As nomeações para os Oscars estão aí ao virar da esquina – próxima terça-feira, 02 de Fevereiro, com Anne Hathaway a subir ao palanque por volta das 13h30 – e, está mais do que na hora de começar a mandar as últimas postas de pescada. Apesar de a Academia de Hollywood ter alterado a data da cerimónia, passando-a novamente para finais de Março, por cá, muitos dos títulos mais falados nesta corrida às estatuetas continuam por estrear. Digam-nos para quando está marcada a entrega dos prémios, e dir-vos-emos quando é que os filmes chegam às salas. Na categoria de Melhor Actriz, então, é uma razia. Nada pior do que estar no locar de trabalho, ir buscar um copo de água ao cooler, e não ter uma opinião formada sobre a interpretação de uma dada actriz nomeada para um Oscar. Aquilo que podia ser um agradável quarto de hora no paleio, transforma-se num conciso Ainda não vi, que só o patrão agradece. Por esta altura, duas actrizes assumem a liderança. Meryl Streep (Julie e Julia) e Sandra Bullock (The Blind Side). Só o acto de juntar estes dois nomes na mesma frase causa alguma estranheza. Contudo, por mais resistentes que possamos ser a esta ideia, parece que Bullock arrancou mesmo um desempenho assinalável, que a coloca neste mana-a-mana com Streep. A rainha de Hollywood, por sua vez, uma habitué nestas lides, caminha a passos largos para a sua 16ª nomeação, e ninguém pergunta porquê. A grande questão que se impõe, no fundo, é saber se a Academia aceitará de bom grado voltar a recambiar a actriz para casa de mãos a abanar. Streep já não ganha um Oscar há 27 anos, e deslocou-se treze vezes consecutivas a esta cerimónia apenas para aplaudir e anunciar vencedores. Há quem diga basta, e que um terceiro Oscar faz todo o sentido, nem que seja em jeito de homenagem. É um argumento. Quem terá ainda uma palavra a dizer é Carey Mulligan, por An Education. A sua interpretação captou atenções pela primeira vez há um ano, no Festival de Sundance de 2009. Foi a primeira candidata a candidata e, para muitos, é ainda a grande favorita a arrecadar o troféu. Contudo, neste momento, a sua campanha parece estar a perder algum fulgor e, caso Mulligan se antecipe a Streep e Bullock, não deixará de ser uma surpresa. O mesmo se aplica a Gabourey Sidibe (Precious). Estas quatro são as melhor posicionadas para ver o seu nome na lista de nomeadas. O que deixa uma vaga em aberto. Helen Mirren (The Last Station), Emily Blunt (Young Victoria) e Marion Cottilard (Nine) são os nomes apontados. Sem desprezar Zoe Saldana, deixe-se ficar aqui o nome da protagonista de Avatar. A nossa aposta para completar o rol: Mirren.
Razão deve ter Conan O’Brien, quando diz que, no ano 3000, o Youtube, Twitter e Facebook unir-se-ão para criar um único super-site de perda de tempo: o YouTwitFace. Mas, verdade seja dita, muitos são ainda os benefícios que se tiram de uma visita a estes antros da boémia. O caso do Youtube, genuína ferramenta de investigação cinéfila, será talvez o mais paradigmático. Tão depressa estamos a ver um trailer em primeira mão, como um pré-púbere sueco a vilipendiar um qualquer cineasta conterrâneo, num vídeo com direito a legendas, que é para não perdermos pitada. Esta manhã, num desses passeios sem rumo pelo Youtube, cruzamo-nos com os vídeos do American Film Institute. E, que prazerosa perda de tempo. Espremida espremida, isto é capaz de ter sido a hora mais inútil desta existência. Agora, foi toda uma inutilidade tremendamente divertida. Os vídeos com os diferentes galardoados do AFI são mais que muitos. Ele há para todos os gostos. E, quem tiver tempo livre em mãos, não sabe bem o que fazer com ele, e procura a mais insípida das actividades, esta é uma óptima solução. Aqui deixamos os nossos três momentos preferidos.
3 – Jack Nicholson no ano de Warren Beatty (2008).
