Deuxieme


quinta-feira, janeiro 28, 2010

A corrida - Melhor Actriz.

As nomeações para os Oscars estão aí ao virar da esquina – próxima terça-feira, 02 de Fevereiro, com Anne Hathaway a subir ao palanque por volta das 13h30 – e, está mais do que na hora de começar a mandar as últimas postas de pescada. Apesar de a Academia de Hollywood ter alterado a data da cerimónia, passando-a novamente para finais de Março, por cá, muitos dos títulos mais falados nesta corrida às estatuetas continuam por estrear. Digam-nos para quando está marcada a entrega dos prémios, e dir-vos-emos quando é que os filmes chegam às salas. Na categoria de Melhor Actriz, então, é uma razia. Nada pior do que estar no locar de trabalho, ir buscar um copo de água ao cooler, e não ter uma opinião formada sobre a interpretação de uma dada actriz nomeada para um Oscar. Aquilo que podia ser um agradável quarto de hora no paleio, transforma-se num conciso Ainda não vi, que só o patrão agradece. Por esta altura, duas actrizes assumem a liderança. Meryl Streep (Julie e Julia) e Sandra Bullock (The Blind Side). Só o acto de juntar estes dois nomes na mesma frase causa alguma estranheza. Contudo, por mais resistentes que possamos ser a esta ideia, parece que Bullock arrancou mesmo um desempenho assinalável, que a coloca neste mana-a-mana com Streep. A rainha de Hollywood, por sua vez, uma habitué nestas lides, caminha a passos largos para a sua 16ª nomeação, e ninguém pergunta porquê. A grande questão que se impõe, no fundo, é saber se a Academia aceitará de bom grado voltar a recambiar a actriz para casa de mãos a abanar. Streep já não ganha um Oscar há 27 anos, e deslocou-se treze vezes consecutivas a esta cerimónia apenas para aplaudir e anunciar vencedores. Há quem diga basta, e que um terceiro Oscar faz todo o sentido, nem que seja em jeito de homenagem. É um argumento. Quem terá ainda uma palavra a dizer é Carey Mulligan, por An Education. A sua interpretação captou atenções pela primeira vez há um ano, no Festival de Sundance de 2009. Foi a primeira candidata a candidata e, para muitos, é ainda a grande favorita a arrecadar o troféu. Contudo, neste momento, a sua campanha parece estar a perder algum fulgor e, caso Mulligan se antecipe a Streep e Bullock, não deixará de ser uma surpresa. O mesmo se aplica a Gabourey Sidibe (Precious). Estas quatro são as melhor posicionadas para ver o seu nome na lista de nomeadas. O que deixa uma vaga em aberto. Helen Mirren (The Last Station), Emily Blunt (Young Victoria) e Marion Cottilard (Nine) são os nomes apontados. Sem desprezar Zoe Saldana, deixe-se ficar aqui o nome da protagonista de Avatar. A nossa aposta para completar o rol: Mirren.

Bruno Ramos

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quinta-feira, setembro 17, 2009

Pré-pré-candidatos.

Não há como negá-lo. A época da caça ao prémio abriu, e é tudo a fazer-se aos galardões de Hollywood. Imaginemos uma gigantesca grande área, se quisermos. Esta é aquela altura do ano em que, por o terreno estar ainda a dar para o molhado, toda a gente mergulha no relvado, a ver se cola. Por estes dias, o mínimo toque em Hollywood serve para um filme se fazer ao penalti. E, quem diz um filme, diz uma interpretação. Nesta fase, dá vontade dizer que a Academia tem uma tarefa impossível em mãos. Reduzir os 79 hipotéticos candidatos a um Oscar a míseros cinco finalistas. Talvez tenha sido essa a principal razão para, na categoria de Melhor Filme, a lista ter passado a ser de dez. Sempre se trabalha um bocadinho menos. E, aquilo é gente que não gosta de suar por dá cá aquela palha. A não Matthew McConaughey, que todos os dias faz questão de correr só porque sim. Mas, desviamo-nos do tema central. O fazer-se ao prémio. Karen Durbin, do NY Times, é daquelas que gosta de dar um empurrão àqueles que começam já a inclinar-se para o chão, não vá a brisa ser insuficiente. Durbin fala-nos de Christian McKay, em Me and Orson Welles; Catalina Saavedra, em The Maid; Carey Mulligan, em An Education, e Robin Wright Penn, em The Lives of Pippa Lee. Contudo, as palavras que gostariamos de destacar, dizem respeito a Gabourey Sidibe, de Precious. Esta senhora parece ter sido mesmo castigada em zona proibitiva, e tudo aponta para a marcação de um castigo máximo. Não é simulação. Há falta.

Ms. Sidibe makes Precious a sympathetic figure but not a sentimental one. The toll her suffering takes is evident in the brusque way she rebuffs the overtures of a younger abused child in her building. She softens when kindness and help enter her life, but only gradually and with glints of sardonic humor in her eyes. Nobody knows the trouble she’s seen — until she finally begins to talk about it. And a moment comes when she suddenly gives a prized possession, her silky red scarf, to the girl in her building, as if passing a baton to the next runner in a long and terrible race”.

Bruno Ramos

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