Novas promessas.
 Até hoje, uma sequela de Eastern Promisses (David Cronenberg, 2007) parecia-nos tão provável como alguém ser capaz de fechar uma gaveta à chave e meter a chave lá dentro – já agora, Danny Ocean deve ser o homem para este trabalho. Agora, graças a uma entrevista do cineasta com a MTV – num post que começa logo com um spoiler a revelar o fim do filme –. somos obrigados a considerar um segundo capítulo da história de Nikolai e Anna como algo menos hipotético, e mais próximo do real. Por mais distante que isso ainda esteja. Por enquanto, apenas temos as declarações de Cronenberg. E, porque temos no cineasta um homem de palavra, aqui ficam elas.
“We are moving forward with it. We all are excited about the idea of doing a sequel. We are going to have a meeting very soon between me, Steve Knight and Paul Webster to discuss what the script would be”.
Quer isto dizer que, para além de Cronenberg e Mortensen – actor que o realizador não se cansa de elogiar –, Steve Knight, o argumentista, e Paul Webster, o produtor, deverão voltar a fazer parte da equipa. Scanners (1981) e The Fly (1986) foram os únicos filmes de Cronenberg a ter uma continuação. No entanto, o realizador acabaria por ser outro. A sequela que Cronenberg mais perto esteve de realizar foi Basic Instinct 2. Cruzes canhoto. Até final do ano, esperamos novidades. Gostámos da ideia. Estamos sempre prontos para ver Nikolai apagar um cigarro.
Bruno Ramos Etiquetas: David Cronenberg, Eastern Promises, Naomi Watts, Viggo Mortensen
Fontes de inspiração.
 Ontem, escrevemos neste espaço.
“Com a vitória de Penélope Cruz, Woody Allen juntou-se ao grupo de realizadores, composto por Martin Scorsese, John Ford, Clint Eastwood, e George Cukor, que dirigiram cinco actores a uma vitória nas categorias de interpretação nos Oscars. À frente destes, apenas Fred Zinnemann (6), Elia Kazan (9), e William Wyler (13)”.
Errado. Nesse grupo, já Woody Allen estava. Depois de 22 de Fevereiro, o realizador juntou-se sim, a Fred Zinnemann. Fica feita a emenda. Agora, não é só isso que nos traz aqui. Uma dúvida se nos colocou durante o dia de hoje. Ao passarmos os olhos por outros sites e blogs que noticiavam o recrutamento de Freida Pinto e Naomi Watts para o próximo filme de Allen, não pudemos deixar de reparar que musa foi o termo preferido para colocar na manchete. Agora, porque é que quando se trata de Woody Allen e a sua actriz, musa é uma palavra que sai com tanta facilidade? Pura retórica. Ou talvez não. Woody Allen conduziu seis actores ao Oscar. Apenas um é do sexo masculino, Michael Caine (Hannah and Her Sisters). As outras cinco foram Diane Keaton (Annie Hall), Dianne Wiest (Hannah and Her Sisters, Bullets Over Broadway), Mira Sorvino (Mighty Aphrodite), e Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona). Cinco dos seus filmes contêm o nome de uma personagem feminina, Annie Hall (1977), Hannah and Her Sisters (1986), Alice (1990), Melinda and Melinda (2004), e Cassandra’s Dream (2006), e outros dois fazem clara alusão, Another Woman (1988) e Mighty Aphrodite (1995). Allen é um cineasta que escreve papéis femininos como poucos, e poucas deverão ser as actrizes que lhe passaram pelas mãos e hoje desejavam não o ter feito. Pelo contrário. No entanto, parece-nos precipitado dizer que Freida Pinto ou Naomi Watts são as próximas musas de Allen. Nem mesmo Scarlett Johansson ainda pode ser considerada como tal. E, de cada vez que nos lembramos que Kate Winslet foi a primeira escolha para Match Point, e abandonou o projecto à última da hora. Cala-te boca.
Alvy Singer Etiquetas: Freida Pinto, Naomi Watts, Scarlett Johansson, Woody Allen
Freida Pinto e Naomi Watts, no próximo de Woody Allen.
 Com a vitória de Penélope Cruz, Woody Allen juntou-se ao grupo de realizadores, composto por Martin Scorsese, John Ford, Clint Eastwood, e George Cukor, que dirigiram cinco actores a uma vitória nas categorias de interpretação nos Oscars. À frente destes, apenas Fred Zinnemann (6), Elia Kazan (9), e William Wyler (13). Daí que muito actor em busca da estatueta dourada possa olhar para o cineasta, que este ano nos trará Whatever Works, como uma espécie de quinto elemento. Aquele que põe tudo a funcionar. Agora, outros entregar-se-ão às mãos de Allen, apenas pelo prazer de trabalhar como um dos mais influentes realizadores de todos os tempos – que a EW se atreveu a deixar de fora na lista dos 25 melhores da actualidade –, e viver a experiência de uma vida. Estamos em crer que terá sido mais essa a razão de Freida Pinto. Ontem, ao ser questionada pelo Today Show sobre uma eventual colaboração no próximo filme de Woody Allen, a estrela de Slumdog Millionaire respondeu “Yes, it's up (begins) in July (09). So thank you, Danny Boyle, for helping me take off”. Esta manhã, o CanMag não só confirma, como acrescenta que Naomi Watts será a outra actriz do projecto. As duas juntam-se, assim, aos já conhecidos Josh Brolin e Anthony Hopkins. Mas, vamos por partes, e venham de lá mas é primeiro as peripécias de Larry David e Evan Rachel Wood. Obrigado à Ritha, pelo alerta. Bruno Ramos Etiquetas: Evan Rachel Wood, Freida Pinto, Larry David, Naomi Watts, Woody Allen
The International - Clip.
