – o que já era muito. Ainda no posto de gasolina, enquanto aguardava a minha vez na fila para pagar, tive oportunidade de passar os olhos pelas revistas à venda na banca das publicações. Uma saudade cortante surgiu sem avisar. A PREMIERE já não estava lá. Mas, em contrapartida, estava lá esta.
Porque nunca adquiri um único número desta revista, jamais poderei criticar os seus conteúdos. Mas, nem é tanto esse o propósito. Gostaria apenas de deixar aqui a minha perplexidade por viver num país cujo mercado sustém e alimenta uma publicação com o nome Elite, em detrimento da única que existia sobre cinema. Talvez seja pela inequívoca qualidade de vida reinante neste estado da União Europeia, ou pela jogada de mestre que é ter duas línguas no título (talvez a PREMIERE, a determinada altura, tivesse feito melhor em mudar o seu nome para PREMIERE – Filmes & Cable), a verdade é que a Elite parece ter saída. Também, se não tivesse, bastava algum membro da dita cuja chegar à redacção com um cheque milagroso e resolvia-se o problema.
Alvy SingerEtiquetas: Premiere




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