Deuxieme


domingo, maio 31, 2009

Lucy Punch.

Colocar Woody Allen num pedestal é algo que nos sai com naturalidade. Diz que é impossível espirrar sem fechar os olhos. Pois, por aqui, acreditamos ser impossível escrever um texto sobre Allen sem deixar cair algures o vocábulo génio. Incrível. Já está. E, a provar a tal convicção de que falávamos, a palavra lá saiu quase que por vontade própria. Dado que o mestre continua a lançar filmes para o mercado à média de um por ano tem-se tornado um hábito começar a mandar bitaites sobre um determinado projecto de Allen em pré-produção, quando um outro ainda não viu a luz do dia. Desta feita, as novidades e consequentes motivos de converseta rodeiam a saída de cena de Nicole Kidman, do próximo filme do realizador de Manhattan. Segundo a Variety, Kidman foi forçada a abandonar a película devido a conflitos de agenda com The White Rabbit, um título que co-protagonizará com Aaron Eckhart, que terá a realização de John Cameron Mitchell, e onde será também produtora. Agora, com a saída de Kidman, seria de esperar que Allen fosse atrás de alguém de igual renome. Uma outra estrela possante. De primeira linha. Mas não. Riscando esse critério do casting, Allen optou por Lucy Punch. Quem? Exacto. Do currículo de Punch constam participações nos belíssimos Being Julia e Hot Fuzz, e uma longa passagem pela série The Class. Ainda assim, a actriz será uma distinta desconhecida para a grande maioria dos cinéfilos. Alguns fãs de Kidman defendem que esta foi uma decisão sensata, e que a actriz nada teria a ganhar com o caduco Allen. Alguns fãs deste último alegam que Kidman não seria o chamariz de bilheteira que o estúdio pretende, e arruinaria por completo qualquer hipótese de sucesso da obra. Afinal, tudo está bem quando acaba bem.

Bruno Ramos

Etiquetas: , ,

segunda-feira, novembro 03, 2008

As Horas - São 3.

Photobucket

Tudo em Australia faz supor grandiosidade. Orçamento simpático de 120 milhões de dólares; elenco vistoso, encabeçado por Nicole Kidman e Hugh Jackman; realizador com visão; e teasers e trailers que mostram orgulhosamente paisagens e planos arrebatadores. O vocábulo épico é o primeiro que se nos ocorre. E, como que para não defraudar expectativas neste particular, está confirmada a longa duração da obra, a rondar os 170 minutos. Bem menos tempo que isso demora o mais recente trailer.

Bruno Ramos

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, setembro 29, 2008

Aussie.

As imagens que continuam a chegar-nos de Australia vão apenas engrandecendo o desejo já de si avultado, de ver um novo filme arquitectado pela engenhosa mente brilhante de Baz Luhrmann. Depois de um primeiro teaser e primeiro trailer, este novo cartão-de-visita vem alimentar ainda mais esta vontade crescente de conhecer a terra austral. A avaliar pela beleza destes planos, estamos em crer que a lente de Luhrmann valerá uns largos milhares de panfletos turísticos. Agora, o mais recente trailer faz questão de focar o ponto de que esta é uma história de amor. Mais do que tudo o resto. E, para além da fotografia arrebatadora que parece esconder-se a cada paisagem, uma ligeira brisa de A Rainha Africana faz-se notar. O ambiente, pelo menos, é propício.

Bruno Ramos

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

A velha questão da quantidade e qualidade.

A ideia para este post era outra. Quer dizer, acabamos por falar do que estava previsto, no entanto, a pesquisa para a construção deste texto levou a uma descoberta assombrosa que merecerá, sem sombra de dúvida, uma menção especial. Pois bem, à luz da recente nomeação de Ruby Dee para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, pareceu-nos interessante trazer mais algum trivia sobre os Óscares a este espaço, desta feita sobre as performances comprimidas. Pois, caso Ruby Dee ganhe pelo seu desempenho em Gangster Americano, tornar-se-á na vitória com menos tempo na tela de sempre. Um vídeo no Youtube mostra todos os momentos em que Mama Lucas surge no grande ecrã. Cronometrado, andará à volta dos 4 minutos e 45 segundos.