Corria o ano de 1945, quando a AMPAS tomou a melhor decisão de que há registo. A Academia de Hollywood perdeu-se de amores por Going My Way, de Leo McCarey. A obra viria a ganhar sete Oscars, incluindo o de Melhor Filme. Contudo, o grande herói da noite foi Barry Fitzgerald. A AMPAS gostou tanto do seu desempenho como padre Fitzgibbon, que resolveu eleger a sua interpretação para o Oscar de Melhor Actor e Melhor Actor Secundário. Hoje, os estudiosos – classe na qual nos incluímos com um largo sorriso estampado no rosto – acham que dois actores do mesmo filme, na mesma categoria, dividem votos. Há mais de sessenta anos, Fitzgerald dividia-se a si mesmo em categorias diferentes. As mentes mais iluminadas da AMPAS jamais ousaram atravessar novamente de forma tão latente os limites da compreensão humana. Daí para cá, não se voltou a verificar tamanha demonstração de astúcia e lucidez em Hollywood. Se bem que a não atribuição de qualquer Oscar a Ingmar Bergman ande lá perto. Porém, aí são múltiplos exemplos. Esta decisão garantiu que, por maior que fosse a borrada que viesse a fazer, jamais a AMPAS voltaria a deliberar algo tão imbecil. Novamente, a recente passagem a dez nomeados na categoria de Melhor Filme anda lá perto. Quem sabe, se passarem a cinquenta, talvez toda a gente encontre uma razão para passar a noite em frente do ecrã, na vã esperança de que o seu candidato concretize os 2% que tem. No final, tudo se resume às audiências da emissão. Os Oscars deixam de ser uma celebração da sétima arte, e são cada vez mais um espectáculo televisivo. Como nós, Meryl Streep acha que passar de cinco para dez não é solução ideal para conciliar público e indústria. Ou, neste caso, audiência e cerimónia. Não perdendo a visão financeira da coisa, Streep atira outra ideia para cima da mesa. Algo em que a AMPAS até parecia ter vindo a acertar, mas que para o ano volta a estragar. A actriz acha que a cerimónia dos Oscars devia ser antecipada ao máximo, quando a maioria dos espectadores ainda tem na memória os títulos que vão a concurso. Quando ainda se encontra marcada por eles. Streep vai mais longe, e diz que o dia ideal era 01 de Janeiro. Antes de todos os outros galardões serem atribuídos. Se já é um choque ganhar um Oscar, mais o é quando não se está à espera. Pelo menos, tanto. Em entrevista a EW, eis o que disse a rainha.
“As time has gone on, so many other televised award shows precede the Oscars, and I do think that’s diluted their importance…Certainly, everybody seems exhausted by the time the same people have trampled up on stage at the Golden Globes, the SAGs, the Broadcast Film Critics, the Baftas….There are so many now and they’re all on TV. I mean, you wanna see some real acting? Watch somebody who’s won five times before they get to the Oscars, then they get up on stage and they do the performance of, ‘Oh! Yes!’ Wow, that’s a big job! And who could blame them?…I think the Academy should move it up to Jan. 1 and preempt everybody else. That is the big Kahuna, it’s the one that counts. And I think it’s just so bizarre that they allow themselves to be the caboose”.
Pessoalmente, achamos que 01 de Janeiro seria um erro. 03 seria o mais indicado. Na primeira noite do ano, muita gente ainda está a dormir. A segunda é de recuperação. A terceira era a melhor, na medida em que serviria para voltar a trocar os sonos de quem vive a mais de sete fusos horários de Los Angeles. Isso é que era uma semana de arromba. Agora, porque se fala de Streep neste post, deixemos aqui o trailer de It’s Complicated, da genial Nancy Meyers, com Alec Baldwin e Steve Martin.
A USA Today volta a brindar-nos com mais uma extensa galeria, desta feita dedicada a Fantastic Mr. Fox. Novas fotografias do próximo de Wes Anderson, com algumas declarações curiosas dos intervenientes. Como o esclarecimento de Meryl Streep sobre as suas motivações para dar a voz num filme de animação.
“When else am I going to be Mrs. George Clooney?”.
