Deuxieme


segunda-feira, março 17, 2008

Para celebrar a chegada de 'Super Baldas'.

Era por estas e por outras, que andava aqui que não podia à espera do filme. Jonah Hill era mesmo uma das principais razões. O actor apresentou o Saturday Night Live desta semana, e confessou-se a Andy Samberg. Amor sem barreiras, já dizia Robert Wise e Jerome Robbins.



Alvy Singer

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domingo, março 16, 2008

Marte ainda não está na casa de Júpiter.

O encadeamento foi mais ou menos este. Há cerca de uma semana passeava pelos corredores da Fnac, a celebrar o seu 10º aniversário com algumas promoções interessantes, quando encontro o filme Super Baldas (Greg Mottola, 2007), disponível em UMD para a PlayStation Portable. Num ápice dirijo-me à área das novidades para Dvd, mas nada. Pelos vistos, o filme ainda só tinha chegado para a PSP. Por um lado, a estranheza. Por outro, o agastamento. Foi então que decidi vingar-me em Virgem aos 40 Anos (Judd Apatow, 2005), que constituía ainda uma falha gravíssima nas estantes cá de casa. Posto isto, há uns dois dias entro no estaminé do Nuno Markl para deparar-me, precisamente, com um post sobre Super Baldas, e uma edição vinda do estrangeiro. Foi aí que pensei Não, não vais ceder à tentação. Espera pelo raio do filme.

Esta noite, quando a fraqueza atingia valores recordes, foi necessário colocar o Dvd de Virgem aos 40 Anos, e tentar amenizar as consequências. Quando o filme terminou, o objectivo tinha sido atingido. Estava já novamente mais do que mentalizado para esperar o tempo que fosse preciso pelo título de Greg Mottola. Decidi ir ao site da Fnac, só para ver se havia novidades. E, havia: o filme já está disponível em Blu Ray. Caramba, será que anda toda a gente a ver isto, menos aqueles que querem comprar o filme para o introduzir num leitor de Dvd? Amanhã, dê por onde der, irei à loja pelos próprios pés (saindo do carro até entrar no centro comercial), para ver se isto ainda não chegou no mais comum dos formatos. Se não tiver chegado… dou meia volta e venho-me embora.

Numa noite marcada pelo desapontamento, só mesmo esta tradução em Virgem aos 40 Anos para tirar um sorriso:

Mooj: By the way, what date are you on now?
Andy: I think it’s around seventeen. It’s hard to tell actually what constitutes a date.
Tradução:
Mooj: Por falar nisso, em que data estás?
Andy: Por volta de 17, acho. É difícil dizer o que faz uma data.

Alvy Singer

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domingo, setembro 23, 2007

Confesso: I McLovin It!

Se existem bastantes filmes que apelam a muita gente, talvez existam ainda mais uns quantos que dizem apenas respeito a uma pequena minoria. Ao escrever sobre este Super Baldas, receio estar para aqui a dissertar sobre uma película que desperte a curiosidade de meia dúzia de cinéfilos que resistem a um título infeliz e a um tema mais do que visitado. A todos os que já resistiram a isto, os meus sinceros parabéns e felicitações, por terem descoberto, provavelmente, a melhor comédia do ano, até ao momento. A todos aqueles que pensam ter o que é necessário para combater estas duas adversidades, força! A todos os outros, vamos ver se as linhas que se seguem conseguem dizer com todas as letras que…hum…como dizê-lo… bem, que este filme é algo de excepcional. Super-Excepcional!

Antes de mais, é importante defender aqui a tradução. Apesar de algumas borradas que não poderemos, jamais, desculpar, outras vezes há em que aquilo que chega às mãos da editora é terrivelmente difícil de traduzir. É difícil compreender, por exemplo, como é que surge a alguém um nome como Granda Moca, Meu ou Sempre a Bombar. Tentemos algo de mais positivo. Com efeito, tendo estas duas referência, Super Baldas não é assim tão mau, apesar de intensificar uma mensagem errada que pode vir já do trailer: a de que este filme é apenas para todos os rapazes com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos. Super Baldas não é um filme apenas para rapazes e, muito menos, só para adolescentes.

Contudo, Superbad também não é um filme para todos. E não o é, não porque a sua mensagem é demasiado complexa, ou porque os assuntos tratados se restringem única e exclusivamente ao contexto norte-americano. Superbad é um filme para todos aqueles que já passaram pela adolescência, desde que se lembrem dela. Agora, é claro que, por estarmos a falar de uma comédia sobre a descoberta da sexualidade, os temas abordados acabam por ser hiperbolizados de modo a atingirem as chamadas situações hilariantes.

Logo na cena inicial, uma conversa ao pequeno-almoço, antes da ida para a escola, sobre sites pornográficos e como subscrever um, cujo nome não desperte a curiosidade dos pais, dita o rumo do filme. A partir daí, já sabemos qual será o trilho percorrido por esta história. Ou, será que sabemos? O espaço temporal do filme não chega a dois dias. Tudo se passa em cerca de dia e meio, por mais incrível que pareça. Num tão curto espaço de tempo, acontece tudo aquilo que apenas poderia acontecer num filme com a qualidade, irreverência, espontaneidade e inocência de Super Baldas. O filme é uma visita guiada à idade dos porquês, mas dos porquês aos quais ninguém quer responder.

O argumento de Seth Rogen e Evan Goldbergh é qualquer coisa de notável. A palavra fuck é proferida a uma média superior a uma vez por minuto. E nenhuma delas é desprovida de sentido. Jonah Hill é surpreendentemente hilariante, Michael Cera confirma o dom para a interpretação no registo geek, Christopher Mintz-Plasse é irrepreensível, e Bill Hader dá continuidade àquilo que já nos vinha habituando em Saturday Night Live. Quanto a Seth Rogen, guardaremos os elogios para depois de Knocked Up.

Será que podemos considerar Super Baldas ofensivo? Podemos. Será que podemos considerar Super Baldas obsceno? Podemos. Será que podemos considerar Super Baldas um dos filmes mais cómicos dos últimos tempos, para não dizer de sempre? Sem sombra de dúvida.

A história de dois melhores amigos e um bom compincha que apenas querem ir para a cama com uma rapariga, antes do liceu terminar, nada tem de American Pie. McLovin é uma nova página que se abre na história do cinema. Com a devida distância, este pode ser O Rei dos Gazeteiros de toda uma geração. Basta para isso acarinhá-lo, e descobrir a verdadeira mensagem por detrás deste hino à boa disposição.

Agora, se me perguntarem que imagem guardarei deste filme, certamente será aquela antes da fita começar a rolar, quando, numas filas mais à frente, vi uma espectadora folhear a Premiere… Os risos e as gargalhadas que surgiram com o filme fizeram esquecer tudo isto, por duas horas e, isso, é impagável. Haja mais filmes como este Super Baldas!

Alvy Singer

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