Três filmes em preparação e que, em nosso entender, merecem uma análise aqui no Deuxieme. Dois deles serão sequelas, o outro, um remake. Comecemos então pelas continuações dos trabalhos prévios, até porque um deles ainda agora chegou às salas.
Primeiro a de Superman Returns. Jamais ficaremos surpreendidos com o anúncio de um novo filme sobre o Homem de Aço. Aliás, o estranho é não fazerem mais. Todos sabemos quanto rende nas bilheteiras um filme do Super-Homem. No entanto, também sabemos que a Warner Brothers não ficou com um sorriso de orelha a orelha, após os resultados do filme de 2006. Foi mais um sorriso amarelo. A crítica não gostou nem desgostou, ou não tivessem quase todos corrido o filme com três estrelas. Os fãs ficaram sem saber bem o que dizer. Uns queixaram-se da falta de acção, outros gostaram de ver o lado mais pessoal de Clark Kent, perdão, Super-Homem. O que importa é que o estúdio responsável não está muito inclinado para os meios-termos. O próximo filme deverá ser tão estrondoso quanto possível. Vai daí e trata de arranjar um substituto para Bryan Singer e Brendan Routh. Quer dizer, isto ainda é o início, e tudo não passa de rumores que circulam em Hollywood. Contudo, são rumores com algum fundamento. Agora, o problema é se, ao abdicar do meio-termo, a Warner Brothers não vê a balança cair para o lado menos desejado. Não é qualquer projecto que se dá ao luxo de abdicar de um realizador como Bryan Singer.
A outra sequela, bom, ainda há pouco tempo falámos aqui deste filme e já se discute a sua continuação. O aspecto mais intrigante neste caso será encontrar a tagline para o filme, dado que a de I Am Legend é The last man on Earth is not alone. Só se for qualquer coisa como After all, there is another last man on Earth that is not alone. A não ser que Will Smith regresse e, aí, as coisas ficavam mais simples. O chato é que Smith reconheceu recentemente não estar muito virado para sequelas. Resquícios de Bad Boys 2? Seja como for, a Warner Brothersjá garantiu os direitos para uma segunda parte, caso ela venha a acontecer.
Quanto ao remake. Esta é a única razão que levaria a dar pulos de contentamento, quando já passa da uma da madrugada. Literalmente. Este é daquele tipo de notícia que nos leva a bater com a cabeça no computador, antes de a relermos novamente, só para confirmar que percebemos bem. E, percebemos mesmo bem. Neste momento, Guillermo Del Toro tem a secretária de trabalho atulhada com esboços de planos para o remake de Frankenstein. Com ou sem noiva, ainda não sabemos, mas, caramba, só a ideia. Então o que é que vais ver este fim-de-semana? Hum, nada de especial, talvez o Frankenstein do Del Toro. Só isto justifica todos os pulos de contentamento, seja a que hora for. Vamos lá saltar um bocadinho.
Não tendo visto nem O Último Homem na Terra (Boris Sagal, 1971), a primeira adaptação da obra de Richard Mateson, nem 28 Dias Depois (Danny Boyle, 2003), um filme que tem servido como termo de comparação com Eu Sou a Lenda, reconheço partir para esta consideração do filme de Francis Lawrence com menos trunfos na manga do que a maioria. No entanto, pegando um pouco nas considerações do post anterior sobre os paralelismos, estamos em crer que, não será necessário visionar mil filmes para chegar à conclusão de que Ladrões de Bicicletas é um filmaço. Assim como não será preciso ver tudo e mais alguma coisa que se fez no ramo da comédia, para perceber que a sequela de A Mascara deverá ser um dos piores filmes de sempre.
É claro que a cultura cinematográfica será sempre menor. O facto de não poder argumentar com alguém que, aguerridamente, defenda que os monstros de 28 Dias Depois estão melhor conseguidos que os de Eu Sou a Lenda, diminuirá sempre a credibilidade desta espécie de critica. Por outro lado, o que é a apreciação de um filme, senão a apreciação do filme em si, e nada mais? Gostaria de poder trazer à luz desta consideração aspectos e pormenores de filmes similares, contudo, lá por não ser possível, não quer dizer que não falemos aqui desta obra de Francis Lawrence que, talvez por não ter suscitado grandes expectativas, acabou por sair melhor do que a encomenda. Por opiniões trocadas pessoalmente este fim-de-semana, e pelas manifestações de desagrado lidas por essa Internet fora, podemos afirmar que não está muito na moda dizer que Eu Sou a Lenda é um bom filme. O primeiro impacto da obra, no nosso país, não foi o mais favorável, contrariamente ao que aconteceu do outro lado do Atlântico. Ou seja, estamos perante o inverso de A Vila.