Streep, essa, que parece colocar-se novamente em posição para um bom arremesso à próxima temporada de prémios. Julie & Julia já começou a ser avaliado por alguns críticos norte-americanos e, apesar de os resultados serem maioritariamente favoráveis, existem muitos pontos de discórdia. Incluindo o desempenho de Amy Adams. Contudo, um denominador comum atravessa todas as apreciações. O magnifico trabalho de Streep.
Justin Chang, da Variety, que retrata o filme como “overstuffed and predigested … a slick, presumptuous vanity project”, diz da interpretação da actriz.
“Delivering an elegant approximation of the woman’s distinctly flutelike vocal pitch and endearing mannerisms, Streep abundantly conveys the warmth, rich humor and joie de vivre so evident in Julia’s TV appearances and her writing”.
“Another Streep marvel … Streep delivers yet another uncanny impersonation, getting every shade of the famously hearty voice and extravagant, life-loving personality that was Julia”.
A História está cheia de bons desempenhos que, por pertencerem a filmes menos conseguidos, não chegaram às nomeações, quanto mais ao galardão. Seja para os SAG, Globos de Ouro ou Oscar, a campanha de qualquer actor passa também pelos atributos da obra em que entra. E, para chegar à número dezasseis, Streep sabe que Julie & Julia terá de conquistar uma elevada percentagem da audiência. Contudo, não nos podemos esquecer que é de Meryl Streep de quem estamos em falar aqui. Em si mesma, uma marca. Para este colosso, as regras do jogo são ligeiramente diferentes. Quem sabe se um bom desempenho não é o que basta para chegar ao Kodak Theater?
Quando a imaginação é fértil, tudo serve para passar o tempo. Junte-se um telefonema entediante, uma caneta e um pedaço de papel, e o mundo que se prepare para os rabiscos mais abstractos de que há memória desde Kandinsky. Agora, na ausência de caneta e papel, o cinéfilo arranja uma solução. Imaginar como seria o seu filme de sonho. Colocar-se na pele de um produtor endinheirado, e juntar realizador de eleição, com actores fetiche, ao lado de uma equipa técnica galáctica – termo tão em voga, por estes dias. Isto é coisa para durar uns três quartos de hora. Conceber um plot a+b=c não serve. Convém ser algo mais rebuscado, de modo a conseguirmos visualizar a hipotética química dos actores seleccionados. Sem ir mais longe, presentemente, Alvy Singer continua com esperanças numa Woody Allen joint, num argumento a meias com Cameron Crowe, protagonizada por Tom Cruise e Meg Ryan, com Clint Eastwood, Shirley MacLaine e Paul Rudd em papéis mais secundários, banda sonora de James Horner, fotografia de Roger Deakins, e montagem de Pietro Scalia. Esta seria uma bela Dream Team. No entanto, enquanto este aglomerado de estrelas não for possível, contentemo-nos com Fantastic Mr. Fox.
Realizado por Wes Anderson, o filme reúne os créditos de Noah Baumbach como co-argumentista, do compositor Alexandre Desplat, do guru do design Alex McDowell, e de um elenco vocal que conta nas suas fileiras com gente como George Clooney, Meryl Streep, Bill Murray ou William Defoe. Estas duas fotografias, disponibilizadas pelo Filmsactu, dão-nos ainda mais alento. São pormenores como aquele quadro na segunda imagem que fazem toda a diferença. Que o senhor Fox do título é fantástico, já nós sabemos. Agora, será fantástico ao ponto de ameaçar a hegemonia Pixar? Parece-nos que este será mais aquele tipo de filme que, daqui por uns meses, nos levará a procurar o dicionário em busca de sinónimos para conservadorismo, se quisermos esganar uns quantos membros Academia.
O infalível poster dividido em três. O título a separar as duas principais actrizes. Um estilo que nunca fira fora de moda. A tradição ainda é o que era e, por mais filmes que venham, se a película nos apresenta dois actores de grande calibre, sabemos que podemos contar com algo deste género. Depois do primeiro poster, este vem agora dissipar qualquer dúvida que ainda restasse. Streep é mais protagonista que Adams, e Adams é mais secundária que Streep. O filme de Nora Ephron baseia-se em duas memórias que se tornaram bestsellers. Julie & Julia de Julie Powell, e My Life in France, de Julia Child com Alex Prud’homme. A película cruza a existência de duas mulheres que, separadas pelo tempo e espaço, se encontram igualmente desesperadas. A coragem em forma de manteiga ajudará a encarar o mais assustador dos desafios. Já agora, aqui deixamos o trailer que tem estado pela net há já algum tempo. Chegou naquela fase de rara contribuição no Deuxieme. Pela demora, as nossas sinceras desculpas.
