The Lovely Bones é outro que não sai do radar há já largos meses. Peter Jackson de volta à realização, ainda para mais na adaptação de uma obra tão aclamada quanto esta. Publicado em 2002, Visto do Céu, de Alice Sebold, vendeu mais de um milhão de exemplares e esteve mais de um ano na lista de bestsellers do New York Times. A editora Little, Brown and Company achava que vender mais de 20.000 cópias já seria um sucesso. A multiplicar por cinquenta, imaginamos as rolhas de garrafas de champanhe que não devem ter estoirado por aqueles escritórios. O trailer chegou à net no final da passada semana, e a reacção não foi tão esmagadora quanto se pensava. Quem já leu o livro mostra-se receoso. Insistimos na mesma tecla. Por mais que se tente, jamais os atributos de um filme ultrapassarão o valor do livro no qual é baseado. É contra-natura. Um chama-se livro. O outro, filme. São entidades com símbolos químicos distintos. Pelo meio, existe algo denominado direitos de autor. Uma espécie de portagem para o novo mundo. Uma vez adquiridos, estes transformam-se em liberdade criativa. Com ela, o realizador faz o que lhe der na real gana. Há quem tente ser o mais fiel possível ao material original. Há outros que, mais invejosos, se estão a marimbar e fabricam uma versão imprevisível. E, há ainda outros que, tentando ser precisos na transposição para o grande ecrã, metem os pés pelas mãos e perdem-se a meio do caminho. Em nosso entender, estas primeiras imagens são entusiasmantes. Stanley Tucci não abre a boca e diz tanto com aquele olhar. A fotografia de Andrew Lesnie parece ser do mais radioso que 2009 verá. No geral, um trailer à medida das expectativas que continuamos a ter. Que venha 11 de Dezembro.
Se fosse um leitor de Dvd, começava a ficar preocupado. A ampulheta não mente. Depois das ferroadas mortais no mítico Vhs, a areia continua a escoar. Lentamente, rumo aos golpes certeiros do blu-ray. Quem com ferros mata, com ferros morre. E, apesar de o processo de substituição poder ser mais moroso do que o anterior, a verdade é que o fatalismo pode ser mais do que uma simples doutrina. Pode ser toda uma ciência. Porque tudo tem um princípio e um fim, chegará o dia de dizer adeus ao Dvd. E, repito, se fosse um leitor de Dvd, começava a ficar preocupado. Steve Weintraub, do Collider, cruzou-se com Peter Jackson nos corredores da Comic-Con, e falou com o realizador sobre o lançamento dos blu-ray de Lord of the Rings. Os das edições normais e os das versões alargadas.
“He told me the first editions to hit Blu-ray are going to be the theatrical versions and a year later we’d get the extended editions. The only good news is he told me the studio has started talking to him about doing some new extras for the Blu-ray extended editions. No word on exactly what the new stuff might be”.
Senhor dos Anéis + Maior Definição + Novos Extras pode ser uma parte importante da fórmula catalisadora para o novo formato. As boas noticias para os leitores de Dvd, que podem começar a ficar preocupados, é que este produto só deverá chegar às lojas daqui a um ano. Para mais. Aliás, bem combinado entre o pessoal da New Line Cinema e as distribuidoras, era os discos sairem um mês antes de The Hobbit chegar às salas. Que punhalada. O leitor de Dvd nem vai dar por ela.
A premissa é simples. Extraterrestres reféns na África do Sul. O plot inverte-se. A humanidade está do lado dos maus. Os alienígenas, para variar, são as vitimas. Forçados a viver em condições desumanas – ou, se quisermos, desalienígenas –, os extraterrestres encontram a luz ao fundo do túnel, quando um agente governamental com um espírito mais solidário é exposto à biotecnologia dos forasteiros. Baseado na curta-metragem Alive in Joburg (2005), também de Neill Blomkamp, que aqui se estreia numa longa-metragem, District 9 conta com a produção de Peter Jackson – dado escarrapachado lá para meio do trailer. Ver um cineasta como Jackson envolvido dá credibilidade ao projecto. Contudo, o que cativa verdadeiramente é a eficácia destas primeiras imagens. Simples, sem revelarem em demasia, parecem apresentar uma obra sóbria, capaz de convencer o mais céptico dos espectadores. Nós, começamos a acreditar, pelo menos, que pode estar aqui um mimo simpático.