Ora, isto poderá bater aqueles que são os dois desempenhos mais repentinos a serem galardoados com um Oscar: Beatrice Straight, por Network – Escândalo na Televisão (Sidney Lumet, 1976), onde esteve em cena menos de seis minutos, com apenas oito falas, num total de 260 palavras; e Judi Dench, por A Paixão de Shakespeare (John Madden, 1998), onde apenas apareceu durante oito minutos, com catorze falas e 446 vocábulos. Na categoria de Melhor Actor Secundário, esta distinção cabe a Anthony Quinn, pelos seus nove minutos como Paul Gaugin em A Vida Apaixonada de Van Gogh (Vincente Minnelli, 1956).

Agora, isto diz respeito às categorias secundárias. A surpresa maior desta pequena investigação surgiu quando chegámos à categoria principal. Saber que Nicole Kidman é a vencedora neste capítulo pelos trinta minutos de As Horas (Stephen Daldry, 2002), não é verdadeiramente chocante. Meia hora, para uma actriz principal, quando o protagonismo das secundárias está bem vincado, não está nada mau. Por outro lado, descobrir que Anthony Hopkins teve direito somente a dezasseis minutos na tela, em O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme, 1991), é algo deveras aterrorizador. Com tão pouco tempo de exposição, a personagem de Hannibal Lecter atravessa o filme duma ponta à outra, graças ao mérito do actor britânico. Com diálogos deste calibre, percebe-se porque é que pouco mais de um quarto de hora foi suficiente para este senhor arrebatar a estatueta.

Alvy Singer

Etiquetas: , , , , , ,

domingo, setembro 23, 2007

Ódios de estimação.

Num artigo recentemente publicado no site da msnbc, o critico de cinema Alonso Duralde, obriga-nos a alguma reflexão, ao questionar o real talento das estrelas que vão dando entrevistas em todos os canais de televisão, que vão protagonizando filmes atrás de filmes, que vão criando uma linha de roupa ou de perfumes, e que vão sendo capa de revistas de todo o mundo. Duralde começa por acusar Dane Cook, um dos humoristas em voga, por esta altura, nos Estados Unidos. Cook, que já participou em Employee of the Month e Mr. Brooks, brilha agora ao lado de Jessica Alba em Good Luck Chuck. O que o critico norte-americano não consegue perceber, e pergunta em voz alta, é porque razão Dane Cook deverá ser considerado uma estrela de cinema, e porque é que tinta deve ser gasta sobre as coisas que ele vai fazendo, se em nenhuma delas podemos encontrar talento? Mas, é o próprio Duralde que acalma as hostes dizendo que sempre existiram nesta profissão celebridades que atingem os píncaros da fama sem nunca terem mostrado as valências necessárias para lá chegar.

Duas das visadas pela caneta, melhor, teclado de Alonso Duralde são Jessica Alba e Jessica Biel. O crítico refugia-se nos comentários de personalidades que procuram o anonimato através de iniciais. Por exemplo, sobre Biel, é um tal de B., um critico e argumentista, que diz que a interpretação de Biel em I Know Pronounce You Chuck and Larry o fez desejar ser capaz de colocar pipocas nos ouvidos…

Dadas as primeiras alfinetadas, Duralde ataca ainda Adrian Grenier, um dos rapazes de Entourage, antes de seguir para um alvo mais apetitoso: Nicole Kidman. Segundo L., seja L. um homem ou uma mulher, Kidman é a Madonna do cinema. Ela é boa só em juntar-se com as pessoas certas. De Kidman, Duralde parte para John Travolta (que esteve mal em Hairspray o que significará, provavelmente, uma nomeação aos Óscares), e Reneé Zellweger (que enquanto protagonista de uma comédia romântica dá sempre ares de boneca).

