Há dias em que não se devia sair de casa.
O post do Francisco Silva, de há uns dias atrás, deixou-me de rastos. Sobretudo porque chegou no final de um dia em que tinha enchido o depósito do carro. Quando se decide encher o depósito é logo meio caminho andado para um tipo ir abaixo. É estar mesmo a pedi-las. Agora, se, para além disso, um cinéfilo como nós nos escarrapachar na cara, como a nossa vida poderia ser muito mais engraçada nas ruas de Madrid, então ainda pior. No entanto, o curioso nesse dia é que não foi só isso – o que já era muito. Ainda no posto de gasolina, enquanto aguardava a minha vez na fila para pagar, tive oportunidade de passar os olhos pelas revistas à venda na banca das publicações. Uma saudade cortante surgiu sem avisar. A PREMIERE já não estava lá. Mas, em contrapartida, estava lá esta.  Porque nunca adquiri um único número desta revista, jamais poderei criticar os seus conteúdos. Mas, nem é tanto esse o propósito. Gostaria apenas de deixar aqui a minha perplexidade por viver num país cujo mercado sustém e alimenta uma publicação com o nome Elite, em detrimento da única que existia sobre cinema. Talvez seja pela inequívoca qualidade de vida reinante neste estado da União Europeia, ou pela jogada de mestre que é ter duas línguas no título (talvez a PREMIERE, a determinada altura, tivesse feito melhor em mudar o seu nome para PREMIERE – Filmes & Cable), a verdade é que a Elite parece ter saída. Também, se não tivesse, bastava algum membro da dita cuja chegar à redacção com um cheque milagroso e resolvia-se o problema. Alvy Singer Etiquetas: Premiere
A PREMIERE ainda não chegou?...
Pois é, coerente até ao fim: a avaliar pelos comentários no Deuxieme e os mails que ainda chegam ao premiere@hachette.pt, os assinantes são os últimos a receber a sua revista. Por favor, não usem o mail da PREMIERE, pois apesar de ainda estar a funcionar, naturalmente já não é consultado diariamente. Encaminhem as reclamações relacionadas com as assinaturas para o mail geral da Hachette: hachette@hachette.ptEtiquetas: Premiere
Declaração de Intenções.
 No dia em que chega às bancas a última PREMIERE – não imaginam como custa iniciar este post –, a redacção da revista que hoje chega ao fim, em conjunto com os colaboradores, opta por responder desta forma às diversas questões colocadas naqueles oitenta e tal comentários ao post onde anunciámos o fim desta aventura. Isto faz lembrar um bocado aquela cena do Jerry Maguire, em que ele faz a Declaração de Princípios, logo no inicio. Aqui é mais uma espécie de Declaração de Intenções. Assim, a primeira coisa que temos a dizer é que o blog é para continuar, sem sombra de dúvidas. Se há alguma certeza na vida, para além de que Romance Perigoso de Soderbergh é mesmo um grande filme, é a de que este blog continuará a existir. Ponho as minhas mãos no fogo. Agora, o rumo que seguirá, esse, só a cada dia é que o descobriremos. Estamos em crer que algumas das coisas que habitualmente paravam na revista, acabem por ser transportadas para aqui. Veremos como será em Novembro.
Quanto ao Criswell, o nosso caro mestre já tem um espaço cibernético, onde o poderemos acompanhar, agora ainda com maior proximidade. O link para o seu caixão está logo no topo deste blog, mesmo aqui ao lado. Se me perguntarem, a grande vantagem disto tudo é podermos saber, logo no dia a seguir, o que é que o Criswell achou da cobertura dos Globos de Ouro, no AXN.
Relativamente à petição on-line, bom, achámos uma óptima sugestão. No entanto, após alguma reflexão, constatando que Portugal, em muitos aspectos, ainda se afasta de países onde a opinião pública se reveste de grande importância, consideramos que essa poderia ser uma opção com mais contras do que prós. Infelizmente, não estamos nos Estados Unidos, onde as cadeias de televisão cedem às cartas, às amêndoas, aos Ferrero-Rocher, que milhares de fãs enviam com a finalidade de persuadir administrações a manterem os seus programas favoritos. Veja-se, por exemplo, o caso de Jericho. Seria bom que por cá se passasse o mesmo.
Por último, sobre um novo projecto, esse é objectivo de todos nós. As movimentações sucedem-se a cada dia que passa mas, para já, as coisas estão muito parecidas com o dia de ontem. Os contactos têm mostrado algumas portas, umas mais fáceis de abrir do que outras, no entanto, nada de novo surgiu. Pelos comentários aqui deixados, uma coisa é certa, existe lugar para uma revista de cinema no mercado. Que revista? Que projecto? Terá ele multi-plataformas? Sobre isso, ainda nada sabemos. Quando houver novidades, este blog será ainda mais eficaz do que a agência Lusa.