Quando este concept art para o primeiro poster de Invictus surgiu, o nome do projecto ainda era o provisório The Human Factor. Ainda assim, se o objectivo era ficarmos com uma ideia do que podemos esperar do primeiro cartão-de-visita do próximo título de Clint Eastwood, prova superada. Ao mesmo tempo, a Variety veio dizer no final da semana passada que o filme estreará nos Estados Unidos a 11 de Dezembro. O dia em que também está previsto chegar às salas The Lovely Bones, de Peter Jackson. Possivelmente, o primeiro round de um duelo que poderá terminar apenas lá para Março do próximo ano.
É um dos títulos mais apetecíveis do ano. Diga-se o que se disser, escreva-se o que se escrever, quando Dezembro chegar, não haverá cinéfilo a ficar em casa com a estreia de The Lovely Bones. Quer-se dizer, Dezembro é o mês de estreia nos Estados Unidos. Por cá, já se sabe, material apontado ao Oscar só costuma dar à costa a partir de finais de Fevereiro. O calendário desta rota é mais fiável que a migração do Fuselo.
Baseado na obra de Alice Sebold, e realizado por Peter Jackson, o filme relata a história de Susan Salmon (Soairse Ronan), uma pequena rapariga brutalmente assassinada, que olha para a sua família de um local espiritual entre o Céu e a Terra. Ela segue os dias do seu assassino, interpretado por Stanley Tucci, que se passeia pelo seu bairro, e da sua família – incluindo o pai (Mark Wahlberg), mãe (Rachel Weisz) e irmã (Rose McIver) –, que procura lidar com o seu misterioso e inesperado desaparecimento.
O Film School Rejects chama à atenção para uma entrevista do realizador à USA Today, e dá a conhecer as duas primeiras fotografias – a de Soairse Ronan, no Além, está qualquer coisa de tirar o fôlego. Da conversa com Jackson, destacaríamos talvez esta passagem.
“Adapting a novel is not really about being faithful to every word and every moment the author has created. It's more about that same story being filtered through somebody else's sensibility. I always make films for myself to some degree — this book affected me when I read it, and the film very much depicts the way in which I was affected by the story, characters and content. It's a very personal film, rather than an attempt to please everyone who enjoyed the book, which is an impossible task”.
A História já nos mostrou boas adaptações de Jackson. Confiemos, pois então, no gosto do cineasta.
Avançada ontem a informação em primeira-mão pelo Pedro, num comentário ao post sobre os segundos e terceiros visionamentos na sala de cinema, é chegado o momento de anunciarmos como deve ser o arranque das diligências para a concretização de O Hobbit.
Ao que parece o projecto tem mesmo já prazos a cumprir e algumas posições estão já definidas. Por exemplo, Peter Jackson não será o realizador. Para além de produtor, Jackson acumulará apenas a função de argumentista, onde contará, aliás, com as habituais contribuições de Fran Walsh e Philippa Boyens. Sobre este Hobbit importa dar a conhecer a visão de Jackson e Walsh, e o porquê de estarmos perante dois filmes. Na verdade, Peter Jackson e companhias sempre entenderam que a versão cinematográfica de O Hobbit deveria constar de duas películas. A primeira seria um relato fiel da obra de J. R. R. Tolkien. A segunda, imaginada do princípio ao fim, ligaria a conclusão da obra de Tolkien ao início de A Irmandade do Anel - a bem dizer, não será propriamente imaginada do princípio ao fim, visto que Tolkien escreveu sobre este período, nomeadamente, em Os Contos Inacabados e nos apêndices de O Regresso do Rei, como tão bem nos lembrou o Somniu. Sendo assim, a ideia é acertar pormenores de pré-produção em 2008 para, em 2009, as filmagens começarem, e os filmes saírem em 2010 e 2011.
Sobre o facto de Peter Jackson não comandar as hostes a partir da cadeira de realizador, Ken Amis, manager do cineasta, avança uma justificação: “Peter won't be directing because he felt the fans have waited long enough for The Hobbit. It will take the better part of every day of the next four years to write, direct and produce two 'Hobbit' films. Given his current obligations to both The Lovely Bones and Tintin waiting for Peter, Fran, and Phillippa to write, direct and produce The Hobbit would require the fans wait even longer”. Está bem, se é assim, a gente aceita. Por muito que custe.
Aguarda-se, então, pelo nome do realizador. Sam Raimi, Guillermo Del Toro e Alfonso Cuaron são os nomes mais falados, por enquanto.