O filme recebeu mesmo o R da MPAA. Contudo, o poster que a Universal Pictures divulga mais parece o de um PG. E, logo aqui, Bruno começa a marcar pontos.
Parece que é a notícia do dia. Do lado de lá do oceano, todo e qualquer espaço dedicado à sétima arte reserva umas linhas para falar da classificação atribuída pela MPAA a Bruno, a próxima documédia de Sacha Baron Cohen. Nada mais, nada menos, que um honroso NC-17. A pontuação máxima, tal e qual o 10 de Nadia Comaneci em Montreal. O problema é que a Universal não ambicionava tanto, e atirava para uns furos mais abaixo. Por vezes, menos é mais. Sharon Waxman disserta sobre as declarações de um porta-voz da Universal, e afirma que Sacha Baron Cohen está ainda há procura do filme. Consta que duas versões foram apresentadas nas últimas semanas em diversos test screenings, e ambas foram bastante bem recebidas pela audiência. Resta saber se alguma delas receberá menos do que um corrosivo NC-17.
“Among the objectionable scenes is one in which two naked men attempt oral sex in a hot tub, while one of them holds a baby. In another, Bruno—a gay Austrian fashionista played by Baron Cohen—appears to have anal sex with a man on camera. In another, the actor goes on a hunting trip and sneaks naked into the tent of one of the fellow hunters, an unsuspecting non-actor”.
Contextualizando os sinais nefastos desta classificação, podemos afirmar que Showgirls continua a ser o único título NC-17 a ter tido um lançamento a nível nacional, nos Estados Unidos. O machado da crítica foi cruel, e o filme esteve longe de atingir os cifrões esperados. Até hoje, continuamos à espera do filme com esta classificação que seja um sucesso de bilheteira. Em 2000, Requiem For a Dream estreou sem qualquer classificação, por opção da distribuidora. É verdade que o filme não rendeu muito, mas ganhou o afecto do público e da crítica. Por esta altura, Cohen deverá estar fechado numa qualquer sala de montagem refundida. A Universal quer um R, e a obra deve ficar mesmo por aí. No entanto, quando sair o Dvd, todos sabemos que extras teremos como presente.
O post no topo deste blog deu a conhecer a uma maior audiência, o nome por detrás desta assinatura. Se ainda restavam algumas dúvidas, ontem, todos tiveram oportunidade de confirmar que este Alvy Singer não é o mesmo que namorou Annie Hall. A não ser que o nome verdadeiro daquele a quem chamamos Woody Allen seja, na realidade, Bruno Ramos. Vamos acreditar que sim.
Desta forma, eu, Woody Allen, perdão, Bruno Ramos, escrevo estas linhas na condição de cidadão comum, com um nome próprio como os demais. E porque carga de água acontece isso agora? Precisamente porque o nome Bruno já não é segredo, apesar de me agradar bastante a ideia de continuar a ser chamado Alvy Singer.
Assim, já será possível aqui fazer uma primeira abordagem a Bruno, o próximo filme de Sacha Baron Cohen, novamente baseado numa personagem sua, com estreia prevista para 2008. Facilmente se perceberá a curiosidade em torno desta obra. Sobretudo porque, ou muito me engano, ou todos os Brunos deste planeta serão alvos de piadas fáceis, lá para meados do próximo ano. Ou não fosse o filme sobre um homossexual austríaco que leva o seu programa de moda para os Estados Unidos…
Impávido e sereno, aguardarei pelo título de Sacha Baron Cohen. Contudo, como preferia ver este nome ser levado ao grande ecrã numa longa-metragem dedicada a este herói.