Um filme perto do ouro.
A Bússola Dourada caminha a passos largos, ou, neste caso, a passos bem pequenos, para se tornar num flop jeitosinho. Não será assim uma coisa assombrosa, mas, dizem os entendidos que, para um filme do género, com um primeiro fim-de-semana a render apenas 26,1 milhões de dólares nas bilheteiras, no final o filme dificilmente ultrapassará a casa dos noventa milhões. Ora, para um projecto que contou com um orçamento superior a 160 milhões, isto deverá ficar um pouco aquém das expectativas da New Line Cinema. Neste momento, talvez nem seja boa ideia relembrar os executivos do estúdio que o orçamento para este filme servia para mais de metade da trilogia completa do Senhor dos Anéis…
Quanto ao filme, tudo o que viesse depois de Enchanted saberia sempre a pouco. Mas, verdade seja dita, a obra não desapontou. Longe disso. O filme de Chris Weitz, que assina realização e argumento, é um bom entretenimento, que isso fique esclarecido. Visualmente, cada minuto é mais arrebatador do que o anterior. Dá para perceber facilmente onde foi aplicado cada tostão do orçamento astronómico. Contudo, com isto, também percebemos onde é que os mesmos tostões não foram aplicados. E, no primeiro quarto de hora, logo ficamos com a sensação de que o argumento, apesar de ter pano para mangas, não dá conta do recado. Aliás, comparando este prólogo com o que servia de introdução à Terra Média, as ilações a tirar são por demais notórias. No entanto, lá porque a obra falha em alguns aspectos narrativos, que em ultima análise são o que une o espectador à história, não significa que estejamos perante um título fraco. Muito pelo contrário, pois jamais um filme se esgotará num aspecto apenas. E esta Bússola Dourada tem muito para dar. Digamos que esta é a linha para além da qual estão os grandes filmes: | Grandes Filmes. A Bússola Dourada está aqui: A Bússola Dourada | Grandes Filmes. A obra consegue ver, ao longe, a linha que a separa de um grande filme. Mas, para todos os efeitos, não chega lá.
Alvy SingerEtiquetas: His Dark Materials: Golden Compass



3 Comments:
não esquecer que o titanic começou com um desempenho relativamente baixo nos primeiros dias de estreia, e todos nós sabemos onde foi parar
Não achei o filme nada de especial, tendo em conta as espectativas criadas. E o fim da review na Premiere.com espelha tudo o que penso sobre o filme:
"The Golden Compass ultimately fails as a film in its broad strokes and inadequate scene development. The film undershoots the high mark for fantasy-franchise momentum set by New Line's previous epic success The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring — to the point that, at its abrupt end, Compass rudely insists that its audience follow the story to a second effort. Lord of the Rings, by comparison, made its sequel something to look forward to rather than a hard requirement"
Devo dizer que embora não seja um filme perfeito , pois quem viu os dois trailers talvez se tenha apercebido que um número considerável de cenas foram cortadas, este The Golden Compass é a meu ver bem mais interessante que o filme com qual tem sido comparada : The Chronicles Of Narnia . Tem doses generosas de suspense e alguns dos melhores planos de efeitos especiais do ano , entre eles , a espectacular luta dos ursos. Acho que as pessoa ou estavam à espera de um novo Lord Of The Rings ou então de um fantasia infantil, algo que este filme não é . Bons desempenhos , embora Nicole Kidman deveria ter aparecido mais , assim como Daniel Craig e até mesmo a bruxa desempenhada por Eva Green . Um bom filme de aventuras . 0 a 10 : 7
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