Ao pensar nisto, constato que existem de facto alguns nomes pouco consensuais, sobre os quais uma grande maioria defenderia a sua alienação definitiva do mundo do cinema. Steven Seagal, os argumentistas dos últimos cinco capítulos da saga Academia de Policia e, talvez, Lawrence Guterman. Dizer que Nicole Kidman, Reneé Zellweger e John Travolta não têm talento, parece-me um pouco exagerado. Pessoalmente, por muito que não consiga gostar de Chris Tucker, Ashley Judd e Colin Farrell, ainda lhes vou dando o benefício da dúvida. Existem por aí opiniões mais vincadas?

Alvy Singer

Etiquetas: , , , , , ,

quarta-feira, maio 23, 2007

4 - Margot at the Wedding.

À beira do pódio ou, neste caso, se quisermos, do altar, surge, no quarto lugar, Margot at the Wedding. O próximo filme de Noah Baumbach, o responsável por uma das pérolas de 2005, A Lula e a Baleia, promete ser uma nova obra intimista, com uma profunda carga dramática, à qual deverá aliar magistralmente um ténue pendor humorístico, como que a dizer Epá, isto dos dramas é muito melhor quando a gente se ri, um pouco à imagem do que aconteceu com o seu filme anterior. Sim, porque Noah Baumbach bem que pode ser apelidado de ‘Alan Ball versão indie’.

Nicole Kidman, a Margot do título, terá a companhia de Jack Black, Jennifer Jason Leigh (mulher de Noah Baumbach), e John Turturro. O filme irá girar, por mais estranho que pareça, em torno de Margot, mais concretamente durante uma viagem de fim-de-semana em que esta parte com o filho para visitar a sua irmã (Leigh).

Sinopse limitada? Sim. Mas é o suficiente para perceber que o realizador regressará com um habilidoso retrato familiar, onde as imagens captadas certamente estarão longe de um embelezamento gratuito da condição humana. Agora, isso não significa a ausência de gargalhadas monumentais, nem de um final feliz. Afinal, até Lester Burnham morreu com um sorriso nos lábios.

Restam então três filmes para aguardar com enorme expectativa, em 2007? Não, claro que não. Mas é já possível adiantar que esse em que estão a pensar, neste preciso momento, não figura entre os três primeiros. E aquele outro, também não.

Alvy Singer

Etiquetas: ,

Menu Principal

Home
Visitantes
Website Hit Counters

CONTACTO

deuxieme.blog@gmail.com

Links

Descritivo

"O blogue de cinema"

  • Estreias e filmes em exibição
  • Próximas Estreias
  • Arquivos

    outubro 2006 novembro 2006 dezembro 2006 janeiro 2007 fevereiro 2007 março 2007 abril 2007 maio 2007 junho 2007 julho 2007 agosto 2007 setembro 2007 outubro 2007 novembro 2007 dezembro 2007 janeiro 2008 fevereiro 2008 março 2008 abril 2008 maio 2008 junho 2008 julho 2008 agosto 2008 setembro 2008 outubro 2008 novembro 2008 dezembro 2008 janeiro 2009 fevereiro 2009 março 2009 abril 2009 maio 2009 junho 2009 julho 2009 agosto 2009 setembro 2009 outubro 2009 novembro 2009 janeiro 2010 fevereiro 2010 março 2010 abril 2010 maio 2010 junho 2010 julho 2010 setembro 2010 outubro 2010 novembro 2010 dezembro 2010 janeiro 2011 fevereiro 2011

    Powered By





     
    CANTINHOS A VISITAR
  • Premiere.Com
  • Sound + Vision
  • Cinema2000
  • CineCartaz Público
  • CineDoc
  • IMDB
  • MovieWeb
  • EMPIRE
  • AllMovieGuide
  • /Film
  • Ain't It Cool News
  • Movies.Com
  • Variety
  • Senses of Cinema
  • Hollywood.Com
  • AFI
  • Criterion Collection