Parece que hoje é dia São DiCaprio neste recanto da blogosfera. Depois do vídeo verde ao inicio da tarde, aqui ficam vinte imagens em alta resolução de Shutter Island – cortesia do Collider –, mais recente título do actor sob as ordens de Martin Scorsese, a estrear entre nós no próximo dia 22. Já que estamos com a mão na massa, o novo spot televisivo, chegado ao pequeno ecrã norte-americano esta semana.
Tudo a seu tempo. 2010 em 2010. 2011 em 2011. Nada de colocar a carroça à frente dos bois. No entanto, se pudermos deixar já uma nota sobre aquilo que está aí para vir, não se perde nada. É ir buscar a agenda, e apontar para mais tarde recordar. Por estes dias, o universo cinematográfico é Sundancêntrico. Todos os caminhos vão dar a Park City. E, se alguma coisa aprendemos com as anteriores edições deste Festival, foi a guardar o que parece ser bom de guardar, pois daqui por uns meses isto é capaz de estar entre o que de melhor apareceu durante o ano. O mais recente buzz proveniente de Sundance dá-nos conta de um filme com Annette Bening, Julianne Moore e Mark Ruffalo que não deve passar despercebido. Em The Kids are All Right (Lisa Cholodenko), Bening e Moore dão vida a um casal homossexual, com dois filhos nascidos por inseminação artificial. Estes acham que é chegada a altura de conhecer o pai biológico (Ruffalo) e consideram que este devia passar a fazer parte da vida familiar.
Em Park City, as primeiras reacções deixam muito boas indicações. Tim Grierson, do Screen Daily, dá o mote:
“But these observations on the film’s politics should not overshadow The Kids Are All Right’s likeable, sometimes silly nonchalance. This effortless, just-for-fun quality extends to the cast. Moore and Bening have been guilty in the past of producing overly studied performances, but they make Jules and Nic thoroughly convincing as an ordinary, devoted long-term couple. Ruffalo is superb as a free spirit who has gotten through life on his carnal appeal”.
“Cholodenko gets memorable performances from Annette Bening and Julianne Moore as the flawed, self-involved but profoundly human partners in a long-running relationship that’s hitting one of those slippery, middle-age danger zones (...) Cholodenko draws out one of Ruffalo’s best performances, capturing Paul as a sweet, sad Peter Pan figure whose principal sin is a sudden longing for what he can’t have. (...) “The Kids Are All Right” ranks with the most compelling portraits of an American marriage, regardless of sexuality, in film history”.
No entanto, é Peter Knegt, do IndieWire, que, de peito feito, diz o que todos queríamos ouvir.
“The performances are across the board fantastic, and it would not be a surprise if a year from now Bening, Moore and Ruffalo all find themselves in contention for Oscar nominations. (...) But wherever “Kids” ends up, audiences should prepare for something truly special: One of the most endearing and genuine cinematic portraits of a contemporary American family, and one that just so happens to be reared by a same-sex couple”.
É que, assim de repente, não estamos a ver actrizes mais subvalorizadas que Bening e Moore. Tirando Emily Watson, claro está. O material sobre este título disponível na net ainda não abunda, mas já dá para encontrar uma entrevista com Moore, e os filhos nesta película, Josh Hutcherson e Mia Wasikowska.
Depois do teaser lançado em Março, aí está o poster oficial de Shutter Island. A primeira conclusão que podemos tirar é que sol é coisa que não deve abundar para aqueles lados. Nada de muita luminosidade, não fossemos nós descobrir algo antes do tempo. A segunda conclusão, parece ser um sitio ventoso. Num local inóspito como este, o metro quadrado deve estar ao preço da chuva. Chuva essa que nos leva à terceira conclusão. Elevada pluviosidade. São Pedro deve estar sempre de costas para esta ilha. Agora, de tudo o mais relevante é o belo trabalho que parece estar aí para chegar de Martin Scorsese. O trailer, disponível há algum tempo, ajuda ainda mais a acreditar na concretização feliz da adaptação.
À primeira vista, este pode parecer o teaser poster de um qualquer filme baseado numa obra de Stephen King. Mas, não. Este é o teaser poster de Shutter Island – ou Ashecliffe, um dos nomes dado ao projecto em rodagem –, o próximo título de Martin Scorsese. De Shutter Island, espera-se uma película com acentuado teor noir. Este poster pisa terrenos mais rudes. Sobre o filme sabemos três coisas. A primeira, que tem um elenco do caneco. Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Bem Kingsley, Emily Mortimer, Michelle Williams, Max Von Sydow, Jackie Earle Haley, Patricia Clarkson e Elias Koteas. A segunda, que é um drama passado na década de 50, e relata a investigação do U.S. Marshall Teddy Daniels (DiCaprio), e o desaparecimento de um homicida de um hospital psiquiátrico. A terceira, que é um dos primeiros candidatos aos Oscars deste ano, mesmo sem se ter visto sequer uma única fotografia do filme.
Se as doses industriais de estreias já tornam difícil acompanhar aquilo que chega às salas de cinema, nesta altura do ano, então, é tudo ainda mais complicado. Com atenções centradas nas sequelas e blockbusters, quais eucaliptos, outros títulos menores acabam por passar-nos ao lado, pelo menos até levarmos com eles na fronha. Aí, com o ar mais natural do mundo perguntamos, Mas, de onde é que este farsolas saiu? Como se não tivesse já prevista a sua chegada há mais de um ano.
Bom, no fundo, foi esta a questão retórica que me coloquei há cerca de um mês, quando dei de caras com The Brothers Bloom. Até podia já ter visto qualquer coisa sobre este projecto, no entanto, nunca com olhos de ver. Só há pouco tempo é que o elenco saltou à vista: Rachel Weisz (O Fiel Jardineiro), Adrien Brody (O Pianista), Mark Ruffalo (Zodiac), Rinko Kikuchi (Babel), Robbie Coltrane (Harry Potter) e Nora Zehetner (Heroes). Realizador e argumentista: Rian Johnson, apenas o homem que esteve por detrás de um dos maiores fenómenos do cinema indie de 2005, Brick, colocando-o na pole position das grandes apostas para o futuro. Por tudo isto, The Brothers Bloom deve ser olhado com consideração.
Os irmãos Bloom (Brody e Ruffalo) são dois vigaristas de topo, ludibriando milionários com esquemas mirabolantes e misteriosos. Como fica sempre bem nestes casos, os dois pensam em reformar-se, mas só após o último trabalho com a herdeira de uma fortuna (Weisz), que os levará numa aventura romântica pelos quatro cantos do mundo. É verdade que o plot não parece ser do mais original que por aí anda, no entanto, por si só, a ideia de tanta de gente de peso, habituada a participar em filmes sérios, decidir entrar em algo mais light, acaba por tornar o conceito apelativo. Contudo, não nos esqueçamos de quem dirige as hostes, e de como aquilo que tem tudo para ser uma simples comédia, pode rapidamente transformar-se num drama criminal sublime. Curiosamente, veja-se o caso daqueles dois irmãos, não os Bloom, os Coen. Seria bom ter um trailer disponível para colocar neste espaço, porém, o único vídeo promocional que já existiu esteve no Youtube apenas oito horas. Rian Johnson já veio dizer que foi uma fuga acidental, e que ainda estão a trabalhar nessa parte do marketing. Fora isso, temos a primeira fotografia oficial. Nos Estados Unidos, a estreia está prevista para finais de Outubro. A paciência é uma virtude.