Enquanto produtor ou produtor executivo, Scott Rudin tem, nos últimos anos, conseguido colocar pelo menos um dos seus filmes na corrida aos Oscars. Alguns deles, na categoria principal.
2008 – Revolutionary Road, Doubt; 2007 – There Will Be Blood (MF), No Country For Old Men (MF); 2006 – Notes on a Scandal, Venus, The Queen (MF); 2005 – Não produziu qualquer filme; 2004 – Closer, The Village; 2002 – The Hours (MF); 2001 – The Royal Tenenbaums, Iris; 2000 – Wonder Boys; 1999 – Angela’s Ashes, Sleepy Hollow, South Park; 1998 – The Truman Show; 1997 – In & Out; 1996 – Marvin’s Room, The First Wives Club;
Já dá para ter uma ideia. Para trás, ainda há mais. Não fosse o ano de 2003 – 2005 foram férias, não conta –, e Rudin seria um sério candidato a quebrar aqui um recorde. Acima de tudo, esta lista permite ver o quão dominante o produtor tem – sido em Hollywood nas últimas duas décadas, e como o seu nome tem vindo a ganhar cada vez mais peso na indústria. Para este ano, Scott Rudin tem três filmes a sair. Fantastic Mr. Fox, de Wes Anderson; uma película ainda sem nome, de Nancy Meyers, e Julie & Julia, de Nora Ephron. Com Meryl Streep e Amy Adams nos principais papéis, tudo aponta para que este último seja a grande aposta de Rudin para 2009. Pelo menos, ovos para fazer a omeleta parece ter. Na berlinda.
Wes Anderson está de volta em 2009. Agora, se nos Estados Unidos será preciso esperar até meados de Novembro para ver Fantastic Mr. Fox, a adaptação da obra de Roald Dahl, por cá, o título deverá chegar às salas só em 2010. Sejamos pacientes. É certo que aguardar pela primeira animação de Anderson tem o seu quê de inquietude. No entanto, até lá teremos certamente uns quantos teaser posters, trailers e clips desta história sobre uma raposa (Mr. Fox) que passa a vida a roubar três malditos agricultores, para nos entreter. Aliás, as festividades já começaram. Esta semana, o JoBlo deu a conhecer o logo oficial da obra. E, durante o fim-de-semana decorreram os primeiros test screens em Nova-Iorque. Duas críticas à pressão, na corrida pelas primeiras impressões, só têm a dizer bem. A primeira, do absolutepunk.net.
“Fantastic Mr. Fox - 9/10. Ive seen many test screenings lately, and this by far was the best of them (others being Taking Woodstock & Assasination of High School President). It was a different company doing the test screening so there was no focus group after to talk of the movie…and they made me sign a contract saying that I wouldnt do what Im doing (reviewing the movie). But it was good! To me it was Watership Down + Wallace and Gromit + Wes Anderson = Fantastic Mr. Fox”.
“I’m a big Wes Anderson fan as it is, and Fantastic Mr Fox is such a great story that it would be very hard to screw it up, but from what I’ve seen so far, he’s really done an incredible job. (…) The film was very good. Even on an ungraded film reel, it still looked absolutely fantastic. (…) I can’t wait to see the finished version, and neither should you”.
O filme conta com as vozes de George Clooney, Cate Blanchett, Bill Murray, Jason Schwartzman, Angelica Huston e Meryl Streep.