Agora, a pergunta que se impõe é: A última PREMIERE já está aí em casa?
Alvy Singer
Etiquetas: Premiere
O último número da Premiere
Não é fácil assistir ao fim de um projecto ao qual pertencemos, seja ele qual for. No meu caso, como colaborador da revista Premiere, custa-me vê-la desaparecer desta forma. Ao fim de 8 anos e de ter conquistado uma posição estável no nosso mercado, a Premiere contava com a fidelidade de muitos leitores que, mesmo pertencendo a um nicho, não deixavam de justificar a edição do mês seguinte. E este sentimento de pertença é importante convocar, para não cairmos no erro de defendermos apenas números de forma mais ou menos abstracta. Ou seja, por trás desses números estão pessoas que seguiam a revista mensalmente e justificavam o trabalho e dedicação da equipa editorial e redactorial todos os meses. Por trás dos números estava um público que, mesmo pertencendo a um nicho, assumia a sua própria pluralidade: onde uns procuravam as últimas novidades sobre os projectos cinematográficos em desenvolvimento, outros liam os textos de alguns autores que seguiam atentamente, sobrando ainda muito espaço para quem procurava informação útil sobre o ensino de cinema, escolas de realização, produção, imagem e som. A revista, antes do mais, assegurava esta pluralidade, oferecia aos seus leitores diversas razões para se manterem atentos, mês após mês. E é esta pluralidade e serviço que devemos sempre relembrar quando falamos de números e da revista Premiere. Será possível chegarmos a uma altura em que não existe uma revista de cinema em Portugal? Pior, uma altura em que foi extinguida a revista de cinema que vigorava em Portugal há 8 anos. Por não haver necessidade de existir? Ou por ser demasiado fácil extingui-la? Ou por uma outra qualquer razão que a própria razão parece desconhecer. Seja como for, e falo neste momento enquanto cinéfilo e leitor ávido de qualquer forma escrita de cinefilia que me pareça interessante, creio que o país tem um público que intensifica os seus próprios nichos. Isto é, exigirá novas formas escritas de cinefilia que possam ir além de espaços bloguísticos como este. Afinal de contas, a Internet ganhou o seu lugar mas não desocupou o lugar da escrita tradicional. Existe no papel (sobretudo em revistas) um sentimento de pertença que escreve um pouco da nossa própria história. E, neste momento, seguramente que quem comprou o número 1 da Premiere poderá convocar essas memórias e esse carinho de efemeridade para si mesmo. O fim, diz o conhecimento popular, tem de chegar um dia. Goste-se ou não, era a única revista de cinema em Portugal. Tiago PimentelEtiquetas: Premiere
PREMIERE na SIC Radical
Hoje depois das 16h15 o José Vieira Mendes e o Luís Salvado vão estar no programa Curto Circuito para falar do último número da revista. Ficámos a saber em cima da hora. Se alguém conseguir gravar, avise-nos depois se colocar no You Tube. Etiquetas: Premiere
“Mais uma má ideia na já longa história das más ideias…”
“Foi com tristeza que recebi a informação de que a Premiere – A Revista de Cinema, vai ser descontinuada…” (José Vieira Mendes – Editor-Chefe). Leio nas suas palavras mais do que tristeza todavia é nas minhas que melhor encontro a definição para aquilo que senti e enquanto folheava as primeiras páginas da revista. Já vários amigos me tinham dito que esta seria a ultima edição nas bancas, mas pessoalmente pensei sempre que se tratava de uma piada de mau gosto. Só hoje quando bati de forma seca e dolorosa com a cabeça na parede é que tomei consciência. Mas acima de tudo foi hoje que me apercebi que tal como nos “Ficheiros Secretos” e a sua incessante procura pela verdade, que todo o nosso país não passa de uma longa, continua e desmotivante mentira a todos os níveis. É com tristeza, mas principalmente com muita revolta que escrevo estas palavras, que estou certo, para nada irão servir. É com uma total incompreensão que vejo as coisas desenrolarem-se à minha frente, mas é com grande tumulto que vejo fazerem-se as coisas mais absurdas, ilógicas e estupidamente descontextualizadas em tudo, mas neste caso concreto à ÚNICA REVISTA DE CINEMA EM PORTUGAL E EM PORTUGUÊS. Como é possível DESISTIREM