10 - De Ilusão Também Se Vive (1947).
O American Film Institute considerou este filme como o nono mais inspirador de sempre. E, talvez o seja mesmo. O espírito de Natal que emana desta obra é tanto que, seja qual for a altura do ano em que decidamos vê-la, fica sempre aquela vontade de ir buscar e montar a árvore. A história de uma mãe solteira (Doris Walker), de um advogado (John Payne), e de muitos outros que se perguntam se o pai natal de serviço numa loja de Nova Iorque, Kris (Edmund Gwenn), é, de facto, o Pai Natal verdadeiro, conquistou três Óscares da Academia em 1947.
Dizer que De Ilusão Também se Vive é apenas um filme inspirador, é dizer pouco. Toda esta viagem é uma reflexão e um retrato social da época em questão. Especialmente marcantes são os momentos passados no tribunal, onde o realizador George Seaton aproveita para lançar algumas farpas, satirizando os costumes da década de 40. O filme é o mais caloroso que se pode ser, na noite da consoada. Hoje, alguns aspectos da obra, sobretudo a interpretação, podem considerar-se estar datados. No entanto, quando a mensagem do filme nos atinge verdadeiramente, tudo isso passa para segundo plano, para não dizer mesmo que, pura e simplesmente, deixa de existir.
A Prenda no Sapato: O êxito do filme foi tanto que a película sofreu uma colorização por duas vezes, foi alvo de remake para televisão três vezes (1955, 1959 e 1973), de uma adaptação para a Broadway em 1963, e de um remake, novamente para o cinema, em 1994.
Alvy SingerEtiquetas: Da Ilusão Também Se Vive, Filmes de Natal



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