Esta manhã tivemos a antestreia de Doubt. E, a palavra que melhor o descreve, apesar de o corrector do Word acusar o erro ortográfico, é filmaço. A obra de John Patrick Shanley chegará às salas na próxima semana e, por essa altura, aqui voltaremos para dizer de nossa justiça. No entanto, desde já podemos adiantar que o filme será criticado no próximo número da Premiere e, apesar de as reacções, de uma maneira geral, terem sido positivas, houve quem gostasse mais do que outros. Por agora, apraz-nos deixar duas ou três notas mais genéricas. A primeira, que este é um filme de actores. Poucos são os instantes sem diálogo e de pura contemplação cénica. Até certo ponto, a adaptação da peça de Shanley é a antítese do Cinema de Terrence Malick. Aqui, não param de tagarelar. Mas, que bem que eles tagarelam. A segunda nota, para a magnífica Viola Davis. A sua passagem peca apenas por fugaz. Não mais do que dez minutos. Contudo, só sabe a pouco, precisamente porque Davis prime todas as teclas certas. A terceira, para a senhora interpretação de Meryl Streep. Esta sua Irmã Aloysius Beauvier já não entra na categoria das personagens que a actriz é capaz de fazer com uma perna às costas. Aqui, podemos sentir no ar o desafio. E, Streep não só conquista a personagem, como o mais distante espectador na audiência.
Por último, uma nota para a segurança do visionamento. Alguns colegas, já familiarizados com episódios idênticos, não estranharam tanto. No entanto, para alguém que olha o Cinema como objecto de uma relação idílica, jamais deixará de ser incomodativo, e, porque não, indecoroso, ser forçado a deixar o telemóvel à porta da sala, com o pretexto de poder cair na tentação de filmar partes do filme. O que eles não sabem é que já todos vimos filmes de James Bond com fartura, e o segredo está nas canetas e botões de punho. No caso das senhoras, os batons também deviam ser confiscados.
Só depois de ficarmos a conhecer os vencedores dos Screen Actors Guild Award, no próximo domingo, é que poderemos fazer algumas previsões mais minuciosas. No entanto, por enquanto, na categoria de Melhor Actriz, já deu para perceber que Kate Winslet e Meryl Streep são as únicas duas com lugar garantido. A primeira, à procura de sair do Kodak Theater pela primeira vez com uma estatueta na mão; a segunda, habituada a estas andanças, ou não detivesse o recorde de nomeações nas categorias de interpretação. Streep começou a espalhar talento em 1977, com Julia, de Fred Zinnemann, ao lado de estrelas conceituadas como Jane Fonda, Vanessa Redgrave e Jason Robards. Um papel menor, mas tomado a pulso, que haveria de abrir as portas certas. Dai para cá, Streep tem amealhado nomeações aos Oscar, continuando a encantar cinéfilos com fartura, de todas as gerações, transformando-se na rainha, não a de Mirren, mas de Hollywood. A primeira nomeação surgiu com o magnifico The Deer Hunter (1978). Seguiram-se Kramer Vs Kramer (1979), The French Lieutnant’s Woman (1981), Sophie’s Choice (1982), Silkwood (1983), Out of Africa (1985), Ironweed (1987), Evil Angels (1988), Postcards From the Edge (1990), The Bridges of Madison County (1995), One True Thing (1998), Music of the Heart (1999), Adaptation (2002) e The Devil Wears Prada (2006). Ele há carreiras brilhantes, e Katherine Hepburn e Jack Nicholson que o digam, mas esta é de tirar o fôlego. E, pensar que Streep ainda terá tanto para dar. Provavelmente, a Academia não estará com grande pressa de lhe entregar o terceiro Oscar. Contudo, nunca se sabe. Já lá vão vinte e seis anos desde a última vitória. A verdade é que aguardamos com expectativa a chegada de Doubt, para dizer de nossa justiça. Enquanto isso não acontece, vamos recordando momentos deliciosos do passado de Meryl Streep, como esta excepcional cena de Postcards From the Edge, em que a personagem de Shirley MacLaine, mãe de Meryl Streep no filme, pergunta a esta se preferia que Joan Crawford ou Lana Turner a substituíssem no papel de progenitora. These are the options? You, Joan or Lana?.
Nem pensar em recusar esta oportunidade. Havia momentos em que estávamos a filmar, em que estava sentado à frente de Meryl, olhando a sua pele de porcelana e aqueles olhos azuis, e Redford surgia por detrás dela para me dar indicações, e era como se tivesse entrado numa cena do África Minha.
Tom Cruise a propósito de Lions For Lambs/Peões em Jogo (6 de Dezembro em Portugal)