de algo tão singular no nosso país?! – e não me respondam, se é que a essa trabalho se vão dar, de dizer que não é rentável, porque sempre foi. De facto talvez não seja tão fácil de vender como os mexericos e coscuvilhices da imprensa cor-de-rosa, mas os leitores de cinema eram assegurados, disso tenho a certeza. Mas porque é que o nosso país, pequeno em dimensão, mas ainda mais grave, muito pequeno em mentalidade continua a ir atrás das “grandes potências” nas asneiras, e note-se só nas asneiras?! – Tudo perguntas para as quais infelizmente não tenho qualquer tipo de resposta, e é quase certo que nunca vou ter. É a demagogia a reinar num país que se afunda a pequenos passos. É importante é não esquecer que algo para ser considerado grande passou anteriormente por algo mais pequeno. Pequenos passos, pensarão alguns, mas grandes tsunamis tanto para si como para mim e muitos outros leitores da Premiere, acompanhadas de destruição de algo para nós considerado de extrema importância. Só tenho pena e lamento, que os responsáveis nunca pensem e nunca se lembrem daqueles que são os mais importantes no sucesso de uma revista, como a “nossa”. Os leitores. A prova que não se preocuparam rigorosamente nada, está precisamente na falta de boa fé, pois só há última de hora informam os colaboradores que esta seria a última cena de uma das mais conceituadas revistas de Portugal e uma das que mais lutou contra o actual panorama cinematográfico no nosso pequenino País. O que dizer a esses?! – Vão-se embora. Desapareçam. O que dizer à Premiere e todos aqueles que por ela lutaram durante estes anos?! – Obrigado por tudo e até qualquer dia… Nós, e acho que posso falar no geral, por cá vamos continuar… pois por mais que queiram… a nós não nos vão descontinuar!!!
André Santos Etiquetas: Premiere
DESTAQUES PREMIERE N.º 96
ACTUALIZAÇÃO: estamos a preparar uma declaração sobre a PREMIERE e as vossas perguntas das últimas semanas. Até lá, para "os que apenas sintonizaram agora o nosso canal", sugerimos: A ÚLTIMA ‘PREMIERE’ http://http//premiere-portugal.blogspot.com/2007/09/ltima-premiere.htmlPREMIERE has left the building http://premiere-portugal.blogspot.com/2007/09/premiere-has-left-building.htmlÚltima capa http://premiere-portugal.blogspot.com/2007/09/ltima-capa.html_______________________ Para além do Criswell, Cenas Quentes, TV, livros, dezenas de novidades em DVD, bandas sonoras, Cinefilia, notícias nacionais e internacionais, críticas a filmes ainda em exibição nas salas e o Último Plano de João Lopes, ficam mais alguns dos temas no número da PREMIERE que estará nas bancas de todo o país (espera-se) a partir desta quinta-feira, 4 de Outubro: * A propósito dos filmes Sem Reserva, A Estranha em Mim e A Outra Margem, publicamos entrevistas com Catherine Zeta-Jones, Jodie Foster e Filipe Duarte; * Resident Evil 3 está quase a chegar às salas, o que serviu de pretexto para juntar num dossier alguns dos heróis e filmes que chegam em 2008: Indiana Jones, Batman, Hellboy, Get Smart, Iron Man, John Rambo e muitos outros; * Mistérios sem explicação racional? Mitos? Coincidências? Grandes manobras publicitárias? Andámos a vasculhar as histórias de bastidores mais assustadoras de sempre de Hollywood. Sim, falamos da rodagem de O Exorcista, da maldição que atingiu o elenco de Poltergeist e do suposto fantasma que aparece em Três Homens e um Bébé... * Veneza viu alguns dos filmes que vão estar em destaque nos próximos meses: fazemos o rescaldo do Festival que distinguiu Ang Lee... outra vez; * E não esquecemos o Festival de Terror que passou por Lisboa; * Rush Hour 3 e The War: confrontamos os mestres Jackie Chan e Jet Li; * E claro que falamos de muitos dos filmes que vão estrear em Portugal este mês. Como é habitual, as distribuidoras já baralharam as datas de estreia, mas aqui ficam alguns dos títulos: Um Azar do Caraças, As Canções de Amor, A Vida Interior de Martin Frost, Julgamento, A Outra Margem, O Reino, O Mal Amado, Michael Clayton, Dark is Rising, Fados, Ao Anoitecer, A Morte do Sr. Lazarescu, Feast of Love, Le Scaphandre et le papillon, The Tiger`s Tail, Control... Etiquetas: Premiere
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