Seja pela fraqueza do CGI no rosto dos humanos infectados, pelo product placement a rodos, pelo argumento manco que culmina num final em cima do joelho, ou pela débil realização de Lawrence, o filme parece não estar a reunir muitos fãs por estes lados. Com efeito, o CGI não é o melhor. Product placement quase que podia ser o subtítulo do filme. O argumento tem altos e baixos. O final é algo abrupto. A realização não é das mais brilhantes. No entanto, estamos longe, muito longe, de estar perante uma obra a evitar.
Cada ida de Will Smith ao clube vídeo para devolver um filme compensa, sobremaneira, as mil e uma caras iguais dos noctívagos. Cada diálogo/monólogo mantido com Sam, reembolsa as referências ao quer que seja. Cada plano de Nova Iorque destruída, equilibra aspectos do argumento menos conseguido de Akiva Goldsman (Código Da Vinci, Uma Mente Brilhante, Cinderella Man). E, por último, temos Will Smith. Não andaremos muito longe da verdade se dissermos que este trabalho suplanta o de Em Busca da Felicidade. As expectativas para o filme não eram as mais elevadas. Mas, para uma interpretação destas, então, é que não estavamos mesmo preparados. Evitem-se os comentários que incentivem alguém a evitar este filme. Aliás, este, e qualquer outro filme. Quem é que não tem orgulho em dizer que já viu Plan 9 From Outer Space (Ed Wood, 1954)?
O novo poster de I Am Legend podia ser o ponto de partida ideal para toda uma dissertação sobre este filme de Francis Lawrence, com Will Smith como protagonista. A verdade é que, para já, não há muito para dizer. O novo poster saiu e é isso. Damos uma vista de olhos, tentamos perceber o que dizem aquelas letras por detrás do senhor Smith, ficamos a conhecer a poderosa arma de apresentação, a companhia canina e, posto isto, podemos afirmar que o poster acaba por aumentar a curiosidade que, já de si dava para o grande. Agora, que este poster de I Am Legend faz-nos lembrar este outro, lá isso faz. O que está a dar são monumentos destruídos. Sacanas dos maus, têm sempre uma pontaria do camandro.
A título de curiosidade, as letras ao longo da vertical dizem “Is there anybody out there. Anybody please. You are not alone. My name is Robert Neville, I am broadcasting on all AM frequencies. I am a survivor living in New York City. I am living day by day, searching for others. I will be at the South Street Sea Port Every Day at midday when the sun is highest in the sky”. E depois repete. Um extended trailer como complemento.
A receita para tornar este post o mais duradouro possível, passa por abrir os seguintes links à média de um por dia. De forma espaçada e controlada, o gozo de visionar estes novos trailers espalhar-se-á então por todo o fim-de-semana, dando a agradável sensação de que cada dia trouxe uma novidade cinematográfica. A outra opção, bem mais célere, passa por ver tudo de enfiada e impiedosamente. Sem qualquer sentimento de culpa.
Bom, ficam então aqui os seguintes trailers:
American Gangster. Que enorme decepção será, se este não for um dos filmes do ano. O trailer respira Departed por todos os poros, mas também um pouco de Heat, Os Intocáveis, Scarface… Estamos em crer que nele reside algo, ainda desconhecido, que marcará bem a distância para todos aqueles que lhe serviram de referência. Caso contrário… depois falamos, senhor Scott.
The Brave One. Assistir a um trailer de Neil Jordan, com tão boas indicações, é quase como vestir a pele de James Bond, em Casino Royale, naquela cena em que, com uma corda, Le Chifre acerta violentamente nos nossos… Bom, a tortura é colossal. Ficamos a pedir por mais, como se não houvesse amanhã. Mas teremos muitos amanhãs até que ele chegue. A estreia está marcada para finais de Outubro…
I Am Legend. Do realizador de Constantine (2005), Francis Lawrence, chega-nos o novo filme de Will Smith, a sequela de O Dia da Indepência… Perdão, I Am Legend. É porque aqui não falamos de uma tradicional ameaça alienígena. O perigo chega-nos através de horrendas formas vampíricas, contra as quais Neville (Will Smith) terá de lutar com unhas e dentes. Mais um blockbuster, ao virar da esquina.