Deuxieme


segunda-feira, dezembro 24, 2007

6 - Uma História de Natal (1983).

Fontes próximas no local asseguram-nos que o senhor de barbas já abandonou a Lapónia. Até há quem diga que já o viu ali para os lados de Sydney. Rumores. De qualquer forma, ainda no número seis da lista dos dez filmes a ver na noite de Natal, temos de nos apressar se quisermos deixar as coisas como deve ser, antes do sol se por. A ideia, por esta altura, era isto já estar terminado. O que não contámos foi com as prendas, com os arranjos, com as visitas, com mil e uma coisas que, nestes dias, impedem qualquer pessoa de fazer o que está programado. Enfim, prossigamos quanto antes então para o número seis, com o devido pedido de desculpas pelo atraso.

No número seis encontramos aquele grande filme que todo e qualquer cinéfilo que se preze conhece, mas que a grande maioria de pessoas que não liga patavina à sétima arte pergunta O que é isso? É porque há muito boa gente que não gosta de cinema, mas sabe o que é Ben-Hur, Gandhi, Casablanca… Agora, quando pronunciamos as palavras Uma Históra de Natal, está tudo estragado.

É urgente descobrir este clássico de Bob Clark (o único realizador a conseguir colocar um filme nos 250 melhores do IMDB, e outro nos 100 piores), um filme verdadeiramente intemporal. Esta é a história de Ralphie (Peter Billingsley), narrada pelo próprio, já adulto. Esta é a sua recordação de um Natal nos anos 40, quando tudo o que ele queria era uma metralhadora Ryder BB, igual àquela que o seu herói da rádio tem. Contra tudo e todos, Ralphie está determinado a adquirir o brinquedo.

Com esta premissa simples mas sumarenta, Clark aproveita para satirizar de forma afectuosa a quadra natalícia, os valores familiares e o espírito consumista que, ao longo dos anos, tem vindo a contaminar o período das festas. Hilariante e mordaz, à obra de Clark deve ser reconhecido o mérito de atender devidamente aos seus espectadores, falando para os mais pequenos, é certo, mas sempre de uma forma adulta, como que a dizer, este é um filme para todas as idades. Que pai é que não se vai identificar com o ar carrancudo de Darren McGavin? Que mãe é que não vai ver semelhanças com o stress de Melinda Dillon? Para todo o sempre ficará a cena em que um amigo de Ralphie fica com a língua congelada e presa a um mastro. O título do filme diz tudo. Não é mais nem menos do que isso.

A Prenda no Sapato: Saber que o livro de Jean Shepherd “In God We Trust: All Others Pay Cash”, no qual o filme é parcialmente baseado, é uma colecção de pequenas histórias que Shepherd escreveu, durante os anos 60, para a revista Playboy. E ainda há quem se atreva a dizer que esta não é uma publicação digna.

Alvy Singer

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