Parece que hoje é dia São DiCaprio neste recanto da blogosfera. Depois do vídeo verde ao inicio da tarde, aqui ficam vinte imagens em alta resolução de Shutter Island – cortesia do Collider –, mais recente título do actor sob as ordens de Martin Scorsese, a estrear entre nós no próximo dia 22. Já que estamos com a mão na massa, o novo spot televisivo, chegado ao pequeno ecrã norte-americano esta semana.
Se, marcar presença no Festival de Sundance já é motivo de orgulho, sair de lá com meia dúzia de elogios no bolso, melhor ainda. Apesar de não ter arrecadado qualquer galardão, Blue Valentine passou com distinção pelo certame que elegeu Winter’s Bone (Debra Granik) e o documentário Restrepo (Sebastian Junger and Tim Hetherington) como os grandes vencedores. A estreia de Derek Cianfrance parece ter corrido bem, e a Weinstein Co. não demorou a deitar-lhe a mão. A compra foi oficializada no passado Domingo, poucos dias depois de terem começado a chover aplausos às interpretações de Ryan Gosling e Michelle Williams. Na pele de um casal à beira da ruptura, a dupla de protagonistas conduz-nos pelas atribulações de um romance perdido. Na esperança de salvar o seu casamento, Cindy (Williams) e Dean (Gosling) decidem passar uns tempos num hotel. Quebrar a rotina. Quando os vemos, anos antes, no inicio da sua relação, percebemos que os sonhos e paixões de outrora rumaram para paragem incerta. Agora, é certo que houve quem o apelidasse de entediante. Contudo, no que respeita às interpretações, as opiniões não diferem muito. Diz Duane Byrge, do Hollywood Reporter:
“Fortunately, the performances are fleshed out and telling. Gosling layers his character's charm with an eruptive and credible anger. In his down-spiraling antics and tantrums, he is understandable and sympathetic. Williams stirs her performance splendidly: Her contained actions powerfully reveal the despair and hopelessness of a woman who was once a vibrant bride”.
“With stars like Ryan Gosling and Michelle Williams giving performances that sear, delight, and break your heart, it would be sheer madness if this movie languished — and, frankly, it won’t happen. But I think what people are really asking is a question about the audience: How many moviegoers today, even those who seek out independent films, are going to want to spend two hours tasting the bittersweet vibe of this sad, troubled marriage?”.
No entanto, nada como ouvir uma breve descrição da boca de quem o escreveu. Aqui ficam as palavras de Cianfrance sobre este título. Para quem não tiver paciência de ver o vídeo, o cineasta resume bem as coisas. It’s about love and hate. Fighting and fucking. Convenceu-nos.
Depois do teaser lançado em Março, aí está o poster oficial de Shutter Island. A primeira conclusão que podemos tirar é que sol é coisa que não deve abundar para aqueles lados. Nada de muita luminosidade, não fossemos nós descobrir algo antes do tempo. A segunda conclusão, parece ser um sitio ventoso. Num local inóspito como este, o metro quadrado deve estar ao preço da chuva. Chuva essa que nos leva à terceira conclusão. Elevada pluviosidade. São Pedro deve estar sempre de costas para esta ilha. Agora, de tudo o mais relevante é o belo trabalho que parece estar aí para chegar de Martin Scorsese. O trailer, disponível há algum tempo, ajuda ainda mais a acreditar na concretização feliz da adaptação.
Continuando nas oferendas do autêntico cabaz cinéfilo que será a edição comemorativa dos vinte anos da Empire, a publicação inglesa mostra-nos hoje uma fotografia, em pleno set, de Shutter Island. O quarto trabalho em conjunto de Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio. Desta feita, ao lado de gente ilustre como Michelle Williams, Emily Mortimer, Ben Kingsley, Mark Ruffalo, Max Von Sydow, Jackie Earle Haley, Patricia Clarkson e Elias Koteas. Ruffalo não pensa duas vezes antes de elevar a fasquia.
“This could be one of [Scorsese's] great films. He gets to do everything he loves about film: noir, dream sequences, suspense, tough urban stuff. It's absolute madness, twist upon twist”.
Dizer que este pode ser um dos melhores filmes de Scorsese não é assim tão diferente de se dizer que poderá ser um dos melhores filmes da História. Porque é nesse patamar que estão as obras do mestre. A Empire acrescenta.
“Scorsese himself has likened the film to Orson Welles' take on Kafka's The Trial, or Hitchcock at his weirdest”.
É difícil avançar um título apenas como o mais antecipado do ano. Contudo, que este anda lá muito perto, anda. O /Film destaca ainda, a propósito da imagem, um post colocado há um mês no Rope of Silicon, sobre um artigo publicado na Cahiers du Cinema, relativo ao filme de Scorsese. A espera será longa. Temos tempo.
À primeira vista, este pode parecer o teaser poster de um qualquer filme baseado numa obra de Stephen King. Mas, não. Este é o teaser poster de Shutter Island – ou Ashecliffe, um dos nomes dado ao projecto em rodagem –, o próximo título de Martin Scorsese. De Shutter Island, espera-se uma película com acentuado teor noir. Este poster pisa terrenos mais rudes. Sobre o filme sabemos três coisas. A primeira, que tem um elenco do caneco. Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Bem Kingsley, Emily Mortimer, Michelle Williams, Max Von Sydow, Jackie Earle Haley, Patricia Clarkson e Elias Koteas. A segunda, que é um drama passado na década de 50, e relata a investigação do U.S. Marshall Teddy Daniels (DiCaprio), e o desaparecimento de um homicida de um hospital psiquiátrico. A terceira, que é um dos primeiros candidatos aos Oscars deste ano, mesmo sem se ter visto sequer uma única fotografia do filme.
Sejamos francos. A probabilidade de Michelle Williams arrecadar uma nomeação pelo seu desempenho em Wendy and Lucy não é das mais auspiciosas. Isto porque, apesar de estarmos a falar de uma interpretação que tem recebido os maiores dos aplausos, estamos também a falar de um título que, a avaliar pelas imagens dadas a conhecer neste trailer, deverá fugir um pouco aos parâmetros da Academia. Ninguém gosta mais de um bom indie, do que os Oscares. No entanto, não pode ser qualquer um. Primeiro, deve ser apenas um – 1996 foi mesmo um ano de excepções –, e o carinho da temporada parece reservado para Slumdog Millionaire. Ao mesmo tempo, jamais deverá ser um independente que, aos olhos da perspectiva comercial de Hollywood, siga uma estrada própria, sem qualquer pingo de Caramba, o nosso estúdio podia fazer uma coisa destas. A verdade é que Wendy and Lucy parece fugir aos padrões de Hollywood. Contudo, também não é menos verdade que Hollywood gosta de premiar, por vezes, aqueles afoitos que desafiam padrões estabelecidos. E, Kelly Reichardt, realizadora do filme, não demorou muito a fazer das suas. A começar logo pelo casting, onde foi a primeira a torcer o nariz a uma eventual escolha de Williams. Disse a cineasta que a actriz era demasiado bonita para o papel. Vai daí, e pediu-lhe para nunca usar maquilhagem, e não lavar o cabelo durante as duas semanas que durou a rodagem. A Williams não restou alternativa se não aceitar as condições. Pelo que dizem os críticos, ainda bem.
Esta é a história de Wendy (Williams), uma mulher à deriva, numa viagem para um potencial trabalho de Verão lucrativo. Quando o carro deixa de funcionar, e a sua cadela é levada para o canil, a curta rede financeira entra em colapso, e Wendy é obrigada a tomar difíceis decisões económicas. Aqui fica o trailer.