Não saem de uma linha de montagem, mas parece. Ainda com Angels & Demons a caminho, chegada prevista para 14 de Maio, e já aí está a Columbia a anunciar um terceiro filme sobre as incríveis capacidades de Robert Langdon para resolver problemas de Sudoku e outros enigmas. De acordo com a Variety, o próximo livro de Dan Brown, que sairá a 15 de Setembro nos Estados Unidos e Canadá, será a obra a adaptar. The Lost Symbol, com uma primeira edição que aponta para cinco milhões de impressões. Por enquanto, informação sobre o livro é coisa que não abunda pela net. No entanto, parece que o tema central será a maçonaria, e a acção desenrolar-se-á em Washington. Por qualquer razão, lembrámo-nos agora de Jerry Bruckheimer. Estranho. Bem, continuando. Por esta altura, o terceiro capítulo da saga parece bem encaminhado. Se Angels & Demons se portar melhor junto da crítica e do público do que The Da Vinci Code – que não é difícil –, e arrecadar mais de meio bilião de dólares em todo o mundo, o mais certo é Ron Howard e Tom Hanks voltarem a trabalhar no mesmo set de rodagem. Caramba, agora lembrámo-nos de Nicolas Cage. Esquisito. Enfim, não deve ser nada.
Sejamos francos. Custa-nos estar ao lado de Ron Howard. Primeiramente, por não estarmos habituados. Protestar com o realizador de A Beautiful Mind (2001) e Cinderela Man (2005) é algo que sai com muito maior facilidade. Não que tenhamos particular interesse em mandar vir com o cineasta. Apenas porque, entre Apollo 13 (1995) e Frost/Nixon (2008), não lhe reconhecemos metade do mérito que Hollywood quis impingir ao resto do mundo. Em segundo lugar, por estarmos a apoiar Howard numa causa por um título em que acreditamos muito pouco, para não dizer mesmo nada. Anjos e Demónios é bem capaz de ser o Mais Pequeno Grande Filme de 2009. Blockbuster puro e duro. Uma estrela no principal papel, sequela, êxito de bilheteira e entretenimento das massas. Duas horas depois, no caminho para casa, para muitos, a grande dúvida será se o cabelo de Tom Hanks está melhor da segunda vez. Contudo, ao menos por cá, teremos oportunidade de ajuizar essa pertinente questão. No Vaticano, todos ficarão a roer-se. Mas, porque querem.
Resumidamente, de acordo com o Avvenire, jornal oficial do Vaticano, e o Times Online, a Igreja não pode aprovar o filme. Segundo o La Stampa – via Telegraph –, Vatican will soon call on Catholics to boycott the film. Estamos bonitos. A excentricidade da trama chega ao ponto do Arcebispo Velasio De Paolis alertar para o facto de um boicote poder provocar um ‘efeito boomerang’, dando ao filme ainda mais publicidade. Depois dos restringimentos e proibições durante as filmagens, a Igreja pretende ir ainda mais longe. Mas, se nos lembramos do que disse na altura o Padre Marco Fibbi, porta-voz do Vaticano – ‘Usually we read the script but in this case it wasn't necessary. Just the name Dan Brown was enough’ – este desfecho deixa de ser tão surpreendente. Bolas, e nós a pensar que éramos os únicos preconceituosos. Menos mal.
Depois destes dois, falta saber se o outro V desta trindade é o de Vitória ou Verborreico. Ron Howard já nos mostrou ser capaz do melhor e do pior. E, por vezes, é tão fácil confundi-los. Aqui fica o primeiro teaser de Anjos e Demónios.
A anterior adaptação de uma obra de Dan Brown traduziu-se num tremendo sucesso de bilheteira. Apesar das reacções iniciais da crítica não terem sido as mais favoráveis, o primeiro fim-de-semana resultou nuns simpáticos 301 milhões de dólares, em todo o mundo. Tivesse o filme correspondido às expectativas, e o êxito teria sido, muito provavelmente, ainda maior. No entanto, o boca-a-boca encarregou-se de difundir desilusões e O Código Da Vinci (Ron Howard) acabou por ser apenas um dos mais rentáveis de 2006. Hoje, com esperanças resfriadas, voltamos a entregar-nos nas mãos de Ron Howard, na transposição de um romance de Dan Brown para o grande ecrã. Há quem diga que apesar da notoriedade internacional de O Código Da Vinci, Anjos e Demónios é a verdadeira relíquia no espólio do escritor. Fazendo jus à proporcionalidade directa, esperamos que este filme esteja uns furos acima do antecessor. Brian Grazer, produtor dos dois, já teve o cuidado de serenar os mais pessimistas, dizendo que este será menos encenado, com muito menos diálogos. Desta vez, quando ele fala, está a andar, diz o produtor. Para além desta foto de Robert Landgon (Tom Hanks) e Vittoria Vetra (Ayelet Zurer), outras três foram dadas a conhecer. Numa delas podemos ver Ewan McGregor com as vestes de Carlo Ventresca.
A notícia é apenas esta: Naomi Watts foi escolhida para um dos principais papéis em Anjos e Demónios (uma das primeiras vítimas da greve dos argumentistas), o próximo filme de Ron Howard com Tom Hanks como Robert Langdon. No entanto, repare-se como isto chega para começarmos logo a falar deste título, colocando aqui duas questões que julgamos ser pertinentes.
Primeiro, será que Watts é a melhor actriz para desempenhar o papel de Vitoria? Confesso que, apesar de ter o livro aqui para casa – já não sei se o comprei, ou se veio naquele ano da enxurrada de prendas que foram os livros de Dan Brown –, ainda não o li. Por isso, não faço ideia de como será esta tal Vitória. A julgar apenas pelo actor que faz de Langdon, diria que esta é uma boa aposta. Pode ser que a escuridão de Hanks se equilibre com a luminosidade de Watts e, no fim, saia alguma de jeito.
Segundo, depois do banho de água fria, para não dizer gelada, que foi O Código Da Vinci, quem é que ainda tem vontade de ver este filme, quando ele chegar na primavera de 2009? Teremos em mãos uma outra receita de bilheteira astronómica? Ou muito me engano, ou também estarei na plateia deste, como boa ovelhinha que sou.