 Clive Owen terá três filmes a estrear em 2009. E, dois deles, ou não partilhassem o mesmo género – thriller –, parecem bastante semelhantes. No entanto, um deles parece querer levar as coisas mais a sério. Por isso é que aguardamos pelo outro com maior ansiedade. O primeiro, mais empenhado em colar o espectador à cadeira, é The International, de Tom Tykwer (Perfume: The Story of a Murderer). O segundo, Duplicity, de Tony Gilroy (Michael Clayton). Apesar de ser este último que mais puxa por nós, hoje, é The International que aqui nos traz. Passado em Nova Iorque, o filme relata a história de Louis Salinger (Owen), um incansável agente da Interpol que lidera uma investigação a uma das mais poderosas instituições bancárias do mundo, com o intuito de expor o seu financiamento ao armamento, corrupção e ligação a uma série de assassínios. Os esforços levados a cabo rapidamente o lançam numa espiral obsessiva, quando aqueles que o deveriam ajudar, levantam ainda mais barreiras. Ao lado de Clive Owen, poderemos ver Naomi Watts. Aqui fica um clip de The International. Por cá, o filme terá o título de A Organização, e tem estreia prevista para 23 de Abril. O que quer dizer… 25 de Abril é Sábado. Bolas! Bruno Ramos Etiquetas: Clive Owen, Naomi Watts, The International
Esperam-se voos picados.
 O post imediatamente anterior fala sobre dois pesos e duas medidas. Sobre como podemos mudar as regras do jogo, só por que nos apetece. Curioso como o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro em tão pouco tempo. Se há coisa sobre a qual ainda não consigo formar uma opinião decente, com cabeça, tronco e membros, são os remakes. Num dia posso aplaudir de pé a decisão de pegarem naquele clássico maravilhoso – como acontece com o previsto Frankestein de Guillermo Del Toro –, para logo a seguir rogar pragas a todos aqueles que se lembraram de mexer no legado de determinado mestre. Apesar de tudo, acho que balanço cada vez para esta última posição. Não que rogar pragas traga saúde a alguém, no entanto, esta solução fácil já pareceu mais atraente. Sobretudo, neste caso. Esta semana, Naomi Watts falou ao Shock Till You Drop, colocando um ponto final da especulação em torno do remake de Os Pássaros (Alfred Hitchcock, 1963), que nunca mais anda para a frente. Primeiro era para ser no inicio de 2008, depois passou lá para os finais, agora deve ser só em 2009. No entanto, descansem aqueles que receiam a queda deste projecto. Naomi Watts fez questão de afirmar que o argumento ainda não está completo, e por isso o filme é capaz de demorar. Mas, só isso. Demorar. Porque, o mais provável é que aconteça, e com Martin Campbell ( Casino Royale, A Máscara de Zorro) na realização. “ It's a work-in-progress at this point. I think it's a wonderful film. There are great things in it that interest me. The script isn't completely there yet, it probably won't happen until next year”. Agora, talvez seja por estarem a remexer nesta obra, absolutamente inimitável, que devia permanecer nas nossas estantes como a única com este título, que tudo isto não me parece bem. Talvez haja mesmo uma fronteira que separa aquilo que pode ser repetido, daquilo que devia para sempre permanecer como exemplar único. Nestas coisas, há artes que são muito claras. No cinema, chamam-se remakes. Na música, covers. Na pintura, falsificações. Porque não há nada melhor do que um bom filme, o nosso único desejo é que o resultado seja satisfatório para todos, sobretudo para aqueles que se sentam na sala escura. Contudo, gostaríamos muito mais de receber outras aves raras, se é que nos fazemos entender. Alvy Singer Etiquetas: Alfred Hitchcock, Martin Campbell, Naomi Watts, The Birds
Dos Anjos e Demónios, esta faz parte dos anjos.
A notícia é apenas esta: Naomi Watts foi escolhida para um dos principais papéis em Anjos e Demónios (uma das primeiras vítimas da greve dos argumentistas), o próximo filme de Ron Howard com Tom Hanks como Robert Langdon. No entanto, repare-se como isto chega para começarmos logo a falar deste título, colocando aqui duas questões que julgamos ser pertinentes. Primeiro, será que Watts é a melhor actriz para desempenhar o papel de Vitoria? Confesso que, apesar de ter o livro aqui para casa – já não sei se o comprei, ou se veio naquele ano da enxurrada de prendas que foram os livros de Dan Brown –, ainda não o li. Por isso, não faço ideia de como será esta tal Vitória. A julgar apenas pelo actor que faz de Langdon, diria que esta é uma boa aposta. Pode ser que a escuridão de Hanks se equilibre com a luminosidade de Watts e, no fim, saia alguma de jeito. Segundo, depois do banho de água fria, para não dizer gelada, que foi O Código Da Vinci, quem é que ainda tem vontade de ver este filme, quando ele chegar na primavera de 2009? Teremos em mãos uma outra receita de bilheteira astronómica? Ou muito me engano, ou também estarei na plateia deste, como boa ovelhinha que sou. Alvy Singer Etiquetas: Anjos e Demónios, Naomi Watts, Ron Howard
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