Deuxieme


sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Bergman por Allen.

Woody Allen nunca escondeu a sua admiração pelo génio de Ingmar Bergman. Pelo contrário. Em Manhattan (1979), o seu memorável Isaac Davis, irmão separado à nascença de Alvy Singer, diz, Bergman? Bergman’s the only genious in cinema today, I think. Em 1986, no seminal Hannah and her Sisters, Allen recrutou os serviços de Max von Sydow, actor que participou em treze filmes do cineasta sueco. Em 1989, para o delicioso Crimes and Misdemeanors, cedeu o lugar do habitual director de fotografia Carlo di Palma, a Sven Nykvist, director dos filmes de Bergman. A inspiração bergmaniana está presente em muitas das obras de Allen. Em algumas delas, até o conteúdo se confunde. Interiors (1978) e September (1987) são dois exemplos. Hoje, o Movie City Indie desenterra uma entrevista de Mark Kermode com o realizador de Radio Days, sobre o legado de Bergman, e a influência deste na sua carreira. No final, Allen confessa que O Sétimo Selo (1957) é um dos seus dez filmes preferidos de todos os tempos.

Bruno Ramos

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3 Comments:

Blogger Passenger said...

Quem dera que o Woody Allen tivesse trabalhado mais com Sven Nykvist e menos com Carlo Di Palma, cujo estilo nunca apreciei, o trabalho de câmara em Husbands And Wives ou Migthy Aphrodite é totalmente aleatório e sem textura nenhuma.

Interiors, por outro lado, é o melhor filme de Woody Allen de sempre! Ainda bem que o mencionaste. Sem dúvida o seu filme mais deprimente, e o seu filme mais à Bergman - mas, sem dúvida, um trabalho com uma personalidade única.

6 de fevereiro de 2009 às 19:41  
Blogger wasted blues said...

Não te esqueças de "A Midsummer Night's Sex Comedy"!

7 de fevereiro de 2009 às 00:13  
Blogger Bruno Ramos said...

Interiors foi uma das últimas obras de Allen a ser descoberta, por estes lados. E, o quanto este filme destoa, de todas as outras comédias. Que nome se dá a alguém que, na sua carreira, realiza um filme como Bananas, para depois fazer um outro como Interiors? Géni… Não. Não é génio. Acima disso. Está a faltar-me a palavra.

Jamais, Wasted Blues. Jamais.

7 de fevereiro de 2009 às 14:48  

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