Deuxieme


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

29 - O Rei Leão (Roger Allers e Rob Minkoff, 1994).

Algo que gostaria de partilhar com todos aqueles que visitam o Deuxieme, e isto da proximidade que um tipo vai desenvolvendo com um ecrã de computador é, de facto, uma coisa curiosa, é que não me dou muito bem com criticas. Sobretudo, quando gosto do filme.

A experiência tem-me dito que gosto mais do que desgosto. Se colocasse dum lado da balança os filmes que gosto e, do outro, aqueles que não gosto, digamos que os que não gosto davam um valente salto rumo à estratosfera. E, já agora, podiam lá ficar. Para Alvy Singer, todos os filmes começam com cinco estrelas. É aquilo que eles vão demonstrando ou não, que vai retirando pontos aqui e ali. Acredito que para diversos críticos, seja o contrário. Começa tudo com zero. O que até faz um certo sentido. Agora, gostar de um filme não é o problema. A dificuldade está em verbalizá-lo. Em explicar as razões porque esta ou aquela obra nos toca especialmente. Perdoem-me a referência mas, talvez seja melhor recuperar este momento, e utilizá-lo para explicar melhor esta adversidade.

Sem o olhar esgazeado de Wes Bentley, poderei dizer que foi mais ou menos assim que me senti, após ter visto O Rei Leão. O filme foi um belo saco de plástico a dançar à minha frente. Ao contrário da sua personagem, Ricky Fitts, tive o privilégio de ter o saco a bailar durante uma hora e meia. No final, fugiam-me as palavras para descrever cada ínfimo pormenor que tinha ajudado a tornar este visionamento, numa experiência verdadeiramente inesquecível. Teria sido o brilhantismo dos desenhos? Possivelmente. Teria sido a banda-sonora de Hans Zimmer? Talvez. Teria sido a acção, aventura, comédia e drama que o filme serviu em criteriosas doses? Provavelmente. Teria sido o argumento de Irene Mecchi, Jonathan Roberts e Linda Woolverton, que capta de forma sublime os diferentes estádios de desenvolvimento de cada um? Acredito que sim.

Se um filme já é algo construído e artificial, como é que poderíamos supor que um leão animado nos abalroasse desta forma? Tantas linhas e quase que consigo esquivar-me sem dizer as verdadeiras razões por detrás da adoração deste filme, e que levaram a que este fosse um dos primeiros seleccionados para esta Carta. O maior elogio que poderei fazer aos criadores desta obra, será quando a eleger como primeira coisa a espetar à frente de um filhote (lá está a proximidade a fazer das suas), quando este tiver idade suficiente para acompanhar as legendas. Esse estatuto, ninguém tirará a O Rei Leão.

Alvy Singer

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4 Comments:

Blogger Unknown said...

Este comentário foi removido pelo autor.

8 de fevereiro de 2008 às 06:25  
Blogger Unknown said...

Concordo plenamente! E que belo saco de plástico foi e é. Este foi o primeiro filme que fui ver ao cinema e lembro-me de tudo como se o tivesse visto há minutos ou horas atrás. E pensar que quando vi o Simba, o Timon, o Pumba pela primeira vez tinha apenas cinco anos. Recordo-me perfeitamente dos momentos de tensão agarrados à cadeira da sala de cinema ao ver o pequeno Simba ser perseguido por uma manada de (penso eu) serem gnus ou dos momentos de gargalhada despoletadas por cada cena da dupla Timon e Pumba. Porém, penso que nada se compara quando ouvi pela primeira vez a expressão "hakuna matata" e perguntar à minha mãe o que era um "hakuna matata" (vá-se lá saber porquê). Passei dias e dias a cantarolar "hakuna matata...é tão fácil viver, hakuna matata...assim vais perceber". Considero este filme e o momento em que lhe pus a vista em cima como dos mais marcantes da minha vida cinematográfica, momentos clássicos se assim posso dizer. É, sem sombra de dúvida, a meu ver, um dos melhores filmes de sempre, embora do universo da Disney, o primeiro lugar do meu pódio seja ocupado pelo Hércules. Mas isso é outra discussão, embora fosse interessante, Alvy, abordar no blog essa questão. E assim me despeço. Um abraço, ah e já agora, "hakuna matata"...

8 de fevereiro de 2008 às 06:26  
Anonymous Anónimo said...

Filipe passou minha frente. Incrível como eu tinha exatamente a mesma idade que ele , quando assisti O Rei Leão no cinema. E mais incrível ainda, foi também a minha primeira ida à uma sala de projeção.
Também foi o primeiro no derramar de lágrimas durante o visionamento de um filme, diria que ele ativou minha sensibilidade.
Só fico triste por não encontrar o DVD à venda, só encontro o filme 2, que não é ruim mas não pode ser comparado à este. Possuía uma fita VHS na infância até que meus pais resolveram se tornar protestantes radicais e mandaram a fita pro fogo, um dia escrevo um livro e me vingo(fim do momento desabafo).

8 de fevereiro de 2008 às 09:57  
Blogger meldevespas said...

Pois eu já tenho 3 filhotes, e claro que já todos viram (bem mais que uma vez) o Rei Leão, e eu com eles. Perdi a conta as vezes q vio o filme, que cantei as canções, que vi o desenrolar da estória, que chorei sempre nos mesmos momentos. É um acontecimento este Rei Leão!
Este a par da Bela e o Monstro, e o Corcunda de Notre Dame são os meus filmes preferidos da Disney.

8 de fevereiro de 2008 às 10:27  

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